sábado, 20 de novembro de 2010

Mais um Herói se vai

   
    Venho informar que no dia 16 de novembro de 2010,  faleceu na Cidade de Campos dos Goytacazes, o Senhor Major FEB Henrique Alves Barreto, Presidente da Associação de Ex-Combatentes do Brasil - Seção Campos dos Goitacazes-RJ, e com grande pesar que vos trago esta notícia e pedi-lhes que informem aos seus companheiros esta grande perda.
     O Brasil fica triste, pois o seu Rol de Heróis ficou menor, que o Nosso Senhor Jesus Cristo o receba e tenha ao seu lado um grande homem que deixou de exemplo para  todos nóis sua garra, força, determinação e vontade de viver, descanse em paz Senhor Henrique ao lado de Deus e fique certo que sua história não ficará em hipótese nenhuma esquecida e sim sempre lembrada por todos nós.
     Fica aqui um pequena lembrança deste grande homem, que lutou em prol de um único objetivo, "A Liberdade da Humanidade".
     Saudades daqueles que ficam, mais orgulhosos por ter comvivido e ter tido como um grande amigo e exemplo.
 
              Associação de Ex-Combatentes do Brasil - Seção Campos dos Goytacazes-RJ

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Dia da Bandeira


A Bandeira Nacional, símbolo da Pátria, foi criada pelo Decreto nº. 4, de 19 de novembro de 1889, após a adoção do regime republicano no Brasil. Não obstante a apresentação de projetos contendo mudanças radicais na antiga bandeira do Império – desenhada pelo francês Jean Baptiste Debret – foi aceita a proposta de Teixeira Mendes, chefe da Igreja Positivista do Brasil, que manteve as cores verde e amarela e ressaltou, ao justificar seu projeto, que com o novo símbolo permanecia tudo quanto o antigo (do Império) tinha de essencial – “Ela lembra, naturalmente, a fase do Brasil- Colônia nas cores azul e branco que matizam a esfera, ao mesmo tempo em que esta recorda o período do Brasil-Reino por trazer à memória a esfera armilar. Desperta a lembrança da fé religiosa dos nossos antepassados e o descobrimento desta parte da América, não por meio de um sinal [...] mas por meio de uma constelação, cuja imagem só pode fomentar a mais vasta fraternidade.”
Ficou, assim, a Bandeira representada por um losango amarelo em campo verde, tendo no meio a esfera azul-celeste, atravessada por uma zona branca em sentido oblíquo, descendo da esquerda para a direita com a legenda “Ordem e Progresso” inspirada no lema positivista: “o amor por princípio, a ordem por base e o progresso por fim.” Dentro da esfera está representado o céu da cidade do Rio de Janeiro, com a Constelação do Cruzeiro do Sul, correspondendo ao seu aspecto às 08h30 do dia 15 de novembro de 1889, data da Proclamação da República.
Os homens do mar têm no culto à Bandeira a mais rica das tradições navais. É em frente ao Pavilhão Nacional que todos que optam pela carreira militar e prometem solenemente honrar e defender à Pátria, com o sacrifício da própria vida. Seja nas mais distantes organizações militares, assim como em todos os navios da Armada, a Bandeira Nacional é reverenciada diariamente no hasteamento, pela manhã às 8 horas, e no arriamento, ao pôr do sol, em cerimônia, com o sentimento de profundo respeito.
Em toda parte em que esteja presente a Marinha do Brasil, seja com os meios navais ou com a presença dos Fuzileiros Navais, lá estará tremulando, em local de destaque, a Bandeira do Brasil. Ela representa, para os soldados e os marinheiros, o símbolo máximo da nacionalidade e o mais brilhante farol, que os encoraja a transpor grandes desafios e as mais variadas dificuldades, visando sempre aprimorar o continuado trabalho em prol da defesa e do desenvolvimento da Pátria.
A Cerimônia do Dia da Bandeira, prevista para o dia 19 de novembro, em todo Brasil, exalta o símbolo máximo da Pátria, e é o momento oportuno para renovar o compromisso assumido e a esperança de que o trabalho, o respeito e a dedicação se constituam na forma de contribuir para a construção de um futuro cada vez mais próspero para a Nação.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Almirante da Marinha do Brasil irá comandar a Força Naval das Nações Unidas no Líbano.

