sábado, 19 de novembro de 2011

Pentágono testa com sucesso bomba supersônica


O Pentágono anunciou esta quinta-feira ter testado com sucesso uma bomba supersônica, o que dará aos estrategistas militares a capacidade de atingir alvos em qualquer parte do mundo em menos de uma hora.
Disparada por um foguete do arquipélago do Havaí às 11h30 no horário GMT (09h30 de Brasília) desta quinta-feira, a Bomba Hipersônica Avançada (AHW, na sigla em inglês) deslizou sobre o Pacífico "na velocidade do som" antes de atingir seu alvo no atol de Kwajalein, nas Ilhas Marshall, informou o Pentágono em uma declaração.
Kwajalein fica cerca de 4.000 km a sudoeste do Havaí. O Pentágono não informou a que velocidade máxima o alvo foi atingido.
Os cientistas qualificam de velocidade hipersônica aquela que excede o "Mach 5" ou cinco vezes a velocidade do som (6.000 km/h).
O objetivo do teste foi compilar informações e dados sobre "aerodinâmica, navegação, orientação e controle de tecnologias térmicas de proteção", explicou a tenente coronel Melinda Morgan, porta-voz do Pentágono.

Fonte: France Presse

Irã realiza exercícios militares para proteger centros nucleares


O Irã iniciou manobras de defesa aérea na parte oriental do país para reforçar a coordenação entre forças militares e a proteção de regiões povoadas e centros estratégicos, especialmente instalações nucleares, informou neste sábado a agência oficial Irna.
As manobras, que começaram ontem à noite e durarão quatro dias, segundo o Departamento de Relações Públicas da base de Defesa Aérea de Jatam AL-Anbia, se concentram em táticas ofensivas e na coordenação entre unidades militares e de apoio.
As práticas abrangem a proteção de um território de 800 mil quilômetros quadrados, cerca de metade da superfície do país, que passou da situação "normal" para a de "alerta máximo" em virtude das manobras.
Unidades operativas de Defesa Aérea de várias forças militares e dos serviços de inteligência iranianos participam dos exercícios, nos quais são utilizados equipamentos de comunicações, radares e mísseis de fabricação nacional.
As manobras acontecem depois que autoridades dos EUA e de Israel sugeriram um eventual ataque contra instalações nucleares do Irã, um país submetido a sanções internacionais pela ONU, EUA e União Europeia (UE) por seu programa de desenvolvimento atômico.
Parte da comunidade internacional, com os EUA à frente, suspeita que o programa nuclear iraniano tem uma vertente militar, destinada a fabricar armas atômicas, embora o Irã negue e garanta que seus fins são exclusivamente civis, especialmente gerar energia e produzir isótopos radioativos para usos medicinais.
Ontem, o Conselho de Líderes da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) aprovou uma resolução elaborada por Alemanha, China, França, EUA, Reino Unido e Rússia que expressa sua "profunda e crescente preocupação" pelos indícios de que o Irã trabalhe para desenvolver bombas atômicas.
Fonte: EFE

Dia 19 de Novembro - O Dia da Bandeira

 
 
Hoje, dia 19 de novembro, comemoramos o Dia da Bandeira, uma data importante para a nação, mas que não tem tido a justa homenagem por parte de nossa sociedade. O GeoPolítica Brasil, como defensor das tradições e do orgulho de nossa Pátria mãe, comemora com seus leitores e amigos este dia.
 
Nosso atual pavilhão nacional foi criado  por Raimundo Teixeira Mendes, sendo oficializada apenas quatro dias após a Proclamação da República em 19 de novembro de 1889.
Existem normas específicas nas dimensões e proporções do desenho da Bandeira Brasileira. Ela tem o formato retangular, com um losango amarelo em fundo verde, possuindo ao centro do círculo azul, uma faixa branca traz o lema "Ordem e Progresso". Inspirada nas idéias positivistas do filósofo francês Augusto Comte. O círculo azul possui 27 estrelas, que retratam o céu do Rio de Janeiro, incluindo várias constelações, como, por exemplo, o Cruzeiro do Sul. As estrelas representam simbolicamente os 26 Estados e o Distrito Federal.
 
