segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

UNIFIL Maritime Task Force

UNIFIL Maritime Task Force


UNIFIL Maritime Task Force (MTF), deployed since October 2006, supports the Lebanese Navy in monitoring its territorial waters, securing the Lebanese coastline and preventing the unauthorized entry of arms or related material by sea into Lebanon.
Currently, the MTF is commanded by Italy. 
The Maritime Task Force was deployed on the request of the Lebanese government within the mandate of United Nations Security Council resolution 1701 (2006). The operational control of MTF has been delegated by UNIFIL Force Commander to the MTF Commander.
This is the first Naval Task Force ever to take part in a United Nations peacekeeping mission. The deployment of MTF after the conflict of July-August 2006 was a landmark move that prompted Israel to lift its naval blockade of Lebanon..
Following the conflict, an Interim Maritime Task Force was deployed until 15 October 2006, when the UNIFIL Maritime Task Force led by Germany took over. On 29 February 2008, Germany handed over command of UNIFIL Maritime Task Force to the European Maritime Force (EUROMARFOR) led by Italy. 
Under this arrangement it was for the first time that EUROMARFOR - a Maritime Multinational Force formed in 1995 by France, Italy, Portugal and Spain to carry out naval, air and amphibious operations - operated under a United Nations mandate. The EUROMARFOR held command of UNIFIL MTF for one year, first under Italy's lead (29 February - 31 August 2008) and then under France (1 September 2008 - 28 February 2009).

On 1 March 2009, France/EUROMARFOR handed over the command of MTF to Belgium. On 30 May, Belgium handed over the command of MTF to Italy. Italy transferred MTF authority to Germany on 31 August, and Italy assumed command again on 01 December. 
 
A total of 13 countries have contributed naval units to the MTF: Belgium, Bulgaria, Denmark, France, Germany, Greece, Indonesia, Italy, the Netherlands, Norway, Spain, Sweden and Turkey.

Currently the force consists of the following vessels: Germany (3 ships), Greece (1 ship), Italy (1 ship) and Turkey (1 ship).
Since the start of its operations, the MTF has hailed around 28,000 ships and referred around 400 suspicious vessels to the Lebanese authorities for further inspection.

Sarkozy desafia ONU a reformar Conselho de Segurança


O presidente da França, Nicolas Sarkozy, desafiou a Organização das Nações Unidas a reformar seu poderoso Conselho de Segurança (CS) neste ano para incluir um ou mais membros permanentes africanos. "Há muito estou convencido de que a África não tem o lugar que merece na governança mundial", afirmou o líder francês, em um discurso para líderes africanos. "Completem a reforma do Conselho de Segurança neste ano", disse Sarkozy, para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon e Joseph Deiss, presidente da Assembleia Geral da ONU, ambos participando do encontro de líderes da União Africana.

O CS da ONU tem cinco membros com poder de veto - Reino Unido, China, França, Rússia e os Estados Unidos - e 10 membros não permanentes. "Não esperem. Não façam discurso. Tomem decisões... Concedam a bilhões de africanos o lugar ao qual têm direito e a França vai apoiá-los", acrescentou, sob aplausos.

Mais cedo, Deiss também citou necessidade para um CS expandido, para que, então, este organismo "possa refletir melhor a nova ordem mundial". Ele também lamentou que a ONU tenha se tornado "marginalizada pelo surgimento de outros atores", referindo-se ao G-20, grupo de nações industriais e emergentes.

Sarkozy enfatizou que, se o CS da ONU "representar o mundo em sua diversidade, então não haverá qualquer necessidade de outras organizações".

O líder francês tem pressionado há algum tempo pela reforma de governança mundial, um assunto que ele avalia com prioridade durante a presidência atual da França no G-20 e G-8.

Ele tem dito que as principais nações emergentes como Índia, Brasil e África do Sul deveriam ter assentos permanentes no Conselho de Segurança.