TV Senado exibe entrevista com o Contra-Almirante Caroli.


O programa “Diplomacia”, da TV Senado, exibiu, nos dias 13 e 14 de novembro, uma entrevista exclusiva com o oficial brasileiro que será o futuro comandante da Força Naval das Nações Unidas no Líbano, Contra-Almirante Luiz Henrique Caroli.
O Brasil foi convidado pela ONU e aceitou a missão de comandar uma força multinacional, em substituição à Itália. Além de Oficiais da Armada, tropas de Fuzileiros Navais e do Exército brasileiro deverão integrar a United Nations Interim Force in Lebanon (UNIFIL), a missão de paz que busca dar fim ao conflito armado entre Israel e o Líbano.

Os primeiros oficiais deverão partir rumo a Beirute nas próximas semanas e, segundo o Contra-Almirante Luiz Henrique Caroli, a tropa brasileira está apta a enfrentar o desafio. A presença do Brasil no conflito do Oriente Médio ainda foi o tema da reportagem especial do programa “Diplomacia” que ouviu diplomatas, parlamentares e analistas.

O programa será reexibido no próximo final de semana, sábado (20/11), às 11h30 e 22h30, e domingo (21/11), às 9h e às 17h.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

15 de novembro de 1889 - Proclamação da República !!!



No final da década de 1880, a monarquia no Brasil enfrentava uma grande crise, pois a classe média crescia e com ela o descontentamento com o império.

A abolição da escravidão em 1888 e as diversas mudanças sociais e econômicas que se davam no Brasil influiram muito. Pois a monarquia não representava uma forma de governo que correspondia às mudanças sociais em processo. Era necessário a implantação de um novo modelo político, que fosse capaz de fazer o país progredir e avançar nas questões políticas, econômicas e sociais.

Neste contexto aflorou a interesse pela república, especialmente pela classe média que ascendia, a cada dia concentrando mais poder econômico e com isso também o desejo de obter mais poder político e de decisão nos rumos político-econômicos do Brasil.

Outros fatores também contribuiram de forma preponderante como iremos elencar a seguir:

A Guerra do Paraguai (1864 – 1870) levou aos oficiais de nosso exército uma grande exposição aos ideiais republicanos. Pois o Brasil se aliou ao Uruguai e Argentina, sendo o Brasil a única monarquia no continente, que passou por uma onda republicana que varreu as colônias espanholas e tomando o poder em seus processos de independência.Com isso nossos soldados foram influenciados a implantar a república no Brasil.

Ainda haviam as críticas feitas por integrantes do Exército Brasileiro, que não aprovavam a corrupção existente na corte. Os militares estavam descontentes com a proibição, imposta pela Monarquia, pela qual os oficiais do Exército não podiam se manifestar na imprensa sem uma prévia autorização do Ministro da Guerra.

Os movimentos republicanos se multiplicavam por todo o país, com a imprensa manifestando apoio a politização popular e a libertação dos laços portugueses que eram marcantes em nosso governo. Assim em 1870 já existiam muitos partidos no Brasil e os mesmo se expandiam.

Um outro fato foi a fim da escravidão e a chegada de imigrantes com ideiais republicanos, que se somaram aos prejuízos obtidos pelos coronéis que da noite ao dia perderam muito dinheiro com a libertação de seus escravos e os novos custos com a mão de obra dos imigrantes sem que houvesse qualquer forma de ressarcimento do governo pelas perdas sofridas com a libertação dos escravos.

