quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Marinha americana deixará dois destróieres de prontidão na costa líbia


A Marinha dos Estados Unidos enviou nesta quarta-feira dois destróieres (navios de guerra) à costa líbia, após a morte de quatro diplomatas --incluindo o embaixador americano na Líbia-- em um ataque ao consulado americano em Benghazi.
"Dois destróieres estão seguindo para as proximidades da Líbia, mas apenas por medida de precaução", informou um porta-voz da Marinha.
Os destróieres são navios utilizados em guerras e têm capacidade ofensiva. Um dos destróieres, o USS Labon, estava próximo à ilha de Creta --apenas a algumas horas da Líbia--e agora se aproxima da costa do país. O outro, USS McFaul, está a caminho da região, com ainda alguns dias de viagem pela frente. Com isso, o número de destróieres americanos no Mediterrâneo subirá de quatro para cinco.
Ambos os destróieres possuem mísseis Tomahawks, que, guiados via satélite, podem ser programados para atingir alvos específicos.
Joel Page/Associated Press
Destróier americano; EUA enviaram dois navios de guerra à líbia, mas negam que haja uma missão para eles
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As autoridades disseram que os navios não têm uma missão específica. No entanto, os destróieres tem a capacidade de responder, a qualquer momento, a uma missão ordenada pelo presidente americano.
Além disso, 50 fuzileiros navais americanos foram para a Líbia com o objetivo de reforçar a segurança nas instalações diplomáticas norte-americanas, principalmente em Trípoli.
O presidente Barack Obama também determinou a saída da maior parte dos funcionários da diplomacia americana da Líbia e ordenou uma revisão da segurança em todas as missões diplomáticas dos Estados Unidos no mundo.
ATAQUES
A movimentação dos destróieres foi uma resposta aos ataques às instalações diplomáticas americanas no Egito e na Líbia, durante manifestações a um vídeo amador considerado ofensivo à religião islâmica.
No Cairo, os manifestantes pularam o muro da embaixada americana na terça, arrancaram a bandeira dos EUA do mastro e hastearam uma bandeira islamita em seu lugar. Nesta quarta também aconteceram protestos em frente a mesma embaixada, que foi vigiada por policiais.
Já em Benghazi, homens armados invadiram o consulado americano e o incendiaram. Mais de quatro americanos morreram, incluindo o embaixador para a Líbia, Christopher Stevens.
O parlamento líbio pediu perdão pelo ocorrido e disse que o ataque é contrário à religião e a tradição de hospitalidade do país.

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