A bandeira atual é inspirada na bandeira do Brasil Império, que já trazia o verde e o amarelo.Segundo Jaime de Almeida, professor de História da UnB (Universidade de Brasília), "a imperatriz D. Leopoldina, filha do Imperador da Áustria, participou da escolha da bandeira e incluiu o amarelo, da dinastia austríaca dos Habsburgo, e o verde, dos Bragança".
 
Hoje comemoramos o Dia da Bandeira e postamos abaixo o Hino de nosso Glorioso Pavilhão.
Hino à Bandeira Nacional
 
Salve, lindo pendão da esperança,
Salve, símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz.
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.
Recebe o afeto que se encerra,
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever;
E o Brasil, por seus filhos amado,
Poderoso e feliz há de ser.
Recebe o afeto que se encerra,
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre, sagrada bandeira,
Pavilhão da Justiça e do Amor!
Recebe o afeto que se encerra,
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
 
 
 
GeoPolítica Brasil - O poder do conhecimento em suas mãos

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Navantia apresenta sua proposta para o ProSuper em evento no Rio de Janeiro


A espanhola Navantia e a Lockheed Martin dos EUA, promoveram nesta terça (8) o "Industry Day" no Rio de Janeiro, evento onde foi apresentada sua proposta para Programa ProSuper da Marinha do Brasil.

O GeoPolítica Brasil marcou sua presença neste evento com seu editor, que recebeu o convite da Navantia e pode conferir esta interessante proposta à nossa Marinha do Brasil.
O Prosuper (Programa de Obtenção de Meios de Superfície) engloba os seguintes itens:
  • 5 Navios Escolta
  • 5 Navios de Patrulha Oceânica
  • 1 Navio de Apoio Logístico
  • Desenvolvimento pleno da capacidade industrial em tecnologia naval no Brasil


A Navantia oferece à Marinha do Brasil a fragata Aegis F-100, com base na classe de navios da Armada Espanhola que conta hoje com cinco destes navios, tendo também como operador desta fragata a Noruega, com cinco unidades, além do corrente desenvolvimento de três unidades para a marinha australiana. Se comprometendo em realizar as modificações que atendam às especificações brasileiras.



Estão sendo oferecidos também os navios-patrulha oceânicos com base na classe Avante 1400 – BVL, que possuem como cliente a Marinha da Venezuela (4 unidades).



Ainda no pacote ofertado pelos espanhóis consta o Navio de Apoio Logístico, baseado no BAC Cantabria, construído para a Marinha Espanhola.

Na proposta da Navantia, 10 navios serão construídos no Brasil, por estaleiros locais, ainda a serem definidos. A primeira fragata será construída na Espanha, para que seja realizada a transferência de tecnologia inicial, com a importante participação de estaleiros brasileiros (Grupo Residente) desde o início.

A transferência de tecnologia proposta consistirá no fornecimento de documentos pertinentes, know-how, suporte e assistência técnica aos estaleiros para realizar com sucesso a construção, testes e ensaios dos novos navios.

Segundo a Navantia, em poucos anos os Estaleiros brasileiros terão adquirido tecnologia de ponta na construção naval militar, proporcionando novas oportunidades de mercado doméstico e internacional.

Com a transferência de tecnologia, a Navantia diz que a Marinha do Brasil será capaz de manter os navios, fazer modificações e implementar upgrades, que exigirão a plena participação da indústria local. Tornando o Brasil capaz de manter sua esquadra de forma independente.

Na parte relativa aos sistemas dos navios, destacou sua experiência no desenvolvimento de “expertise in-house” com a parceria da Lockheed Martin americana. A Lockheed Martin em conjunto com a Navantia está conduzindo um processo para adequar e melhorar as capacidades existentes na indústria brasileira para o PROSUPER.

Um dos destaques da proposta é o fornecimento local, que visa a aquisição de materiais, equipamentos e serviços para o Programa no Brasil.

