terça-feira, 12 de abril de 2011

LAAD 2011: Brasil não tolerará internacionalização da Amazônia, diz Jobim

Brasília, 12/04/2011 – O Brasil cuidará de seu território por si mesmo e não tolerará a pretensão de internacionalização da Amazônia, disse nesta terça-feira o ministro da Defesa, Nelson Jobim, ao falar no III Seminário de Defesa, um dos eventos promovidos pela LAAD 2011,  (Latin America Aerospace & Defence), maior feira de tecnologia de defesa e segurança da América Latina. A LAAD 2011 foi aberta nesta terça-feira (12/04), no Riocentro, Rio de Janeiro.

Jobim considerou “esdrúxula” a tese de internacionalização da Amazônia. Segundo ele, contrariamente aos que defendem tal tese, todos os países da América do Sul saberão proteger seus territórios não só “para o bem de seus povos, mas também para o bem da humanidade”.

O ministro da Defesa também defendeu o princípio de que os países da América do Sul não devem só olhar para o passado, mas, ao contrário, “fazer um ajuste de contas com o seu futuro”.

“Construiremos o futuro se olharmos para a frente e não para trás”, disse. Para Jobim, não é possível caminhar na história só olhando para o retrovisor porque isso representaria o anúncio de "abalroamento".

Jobim mencionou os desafios enfrentados pela geração atual, que passou por isolamento, momentos políticos difíceis, em que teve inclusive de deixar de fazer política. “Sabemos porém que hoje fazer política significa ter a compreensão de que somos servidores de um povo que reclama inclusão social, desenvolvimento, bem-estar, saúde e educação”, afirmou.

De acordo com o ministro, tudo isso será conquistado na medida em que haja a consciência de que as riquezas do País devem ser utilizadas para o bem de seu povo e para o bem de todo o mundo.

Na palestra que proferiu durante o seminário, Jobim chamou atenção para o impacto que a evolução tecnológica  deverá exercer na transformação do modelo de defesa brasileiro. Segundo Jobim, por ser relativamente avançado do ponto de vista tecnológico,  o Brasil é vulnerável ao emprego de armamento sofisticado contra as chamadas  "infraestruturas críticas". Na avaliação do ministro,  é imprescindível que o pais dê um salto que garanta a passagem de seu atual estágio de piso para o teto tecnológico.

Para ele, para se ter uma adequada defesa, é necessário combinar a modernização tecnológica das Forças Armadas com sabedoria politica e eficiência militar.

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