quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Missão de paz no Timor-Leste chega ao fim

Missão de paz da ONU no Timor-Leste acaba este mês
Secretário-Geral da ONU à época, Kofi Annan (esq.) é recebido em Dili, capital do Timor-Leste, pelo líder da independência Xanana Gusmão e o Administrador Transitório da ONU, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello. (ONU/Eskinder Debebe, em 17 de fevereiro de 2000Presentes no país desde 1999 – para conduzir o processo de independência do Timor-Leste da Indonésia – finalmente os boinas azuis deixam o país, no dia 31 de dezembro, quando a Missão Integrada das Nações Unidas no Timor-Leste (UNMIT) terá suas atividades encerradas. A partida, porém, não representa o fim do engajamento da ONU na pequena ilha, que ainda enfrenta muitos desafios.
Desde sua independência, o Timor-Leste recebeu cinco forças de paz da ONU, cada uma com um mandato diferente, criado pelo Conselho de Segurança para atender as dificuldades e necessidades que o país atravessava.
A última delas, a UNMIT, foi estabelecida em agosto de 2006, e garantiu o cumprimento da lei e a segurança pública até que a polícia timorense – praticamente inexistente até então – pudesse ser reconstituída e estivesse em condições de assumir esses papeis.
O amplo mandato incluiu ajuda ao Governo para a realização de eleições; capacitar os setores de governança, justiça e segurança; fortalecer os mecanismos de direitos humanos; e concluir investigações sobre sérias violações de direitos humanos cometidas em 1999 – ano em que a primeira das cinco missões da ONU chegou ao país.
Ela substitui uma missão política que funcionou de maio de 2005 a agosto de 2006: o Escritório das Nações Unidas no Timor-Leste (UNOTIL), que apoiou o desenvolvimento de instituições nacionais fundamentais e da polícia. Também ofereceu treinamento sobre governança democrática e direitos humanos.
Já a Missão das Nações Unidas de Apoio no Timor-Leste (UNMISET), de maio de 2002 a maio de 2005, foi uma operação de manutenção da paz que ofereceu assistência ao recém-independente Timor-Leste, agora sob o comando do presidente democraticamente eleito Xanana Gusmão, até que todas as responsabilidades operacionais fossem completamente devolvidas às autoridades nacionais e o país alcançasse autossuficiência.
A Missão das Nações Unidas no Timor-Leste (UNAMET), de junho a outubro de 1999, foi uma missão política para organizar e conduzir uma consulta popular sobre a adoção de uma autonomia especial dentro da Indonésia. Porque o povo escolheu a independência, iniciou-se a Administração Transitória das Nações Unidas no Timor-Leste (UNTAET), liderada pelo brasileiro Sérgio Vieira de Mello de outubro de 1999 a maio de 2002 – uma missão de paz em formato sem precedentes.
O progresso do Timor-Leste
A resiliência e a determinação do povo timorense e de seus líderes – com apoio da comunidade internacional, incluindo o Brasil – fez o país progredir. Os deslocados retornaram para suas casas. Desde março de 2011, a polícia nacional assumiu a responsabilidade de todo o país, sem problemas significativos de desrespeito à lei e à ordem. A sociedade civil timorense e a imprensa estão crescendo cada vez mais fortes, contribuindo de forma importante para o debate democrático no país.
A pobreza diminuiu como resultado de investimentos públicos em infraestrutura e serviços, alimentados com os recursos do petróleo. A expectativa de vida aumentou mais de dois anos, chegando agora a 62,1. As matrículas na escola primária passaram de 63% em 2006 para 90% atualmente e o país está no caminho para acabar com analfabetismo adulto até 2015.
Este ano, mais de 70% da população compareceu às urnas para escolher presidente e parlamentares. Por meio de um sistema de cotas, o Legislativo nacional foi composto agora por 38% de mulheres – a maior representação parlamentar feminina no Pacífico Asiático.
Para saber mais sobre como a nação foi erguida após a guerra, acesse “Momentum: Timor-Leste molda um futuro vibrante”: www.momentum.tl/pt
O website – criado pela UNMIT – está disponível em português, inglês e tétum.
ONU/montedo.com

domingo, 2 de dezembro de 2012

Defesa inicia preparos para a quinta troca do contingente brasileiro na FTM/Unifil



altBrasília, 12/11/2012 –
Em uma reunião de dois dias, o Ministério da Defesa (MD) começou a se preparar para o rodízio do contingente brasileiro que integra a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FTM/Unifil). Para isso, representantes das Forças Armadas e do Ministério das Relações Exteriores (MRE) reuniram-se no MD e debateram sobre a atual conjuntura no Líbano.

Na abertura do evento, o subchefe de Operações do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), vice-almirante Luiz Henrique Caroli, falou sobre sua experiência como primeiro comandante em uma missão brasileira de paz no Líbano. “Nós temos uma boa imagem pelo Brasil ser um país neutro, pela nossa postura política, pela tentativa de sempre buscar soluções pacíficas, mas principalmente pelas características culturais de termos o sentido agregador e aceitarmos as diferenças, e isso é bem visto. Vocês serão bem recebidos."

Caberá ao contra-almirante Joese de Andrade Leandro assumir a liderança da FTM-Unifil. Ele estará no comando da Fragata Constituição (F-42) com ajuda de mais oito oficiais, quatro praças, além do efetivo de 248 militares. O almirante Leandro vem do Comando de Operações Navais, no Rio de Janeiro (RJ), e assumirá a missão no dia 25 de fevereiro de 2013. O militar, que já é experiente em missões internacionais, falou das suas expectativas: “É uma missão importante para o Brasil e para a representatividade que o nosso país tem, pela demonstração e pela capacitação dos brasileiros”.

altOs representantes do MRE tiveram a oportunidade de apresentar a participação das operações conjuntas no preparo e emprego de navio no Líbano; histórico dos conflitos no Oriente Médio; solução de controvérsias nas relações Líbano e Israel; política externa brasileira no Líbano; principais desafios; entre outros.

O diplomata Paulo Roberto Tarrisse de Fontoura, que há pouco retornou para o Brasil depois de três anos como embaixador brasileiro no Líbano, exaltou a importância da atuação brasileira como tropa de paz. Na visão dele, “temos uma contribuição efetiva e acho que nunca o Brasil esteve como hoje tão presente em uma operação de paz que mexa com o DNA da segurança e com a geopolítica internacional”.

O novo comandante e os integrantes da 5ª tropa foram apresentados ao chefe do EMCFA, general-de-exército José Carlos De Nardi, que, na ocasião, cumprimentou o novo contingente, desejou boa sorte a todos os oficiais e falou da possibilidade de estar presente na substituição dos comandantes dos contingentes no Líbano.

altFTM/Unifil

O rodízio ocorre de seis em seis meses. Atualmente, a FTM é comandada pelo contra-almirante Wagner Lopes de Moraes Zamith, que assumiu a missão em fevereiro de 2012. Esta será a primeira troca do contingente em 2013. A F-42 substituirá a Fragata Liberal (F-43), que chegou em território libanês em maio e ficará até novembro deste ano.

A FTM-Unifil, sob a égide da Organização das Nações Unidas (ONU), atua na retirada de tropas israelenses do Líbano. Somente em 2006 a FTM integrou a missão com o objetivo de impedir a entrada de armamento no país pela interdição marítima.

Fotos: Felipe Barra

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa
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