As tarefas, equipamentos e serviços a serem fornecidos pela indústria brasileira devem ser competitivos tanto em preço como pela qualidade, bem como deverão cumprir as especificações de projeto.

Dentro de cada área de compra, a Navantia está criando um banco de dados de empresas brasileiras para o Prosuper, realizando uma pesquisa para identificar quais empresas estão adequadas para participação no Programa.

A Navantia visa colocar a indústria local numa posição privilegiada frente aos concorrentes internacionais, promovendo uma relação de longo prazo, que irá além do Prosuper e abrirá uma ampla gama de oportunidades para fornecimento de equipamentos e materiais para os futuros negócios da Navantia junto à Armada Espanhola e outras Marinhas.

Uma das metas a serem alcançadas com a incorporação de equipamentos brasileiros é garantir o máximo apoio à manutenção dos navios durante seu ciclo de vida de 30 anos no Brasil.

A Navantia espera assim que o Brasil alcance a autosuficiência e capacidade de desenvolver seus próprios programas navais.

Uma gigantesca lista de itens que podem ser produzidos pela indústria nacional para as três classes de navios foi apresentada para o ProSuper
.
A estimativa aproximada de materiais nacionais utilizadas no Programa ProSuper (11 navios) é :
  • Aço: 12.500 toneladas
  • Tubulação: 60.200 unidades
  • Isolamento: 56.000 m quadrados
  • Cabos elétricos: 1.238.000 m
  • Equipamentos: 1.850 unidades


A Lockheed Martin, por sua vez, destacou o gigantismo da companhia e o seu sistema Aegis, empregado por mais de 100 navios em 6 países. Tendo sido destacado a capacidade de detecção e engajamento do Aegis, que oferece cobertura desde a defesa contra mísseis balísticos e defesa de área até a defesa de ponto, salientando a maturidade do sistema, que vem sendo aperfeiçoado constantemente há 40 anos e que pode empregar mísseis Standard SM-2, SM-3, SM-6, ESSM, TLAM e VLA.

A Lockheed Martin apresentou oportunidades para a produção no Brasil de componentes do sistema Aegis, que poderão incluir os consoles, componentes das antenas e o sistema VLS Mk41. Também apresentaram a possibilidade de licenciar o projeto do console Next Generation Workstation para o Brasil.

A empresa americana deu destaque ao sucesso do trabalho efetuado na modernização dos submarinos da classe “Tupi”, que estão recebendo um novo sistema de combate produzido pela companhia, citando o lançamento bem sucedido de torpedos Mk48 empregando o seu sistema de combate AN/BYG 501 MOD 1D.

A proposta se mostrou atraente, e promete aquecer a disputa internacional pelo contrato do ProSuper, onde aguardamos os próximos capítulos deste importante programa que visa dar uma real capacidade de atuação de nossa Marinha Brasileira no moderno campo de batalha naval.

Angelo D. Nicolaci
Editor GeoPolítica Brasil

Rússia diz que relatório da ONU sobre Irã virou "fonte de tensões"


A Rússia considerou nesta terça-feira que a publicação nas últimas semanas de conclusões do relatório da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) sobre o programa nuclear iraniano alimentou "tensões" entre as grandes potências e Teerã, em um comunicado no Ministério de Relações Exteriores.
 
"Moscou está muito decepcionada porque o relatório da AIEA sobre o Irã está se transformando em uma fonte que soma tensões aos problemas relacionados ao programa nuclear iraniano", afirmou o Ministério de Relações Exteriores em comunicado.
 
A Rússia, que afirmou em seu comunicado não ter "recebido o texto completo do relatório", se questiona sobre "a capacidade" da agência de "garantir a confidencialidade" de seus documentos.
 
Há várias semanas, diplomatas ocidentais afirmaram na imprensa que o relatório faz eco às suspeitas sobre as ambições militares do programa nuclear iraniano, o que Teerã sempre desmentiu.