A Igreja Católica também apoiou a derrubada da monarquia no Brasil, uma vez que D. Pedro II nomeou dois bispos com o intuito de manter influência política, mas os mesmos recusaram a se subordinar as suas imposições. Com isso os dois bispos foram punidos com a prisão, uma medida que lançou a igreja contra o governo.

Diante das pressões imposta pela crise no governo, a falta de apoio popular e das constantes críticas que partiam de vários setores sociais, o imperador e seu governo, encontravam-se enfraquecidos e frágeis. D.Pedro II estava cada vez mais afastado das decisões políticas do país, com o mesmo se mudando com sua família para cidade de Petrópolis.

Um fato histórico curioso ocorreu no último baile do império, ocorrido na atual Ilha Fiscal, quando em 9 de novembro de 1889, D. Pedro II tropeçou assim que entrou no salão. Conseguiu, porém, recuperar o equilíbrio e teve fôlego para uma piada: “O monarca escorregou, mas a monarquia não caiu”. Mal sabia ele que o seu império cairia seis dias depois.
Enquanto isso, o movimento republicano ganhava força no Brasil. No dia 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca, ao passar pela Praça da Aclamação com sua espada empunhada, proclamou a República do Brasil.

Na noite deste mesmo dia, o marechal assinou o manifesto proclamando a República no Brasil e instalando um governo provisório. Onde permaneceu como presidente, tendo em seu governo provisório Rui Barbosa, Benjamin Constant, Campos Sales e outros como seus ministros.

Após 67 anos, a monarquia chegava ao fim. No dia 18 de novembro, D.Pedro II e a família imperial partiam rumo à Portugal. Tinha início a República Brasileira com o Marechal Deodoro da Fonseca provisoriamente como presidente do Brasil. A partir de então, o pais seria governado por um presidente escolhido pelo povo através das eleições. Foi um grande avanço nos rumos econômicos e políticos de nosso país.


Autor Angelo D. Nicolaci

Editor GeoPolítica Brasil

domingo, 14 de novembro de 2010

Obama se compromete a atuar para impedir agravamento da guerra cambial, afirma Mantega

Renata Giraldi

Enviada Especial

Seul – Alvo de críticas do Brasil e de vários países - por adotar uma política de fortalecimento da economia interna com ameaças ao desequilíbrio econômico global -, o governo dos Estados Unidos se comprometeu a atuar de forma diferenciada. O compromisso de Obama foi feito durante o encerramento da Cúpula do G20 (que reúne as maiores economias do mundo), segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

“O presidente Obama declarou que os EUA estarão trabalhando para a recuperação da economia e disse que os países que têm moeda de reserva têm de se portar de maneira diferenciada. Todo mundo assumiu responsabilidades. Acho que dá para ter uma cautela maior”, disse o ministro.

O governo norte-americano anunciou a compra de US$ 600 bilhões do Tesouro para tentar recuperar o mercado interno por meio do estímulo ao consumo e da geração de empregos. A medida, no entanto, é considerada uma ameaça à economia mundial por fragilizar o dólar.

Segundo Mantega, o documento firmado hoje (12) por todos os líderes presentes ao G20 não apresenta recomendações explícitas, mas compromissos. “O documento está recomendando que não se faça essa manipulação cambial. Todo mundo assinou o documento. Os países se comprometem a cumprir metas. O G20 é um fórum de compromissos.”

De acordo com o ministro, a partir do momento em que houve o compromisso coletivo, não pode ocorrer o rompimento de um dos governos. “[Por exemplo], a Alemanha, que assinou o documento, não poderá chegar amanhã e dizer que simplesmente não fez nada. Vai ter de fazer alguma coisa”, disse.

Mantega explicou que todos os países se comprometeram a tomar medidas “macroprudenciais” para evitar o agravamento de eventuais crises. Mas, segundo ele, essas medidas só poderão ser adotadas pelos países emergentes.