Fonte: Estadão

Marinha renovará frota sob ''pressão estratégica''

Marinha renovará frota sob ''pressão estratégica''



A renovação da frota da Marinha do Brasil não foi cancelada nem adiada pela presidente Dilma Rousseff. O negócio, envolvendo 11 navios e estimado entre 4 bilhões e 6 bilhões, continua em andamento. A fase atual é de consultas a empresas candidatas à parceria pretendida. "O tempo para execução é o tempo da pressão estratégica", diz o ministro da Defesa, Nelson Jobim.

Analistas ouvidos pelo Estado concordam que essa condição de ameaça é, atualmente, de baixa intensidade, mas lembram que "a curva é ascendente, se projetada para os próximos 20 a 25 anos", de acordo com o relatório Projeção 2025, feito em 2009 pela Secretaria de Assuntos Estratégicos. A escolha final, entre ofertas de Itália, Reino Unido, Alemanha, Coreia e França, deve sair até o fim do ano. A primeira fragata ficará pronta entre 2018 e 2019 - a entrega do navio patrulha ocorre 12 meses antes.

O contrato inicial, todavia, será firmado em 2012. Depois da seleção, a complexidade do processo exigirá um ano de discussões para ajuste da transferência de tecnologia, estabelecimento da rede de fornecedores e das compensações comerciais. Só então haverá o pagamento do adiantamento formal, cerca de R$ 100 milhões. É para o custeio da implementação da operação. Apenas seis meses mais tarde é que vence a primeira parcela semestral, referente aos juros do financiamento. O principal da dívida começa a ser abatido 180 dias depois, em meados de 2013.

É a mesma arquitetura financeira aplicada na escolha dos novos caças de múltiplo emprego da Aeronáutica, a F-X2. Em nenhum dos dois casos existe a previsão de desembolso imediato. O ministro Jobim sustenta que a indicação do avião vencedor será anunciada até julho pela presidente Dilma. Em 2013 a Marinha vai adquirir 24 unidades da mesma aeronave, mas em versão embarcada para equipar um novo porta-aviões de 60 mil toneladas que planeja incorporar entre 2027 e 2031 - a nau capitânia da projetada 2.ª Frota, na foz do Amazonas.

Pacote

Em maio de 2010, a Marinha apresentou aos empresários do setor seu plano completo, abrangendo 61 navios de superfície, mais cinco submarinos, quatro de propulsão diesel-elétrica e um movido a energia nuclear. As encomendas vão até 2030.

O pacote prioritário, definido como Prosuper, abrange cinco fragatas de 6 mil toneladas com capacidade stealth, de escapar à detecção eletrônica, cinco navios escolta oceânicos, de 1,8 mil toneladas, e um navio de apoio, de 22 mil toneladas, para transporte e transferência em alto mar de todo tipo de suprimentos.

A intenção da Marinha é que apenas a primeira fragata e o primeiro patrulheiro sejam construídos fora do País, embora com acompanhamento de técnicos e engenheiros brasileiros. Há grupos diretamente interessados em participar desse empreendimento. A Odebrecht Defesa prepara os estaleiros da Enseada do Paraguaçu, na região metropolitana de Salvador, Bahia, para disputar o Prosuper. A empresa, associada à francesa DCNS, está construindo em Itaguaí, no Rio, uma nova base naval e mais as instalações industriais de onde sairão os cinco submarinos do Prosub, encomendados por 7,6 bilhões.

