sábado, 28 de maio de 2011

Peacekeepers receberam homenagem por trabalho em favor de um mundo fraterno

Brasília, 27/05/2011 - O mundo está orgulhoso do trabalho desenvolvido pelos peacekeepers “em prol da proteção de nossos de nossos irmãos mais vulneráveis e da construção de um mundo fraterno, justo e equilibrado”. Esta foi a mensagem do ministro da Defesa, Nelson Jobim, em Ordem do Dia lida durante solenidade que comemorou o Dia Internacional dos Peacekeepers, nesta sexta-feira (27/05), no Setor Militar Urbano, em Brasília.

Ainda no evento, o ministro interino da Defesa, general Enzo Martins Peri, depositou flores em frente a um capacete azul, que simbolizou os militares brasileiros que morreram em território estrangeiro na luta pela paz. Compareceram à cerimônia o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, o chefe do Estado-Maior Conjunto da Defesa, general José Carlos de Nardi, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito e o comandante interino da Marinha, almirante Luiz Umberto de Mendonça. O general Enzo substituiu o titular da pasta, ministro Nelson Jobim, que se encontra participando da Conferência dos Ministros de Defesa da América do Sul, em Buenos Aires.

Os peacekeepers desfilaran juntamente com tropas da Marinha, Exército e Aeronáutica. Representantes diplomáticos de nações que contribuem com as ações de paz da ONU também compareceram para assistir ao desfile e participar das homenagens aos peacekeepers.

Atualmente, existem 2249 peacekeepers brasileiros em missões da ONU em todo o mundo. A última missão em que peacekeepers brasileiros foram chamados a atuar foi a Força-Tarefa Marítima, aprovada pelo Ministério da Defesa, em janeiro deste ano, composta por 10 oficiais e praças da Marinha brasileira, unidade que integra a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil). A maior missão de paz de que o Brasil participa é a Missão para a Estabilização do Haiti (Minustah), iniciada em 2004. Atuam no Haiti, hoje, 2166 militares brasileiros.

Jobim fez referência aos resultados do trabalho dos peacekeepers. “Tropas da ONU têm salvado inúmeras vidas e produzido resultados tangíveis. Muitos países estão hoje em situação mais estável por causa de seus esforços, incluindo Namíbia, El Salvador, Moçambique, Angola, entre outros”, disse Jobim, na mensagem.

Clique aqui para ler a Ordem do Dia.

Reportagem: Jose Romildo

Fotos: Élio Sales

Assessoria de Comunicação Social

Ministério da Defesa

(61) 3312 4070 // 4071

quinta-feira, 26 de maio de 2011

FORÇAS ARMADAS APRESENTAM A DEPUTADOS PLANO PARA AUMENTAR SEGURANÇA NAS FRONTEIRAS

Forças Armadas apresentam plano para aumentar segurança nas fronteiras


Reportagem – Luiz Cláudio Canuto/Rádio Câmara

Edição – Newton Araújo

Representantes das Forças Armadas apresentaram, nesta quarta-feira, aos deputados da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional os planos do governo para aumentar a segurança nas fronteiras.

Segundo o coordenador da Estratégia Nacional de Fronteiras (Enafron), José Altair Benites, o projeto do governo para coibir a criminalidade nas áreas limítrofes com os países vizinhos integra ações das Forças Armadas e da Polícia Federal (PF).

A Enafron prevê melhorias na vigilância na Amazônia por meio de patrulhamento aéreo, terrestre e nos 9.523 quilômetros de rios e canais que separam o País dos vizinhos. O projeto conta ainda com postos de bloqueio nas calhas dos rios e nas principais rodovias para realização de blitzen.

A fronteira do Brasil tem 16.686 quilômetros de extensão, dos quais 7.000 são de fronteira seca, por onde passa com mais facilidade contrabando de armas, explosivos e drogas como cocaína, maconha e crack. Outros crimes ocorrem graças a falhas de vigilância na fronteira: trânsito de veículos roubados, imigração ilegal, tráfico de pessoas e crimes ambientais como a biopirataria.


Policiais desmotivados

Um dos problemas apontados pelo coordenador é a falta de motivação dos policiais para trabalhar na região. "Um policial, quando é lotado nessas regiões em cidade inóspita, não tem imóveis para alugar”, explica Benites. “Quando consegue [imóveis], eventualmente são de pessoas investigadas pela própria PF.”

Benites informou que, na Estratégia Nacional de Fronteiras, estão previstas construções de residências para a PF em locais onde não há possiblidade de residir com as famílias.

Para motivar os agentes que trabalham nas fronteiras, a Enafron propõe gratificação para esses policiais, além da reposição anual do efetivo por meio de concurso público. Segundo o coordenador, a demora de reposição dos policiais, em razão das aposentadorias coletivas, inviabiliza operações de grande porte.


Maioria do Exército

Entre os militares da zona de fronteira, a Marinha conta com 7.000 homens, o Exército com 31.000 e a Aeronáutica com pouco mais de 2.500. O subchefe de operações da Chefia de Preparo e Emprego do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, major-brigadeiro Gerson de Oliveira, explica que a parceria com a Polícia Federal é fundamental, pois as Forças Armadas são voltadas para a inteligência militar, para o combate ao inimigo externo, e não para enfrentar a criminalidade.

Gerson Oliveira ressalta que, “na maioria das operações de fronteira, é primordial a participação da Polícia Federal, que é quem detém as informações com relação às organizações criminosas."


Subcomissão

A Comissão de Relações Exteriores instalou na semana passada uma subcomissão para acompanhar as ações de proteção das fronteiras brasileiras. O presidente é o deputado Roberto de Lucena (PV-SP). O deputado George Hilton (PRB-MG) foi escolhido relator.

