sábado, 7 de maio de 2011

DIA DA VITÓRIA 2011 - PARTE 2

Não importa quais eram os contendores, pois hoje já reina a paz, mas não se deve esquecer o motivo pelo qual lutaram e muitos morreram! Liberdade, amor à patria, dedicação, coragem, bravura, honra, foram alguns dos atributos dos nossos herois que merecem ser recordados! Que os bons exemplos predominem no Brasil de hoje em homenagem aos que lutaram e morreram em defesa da Pátria! "O preço da liberdade é a eterna vigilância!"


Chegada dos pracinhas da FEB no Rio de Janeiro

         Em 8 de maio o mundo comemora o aniversário do Dia da Vitória na Segunda Guerra Mundial. Cerimônias acontecem em Moscou, Paris , Londres e Washington.
No Brasil, a data costuma passar "em branco". Os Governos Federal, Estadual e Municipal não se pronunciam sobre a data, tampouco o Congresso Nacional em suas chamadas "sessões solenes" não há qualquer pronunciamento.

Fica perdida senão deliberadamente afastada mais uma oportunidade de valorizar atos de honra e patriotismo de alguns dos verdadeiros heróis deste País, e de reabrir para os mais jovens algumas das mais importantes páginas da real História do Brasil.

Esquecem que o Nordeste foi considerado Zona de Guerra. No Recife chegou-se a exercitar o "blackout" como forma de defesa antiaérea, além de preparativos para atender a eventuais necessidades de emprego de artilharia contra aviões do III Reich.

Esquecem que naquela área marítima ocorreu o maior número de ataques da Força Submarina Alemã, na América Latina .

Esquecem dos mortos dos navios BAEPENDY, ARARAQUARA, ANÍBAL BENÉVOLO, ITAGIBA e ARARÁ, afundados logo ao início da guerra pelo U-507, um dos submarinos da Marinha Alemã.

Esquecem dos bravos marinheiros brasileiros que, durante praticamente todo o período da guerra, navegando dia e noite nos navios denominados caça-submarinos, fizeram a escolta de centenas de comboios, protegendo milhares de navios mercantes aliados através do Atlântico. A ação desses bravos foi decisiva, frustrando os ataques de submarinos alemães. Sem a participação da Marinha, por meio da Força Naval do Nordeste, seria impossível manter o tráfego marítimo e, consequentemente, o transporte de cargas logísticas durante a guerra, diante da enorme ameaça submarina alemã.

O Brasil se esqueceu dos mais de mil marinheiros que tiveram o fundo do mar como última e eterna morada, vítimas que foram dos ataques por torpedos dos "lobos cinzentos", como eram chamados os Submarinos do III Reich.

Esquecem da Força Expedicionária Brasileira (FEB), que esteve na Itália com mais de 25 mil homens, dos quais 443 mortos e mais de 2 mil feridos. Esquecem que a FEB lutou contra onze Divisões alemãs e duas italianas.

Esquecem que a FEB aprisionou os restos das 148ª Divisão de Infantaria Alemã, da Divisão Bersaglieri italiana, e de um Batalhão de Panzer Granadier (granadeiros blindados) com mais de 20 mil prisioneiros, em Fornovo de Taro , norte da Itália.

Esquecem dos nossos pracinhas mortos nos campos e colinas italianas.

Esquecem de que o Primeiro Grupo de Caça da FAB foi uma das duas únicas unidades de combate estrangeiras que receberam a Presidential Unit Citation, do Presidente Roosevelt, por bravura em combate.

Esquecem de que Natal foi considerada o "Trampolim da Vitória" e teve a maior Base Aérea dos EUA fora do território americano e a segunda maior Base Aérea do mundo na Segunda Guerra Mundial, rivalizando com o campo Henderson na ilha de Guadalcanal , no Pacífico, conquistada pelos Fuzileiros Navais americanos no final de 1942.

Esquecem dos "Senta a Pua", os aviadores brasileiros protagonizantes dos mais arrojados e heróicos feitos na aviação de combate, à época.

O Brasil não pode se esquecer dos seus Marinheiros, dos seus Soldados e dos seus Aviadores, dos seus bravos que lutaram pela Democracia no mar, em terra e no ar.

Lembre-se desta data e dos militares que defenderam com o sacrifício da própria vida este país. Como seria a história se eles não tivessem participado deste conflito?

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