quinta-feira, 24 de maio de 2012

Defesa inicia preparos para a troca do contingente brasileiro na FTM/Unifil



Brasília, 24/05/2012
 – O Ministério da Defesa (MD) iniciou os trâmites para a troca do contingente brasileiro que integra a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FTM/Unifil). Para tanto, realizou reuniões com militares que vão participar da Força-Tarefa Marítima (FTM) liderada pelo Brasil. Os encontros aconteceram ontem (23) e hoje, na sede do ministério.

Ao abrir o evento, o vice-chefe de Operações Conjuntas do MD, major-brigadeiro-do-ar Gerson Nogueira Machado de Oliveira, enfatizou a importância da contribuição brasileira na missão. “É uma projeção que o Brasil está tendo no mundo”, disse. “Embora seja uma missão de paz, [a tarefa] não é fácil”, completou, ressaltando a responsabilidade que é atuar sob a égide da Organização das Nações Unidas (ONU).

Durante as reuniões, os participantes tiveram a oportunidade de assistir a um briefing de oficiais militares e de diplomatas brasileiros sobre o cenário atual do Líbano. As palestras abrangeram desde temas como os “aspectos sanitários” do contingente e preparo e emprego do navio, até a situação política libanesa e os principais desafios que o 4º contingente pode enfrentar.

Na oportunidade, os novos integrantes também estabeleceram contato via videoconferência com a tripulação da Fragata Liberal, que se encontra atualmente no Líbano. A reunião permitiu que o vice-almirante Luiz Henrique Caroli – primeiro oficial da Marinha a exercer o comando de uma missão de paz das Nações Unidas, e que hoje é o subchefe de Operações Conjunto do MD – trocasse “experiências” com os novos componentes.

FTM/Unifil

Esta será a segunda troca do contingente em 2012. No início do ano, ocorreu a primeira entre as Fragatas F-45 União – que estava no Líbano desde o ano passado – e a Fragata F-43 Liberal, que chegou em território libanês no dia 10 de maio e permanecerá até novembro, quando vai ser substituída pela Fragata F-42 Constituição.

O rodízio ocorre de seis em seis meses. Atualmente, a FTM é comandada pelo contra-almirante Wagner Lopes de Moraes Zamith, que assumiu a missão em fevereiro deste ano.

Até novembro, a nova tripulação vai passar por todo um processo de preparo em termos de condições intelectuais, psicológicas e físicas. A F-42 também será devidamente aparelhada com sistemas operativos, particularmente o de comando e controle, para uma melhor comunicação entre a fragata e o Ministério da Defesa.

Criada pela ONU, a Unifil desde 1978 atua na retirada de tropas israelenses do território, que atualmente conta com o apoio de contingentes de 36 países. Somente em 2006 a FTM passou a fazer parte da missão com a finalidade de impedir a entrada de armamento no país pela interdição marítima.

Nesta semana, o ministro da Defesa, Celso Amorim, visitou Beirute, no Líbano, para marcar os primeiros seis meses do comando brasileiro da FTM. Ele acompanhou a substituição da Fragata União pela Liberal.

Fotos: Felipe Barra e Tereza Sobreira
Assessoria de Comunicação

Ministério da Defesa
(61) 3312-4070

Militares brasileiros contribuem para um mundo livre de conflitos armados, diz Amorim no Líbano


Brasília, 24/05/2012 – O ministro da Defesa, Celso Amorim, afirmou que o Brasil tem contribuído decisivamente, junto a outros países e organismos multilaterais como as Nações Unidas, para a construção de um mundo melhor, livre de conflitos armados.

As declarações de Amorim foram feitas no último domingo (20) durante a cerimônia que marcou a substituição da Fragata União (F-45) da Marinha brasileira pela Fragata Liberal (F-43) na missão de paz da Organização das Nações Unidas no Líbano (Unifil). Desde outubro de 2011, o Brasil mantém uma fragata como nau capitânia da Força Tarefa Marítima (MTA) composta por nove navios de diferentes países, e que integra a missão de paz.