Agência Brasil/Agência Câmara de Notícias

terça-feira, 24 de maio de 2011

A Marinha na Operação “Amazônia 2011”

 

Navio-Patrulha Fluvial “Pedro Teixeira”

 
Iniciada no dia 23 de maio, a Operação Amazônia 2011” envolve meios e militares da Marinha, Exército e Aeronáutica em um importante exercício de simulação de guerra na Amazônia, que visa manter a capacidade operativa das tropas na região, além de prestar apoio às comunidades ribeirinhas, por meio de ações cívico-sociais. A ser realizada até o dia 3 de junho, o exercício envolve aproximadamente 4.500 militares.
Este é o nono exercício desse porte realizado na Região Amazônica desde 2002, com o propósito de aprimorar o adestramento das três Forças para atuar, de forma coordenada e eficaz, em conflitos convencionais no ambiente de selva.
Este ano, a operação conjunta será desenvolvida em uma área de aproximadamente 800 mil quilômetros quadrados, abrangendo os municípios de Manaus, São Gabriel da Cachoeira, Tefé, Coari, Japurá, Fonte Boa, Jutaí e Yauaretê.
Estima-se que pelo menos 2 mil pessoas serão atendidas nas ações cívico-sociais promovidas, que levarão atendimento médico e odontológico à população de localidades isoladas como Fonte Boa, Japurá e Yauaretê. Nessas ações, serão empregados Navios de Assistência Hospitalar da Marinha, além de militares dos Corpos de Saúde das três Forças, que atuarão utilizando a estrutura de saúde dos municípios envolvidos.
 

Navio de Assistência Hospitalar “Carlos Chagas”

 
De acordo com o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, órgão encarregado de planejar o emprego conjunto das Forças, as atividades relacionadas à Operação “Amazônia” começaram oito meses antes do início do deslocamento das tropas. Esse planejamento envolve o desenho de cenários de guerra e conflitos na Região Amazônica, bem como o emprego eficaz das Forças em forma integrada com outros órgãos federais e estaduais que atuam na região.
Além da Operação “Amazônia”, o Estado-Maior Conjunto planeja exercícios em outras regiões do país. Estão programadas para acontecer, até dezembro de 2011, operações conjuntas de intensificação da área de fronteira nas regiões Norte, Sul e Centro-Oeste.
Participação da Marinha
- Navio-Patrulha Fluvial “Pedro Teixeira” (P20)
- Navio-Patrulha Fluvial “Rondônia” (P31)
- Navio-Patrulha Fluvial “Amapá (P32)
- Navio-Patrulha “Pampeiro” (P12)
- Navio-Patrulha “Bocaina” (P62)
- Navio Auxiliar “Pará” (U15)
- Navio de Assistância Hospitalar “Oswaldo Cruz” (U18)
- 02 Helicópteros UH-12 “Esquilo” do 3º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (com sede em Manaus)
- Aproximadamente 400 militares formam o Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais, composto por militares do Comando da Força de Fuzileiros da Esquadra (com sede no Rio de Janeiro), do Grupamento de Fuzileiros Navais de Belém e do Batalhão de Operações Ribeirinhas (com sede em Manaus).

Mais informações em www.amazonia.defesa.mil.br
altura

TESTAMENTO DE TAMANDARÉ

O patrono da Marinha do Brasil

Aristóteles Drummond - Jornalista - Jornal do Brasil
 
Releio o testamento do Almirante Tamandaré, Marquês do Império, e chego à conclusão que o melhor que posso fazer esta semana é transcrever o belo texto. O documento mostra o que é um patriota, com coragem, coerência, dignidade, humildade e verdadeiro sentimento de solidariedade cristã.

 
“Não havendo a Nação Brasileira prestado honras fúnebres de espécie alguma por ocasião do falecimento do imperador, o senhor D. Pedro II, o mais distinto filho desta terra, tanto por sua moralidade, alta posição, virtudes, ilustração, como dedicação no constante empenho ao serviço da pátria durante quase 50 anos que presidiu a direção do Estado, creio que a nenhum homem de seu tempo se poderá prestar honras de tal natureza, sem que se repute ser isso um sarcasmo cuspido sobre os restos mortais de tal indivíduo pelo pouco valor dele em relação ao elevadíssimo merecimento do grande imperador.

 
Não quero, pois que por minha morte se me prestem honras militares, tanto em casa como em acompanhamento para sepultura.

 
Exijo que meu corpo seja vestido somente com camisa, ceroulas e coberto com um lençol, metido em caixão forrado de baeta, tendo uma cruz na mesma fazenda, branca, e sobre ela colocada a âncora verde que me ofereceu a Escola Naval em 13 de dezembro de 1892, devendo colocar no lugar que faz cruz a haste e o cepo, um coração imitando o de Jesus, para que, assim ornado, signifique que a âncora cruz, o emblema da fé, esperança e caridade que procurei conservar sempre como timbre dos meus sentimentos. Sobre o caixão não desejo que se coloque coroas, flores nem enfeites de qualquer espécie, e só a Comenda do Cruzeiro que ornava o peito do Sr. D. Pedro II em Uruguaiana, quando compareceu como o primeiro dos voluntários da Pátria para libertar aquela possessão brasileira do jugo dos paraguaios, que a aviltavam com a sua pressão; e como tributo de gratidão e benevolência com que sempre me honrou e da lealdade que constantemente a S.M.I. tributei, desejo que essa Comenda Relíquia esteja sobre meu corpo até que baixe a sepultura, devendo ficar depois pertencente à minha filha D.M.E.L. (Dona Maria Eufrásia Marques Lisboa), como memória d'Ele e lembrança minha.

