terça-feira, 29 de março de 2011

Novos símbolos do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas

 

Brasão


Por intermédio da Portaria nº377 do Ministério da Defesa, de 03 de março de 2011, foi criado o Brasão, o Estandarte e a insígnia de Chefia do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA). Além destes símbolos, o logotipo do EMCFA, que não está incluído na Portaria, também será utilizado oficialmente.
O Brasão é um escudo circular, terciado em palas. Tem a central branca, carregada com um sabre, sobre a lâmina a inscrição "Brasil" e abaixo do punho, a inscrição "EMCFA", ambas em ouro, conjunto encimado pelo símbolo da Marinha. A destra verde oliva, carregada com símbolo do Exército. A sinistra azul, carregada com o símbolo da Força Aérea. Traz um escudo envolvido por uma corrente, simbolizando a união e a coesão das Forças Armadas e é ornamentado por uma coroa de louros dourada com um laço na mesma cor, carregado com a inscrição, em negro, "25 Agosto 2010", data de criação do EMCFA.

Estandarte


O estandarte tem a forma retangular, tipo bandeira universal e franjada de ouro; bordadura amarela, representando o Ministério da Defesa. Traz um campo terciado em faixas: a central branca, em chefe verdeoliva e em contrachefe azul, cores alusivas, respectivamente, à Marinha do Brasil, ao Exército Brasileiro e à Força Aérea Brasileira. Em abismo brocante traz o brasão do EMCFA e um laço militar nas cores verde e amarela, carregado com a inscrição "Ministério da Defesa" e "EMCFA", em caracteres dourados.

Insígnia


A insígnia de chefia traz a seguinte descrição: forma retangular, tipo bandeira universal, partida em dois campos. O primeiro campo em amarelo, representando o Ministério da Defesa, carregado, em abismo, com o brasão do EMCFA. O segundo campo terciado em faixas a exemplo do estandarte.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Oficial da Marinha é o primeiro militar brasileiro a receber Medalha da UNIFIL



CMG Gilberto Santos Kerr (D) recebendo a medalha da UNIFIL


A Marinha do Brasil tem o primeiro militar brasileiro a receber a Medalha da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL). Em cerimônia realizada no dia 18 de março, no Quartel-General da Missão em Naqoura, no Líbano, o Oficial de Operações Marítimas do Estado-Maior do Comandante da Força, Capitão-de-Mar-e-Guerra Gilberto Santos Kerr, foi agraciado pelo Comandante da Força, Major-General Alberto Asarta Cuevas.
A medalha é concedida a militares de diversos países, que prestam serviços à Missão por um período superior a 90 dias. A cerimônia de entrega da medalha ocorreu em comemoração ao 33º aniversário de estabelecimento da UNIFIL.
A Força Interina das Nações Unidas no Líbano foi estabelecida para confirmar a retirada das Forças Israelenses do sul do Líbano, devolver a paz e a segurança internacional e assistir o Governo Libanês na retomada da sua autoridade na região. Em 2006, após a 2ª Guerra do Líbano, ela teve seu mandato ampliado e foi reforçada por novos contingentes. Atualmente, a UNIFIL conta com cerca de 13 mil militares, de 35 países, posicionados no sul do Líbano, entre o rio Litani e a fronteira com Israel e ao longo do litoral.
A UNIFIL foi a primeira e única Missão de Paz da Organização das Nações Unidas a contar com um Força-Tarefa Marítima, atualmente comandada pela Marinha do Brasil.


Cerimônia em comemoração ao 33º aniversário de estabelecimento da UNIFIL

quarta-feira, 23 de março de 2011

Novo avião de 'guerra eletrônica', o EA-18G Growler é usado na Líbia


Aeronave dos EUA atrapalha comunicações do inimigo e facilita ataques.

Segundo site, é a primeira vez que o avião é empregado em combate.




Os Estados Unidos utilizam na ação militar na Líbia a aeronave de "guerra eletrônica" EA-18G Growler, que tem a capacidade de embaralhar as comunicações do inimigo. Serve, por exemplo, para evitar que as defesas antiaéreas da Líbia localizem e derrubem os caças da coalizão composta por EUA, França, Reino Unido e outros países.

Segundo reportagem do site da revista "Aviation Week", especializada em aviação, a operação na Líbia "marca a estreia em combate do EA-18G", que foi recém-incorporado à frota da Marinha dos EUA, em substituição aos EA-6B, em serviço desde 1971.

A fabricante do equipamento, a norte-americana Boeing, informa em seu site que os EA-18G começaram a ser entregues à Marinha dos EUA em 2007 e foram usados pela primeira vez numa missão há pouco mais de um mês, em 17 de fevereiro.

O avião é uma das apostas dos EUA para evitar perdas de aeronaves em combate. Desde o início dos ataques na Líbia, no sábado (19), apenas um avião da coalizão caiu. Foi um caça F-15, na madrugada desta terça (22) - segundo o governo americano, por problemas mecânicos.