Outra prioridade da Marinha do Brasil, para ser cumprida em etapas ao longo de 15 anos, é o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul, o SisgAAz. É uma espécie de Sivam - a rede de radares e sensores eletrônicos que controla o espaço aéreo da região amazônica - do mar. A área de cobertura do SisgAAz é imensa - cerca de 4,5 milhões de quilômetros quadrados, o equivalente à metade do território nacional, e tão grande quanto a Europa Ocidental. O aparato é destinado a vigiar e proteger um tesouro - na indústria da energia são 15,3 bilhões de barris de petróleo, 133 plataformas (86 fixas, 47 flutuantes) de processamento da Petrobrás, o patrimônio decorrente de investimentos da ordem de US$ 224 bilhões de 2010 até 2015. Mais que isso: estão sendo desenvolvidas pesquisas a respeito da biodiversidade exótica, encontrada nas fontes hidrotermais localizadas nas zonas de encontro das placas tectônicas. As características apuradas permitem garantir aproveitamento na indústria farmacêutica e de cosmésticos em escala bilionária. O oceano, na abrangência controlada pelo Brasil, abriga, ainda, 80 reservas de 100 materiais estratégicos. Mapeadas, não prospectadas.

Italianos

Até dezembro de 2010, a vantagem na análise preliminar das propostas era do consórcio italiano Fincantieri Cantieri Navali. O preço era bom, o modelo de transferência de conhecimento avançado foi considerado satisfatório e o tipo de fragata, da classe Freem, desenvolvido junto com a França, adequado às especificações. O clima desandou há três semanas, quando a deputada Fiamma Nirenstein, vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores do Parlamento da Itália, propôs o congelamento do acordo bilateral de cooperação em Defesa assinado por Nelson Jobim e seu colega de Roma, Ignazio de La Russa. O motivo alegado é o veto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à extradição do ex-ativista Cesare Battisti, condenado pela Justiça italiana por quatro homicídios. Dilma não gostou da atitude. A Fincantieri não é mais a favorita. Mas continua no páreo.

Fonte: Estadão

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Escudo sonoro deixa submarinos invisíveis ao sonar

Redação do Site Inovação Tecnológica

Escudo antissom

Em 2009, a equipe do Dr. Nicholas Fang criou uma super lente acústica, capaz de produzir imagens médicas mais precisas do que o ultrassom.

Naquela ocasião, o pesquisador afirmou que a tecnologia, baseada em metamateriais, poderia, em princípio, ser utilizada para fabricar um "escudo antissom".

E foi justamente isso o que eles fizeram agora: uma camuflagem acústica, capaz de tornar objetos subaquáticos invisíveis ao sonar e outras ondas ultrassônicas.

"Nós não estamos falando de ficção científica. Estamos falando de controlar as ondas sonoras dobrando-as e torcendo-as dentro de um espaço definido," explica Fang, que trabalha na Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.

Enquanto os mantos da invisibilidade tenham se tornado estrelas em vários laboratórios ao redor do mundo, um metamaterial capaz de desviar as ondas sonoras - em vez de refleti-las ou absorvê-las - era algo restrito ao reino das possibilidades teóricas. Até agora.

Circuitos acústicos

O escudo sonoro consiste de uma placa cilíndrica, formada por 16 anéis concêntricos. Esses anéis são "circuitos acústicos", estruturados para guiar as ondas sonoras.

Cada anel tem um índice de refração diferente, o que significa que as ondas sonoras mudam de velocidade conforme caminham da parte externa do anel rumo ao seu interior.

"Basicamente o que você tem é um conjunto de cavidades que são conectadas por canais. O som vai se propagar dentro desses canais, e as cavidades são projetadas para desacelerar as ondas," diz Fang. "Quanto mais para o interior dos anéis, maior é a velocidade das ondas sonoras."

Mas aumentar de velocidade requer energia. Com isto, as ondas sonoras ficam circunscritas à porção mais externa dos anéis, guiadas pelos canais. Segundo os pesquisadores, o que ocorre é que os circuitos acústicos curvam as ondas sonoras, para que elas se acomodem nas estruturas externas dos anéis.

O escudo sonoro funcionou com vários formatos de objeto. Outra vantagem do "manto da invisibilidade acústica" é que ele opera com várias frequências de ondas, de 40 a 80 KHz - mas os pesquisadores afirmam que, teoricamente, ele pode chegar às dezenas de megahertz.

Submarinos invisíveis

Os cientistas agora planejam explorar o uso da tecnologia de camuflagem acústica para veículos subaquáticos, como submarinos, que poderiam se tornar invisíveis aos sonares, e na área médica.

