sábado, 22 de setembro de 2012

Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas comemora 2º aniversário com balanço de atividades



“A um Estado-Maior Conjunto capaz de exercer eficazmente suas funções corresponde um Ministério da Defesa forte e atuante”, diz o ministro Celso Amorim

altBrasília, 28/08/2012 – O patrulhamento dos 16,8 mil quilômetros de fronteiras realizado na Operação Ágata, a atuação conjunta das Forças Armadas no plano de segurança de chefes de Governo e de Estado no âmbito da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, e a interoperabilidade entre a Marinha, o Exército e a Aeronáutica em diversas ações foram destacadas nesta terça-feira (28) durante as comemorações do 2º aniversário do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), no auditório do Ministério da Defesa.

“A um Estado-Maior Conjunto capaz de exercer eficazmente suas funções corresponde um Ministério da Defesa forte e atuante”, disse o ministro Celso Amorim, durante a cerimônia.

Para Amorim, a data serve para “celebrar a evolução institucional do Ministério da Defesa”. “Fiel ao mandato que a Estratégia Nacional de Defesa lhe conferiu, o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas tem trabalhado para levar à frente iniciativa que transforme em realidade prática a unificação doutrinária, estratégica e operacional, com ênfase na interoperabilidade entre as Forças e na otimização dos meios militares do país”, afirmou.

O ministro lembrou que, nestes dois anos de existência do EMCFA, ocorreram operações “desenvolvidas com sucesso”, tais como o apoio aos estados atingidos por calamidade; o transporte em segurança de urnas eleitorais e provas nacionais; a coordenação da Força de Pacificação nos Complexos da Penha e do Alemão, no Rio; e a coordenação da segurança da Rio+20.

“As operações Ágata contribuem para o combate ao ilícito em nossas fronteiras, realizam ações cívico-sociais e fortalecem o respeito que nossos militares suscitam junto à nossa população e o bom entendimento com os países vizinhos”, destacou Amorim.

Aniversário do EMCFA

O chefe do EMCFA, general José Carlos De Nardi, destacou na Ordem do Dia a “alegria para todos nós e para nossas instituições militares, em poder contar efetivamente com um órgão que, muito além de prestar assessoramento permanente ao ministro de Estado da Defesa, na direção superior das Forças Armadas, coordena as ações militares conjuntas, atuando em consonância com os Comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica”.

altDe Nardi apresentou o histórico do EMCFA, criado pela Lei Complementar nº 136, de 25 de agosto de 2010, a chamada Lei da Nova Defesa. “Dentro de um quadro muito mais amplo que o do extinto Estado-Maior de Defesa, o EMCFA é o órgão do Ministério da Defesa encarregado de promover a unificação doutrinária, estratégica e operacional das Forças Armadas”, disse.

O chefe do EMCFA lembrou múltiplas as tarefas do organismo em suas áreas funcionais: operações conjuntas, operações de paz, apoio à Defesa Civil nas situações de calamidade, provocadas por desastres naturais, e garantia da lei e da ordem; política e estratégia, inteligência estratégica e assuntos internacionais; logística, mobilização e serviço militar. “Em síntese, a defesa dos interesses nacionais, sabidamente, é pensada e planejada no EMCFA”, destacou.

A cerimônia levou ao auditório do prédio do MD o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general José Elito; os comandantes da Marinha, almirante Julio Cesar de Moura Neto; do Exército, general Enzo Martins Peri, e da Força Aérea, brigadeiro Juniti Saito, além de militares e civis do EMCFA, do MD e das Forças Armadas.

Leia a íntegra dos discursos proferidos pelo ministro da Defesa e pelo chefe do EMCFAdurante a cerimônia que comemorou o aniversário de dois anos do Estado-Maior Conjunto.

Fotos: Felipe Barra 
Assessoria de Comunicação Social (Ascom) 
Ministério da Defesa 
61 3312-4070

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Marinha americana deixará dois destróieres de prontidão na costa líbia


A Marinha dos Estados Unidos enviou nesta quarta-feira dois destróieres (navios de guerra) à costa líbia, após a morte de quatro diplomatas --incluindo o embaixador americano na Líbia-- em um ataque ao consulado americano em Benghazi.
"Dois destróieres estão seguindo para as proximidades da Líbia, mas apenas por medida de precaução", informou um porta-voz da Marinha.
Os destróieres são navios utilizados em guerras e têm capacidade ofensiva. Um dos destróieres, o USS Labon, estava próximo à ilha de Creta --apenas a algumas horas da Líbia--e agora se aproxima da costa do país. O outro, USS McFaul, está a caminho da região, com ainda alguns dias de viagem pela frente. Com isso, o número de destróieres americanos no Mediterrâneo subirá de quatro para cinco.
Ambos os destróieres possuem mísseis Tomahawks, que, guiados via satélite, podem ser programados para atingir alvos específicos.
Joel Page/Associated Press
Destróier americano; EUA enviaram dois navios de guerra à líbia, mas negam que haja uma missão para eles
Destróier americano; EUA enviaram dois navios de guerra à líbia, mas negam que haja uma missão para eles
As autoridades disseram que os navios não têm uma missão específica. No entanto, os destróieres tem a capacidade de responder, a qualquer momento, a uma missão ordenada pelo presidente americano.
Além disso, 50 fuzileiros navais americanos foram para a Líbia com o objetivo de reforçar a segurança nas instalações diplomáticas norte-americanas, principalmente em Trípoli.
O presidente Barack Obama também determinou a saída da maior parte dos funcionários da diplomacia americana da Líbia e ordenou uma revisão da segurança em todas as missões diplomáticas dos Estados Unidos no mundo.
ATAQUES
A movimentação dos destróieres foi uma resposta aos ataques às instalações diplomáticas americanas no Egito e na Líbia, durante manifestações a um vídeo amador considerado ofensivo à religião islâmica.
No Cairo, os manifestantes pularam o muro da embaixada americana na terça, arrancaram a bandeira dos EUA do mastro e hastearam uma bandeira islamita em seu lugar. Nesta quarta também aconteceram protestos em frente a mesma embaixada, que foi vigiada por policiais.
Já em Benghazi, homens armados invadiram o consulado americano e o incendiaram. Mais de quatro americanos morreram, incluindo o embaixador para a Líbia, Christopher Stevens.
O parlamento líbio pediu perdão pelo ocorrido e disse que o ataque é contrário à religião e a tradição de hospitalidade do país.

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