Um porta-voz do Pentágono disse, em entrevista no domingo (20), que os EA-18G foram usados no fim de semana para apoiar um ataque de 15 aviões da coalizão contra forças de Kadhafi que estavam a cerca de 15 km de Benghazi, a principal cidade rebelde. Segundo o porta-voz, esse ataque parou a marcha das tropas de Kadhafi em direção a Benghazi.

A função da aeronave é realizar interferência eletrônica de dispositivos e sistemas eletrônicos – ou "enganar" os radares inimigos. Ela consegue também atrapalhar ataques antiaéreos inimigos. Segundo reportagem da revista Wired, uma futura geração do EA-18G será capaz de introduzir vírus em redes de computador dos países atacados.

Em setembro do ano passado, a Boeing fechou um contrato de US$ 5,2 bilhões por três anos para fornecer aviões à Marinha americana. Entre eles, 58 unidades do EA-18G Growler.


Apesar de não conhecer as características específicas do EA-18G Growler, o professor de telecomunicações da Poli-USP Luiz Baccalá explica como funcionam as assim chamadas “contramedidas eletrônicas”. Ele afirma que se trata de uma tecnologia de “processamento de sinais”.

“Qualquer radar de defesa manda pulsos, que batem em um alvo qualquer e, a partir disso, é possível deduzir algumas informações sobre esse alvo, como distância e velocidade”, explica. Uma interferência pode fazer com que as informações sejam entendidas de maneira diferente. “Acaba havendo uma indução do inimigo de entender aquele sinal como se estivesse em uma velocidade diferente, por exemplo”, completa.

Fonte: G1, com informações de agências internacionais - Foto: Alessandro Garofalo/Reuters

terça-feira, 22 de março de 2011

Japão vai medir radioatividade da água do mar na região de Fukushima

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – As autoridades do Japão vão monitorar, de forma mais minuciosa, a partir de hoje (22), a água do mar na região da Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, no Nordeste do país. A Agência Internacional de Energia Elétrica (Aiea) informou que até quinta-feira (24) as autoridades divulgarão a concentração de radioatividade identificada na água do mar. O trabalho será executado por técnico da Agência Atômica de Energia do Japão.

Paralelamente, o governo japonês se esforça para tentar restabelecer o funcionamento de Fukushima Daiichi. A usina sofreu sucessivas explosões e vazamentos de energia nuclear. Ontem (21), as unidade 2 e 3 de Fukushima Daiichi apresentaram vazamentos de fumaça, preocupando as autoridades e mantendo-as em alerta.

Segundo a Aiea, por questão de segurança, os funcionários que estavam em todas as unidades foram retirados do local. Na Região Nordeste do país, as autoridades informaram que ainda há riscos de contaminação na água, nos alimentos e no leite. A população foi alertada.

Para evitar mais acidentes nucleares, o governo japonês, em parceria com a empresa responsável pela usina e a Aiea, busca resfriar os reatores de Fukushima. Os especialistas usaram helicópteros e também caminhões para despejar água nos sistemas. Foi usada até água do mar nesse trabalho.

Edição: Graça Adjuto
 
Fonte: Agência Brasil
 
 

Publicado em: 22/03/2011

Ministro diz que posição brasileira sobre ataque à Líbia é 'coerente'

José Eduardo Cardozo disse que Brasil é 'soberano nas suas relações'.
Governo brasileiro pediu cessar-fogo de bombardeios à Líbia.



Débora Santos Do G1, em Brasília

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta terça-feira (22) que a posição brasileira contrária aos bombardeios na Líbia não interfere na relação com países, como Estados Unidos e França, que lideram o ataque. A intenção da ofensiva, autorizada pela ONU, é impedir que tropas do ditador Muammar Kadhafi ameacem a segurança de civis.

“O Brasil está sendo absolutamente coerente com as posturas que historicamente têm. Nós temos relações com os países que tem postura diferente da nossa e nós temos a posição brasileira e isso não modifica em absolutamente nada o quadro internacional que está posto. Um país que é soberano se faz respeitar nas suas relações internacionais e é o caso do Brasil”, disse o ministro da Justiça, durante evento no Conselho Nacional de Justiça.

Em nota divulgada nesta segunda-feira (21), o governo brasileiro pediu um "cessar-fogo o mais breve possível” e lamentou as mortes ocorridas na Líbia por causa do conflito. Comandadas pelos Estados Unidos, as forças de coalizão têm a participação também de militares do Reino Unido, França, Canadá, Itália, Qatar e Bégica.

Os bombardeios a posições líbias começaram no último sábado (19), durante a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao Brasil. No entanto, o governo brasileiro só divulgou posicionamento oficial sobre o ataque na segunda, depois da partida de Obama.

O ministro da Justiça negou que a divulgação da nota tenha tido relação com a agenda do presidente norte-americano no Brasil. “Não creio que exista qualquer conexão entre fatos, visitas e o posicionamento. O Brasil é um país que se governa pela sua postura, pelos seus princípios e as divulga como um país soberano habitualmente deve fazer”, declarou Cardozo.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Governo brasileiro pede 'cessar-fogo' no mais 'breve prazo' na Líbia

Em nota, Itamaraty pede medida ‘o mais breve possível’
Forças de coalização estão agindo no país desde o último sábado (19).