O comando da MTA, sob a responsabilidade do Brasil, está a cargo do contra-almirante Wagner Lopes de Moraes Zamith. A principal tarefa do braço marítimo da missão militar é evitar a entrada, por mar, de armas e explosivos em território libanês. No entanto, nos limites do mandato estabelecido pela ONU, a Marinha brasileira tem feito muito mais, capacitando oficiais e praças da Marinha libanesa em operações navais para que o país possa, no futuro, assumir tarefas que hoje estão sob a alçada da Unifil.

Num clima de emoção, integrantes das marinhas brasileira e libanesa, além de representantes diplomáticos de diversos países, ouviram o discurso do ministro Celso Amorim a bordo da fragata União. Ele destacou o esforço e profissionalismo dos brasileiros na missão. “Não muitos países são capazes de enviar uma fragata para local tão distante de seu litoral por período tão extenso como temos feito nos últimos sete meses”, assinalou o ministro.

Amorim lembrou também que o Brasil é um importante contribuinte de tropas para as operações de peace-keeping da ONU, participando, atualmente, de oito missões de paz, seja por meio de observadores, como ocorre na Síria, seja por intermédio do deslocamento de grandes contingentes militares, a exemplo do Haiti.

Dirigindo-se ao comandante da fragata União, o capitão-de-fragata Ricardo Gomes e sua tripulação, Amorim agradeceu o trabalho realizado e destacou o pioneirismo da tarefa desempenhada pelos marinheiros na missão, uma vez que a União foi a primeira embarcação brasileira a liderar uma força marítima em missão da ONU. “A história reservará um lugar especial para todos vocês. Homens repletos de coragem, competência e determinação que cumpriram a missão confiada: contribuir para a causa da paz.”

O ministro desejou, em discurso, sucesso ao capitão-de-fragata José Luiz Ferreira Canela, oficial que comandará a fragata Liberal, embarcação que vai permanecer no Mediterrâneo até novembro deste ano. O navio dispõe das mesmas capacidades operacionais da União, com sistema de armas atualizado e helicóptero multi-emprego, e conta com uma tripulação de cerca de 250 homens.

Durante visita às duas fragatas brasileiras, Amorim ouviu dos oficiais da Marinha relatos sobre a missão, que, segundo eles, tem contribuído efetivamente para evitar a entrada de armamento no Líbano, além de baixar a tensão das relações entre países em conflito na região. O trabalho brasileiro, afirmam, tem sido reconhecido pelo Líbano.

Na cerimônia de despedida da União, estiveram presentes o comandante das Forças Armadas Libanesas, general Kawadji, além do comandante da Marinha do país, almirante Nazih Baroudi. O evento também teve a participação do embaixador do Brasil no Líbano, Paulo Roberto Campos Tarrisse da Fontoura; do chefe da Unifil, general Paolo Serra; do comandante de Operações Navais da Marinha brasileira, almirante-de-esquadra Max Roffé Hirschfeld; e do chefe do Centro de Assuntos Estratégicos do Ministério da Defesa, almirante-de-esquadra Carlos Augusto de Sousa.

Encontros com lideranças

Além de participar da cerimônia de troca das fragatas, na viagem de três dias ao Líbano, Amorim manteve encontros com as principais lideranças políticas do país. O ministro teve audiências com o presidente da República, general Michel Sleiman (foto acima); com o presidente da Assembleia Nacional, Nabih Berry (foto abaixo); com o ministro da Defesa, Fayes Ghosn; com o chanceler, embaixador Adnan Mansour; e com o comandante do Exército, general Jean Kajwaji.

Nos encontros, Amorim reiterou o compromisso do Brasil em auxiliar o Líbano por meio da Unifil. Ele manifestou a intenção de ampliar a cooperação com o país na área de defesa com iniciativas para além do que já vem sendo feito na missão de paz, a exemplo do incremento da participação de oficiais em cursos oferecidos pelas Forças Armadas de ambos os países.

Em suas conversas, o ministro brasileiro lembrou os laços históricos entre os dois países. Ele mencionou o fato de que, atualmente, vivem em várias regiões do Brasil milhões de descendentes de libaneses.