 
”Exijo que se não faça anúncios nem convites para o enterro de meus restos mortais, que desejo sejam conduzidos de casa ao carro e deste à cova por meus irmãos em Jesus Cristo que hajam obtido o foro de cidadãos pela lei de 13 de maio.“

 
Isto prescrevo como prova de consideração a esta classe de cidadãos em reparação à falta de atenção que com eles se teve pelo que sofreram durante o estado de escravidão, e reverente homenagem à Grande Isabel Redentora, benemérita da Pátria e da Humanidade, que se imortalizou libertando-os.

 
Exijo mais, que meu corpo seja conduzido em carrocinha de última classe enterrado em sepultura rasa até poder ser exumado, e meus ossos colocados com os de meus pais, irmãos e parentes, no jazigo da Família Marques Lisboa.


“Como homenagem à Marinha, minha dileta carreira, em que tive a fortuna de servir à minha Pátria e prestar algum serviço à humanidade, peço que sobre a pedra que cobrir minha sepultura se escreva: ‘Aqui já o Velho Marinheiro’.”

 
Civismo, patriotismo, aula de moral e história seria que nossas escolas divulgassem esse documento para que as novas gerações saibam quem foram os grandes de nossa pátria. O Marques de Tamandaré é o Patrono da Marinha do Brasil, o que explica em parte o prestígio que a instituição tem entre o povo. Daqui a algumas semanas vamos ter o dia da Batalha do Riachuelo, vencida por ele. Mas o singular mesmo foi a demonstração de humildade e lealdade, no caso ao nosso imperador Pedro II e à Princesa Isabel, a Redentora. História se escreve com documentos e não com ressentimentos.

domingo, 15 de maio de 2011

Marinha quer supernavio de ataque anfíbio

Modelo é destinado a intervenção maciça e rápida com soldados, helicópteros e tanques.

Roberto Godoy - O Estado de S.Paulo


A Marinha do Brasil vai ter ao menos dois Navios de Múltiplos Propósitos, um conceito novo de navio autossuficiente. Cada um desses gigantes, grandes como dois campos de futebol e feitos para projetar poder naval, leva uma força completa de intervenção: soldados, tanques, helicópteros, lanchas, mísseis e hospital, mais um sofisticado centro de inteligência.

Cada unidade, de alta tecnologia, custa hoje entre US$ 600 milhões e US$ 750 milhões, no mercado internacional. É um programa ambicioso, contemplado no Plano de Articulação e Equipamento da Marinha (Paemb), ainda sem prazo definido. Em nota, o comandante da Força, almirante Júlio Moura Neto, disse que "o processo de aquisição depende da disponibilidade de recursos orçamentários, não tendo sido ainda selecionado um projeto específico".

Os dois fornecedores mais importantes são os Estados Unidos, que mantêm uma frota variada de oito navios, e a França, que desenvolveu uma versão avançada, a classe Mistral. O governo da Rússia quer comprar quatro exemplares.

Embora apresentado como um lançador de ataques anfíbios, o conceito de múltiplo emprego aumenta a eficiência das operações de mobilização e deslocamento rápidos. Os meios devem permitir o lançamento acelerado de 900 a 1.400 combatentes, 280 veículos e 30 helicópteros, em cenários distantes até 5 mil quilômetros. O contingente e seus recursos precisam ter capacidade de atuar sem novo apoio por dez dias, em posições avançadas, a 100 quilômetros do local de desembarque. A principal alteração em relação ao esquema tradicional das ações anfíbias é a integração em um único centro embarcado.

Em missão, o supernavio exige cobertura aérea permanente por meio de aviões de caça, sob coordenação de uma aeronave de vigilância e alerta antecipado. No mar, uma flotilha de escolta cuida da proteção.

O Navio de Múltiplos Propósitos é virtualmente autônomo. Além dos helicópteros, de dúzias de tanques, blindados sobre rodas, lanchas de desembarque de tropas e centenas de soldados, abriga um hospital com capacidade para executar cirurgias de grande complexidade. Na ponte principal, alta como um prédio de 15 andares, funciona uma sofisticada sala de situação com enlace eletrônico por satélite, de onde são tomadas as decisões de comando e processadas as informações de inteligência.

Frota de superfície. A prioridade de médio prazo da Marinha é, todavia, a renovação da frota de superfície. O ProSuper, nome do programa, compreende 11 navios, com investimentos estimados entre US$ 4 bilhões e US$ 6 bilhões. A fase atual é de consultas a empresas candidatas à parceria pretendida. Estão sobre a mesa de negociações ofertas da Itália, Reino Unido, Alemanha, Coreia e França. Esse primeiro estágio, com a escolha da parceria, pode sair até o fim do ano.

A primeira fragata ficará pronta entre 2018 e 2019 - a entrega do navio-patrulha ocorre 12 meses antes. Depois da seleção, a complexidade do processo exigirá um ano de discussões para ajuste da transferência de tecnologia, estabelecimento da rede de fornecedores e das compensações comerciais.

Plano completo. Há um ano, a Marinha apresentou aos empresários do setor um plano completo, abrangendo 61 navios de superfície, mais cinco submarinos, quatro de propulsão diesel-elétrica e um movido a energia nuclear. O horizonte dessas encomendas vai até 2030.

O pacote prioritário, definido como ProSuper, abrange cinco fragatas de 6 mil toneladas com capacidade stealth, de escapar à detecção eletrônica, quatro navios-patrulha oceânicos, de 1,8 mil toneladas, e um navio de apoio, de 22 mil toneladas, para transporte e transferência em alto mar de todo tipo de suprimentos.

A intenção da Marinha é que apenas a primeira fragata e o primeiro patrulheiro sejam construídos fora do País, embora com acompanhamento de técnicos e engenheiros brasileiros. 