O governo brasileiro divulgou nota no começo da noite desta segunda-feira (21) pedindo um "cessar-fogo no mais breve prazo possível". Na nota, divulgada pelo Itamaraty, o Brasil lamenta as mortes ocorridas no país devido ao conflito.

Desde o último sábado (19), forças ocidentais autorizadas pela ONU bombardeiam posições líbias para impedir que as tropas do ditador Muammar Kadhafi ameacem a segurança de civis.
“Ao lamentar a perda de vidas decorrente do conflito no país, o governo brasileiro manifesta expectativa de que seja implementado um cessar-fogo efetivo no mais breve prazo possível, capaz de garantir a proteção da população civil, e criar condições para o encaminhamento da crise pelo diálogo”, diz a nota.

Comandada pelos Estados Unidos, as forças de coalizão têm a participação também de militares do Reino Unido, França, Canadá, Itália, Catar e Bégica. Segundo as Nações Unidas, o objetivo das ações é criar uma zona de exclusão aérea que impeça que as forças leais ao coronel Kadhafi, no poder desde 1969, ameacem civis.

Os confrontos entre tropas pró-Kadhafi e os rebeldes jogaram o país em uma guerra civil e provocaram milhares de mortes. O Conselho Nacional Líbio, que reúne os rebeldes, estima que pelo menos 8 mil pessoas já tenham morrido nas batalhas.

O governo brasileiro pede que sejam respeitado os direitos humanos. “O Brasil reitera sua solidariedade com o povo líbio na busca de uma maior participação na definição do futuro político do país, em ambiente de proteção dos direitos humanos.”

Por meio da nota, o governo brasileiro também reafirmou o apoio aos esforços do enviado especial do Secretário-Geral da ONU para a Líbia, Abdelilah Al Khatib, e do Comitê ad hoc de Alto Nível estabelecido pela União Africana "na busca de solução negociada e duradoura para a crise".

No sábado, durante a visita a Brasília, o presidente dos Estados Unidos a Brasília, Barack Obama, autorizou uma operação militar limitada na Líbia, sem o uso de soldados em solo.

Segundo o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia a presidente Dilma defendeu de forma enfática a busca de soluções diplomáticas para os conflitos na Líbia durante reunião com Obama, no Palácio do Planalto.
“A presidente, no final da conversa [com Obama], fez uma declaração muito enfática em favor da paz e da solução diplomática dos conflitos”, disse o assessor.



Iara Lemos Do G1, em Brasília

segunda-feira, 14 de março de 2011

Almirante Brasileiro assume Comando da Força Tarefa Marítima da ONU no Líbano.

 Cerimônia marca assunção do Comando da Força-Tarefa Marítima da ONU no Líbano

C Alte Caroli (E) durante a cerimônia de assunção
No dia 24 de fevereiro, o Contra-Almirante Luiz Henrique Caroli assumiu o Comando da Força-Tarefa Marítima (FTM) da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL). A cerimônia ocorreu a bordo da Fragata Turca “Yildirim”, atracada na Base Naval de Beirute.
A solenidade foi presidida pelo Comandante da UNIFIL, Major-General Alberto Asarta Cuevas, e contou com a presença do Embaixador do Brasil em Beirute, Paulo Roberto Campos Tarrisse da Fontoura, dos Embaixadores latino-americanos (Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, México, Paraguai, Uruguai e Venezuela) e de países com navios na FTM (Alemanha, Turquia e Indonésia), além de Oficiais-Generais da UNIFIL, do Comandante da Marinha libanesa e de Adidos Militares de diversas nacionalidades.
Na manhã do dia 25 de fevereiro, como parte da programação de assunção do Comando da FTM, o Contra-Almirante Caroli, acompanhado dos Oficiais brasileiros do Estado-Maior da Força-Tarefa, suspendeu com os navios da Força-Tarefa Marítima para a realização do exercício FOTEX.

A UNIFIL foi criada em 1978 para monitorar a retirada das Forças israelenses do território libanês. Já a FTM surgiu em 2006 sob o mandato da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas e em atendimento à solicitação do Governo libanês. Ela tem como tarefas principais impedir a entrada ilegal nos portos do Líbano de armas e materiais afins e treinar a Marinha libanesa para que, no futuro, possa assumir o controle de suas águas jurisdicionais. Atualmente, a Força tem sob seu comando cerca de 800 militares e oito navios de cinco nacionalidades (Alemanha, Bangladesh, Grécia, Indonésia e Turquia).
A FTM é o primeiro componente naval de uma missão de paz da ONU e pela primeira vez será comandada por um país não integrante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
 C Alte Caroli fala às tripulações dos navios formadas no cais da Base Naval de Beirute
       Tripulações dos navios no cais da Base Naval de Beirute


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