As imagens de ultrassom e outras técnicas de imageamento acústico são comuns na área médica, mas vários elementos no corpo causam interferências e borram as imagens.

Um curativo feito com o escudo sônico poderia efetivamente esconder uma área problemática para que o scanner gere uma imagem melhor da região de interesse.

A equipe do Dr. Fang é pioneira nesta área emergente de pesquisas, tendo criado o primeiro metamaterial ultrassônico em 2006.

O campo dos metamateriais ópticos está bem mais à frente, já tendo viabilizado um verdadeiro tapete da invisibilidade, capaz de esconder objetos grandes. Mais recentemente, pesquisadores demonstraram que é até mesmo possível construir a ilusão de óptica de atravessar o espelho.

Senador McCain entra no lobby para vender caça dos EUA ao Brasil


Em visita à presidenta Dilma Rousseff, o senador norte-americano John McCain, do Partido Republicano, disse nesta segunda-feira (10) que tentará convencer o Congresso dos Estados Unidos a aprovar a “completa transferência de tecnologia” dos aviões de caça Super Hornet F-18, caso o Brasil decida comprar o equipamento produzido pela empresa americana Boeing. O republicano afirmou que o F-18 é a aeronave militar que detém a melhor tecnologia do mundo.

“Conversamos sobre a questão dos caças. Há uma preocupação sobre transferência de tecnologia. Vou voltar aos Estado Unidos e tenho a intenção de fazer com que o Congresso e o presidente [Barak Obama] ressaltem que haverá uma completa transferência de tecnologia se o governo do Brasil decidir pelo F-18”, disse McCain. “A tecnologia dos nossos caças foi provada que é melhor que as outras”, acrescentou o senador norte-americano.

A Força Aérea Brasileira (FAB) vai renovar a frota de aviões supersônicos de caça e três fabricantes estão na concorrência: a francesa Dassault com o modelo Rafale; a americana Boeing com o F-18; e a sueca Saab, do modelo Gripen. No governo anterior, ficou clara a preferência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo modelo francês, mas a FAB, em relatório oficial, prefere o modelo sueco. O equipamento da Boeing foi criticado justamente por causa do pacote de transferência de tecnologia, considerado insuficiente pela Aeronáutica.

O combate à violência também foi tema da conversa de McCain com a presidenta. Ele elogiou a ação da polícia do Rio de Janeiro nas favelas cariocas e a atuação brasileira no combate ao tráfico de drogas.

Fonte: Agência Brasil

Ban alerta para o aumento do terrorismo na Somália

Secretário-Geral pede à comunidade internacional para enviar apoio militar ao país africano; em relatório ao Conselho de Segurança, Ban afirma que a segurança continua sendo o desafio mais crítico da região.
Civis na Somália

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

O Secretário-Geral da ONU fez um apelo à comunidade internacional para providenciar apoio militar ao Governo Federal de Transição da Somália.

Segundo Ban Ki-moon, a ajuda é para evitar a ação de combatentes estrangeiros e saqueadores na região, que segundo analistas, estaria se transformando em um reduto terrorista.

Relatório

Em relatório, Ban afirmou que a segurança ainda é o principal desafio enfrentado pelas instituições federais da Somália.

O governo de transição na capital, Mogadíscio, está sofrendo ataques de militantes islâmicos que controlam o sul do país. Milhares de civis foram desalojados no conflito que já dura mais de 20 anos.

Alto Risco

Ban Ki-moon destaca que a presença de combatentes externos na Somália é um lembrete de que a região do Chifre de África corre um alto risco de se tornar o próximo alvo dos esforços globais contra o terrorismo.

Em dezembro, o Conselho de Segurança aprovou o aumento em 50% das forças de manutenção de paz da Missão da União Africana na Somália, que vai contar agora com 12 mil homens.

*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.


Fonte: Rádio ONU  
 

Publicado em: 11/01/2011

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