Há grupos diretamente interessados em participar desse empreendimento. A Odebrecht Defesa e Tecnologia prepara os estaleiros da Enseada do Paraguaçu, na região metropolitana de Salvador, para disputar o ProSuper. A empresa, associada à francesa DCNS, está construindo em Itaguaí, no Rio, uma nova base naval e mais as instalações industriais de onde sairão os cinco submarinos do Prosub, encomendados por 6,7 bilhões. Os quatro primeiros, da classe Scorpéne, terão propulsão diesel-elétrica. O quinto será o primeiro, de um lote de seis unidades movidas a energia nuclear, que a Marinha quer produzir até 2047.

PARA ENTENDER

O programa de reequipamento e reorganização da Defesa contempla Forças Armadas ágeis, especializadas e preparadas para cumprir missões expedicionárias. Nesse sentido, o advento dos Navios de Múltiplos Propósitos dá substância à teoria por meio de uma estrutura operacional que permite a mobilização rápida de um considerável contingente de combatentes, cerca de 900 militares, com acesso a helicópteros, tanques, lanchas e, sobretudo, a informações de inteligência, processadas a bordo.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Os monumentos e o museu da Força Expedicionária Brasileira na Itália.

http://henriquemppfeb.blogspot.com/2011/05/os-monumentos-e-o-museu-da-forca.html

1. Pistóia

Imagem do antigo Cemitério Militar Brasileiro, onde foram sepultados os nossos soldados.

O atual Monumento Votivo Militar Brasileiro.

 

2. Gaggio Montano


Monumento Liberação - Ao fundo o Monte Castello.

Monumento Ordem e Progresso.

Placa em homenagem ao Frei Orlando, em Bombiana.

3. Montese


Monumento Brasil.

Homenagem ao Sgt Max Wolff Filho.

Museu Histórico de Montese.

4. Vergato



Homenagem ao Soldado Brasileiro em Castelnuovo e em Cereglio.

5. Santa Croce Sull'Arno e Castelfranco Di Sotto


Capela construída pelos militares brasileiros na localidade de Staffoli.

6. Fanano


Monumento construído no Monte Serrasiccia.

7. Collecchio


Monumento inaugurado em comemoração aos 60 anos da FEB.

8. Porreta Terme


 
Monumento Comemorativo dos 60 anos da Campanha  da FEB na Itália.

(Fotos extraídas do livreto produzido pelo Cel Art Emir Benedetti, à época Adido do Exército junto à Embaixada do Brasil na Itália.)

terça-feira, 10 de maio de 2011

GENERAL DEBATE PRESENÇA MILITAR DA AMAZÔNIA EM UNIVERSIDADE PAULISTA

Presença militar na Amazônia é debatida na PUC-SP
General Adhemar Machado Filho profere palestra a estudantes de Jornalismo e traça um panorama das ações do Exército na região

MARTA BARBOSA DOS SANTOS (*)

O general Adhemar da Costa Machado Filho, parceiro do Projeto Repórter do Futuro, proferiu a conferência inicial do módulo Amazônia na semana passada. No encontro, realizado no CCE/USP, os 25 estudantes de jornalismo participantes do curso, tiveram a oportunidade de fazer suas perguntas durante a coletiva feita após a exposição do general.
Com mais de 40 anos de carreira e atual Comandante do Comando Militar do Sudeste, em São Paulo, o general focou sua palestra na formação militar e no trabalho destes na região da Amazônia. Explicou que este é um território gigantesco e de difícil acesso e locomoção, por isso os militares indígenas auxiliam os demais a conhecer a topografia da área, que equivale a mais da metade do território brasileiro. “O Exército é a instituição que mais conhece o Brasil” disse o general.
Logo nos primeiros minutos de exposição o general mostrou uma característica que poucos apontariam na descrição de um militar e que surpreendeu a todos: o humor. Para ilustrar o lema do Exército “você pode não nos ver, mas nós estamos sempre presentes”, relembrou que certa vez um amigo chegou tarde em casa, e ao encontrar a esposa irritada com sua demora, usou este lema como desculpa, afirmando que, na verdade, estava sempre presente.
Até os anos de 1970 a prioridade de defesa das fronteiras brasileiras era nas regiões Centro-Oeste e Sul, onde havia mais conflitos armados. Apenas a partir daí a Amazônia começou a receber unidades do exército. Hoje, o general afirma que “não há um militar de carreira (no Exército), que não tenha passado pela Amazônia”. Nos próximos anos o número de militares na Amazônia deve chegar a 30 mil.

Proteção e defesa da Amazônia
A região faz fronteira com a maioria dos países da América do Sul (sete ao total), mas segundo o general, a convivência com os outros exércitos é muito pacífica. “Eles respeitam e admiram o Brasil”, tem “consciência de que o brasileiro é um povo de boa índole”. Para manter as boas relações o Itamaraty realiza visitas desses exércitos aos quartéis brasileiros, mostrando que eles não devem temer o Brasil.
A aposta do Exército para aperfeiçoar o monitoramento, a proteção e defesa da Amazônia é o Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras), que agrega meios de defender o território brasileiro. Segundo o general o “Exército tem que se modernizar”, necessita de equipamentos modernos, como lanchas, satélites e veículos que facilitem a locomoção no terreno da Amazônia. O exército precisa estar “na altura que o Brasil é visto hoje no mundo. Tem que ter diplomacia, mas com respaldo militar”.
Mas as operações do Exército na região Amazônica não são apenas de policiamento, como explicou o general Adhemar. “A engenharia militar também está sendo muito requisitada”, na construção de estradas e aeroportos, por exemplo. Além disso, eles levam assistência médica, auxiliam nas campanhas de vacinação e até mesmo contribuem para a alfabetização de moradores das comunidades mais isoladas. Eles também garantem que essas pessoas tenham a oportunidade de participar das eleições, levando urnas até tais comunidades.
(*) Estudante de Jornalismo da PUC/SP e participa do curso “Repórter do Futuro”, módulo "Descobrindo a Amazônia".
AGÊNCIA AMAZÔNIA DE  NOTÍCIAS

segunda-feira, 9 de maio de 2011

DIA DA VITÓRIA 2011 - PARTE 4

Dia da Vitória: brasileiros que contribuíram para a democracia e paz são enaltecidos durante condecoração
Rio de janeiro, 09/05/2011 - Personalidades que contribuíram para difundir a atuação do Brasil em defesa da liberdade e da paz mundial foram condecorados no último domingo (8/5) com a Medalha da Vitória, em solenidade realizada no Monumento aos Mortos da 2ª Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro.