O presidente israelense, Shimon Peres, havia advertido no domingo que "a possibilidade de um ataque militar contra o Irã" --adversário de Israel-- estava mais próxima que uma opção diplomática.
 
Nesta terça-feira, em um relatório confidencial ao qual a AFP teve acesso, a AIEA expressa "sérias preocupações sobre uma possível dimensão militar do programa nuclear iraniano", baseando-se em informações "confiáveis".
 
A Rússia afirmou que a publicação das conclusões desse documento leva dificuldades aos esforços diplomáticos.
 
"Temos nossas dúvidas sobre a justificativa das medidas vinculadas à ampla publicação do conteúdo do relatório", descatou o Ministério de Relações Exteriores, considerando que o princípio sobre o tema iraniano devia ser "não causar prejuízos".

Washington e seus aliados ocidentais não ocultaram sua intenção de utilizar o relatório da AIEA para endurecer suas sanções individuais contra o Irã e tentar convencer Moscou e Pequim, até agora reticentes, a reforçar as adotadas pela ONU desde 2007.

Fonte: France Presse

Militares dizem que investimento em defesa é fundamental na era do pré-sal.




O fortalecimento do poder naval brasileiro, com o objetivo de garantir a soberania nacional sobre riquezas como as reservas de petróleo, exigirá investimentos de R$ 223,5 bilhões até 2030. Os números foram apresentados pelo chefe do Estado-Maior da Armada, almirante de esquadra Luiz Umberto de Mendonça, em audiência pública da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), ontem.

Até 2030, disse o almirante, será necessária a aquisição de 20 submarinos convencionais e de seis nucleares, entre outras embarcações, além da constituição de uma segunda esquadra a ser sediada em um estado ainda não definido das regiões Norte ou Nordeste. Com o investimento previsto, explicou, será possível desenvolver os mais importantes projetos da Marinha, como o programa nuclear.

— Não é megalomania. A estratégia de dissuasão é prioritária em tempos de paz e a melhor forma de se evitar conflito armado — afirmou Mendonça durante o painel "Pré-Sal: papel das Forças Armadas na defesa do patrimônio e alocação de recursos para essa finalidade", parte do terceiro ciclo do conjunto de debates promovido pela comissão a respeito dos rumos da política externa brasileira.

Na abertura da audiência, presidida por Cristovam Buarque (PDT-DF) e que contou com a presença de diplomatas de oito países, o professor Simon Rosental, da Escola Superior de Guerra (ESG), observou que o mundo só dispõe de reservas conhecidas de petróleo para os próximos 45 anos — e os Estados Unidos, para apenas dez anos. Em sua ­avaliação, o século 21 ­marcará o fim do período ­histórico de queima de petróleo como combustível.

— O Brasil descobriu o pré-sal quando no mundo as reservas declinam. O que devemos fazer? Utilizar as três Forças conjuntamente para garantir poder de dissuasão sobre toda essa área e defender a soberania e a integridade do país. É comum ouvir que não há necessidade de recursos para as Forças Armadas, pois estamos no Atlântico Sul, o lugar mais tranquilo do planeta. Há certa verdade nisso, mas o erro é o foco. A ameaça vem da linha do Equador para cima — alertou Rosental.

Área sensível

O presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate, ­brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Junior, afirmou que a região onde estão localizadas as reservas do pré-sal será uma "área sensível" do território brasileiro, pois o país precisará estar preparado para garantir "pronta resposta" a qualquer ameaça externa. Ele informou que será montado para a região um moderno sistema de controle de tráfego aéreo e disse que aguarda "com ansiedade" a decisão final do governo a respeito da compra dos novos caças para a Força Aérea Brasileira (FAB).

— O pré-sal é e será ponto de cobiça. Trata-se de uma riqueza que precisa ser defendida, por isso a dissuasão deve ser permanente — observou Baptista.

Cristovam observou que, se os investimentos para defesa dos recursos do pré-sal forem maiores do que os previstos para a defesa do país, isso deve ser feito com recursos provenientes dessas próprias riquezas e "não da nação brasileira como um todo". Ana Amélia (PP-RS) ressaltou a necessidade de uma atenção especial à defesa da Amazônia, apesar da ênfase atual à região onde se encontram as jazidas de petróleo.