“Foi aprovada aqui a possibilidade de tomar medidas macroprudenciais para combater esses perigos, como no caso dos fluxos de capitais [quando sobram dólares no mercado]. Isso é inédito”, afirmou o ministro. “Isso quer dizer que poderemos controlar os capitais excessivos que vierem a entrar nos países. Se vierem os abusos, nós e outros países tomaremos as medidas, o que ajuda a conter o apetite de que isso ocorra.”

Edição: Graça Adjuto
Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Países africanos devem delimitar suas plataformas continentais para garantir exploração soberana de riquezas, defende Jobim

Brasília, 11/11/2010 - A exemplo do Brasil, os países da África Ocidental devem realizar levantamento dos recursos existentes em suas plataformas continentais e pleitear a sua extensão até o limite de 350 milhas náuticas para garantir a exploração soberana de riquezas.

A medida foi defendida pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, durante a XII Reunião de Ministros de Defesa da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP), encerrada nesta quinta-feira (11/11). Jobim observou que, em razão da similaridade geológica existente entre plataformas marítimas brasileira e africana, é possível que exista também na costa africana riquezas semelhantes às encontradas no Brasil.

De acordo com o ministro, a ausência de delimitação das plataformas continentais dos parceiros africanos poderia, em tese, tornar legalmente factível que outros países obtenham direitos de exploração comercial dos recursos minerais situados nessa faixa. O ministro propôs estender aos países participantes da reunião a colaboração já oferecida a Angola no levantamento das respectivas plataformas.

Durante o encontro, Jobim também afirmou que, sintomaticamente, surgem no Atlântico Norte conceitos até então inexistentes como de "Bacia do Atlântico", e "compartilhamento de soberanias" englobando o Norte e o Sul do oceano. "O Brasil não endossa nenhuma dessas iniciativas", disse.

Para o ministro, os países da CPLP, irmanados em torno dos princípios de não ingerência, "saberão trilhar o caminho fraternal do respeito mútuo". Ressaltou que a CPLP representa espaço de interlocução fundamental para o fortalecimento da causa da paz e da justiça.

O vice-ministro de Defesa de Angola, Almirante Gaspar Rufino, manifestou o desejo de que o Brasil realize com sucesso as negociações para uma pauta comum de realizações com os demais países integrantes da CPLP.

A ministra de Defesa Nacional de Cabo Verde, Cristina Fontes, afirmou que a segurança marítima é assunto prioritário da agenda da CPLP, acrescentando que essa segurança deve ser garantida por meio de constante fiscalização.

Já o ministro de Defesa Nacional de Guiné-Bissau, Aristides Silva, considera necessária maior participação da CPLP em projetos de saúde e desporto militar e manutenção de paz.

O ministro de Defesa de Moçambique, Filipe Nyusi, destacou a necessidade de colaboração dos países da CPLP no que se refere á profissionalização das Forças Armadas. E salientou que é necessário também, no momento, a capacitação de recursos humanos das Forças Armadas e o desenvolvimento da indústria de defesa das nações que compõem a CPLP.

Citando a crise econômica, o ministro de Defesa de Portugal, Augusto Silva, considerou importante que as nações da CPLP realizem uma gestão racional dos poucos recursos disponíveis. Ele defendeu também um diálogo entre a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), os países de língua portuguesa e, ainda, os países da União Africana. Portugal, de acordo com Augusto Silva, se coloca à disposição para facilitar esse diálogo.

A defesa e a segurança são hoje instrumento para a paz, mas só a cooperação e as parcerias permitem o fortalecimento da paz e o desenvolvimento, disse o ministro de Defesa de São Tomé e Príncipe, Carlos Stock.

Já o secretário de Defesa de Timor-Leste, Júlio Pinto, agradeceu o apoio técnico e militar que o Brasil e de Portugal têm dado a seu país. O próximo encontro de ministros de Defesa ainda não tem data marcada. A sede desse encontro, no entanto, já está escolhida: será em Cabo Verde.