“Aqui estão civis e militares que pensam o nosso País com seriedade e consideram a soberania, o desenvolvimento econômico e a justiça social assuntos da maior relevância”, disse o ministro da Defesa, Nelson Jobim, ao entregar a medalha a 284 personalidades, entre elas artistas, empresários, acadêmicos, integrantes do Judiciário e do Legislativo e ministros de Estado.

Entre os agraciados estavam os ministros Antonio Palocci (Casa Civil), José Eduardo Cardozo (Justiça), Fernando Bezerra (Integração Nacional), Mario Negromonte (Cidades), Luiza Bairros (Igualdade Racial) e Maria do Rosário Nunes (Direitos Humanos).

Também integraram a relação de condecorados o ex-deputado federal e atual assessor especial do Ministério da Defesa, José Genoino, o baterista da banda Paralamas de Sucesso, João Barone, e o cineasta Luiz Carlos Barreto Borges. Barreto, que há 20 aos dirigiu um famoso documentário sobre a Força Expedicionária Brasileira (FEB), deve lançar, em breve, “Não Permita Deus que Eu Morra sem que Volte para Lá”, outra produção sobre o tema.

Durante a cerimônia, ao som de clarins e toques da alvorada e da vitória, Jobim depositou flores no túmulo do soldado desconhecido, situado no centro do Monumento, e dedicou parte de sua fala para enaltecer os militares que combateram na 2ª. Guerra Mundial. Na oportunidade, o ministro os citou como "exemplo de idealismo". Para ele, a coragem, a audácia, o desprendimento e o denodo dos combatentes que honraram o nome do Brasil, na 2ª Guerra, mostraram de modo cabal que, quando dotados dos meios materiais necessários, o soldado do Brasil “não é inferior a nenhum outro”.

Traçando um paralelo entre fatos passados e o futuro da Defesa no Brasil, Jobim destacou a importância de se investir na estrutura militar do País. “Faz-se imprescindível labutar incessantemente para que consigamos romper o pesado fardo do atraso, construindo no presente Forças Armadas que possam no futuro dignificar nosso País da mesma forma que os pracinhas o fizeram no passado”, disse. Para Jobim, o trabalho feito na Defesa tem buscado torná-la “compatível com o momento histórico em que vivemos”.

A Medalha da Vitória foi criada pelo Decreto 5023, de março de 2004, e é entregue anualmente a personalidades brasileiras ou estrangeiras que contribuíram para a difusão do nome do Brasil. A solenidade de entrega é sempre feita no Monumento Nacional aos Mortos da 2ª Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro. O Monumento, de autoria dos arquitetos Hélio Ribas e Marcos Konder, foi inaugurado em junho de 1960.

FONTE: WWW.DEFESA.GOV.BR

domingo, 8 de maio de 2011

MEDALHA DA VITÓRIA do MINISTÉRIO DA DEFESA


DIA DA VITÓRIA 2011 - PARTE 3

DEFESA COMEMOROU HOJE O DIA DA VÍTORIA DA 2ª GUERRA MUNDIAL

A homenagem àqueles que lutaram e defenderam os ideais de liberdade e democracia no Mundo, contra o Nazifacismo ocorreu no Aterro do Flamengo, RJ, hoje pela manhã. Cerca de 284 personalidades e instituições foram condecorados com a Medalha da Vitória do Ministério da Defesa.




sábado, 7 de maio de 2011

DIA DA VITÓRIA 2011 - PARTE 2

Não importa quais eram os contendores, pois hoje já reina a paz, mas não se deve esquecer o motivo pelo qual lutaram e muitos morreram! Liberdade, amor à patria, dedicação, coragem, bravura, honra, foram alguns dos atributos dos nossos herois que merecem ser recordados! Que os bons exemplos predominem no Brasil de hoje em homenagem aos que lutaram e morreram em defesa da Pátria! "O preço da liberdade é a eterna vigilância!"


Chegada dos pracinhas da FEB no Rio de Janeiro

         Em 8 de maio o mundo comemora o aniversário do Dia da Vitória na Segunda Guerra Mundial. Cerimônias acontecem em Moscou, Paris , Londres e Washington.
No Brasil, a data costuma passar "em branco". Os Governos Federal, Estadual e Municipal não se pronunciam sobre a data, tampouco o Congresso Nacional em suas chamadas "sessões solenes" não há qualquer pronunciamento.

Fica perdida senão deliberadamente afastada mais uma oportunidade de valorizar atos de honra e patriotismo de alguns dos verdadeiros heróis deste País, e de reabrir para os mais jovens algumas das mais importantes páginas da real História do Brasil.

Esquecem que o Nordeste foi considerado Zona de Guerra. No Recife chegou-se a exercitar o "blackout" como forma de defesa antiaérea, além de preparativos para atender a eventuais necessidades de emprego de artilharia contra aviões do III Reich.

Esquecem que naquela área marítima ocorreu o maior número de ataques da Força Submarina Alemã, na América Latina .

Esquecem dos mortos dos navios BAEPENDY, ARARAQUARA, ANÍBAL BENÉVOLO, ITAGIBA e ARARÁ, afundados logo ao início da guerra pelo U-507, um dos submarinos da Marinha Alemã.