Amorim também conversou com lideranças sobre os reflexos da crise da Síria no Líbano. O ministro informou a seus interlocutores que 11 militares brasileiros se encontram na Síria, na condição de observadores, como parte do esforço internacional para auxiliar o país a por um fim no conflito interno.
Assessoria de Comunicação
Ministério da Defesa
(61) 3312-4070

Brasil quer aumentar cooperação com Líbano, diz Amorim





O ministro da Defesa, Celso Amorim, afirmou nesta segunda-feira, durante uma visita a Beirute, que o Brasil pretende aumentar a cooperação militar com o Líbano. O ministro viajou ao país para participar da transferência de tarefas entre almirantes brasileiros dentro das Forças Marítimas da ONU no país árabe.

Amorim, que realizou uma série de reuniões com autoridades libanesas, examinou as formas de reforçar a colaboração entre o Exército brasileiro e o libanês, segundo a imprensa local. Ele também destacou que a cooperação entre ambos países 'é de grande importância, dadas as relações históricas entre Líbano e Brasil, que acolhe oito milhões de habitantes de origem libanesa'.

Durante sua estadia, Amorim se reuniu com o ministro libanês das Relações Exteriores, Adnan Mansur; com o de Defesa, Fayez Ghosn, e com o chefe do Exército, o general Jean Kajwayi. O ministro brasileiro condecorou Kajwayi com a Ordem do Mérito da Defesa e entregou para Ghosn um convite oficial de visita ao Brasil.

A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul), liderada atualmente pelo Brasil, foi montada em outubro de 2006 a pedido do governo local para ajudar a Marinha libanesa a impedir a entrada de armas e outros materiais não autorizados no país. Um total de 15 países contribuiram enviando tropas para esta força, entre eles Espanha, França, Alemanha, Itália, Brasil, Turquia, Bangladesh e Indonésia.

Fonte: EXAME

quarta-feira, 2 de maio de 2012

DIA NACIONAL DO EX-COMBATENTE

A lei nº 5.315, de 12 de Setembro de 1967, regulamenta o art. 178 da Constituição do Brasil, que dispõe sobre os ex-combatentes da 2ª Guerra Mundial - que considera ex-combatente " todo aquele que tenha participado efetivamente de operações bélicas, na Segunda Guerra Mundial, como integrante da Força do Exército, da força Expedicionária Brasileira, da força Aérea Brasileira, da Marinha de Guerra e da Marinha Mercante, e que, no caso de militar, haja sido licenciado do serviço ativo e com isso retornado à vida civil definitivamente."
Muitos ex-combatentes já deixaram esta vida, outras tantos ainda vivem e mantêm viva a chama que engrandece a história da pátria.
Depois da recepção apoteótica, com a chegada dos combatentes da Itália ao Brasil após a II Guerra Mundial, o governo não proporcionou nenhuma ajuda àqueles que tanto fizeram para a história do país.
As reclamações e reivindicações feitas ao Governo Federal e ao Ministério do Exército, pouco adiantaram para um futuro digno dos ex-combatentes.
Quando foram para a guerra, estavam aptos 100%.
O físico estava perfeito e o psicológico também, havendo uma inspeção médica, mensalmente, nos alojamentos.
Com o final da Guerra, "tudo piorou"; o pouco dinheiro que receberam na chegada ao Brasil acabou rápido.
Ainda jovens e neuróticos com todo o acontecido, não tiveram direito a nenhum tipo de assistência social ou médica.
Nas lojas, ou qualquer outro mercado de trabalho, eram rejeitados, sendo acusados de loucos e não aptos para conviver em sociedade.
A situação dos ex-combatentes melhorou um pouco em 1964, quando João Goulart os encaixou em cargos públicos nos Correios e outras entidades, vindo muitos destes a se aposentar nestas condições.
Outra reclamação daqueles que serviram à pátria é que só são lembrados em datas festivas como aniversário da cidade ou 7 de Setembro.
E com o emblema de uma cobra fumando, estampada em suas fardas, simbolizando a Força Expedicionária, desfilam com orgulho, mesmo que aquilo seja apenas para vivenciar momentos.
Fonte: Só leis

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