A Reunião realizada em Brasília terminou com a assinatura de quatro documentos: 1. Declaração Final da XII Reunião; 2) Declaração de Aprovação da Contribuição Financeira dos Estados Membros da CPLP para o Fundo Especial do Centro de Análise Estratégica (CAE); 3) Declaração sobre o novo Estatuto do CAE; e 4) Aprovação deste Estatuto.

A programação do encontro, no Grand Bittar Hotel, iniciou-se na terça-feira (09/11) com o seminário sobre o funcionamento do CAE, e prosseguiu, na quarta-feira (10/11), com a III Reunião de Diretores de Política de Defesa Nacional. No último dia (quinta-feira, 11/11), os ministros de Defesa se reuniram para aprovar os assuntos discutidos pelo CAE e pelos Diretores.


Texto: Jose Romildo
Edição: Luiz Gustavo Rabelo
Foto: Elio Sales
Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa
Fone: (61) 3312-4070

Comandante da Marinha da China visita o Brasil

 

Comandante da Marinha do Brasil, Alte Esq Moura Neto (Esq), cumprimenta o Comandante da Marinha do Exército Popular de Libertação da China, Alte Esq Wu Shengli


A visita da Comitiva da Marinha da China ao Brasil é mais uma etapa do processo de aproximação entre as duas nações, que vem acontecendo nos últimos anos. Entre os dias 3 e 7 de novembro, o Comandante da Marinha do Exército Popular de Libertação da China, Almirante-de-Esquadra Wu Shengli, esteve no País conhecendo a Esquadra brasileira e discutindo assuntos estratégicos de interesse das duas Marinhas.
A agenda de atividades começou na manhã do dia 3, no Comando do 1° Distrito Naval, no Rio de Janeiro. O Comandante da Marinha do Brasil, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, presidiu a cerimônia de imposição da Comenda da Ordem do Mérito Naval, ao Almirante Wu Shengli. Após a solenidade, seguiram para uma audiência reservada sobre temas de interesse das Forças, visando elaborar uma agenda de trabalho conjunta.

Apontada pelo Comandante da Marinha da China como local prioritário no roteiro, a Escola Naval foi a Organização Militar (OM) visitada no período da tarde. Na instituição, os convidados assistiram a uma palestra sobre o sistema de ensino da Marinha brasileira, conheceram camarotes e laboratórios. “Essa visita foi muito significativa para nós, pois ainda na China, ele externou o desejo de conhecer o porta-aviões, um submarino e a Escola Naval”, revelou o Comandante da Escola Naval, Contra-Almirante Leonardo Puntel. Segundo ele, a relação intercultural entre os países se estreita quando o Navio-Escola “Brasil” (NE Brasil) realiza a viagem de Circunavegação e aporta na China. “Nessa oportunidade, os Guarda-Marinha conhecem diversos portos daquela nação, além das escolas navais chinesas”, ressaltou o Almirante Puntel. Ao final da tarde, uma homenagem especial encerrou a visita: o Desfile Escolar do Corpo de Aspirantes, em continência ao Comandante da Marinha do Exército Popular de Libertação da China.



Comandante da Escola Naval (esq), C Alte Puntel, apresenta as instalações da instituição ao Almirante Wu Shengli (centro), acompanhado do Comandante da Marinha do Brasil, Alte Esq Moura Neto, e do Diretor-Geral do Pessoal da Marinha, Alte Esq Wiemer (dir)


Na manhã do dia 5, a comitiva foi recebida pelo Comandante-em-Chefe da Esquadra, Vice-Almirante Eduardo Monteiro Lopes, no Centro de Adestramento Almirante Marques de Leão, onde conheceu simuladores de treinamento. “A visita dessa Delegação complementa a ida de um navio brasileiro à China, em virtude das comemorações do aniversário da Marinha chinesa em 2009”, explicou o Almirante Monteiro Lopes.
Por fim, os chineses visitaram os meios navais brasileiros de maior interesse para o grupo: o Submarino “Tamoio”, a Corveta “Barroso” e o Navio-Aeródromo “São Paulo”.