Esquecem dos bravos marinheiros brasileiros que, durante praticamente todo o período da guerra, navegando dia e noite nos navios denominados caça-submarinos, fizeram a escolta de centenas de comboios, protegendo milhares de navios mercantes aliados através do Atlântico. A ação desses bravos foi decisiva, frustrando os ataques de submarinos alemães. Sem a participação da Marinha, por meio da Força Naval do Nordeste, seria impossível manter o tráfego marítimo e, consequentemente, o transporte de cargas logísticas durante a guerra, diante da enorme ameaça submarina alemã.

O Brasil se esqueceu dos mais de mil marinheiros que tiveram o fundo do mar como última e eterna morada, vítimas que foram dos ataques por torpedos dos "lobos cinzentos", como eram chamados os Submarinos do III Reich.

Esquecem da Força Expedicionária Brasileira (FEB), que esteve na Itália com mais de 25 mil homens, dos quais 443 mortos e mais de 2 mil feridos. Esquecem que a FEB lutou contra onze Divisões alemãs e duas italianas.

Esquecem que a FEB aprisionou os restos das 148ª Divisão de Infantaria Alemã, da Divisão Bersaglieri italiana, e de um Batalhão de Panzer Granadier (granadeiros blindados) com mais de 20 mil prisioneiros, em Fornovo de Taro , norte da Itália.

Esquecem dos nossos pracinhas mortos nos campos e colinas italianas.

Esquecem de que o Primeiro Grupo de Caça da FAB foi uma das duas únicas unidades de combate estrangeiras que receberam a Presidential Unit Citation, do Presidente Roosevelt, por bravura em combate.

Esquecem de que Natal foi considerada o "Trampolim da Vitória" e teve a maior Base Aérea dos EUA fora do território americano e a segunda maior Base Aérea do mundo na Segunda Guerra Mundial, rivalizando com o campo Henderson na ilha de Guadalcanal , no Pacífico, conquistada pelos Fuzileiros Navais americanos no final de 1942.

Esquecem dos "Senta a Pua", os aviadores brasileiros protagonizantes dos mais arrojados e heróicos feitos na aviação de combate, à época.

O Brasil não pode se esquecer dos seus Marinheiros, dos seus Soldados e dos seus Aviadores, dos seus bravos que lutaram pela Democracia no mar, em terra e no ar.

Lembre-se desta data e dos militares que defenderam com o sacrifício da própria vida este país. Como seria a história se eles não tivessem participado deste conflito?

sexta-feira, 6 de maio de 2011

DIA DA VITÓRIA 2011- PARTE 1


Personalidades que difundiram o nome do Brasil serão condecoradas em cerimônia pelo Dia da Vitória

Brasília, 06/05/2011 – Em solenidade a ser realizada neste domingo (08/05), no Monumento aos Mortos da 2ª. Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, entregará a Medalha da Vitória a 284 personalidades e instituições que contribuíram para difundir a atuação do Brasil em defesa da liberdade e da paz mundial, em especial na 2ª. Guerra Mundial.
A Medalha da Vitória se destina a agraciar militares das Forças Armadas, civis nacionais, militares e civis estrangeiros, policiais e bombeiros militares, bem como a organizações militares e instituições civis nacionais que contribuíram para a difusão dos feitos da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e dos demais combatentes brasileiros na 2ª. Guerra Mundial.
Integram a lista dos agraciados seis ministros de Estado (Antonio Palocci, da Casa Civil; José Eduardo Cardozo, da Justiça; Fernando Bezerra, da Integração Nacional; Mario Negromonte, das Cidades; Luiza Bairros, da Igualdade Racial; e Maria do Rosário Nunes, da Secretaria de Direitos Humanos). Também integram a relação de condecorados o baterista da banda Paralamas de Sucesso, João Barone, e o cineasta Luiz Carlos Barreto Borges.
No meio militar, receberão a Medalha da Vitória três instituições relevantes (Estado-Maior da Armada, Departamento de Engenharia e Construção e Estado-Maior da Aeronáutica), além de militares das Forças Armadas que participaram da 2ª. Guerra Mundial.
A comenda também será dada a personalidades que participaram de conflitos internacionais na defesa dos interesses do País, pessoas que integraram missões de paz e outras personalidades que prestaram serviços relevantes ou que apoiaram o Ministério da Defesa no cumprimento de suas missões constitucionais.
O Dia da Vitória rememora, todos os anos, os principais feitos das Forças Armadas Brasileiras durante a Segunda Guerra Mundial. No ano passado, 323 personalidades, entre civis, militares e instituições, haviam sido agraciadas com a medalha.
 
Ministério da Defesa
Assessoria de Comunicação Social
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segunda-feira, 2 de maio de 2011

DIA DA VITÓRIA 2010

Dia da Vitória

 

Em 2010, o Comandante da Marinha preside a cerimônia do Dia da Vitória, realizada
no Rio de Janeiro