Fonte: Jornal do Senado via Notimp

terça-feira, 8 de novembro de 2011

SONHAR NÃO CUSTA NADA: ALMIRANTE QUER R$223 BI PARA A MARINHA ATÉ 2030!

Marinha precisa de R$ 223 bilhões até 2030, diz almirante


Marcos Magalhães
O fortalecimento do poder naval brasileiro, com o objetivo de garantir a soberania nacional sobre riquezas como as reservas de petróleo da plataforma submarina, exigirá investimentos de R$ 223,5 bilhões até 2030. Os números foram apresentados pelo chefe do Estado Maior da Armada, almirante-de-esquadra Luiz Umberto de Mendonça, durante audiência pública promovida nesta segunda-feira (7) pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).
Até o ano de 2030, disse o almirante, será necessária a aquisição de 20 submarinos convencionais e de seis submarinos nucleares, entre outras embarcações, além da constituição de uma segunda esquadra a ser sediada em um estado ainda não definido das regiões Norte e Nordeste. Com o investimento previsto, explicou, será possível desenvolver os mais importantes projetos da Marinha, como o programa nuclear.
- Não é megalomania. A estratégia de dissuasão é prioritária em tempos de paz e a melhor forma de se evitarem conflitos armados. Por isso, precisamos do aporte continuo de recursos financeiros – afirmou Mendonça durante o painel “Pré-Sal: Papel das Forças Armadas na defesa do patrimônio e alocação de recursos para essa finalidade”, parte do terceiro ciclo do conjunto de debates promovido pela comissão a respeito dos “Rumos da Política Externa Brasileira (2011-2012)”.
Na abertura da audiência, que foi presidida pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e contou com a presença de diplomatas de oito países, o professor Simon Rosental, da Escola Superior de Guerra, observou que o mundo só dispõe de reservas conhecidas de petróleo para os próximos 45 anos – e os Estados Unidos para apenas 10 anos. Em sua avaliação, o século 21 marcará o fim do período histórico de queima de petróleo como combustível.
- O Brasil descobriu o pré-sal quando no mundo as reservas declinam. O que devemos fazer? Utilizar as três Forças conjuntamente para garantir poder de dissuasão sobre toda essa área e defender a soberania e a integridade do país. É muito comum ouvirmos que não há necessidade de recursos para as Forças Armadas, pois estamos no Atlântico Sul, o lugar mais tranquilo do planeta. Há certa verdade nisso, mas o erro é o foco. A ameaça vem da linha do Equador para cima – alertou Rosental.
O presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate, brigadeiro-do-ar Carlos de Almeida Baptista Junior, afirmou que a região onde se encontram as reservas do pré-sal serão uma “área sensível” do território brasileiro, onde o país precisa estar preparado para garantir “pronta resposta” a qualquer ameaça externa. Ele informou que será montado para a região um moderno sistema de controle de tráfego aéreo e disse que aguarda “com ansiedade” a decisão final do governo a respeito da compra dos novos caças para a Força Aérea Brasileira.
- Todos devemos estar prontos para uma resposta a qualquer ato contra nossos interesses. O pré-sal é e será ponto de cobiça de muitos atores mundiais. Trata-se de uma riqueza que precisa ser defendida, por isso a dissuasão deve ser real e permanente – observou Baptista.
Ao comentar os pronunciamentos dos convidados, Cristovam observou que, se os investimentos necessários à defesa dos recursos do pré-sal forem maiores do que os necessários anteriormente à defesa do país, esses investimentos deveriam ser feitos com recursos provenientes dessas próprias riquezas e “não da nação brasileira como um todo”. Por sua vez, a senadora Ana Amélia (PP-RS) ressaltou a necessidade de se manter uma atenção especial à defesa da Amazônia, apesar da ênfase atual à região onde se encontram as jazidas de petróleo.
Agência Senado

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