segunda-feira, 2 de maio de 2011

DIA DA VITÓRIA 2010

Dia da Vitória

 

Em 2010, o Comandante da Marinha preside a cerimônia do Dia da Vitória, realizada
no Rio de Janeiro

 
No dia 8 de maio, comemora-se o término da Segunda Guerra Mundial na Europa e, portanto, o Dia da Vitória aliada contra as forças nazi-fascistas.
O Brasil foi diretamente envolvido nessa guerra porque a Alemanha e a Itália adotaram, conjuntamente, a estratégia de procurar negar o uso do mar a seus inimigos, principalmente por meio do emprego de submarinos. A escalada da guerra trouxe, para a costa do Brasil, submarinos alemães e italianos, que passaram a atacar e afundar navios mercantes brasileiros, com o propósito de interromper o transporte marítimo de mercadorias.
A imprensa internacional chamou o conjunto de combates navais que ocorreram no Oceano Atlântico de “Batalha do Atlântico”. O nome correto é Campanha do Atlântico. O Brasil era, então, um país de economia essencialmente agrícola e extrativista, mas possuía produtos que eram muito importantes para o esforço de guerra dos beligerantes, principalmente matérias primas tropicais.
Ele, por sua vez, precisava manter ativo seu comércio internacional, que era em sua maior parte realizado por meio do mar, inclusive para transportar os combustíveis derivados do petróleo, ainda indisponível no País, e carvão de boa qualidade.
Nesse contexto global, foi praticamente inevitável o envolvimento do Brasil no conflito, o que foi formalizado por meio da declaração de guerra, em 31 de agosto de 1942, após vários afundamentos e mortes de muitos brasileiros.
A Campanha do Atlântico foi a campanha militar de maior duração na Segunda Guerra Mundial. Nela os submarinos nazi-fascistas afundaram mais de 2.600 navios mercantes e 175 navios de guerra aliados. Em contrapartida, só os alemães perderam 784 submarinos e com eles, 28.000 homens de suas tripulações, mais de 68% do total recrutado para sua arma submarina.
Operaram na costa do Brasil 27 submarinos alemães e 10 italianos, que afundaram 17 navios mercantes e um navio de guerra, o Navio Auxiliar Vital de Oliveira. Mas, considerando o Oceano Atlântico e o Mar Mediterrâneo, como um todo, ocorreram 33 ataques à Marinha Mercante brasileira, com um total de 982 perdas de vidas humanas, inclusive de militares do Exército Brasileiro, que estavam a bordo, sendo transferidos de um local para outro no reposicionamento das forças terrestres exigido pela defesa do território do País. A Marinha do Brasil perdeu três de seus navios nessa guerra, totalizando 486 marinheiros mortos. Desde o início das hostilidades coube à Marinha garantir o transporte marítimo internacional e de cabotagem. Como não havia ainda boas estradas, o suprimento das cidades brasileiras dependia fortemente do transporte marítimo de cabotagem e, com o ataque dos submarinos, correuse um sério risco de desabastecimento no País, sendo mesmo necessário racionar diversos produtos A estratégia adotada pela Marinha para manter o tráfego marítimo incluiu a formação de comboios de navios mercantes, protegidos por escolta de navios de guerra dotados com equipamento anti-submarino.
Foram comboiados 3.164 navios mercantes, em 575 comboios. A Marinha contou com o apoio da Força Aérea Brasileira, que, juntamente com aviões norteamericanos, detectaram e afundaram submarinos inimigos ao longo da costa do Brasil. Os fortes do litoral, guarnecidos pelo Exército Brasileiro, exerceram a tarefa de dissuadir tentativas de bombardeio das cidades que protegiam.
Em 1943, o Brasil resolveu, também, participar da guerra no teatro europeu e, de julho de 1944 a fevereiro de 1945, enviou, fracionada em quatro escalões, para a Itália a Força Expedicionária Brasileira (FEB), com um total de aproximadamente 25 mil homens.
Incorporada ao 5º Exército Aliado, a FEB participou de diversos combates e batalhas em solo italiano, destacando-se a tomada de Monte Castelo e a Batalha de Montese. Em 29 de abril de 1945, ocorreu um fato notável, a 148º Divisão do Exército Alemão, com mais de 15 mil homens, inclusive dois generais, rendeu-se a uma unidade da FEB. A Força Aérea Brasileira (FAB) também participou do conflito, enviando para a Itália o Primeiro Grupo de Aviação de Caça, que realizou 445 missões apoiando as forças terrestres. A FAB forneceu também pessoal para a organização da 1º Esquadrilha de Ligação e observação, que combateu junto à Artilharia Divisionária da FEB.
O Brasil não estava preparado quando se viu envolvido pela Segunda Guerra Mundial. Suas Forças Armadas, porém, conseguiram cumprir sua missão evitando que ocorressem maiores dificuldades. Foi muito importante, então, o auxílio recebido dos Estados Unidos da América, que forneceu armamento adequado, essencial para que se alcançasse um bom êxito nesse conflito.

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