 
No dia 8 de maio, comemora-se o término da Segunda Guerra Mundial na Europa e, portanto, o Dia da Vitória aliada contra as forças nazi-fascistas.
O Brasil foi diretamente envolvido nessa guerra porque a Alemanha e a Itália adotaram, conjuntamente, a estratégia de procurar negar o uso do mar a seus inimigos, principalmente por meio do emprego de submarinos. A escalada da guerra trouxe, para a costa do Brasil, submarinos alemães e italianos, que passaram a atacar e afundar navios mercantes brasileiros, com o propósito de interromper o transporte marítimo de mercadorias.
A imprensa internacional chamou o conjunto de combates navais que ocorreram no Oceano Atlântico de “Batalha do Atlântico”. O nome correto é Campanha do Atlântico. O Brasil era, então, um país de economia essencialmente agrícola e extrativista, mas possuía produtos que eram muito importantes para o esforço de guerra dos beligerantes, principalmente matérias primas tropicais.
Ele, por sua vez, precisava manter ativo seu comércio internacional, que era em sua maior parte realizado por meio do mar, inclusive para transportar os combustíveis derivados do petróleo, ainda indisponível no País, e carvão de boa qualidade.
Nesse contexto global, foi praticamente inevitável o envolvimento do Brasil no conflito, o que foi formalizado por meio da declaração de guerra, em 31 de agosto de 1942, após vários afundamentos e mortes de muitos brasileiros.
A Campanha do Atlântico foi a campanha militar de maior duração na Segunda Guerra Mundial. Nela os submarinos nazi-fascistas afundaram mais de 2.600 navios mercantes e 175 navios de guerra aliados. Em contrapartida, só os alemães perderam 784 submarinos e com eles, 28.000 homens de suas tripulações, mais de 68% do total recrutado para sua arma submarina.
Operaram na costa do Brasil 27 submarinos alemães e 10 italianos, que afundaram 17 navios mercantes e um navio de guerra, o Navio Auxiliar Vital de Oliveira. Mas, considerando o Oceano Atlântico e o Mar Mediterrâneo, como um todo, ocorreram 33 ataques à Marinha Mercante brasileira, com um total de 982 perdas de vidas humanas, inclusive de militares do Exército Brasileiro, que estavam a bordo, sendo transferidos de um local para outro no reposicionamento das forças terrestres exigido pela defesa do território do País. A Marinha do Brasil perdeu três de seus navios nessa guerra, totalizando 486 marinheiros mortos. Desde o início das hostilidades coube à Marinha garantir o transporte marítimo internacional e de cabotagem. Como não havia ainda boas estradas, o suprimento das cidades brasileiras dependia fortemente do transporte marítimo de cabotagem e, com o ataque dos submarinos, correuse um sério risco de desabastecimento no País, sendo mesmo necessário racionar diversos produtos A estratégia adotada pela Marinha para manter o tráfego marítimo incluiu a formação de comboios de navios mercantes, protegidos por escolta de navios de guerra dotados com equipamento anti-submarino.
Foram comboiados 3.164 navios mercantes, em 575 comboios. A Marinha contou com o apoio da Força Aérea Brasileira, que, juntamente com aviões norteamericanos, detectaram e afundaram submarinos inimigos ao longo da costa do Brasil. Os fortes do litoral, guarnecidos pelo Exército Brasileiro, exerceram a tarefa de dissuadir tentativas de bombardeio das cidades que protegiam.
Em 1943, o Brasil resolveu, também, participar da guerra no teatro europeu e, de julho de 1944 a fevereiro de 1945, enviou, fracionada em quatro escalões, para a Itália a Força Expedicionária Brasileira (FEB), com um total de aproximadamente 25 mil homens.
Incorporada ao 5º Exército Aliado, a FEB participou de diversos combates e batalhas em solo italiano, destacando-se a tomada de Monte Castelo e a Batalha de Montese. Em 29 de abril de 1945, ocorreu um fato notável, a 148º Divisão do Exército Alemão, com mais de 15 mil homens, inclusive dois generais, rendeu-se a uma unidade da FEB. A Força Aérea Brasileira (FAB) também participou do conflito, enviando para a Itália o Primeiro Grupo de Aviação de Caça, que realizou 445 missões apoiando as forças terrestres. A FAB forneceu também pessoal para a organização da 1º Esquadrilha de Ligação e observação, que combateu junto à Artilharia Divisionária da FEB.
O Brasil não estava preparado quando se viu envolvido pela Segunda Guerra Mundial. Suas Forças Armadas, porém, conseguiram cumprir sua missão evitando que ocorressem maiores dificuldades. Foi muito importante, então, o auxílio recebido dos Estados Unidos da América, que forneceu armamento adequado, essencial para que se alcançasse um bom êxito nesse conflito.

domingo, 1 de maio de 2011

DIA 2 DE MAIO DIA NACIONAL DO EX - COMBATENTE DA 2ª GUERRA MUNDIAL.

Comemora-se em 02 de Maio, o Dia Nacional do Ex-Combatente da 2.ª Grande Guerra Mundial.
Considera-se ex-combatente “todo aquele que tenha participado efetivamente de operações bélicas, na Segunda Guerra Mundial, como integrante da Força do Exército, da Força Expedicionária Brasileira, da força Aérea Brasileira, da Marinha de Guerra e da Marinha Mercante, e que, no caso de militar, haja sido licenciado do serviço ativo e com isso retornado à vida civil definitivamente.”


No começo da Segunda Guerra Mundial, em 1939, o Brasil manteve sua neutralidade, pois não apoiou nenhuma das grandes potências.
Quase no final da guerra, porém, em razão de uma série de ataques aos navios mercantes brasileiros em nosso litoral, o Brasil reconheceu o estado de guerra com os países do Eixo e enviou a Força Expedicionária Brasileira (FEB) à Europa, para colaborar na causa dos países aliados.
O transporte do primeiro escalão da FEB com destino a Nápoles, Itália, ocorreu em 2 de julho de 1944.
A FEB foi incorporada ao V Exército aliado dos Estados Unidos e entrou em combate em 15 de setembro de 1944, participando de várias batalhas no vale do rio Pó, na Itália, que estava ocupado pelos alemães.

As mais importantes foram a Tomada de Monte Castelo, a conquista de Montese e a Batalha de Colleccio. As tropas brasileiras perderam, durante essa campanha, 430 praças e 13 oficiais, além de oito oficiais da Força Aérea Brasileira, (FAB).
Com o final da guerra, em 6 de junho de 1945, o Ministério da Guerra do Brasil ordenou que as unidades da FEB se subordinassem ao comandante da Primeira Região Militar – (1.ª RM) sediada na cidade do Rio de Janeiro, o que significava a dissolução desse contingente.
Os antigos adversários ainda julgam que os expedicionários da FEB combateram na Itália para defender interesses americanos, sem desmerecerem, contudo, sua capacidade.
A tenacidade dos pracinhas é elogiada até hoje.
Eles são chamados de “oponentes honrados” visto que, quando renderam a Divisão Monterosa, em abril de 1945, prestaram honras militares aos soldados italianos que marcharam em direção ao cativeiro, ao impedirem que fossem sumariamente fuzilados por guerrilheiros.
Existem menções ao bom tratamento dispensado pelos brasileiros aos inimigos capturados, em alguns livros publicados, na Itália, por antigos adversários da FEB.
As cinzas dos corpos de nossos heróis mortos no conflito, foram transladadas de Pistóia, Itália, para o Brasil e, hoje, repousam em jazigos de mármore, colocados no subsolo do Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, idealizado pelo Marechal João Baptista Mascarenhas de Moraes, comandante da FEB, e inaugurado em 24/6/1960, no Parque do Flamengo.
Constitui uma das mais belas obras do Rio de Janeiro, e que se acha inscrita a seguinte homenagem:
“Imolando-se pela Pátria, adquiriram uma glória imortal e tiveram soberbo mausoléu, não na sepultura em que repousam, mas na lembrança sempre viva de seus feitos. Os homens ilustres têm como túmulo a terra inteira”.

A defesa do país em debate


Qual o Brasil que os militares devem defender? O que tem a maior reserva de água potável do planeta? O que guarda algumas das maiores jazidas minerais, incluindo aí o pré-sal do petróleo? O que vizinha com 10 países e convive com 12 mil quilômetros de fronteiras imersas na Floresta Amazônica, a maior do mundo? Todos eles. É por isso que mais de 500 integrantes das Forças Armadas se reuniram ontem, em Porto Alegre, num debate sobre a necessidade de elaborar um plano de proteção territorial denso, dosado e estratégico.

A novidade foi a presença de dezenas de civis, sobretudo de universidades, numa rara ocasião em que eles foram convidados a opinar sobre a segurança nacional.

O seminário, denominado Livro Branco de Defesa Nacional, foi presidido pelo ministro da Defesa, o gaúcho Nelson Jobim. O debate de Porto Alegre e outros cinco organizados em capitais regionais do país vão resultar numa obra que promete nortear, sem mistérios (por isso o termo Livro Branco), os planos do setor militar para as próximas décadas.

O Livro Branco, a ser atualizado a cada quatro anos, projetará o cenário dos próximos 20 anos. Incluirá planos ambiciosos, como o aumento do efetivo das Forças Armadas (passaria dos atuais 210 mil para 269 mil), criação de 28 postos de fronteira (para se somar aos 21 existentes), aquisição de 150 mil fuzis (já que muitos dos FAL das Forças Armadas estão com 40 anos de uso) e montagem de um sistema antiaéreo com mísseis.

Mas a obra não se resumirá a sonhos de reequipagem bélica. Conforme Jobim, visa ampliar o conhecimento dos militares sobre si mesmos e dos civis sobre o mundo da caserna:

– Temos de catalisar os pensadores da academia e os fardados na construção do Brasil do futuro e dos riscos que ele enfrenta.

A etapa gaúcha do seminário discutiu O Ambiente Estratégico do Século 21. E qual é essa conjuntura, em termos de Brasil? A mais favorável possível, concordaram os nove palestrantes do encontro.

O país vive uma retomada da indústria nacional de defesa. Santa Maria acaba de ter confirmada a instalação de uma montadora de carros de combate de última geração, que vai investir 20 milhões de euros na fabricação de tanques Leopard A1 (tecnologia belgo-alemã). Em São José dos Campos (SP), a Embraer deve começar a produzir jatos de transporte KC-390, de fabricação nacional, que irão substituir os ultrapassados aviões cargueiros Hércules C-130.

A ideia é vender 22 unidades para a Força Aérea Brasileira (FAB) e, depois, exportar. E em Itajubá (MG) a Helibras começará a produzir 50 helicópteros EC 725, de tecnologia francesa. Por último, em termos de novidade, a FAB começa a testar Veículos Aéreos Não Tripulados (Vants), com vistas a produzi-los no país.

Isso, em termos privados. Na esfera pública, o momento é de contenção de despesas – seriam necessários R$ 7 bilhões anuais apenas para investir no Exército, mas o orçamento total de investimentos na Defesa, ano passado, foi de R$ 8 bilhões. Mesmo assim, Jobim mantém o otimismo:

– Em termos de orçamento das Forças Armadas, temos convivido com cortes, mas isso não nos abala. Somos uma das cinco principais economias do planeta. Os tempos de timidez, no campo da Defesa, acabaram. O Livro Branco trata de planos para décadas, não para um momento passageiro.

POR QUE LIVRO BRANCO

A denominação seria pela transparência em revelar diretrizes de Defesa, em contraposição aos chamados livros negros.

O QUE SERÁ ABORDADO

A elaboração do Livro Branco começa com atraso de mais de uma década. Foi em 9 de junho de 1999 que a Lei Complementar 97 incumbiu o Ministério da Defesa de preparar a obra. Conforme a lei, o documento deve abordar os seguintes tópicos:

1 – Cenário estratégico para o século 21
2 – Política nacional de defesa
3 – Estratégia nacional de defesa
4 – Modernização das Forças Armadas
5 – Racionalização e adaptação das estruturas de defesa
6 – Suporte econômico da defesa nacional
7 – As Forças Armadas: Marinha, Exército e Aeronáutica
8 – Operações de paz e ajuda humanitária

Fonte: Zero Hora

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