Chegada do Comandante da Marinha do Exército Popular de Libertação da China ao Submarino “Tamoio”



 

Alte Esq Wu Shengli em visita ao Navio-Aeródromo “São Paulo”

Farc afirmam que Dilma vai ter 'papel determinante' na paz regional

Guerrilha da Colômbia divulgou nota saudando a presidente eleita do Brasil.
Texto diz que brasileira acredita em 'saída política' para conflito colombiano.

As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) afirmaram em comunicado nesta sexta-feira (12) que a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, terá um "papel determinante" para a obtenção da paz regional e para a "irmandade dos povos" do continente americano.
O texto destaca a trajetória de Dilma, "sempre ligada à luta pela justiça".
"Presidente Dilma, para a senhora o nosso aplauso e reconhecimento", diz a nota assinada pelo Secretariado do Estado-Maior Central das Farc e divulgado nesta sexta-feira pelo site da Agência de Notícias Nova Colômbia (Anncol), simpática à guerrilha.
"Permita que ecoemos a justificada alegria do grande povo de Luís Carlos Prestes (líder comunista brasileiro e comandante da Coluna Prestes), diante do fato relevante de terem, pela primeira vez na história do Brasil, uma mulher sempre ligada à luta pela justiça na Presidência", diz a guerrilha.
O comunicado também ressalta a "pública convicção" de Dilma sobre a "necessidade de uma saída política para o conflito interno da Colômbia" e acrescenta que sua vitória multiplicou a esperança das Farc "na possibilidade de alcançar a paz pela via do diálogo e da justiça social".


"Temos certeza que a nova presidente do Brasil terá um papel determinante na construção da paz regional e na irmandade dos povos do continente", conclui a nota.
Em setembro passado, quando ainda era candidata a presidente, Dilma declarou que o Brasil só intermediaria em uma eventual negociação de paz com as Farc caso fosse um pedido do governo colombiano.

O que falta para uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU?

"Vaga está ligada ao poderio militar do país", diz pesquisador


Para conseguir uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU, o Brasil tem que ser reconhecido como potência militar, diz o pesquisador da Unicamp e coronel da reserva do Exército Geraldo Cavagnari.

Folha - Por que a Índia recebeu apoio dos EUA para entrar no Conselho de Segurança e o Brasil não?

Geraldo Cavagnari - A capacidade militar da Índia já é significativa e a do Brasil, não. E ainda, para agravar, a Índia domina a tecnologia nuclear para fins militares. Não temos isso, não adianta, esse clube é muito fechado.

O Brasil tem chance de conseguir uma vaga permanente?

Tem, mas não agora. Para ser membro permanente do Conselho de Segurança, o país tem que ser reconhecido como potência militar, o que não é o caso.
Todos os membros permanentes são. Não basta ser uma potência econômica. O Conselho de Segurança da ONU não é um órgão com atribuições econômicas, ele tem atribuições políticas e por isso exige grande capacidade militar.

Então, para entrar no conselho, o Brasil tem que investir nas Forças armadas?

O Brasil tem que começar a investir nisso ou não vai ser reconhecido como grande potência. Mas não acho que isso deva ser uma prioridade hoje, primeiro o país tem que ser uma potência econômica para depois poder conquistar a outra posição.

A importância regional da Índia também pesa no apoio dos EUA?

Sim, pela proximidade com a China. Na região, o único país que faz um contraponto com a China em termos militares é a Índia. Ela está em uma teatro potencial de guerra, que é esta região, o sul da Ásia. Já o Brasil está em uma das regiões mais estáveis do mundo, que é a de América Latina, Atlântico e Pacífico Sul.

Fonte: Folha

Turquia se opõe a projeto Escudo da OTAN que aponta Irã como inimigo

Turquia se opõe ao projeto da Otan que aponta Irã como inimigo



A Turquia não aceitará que o projeto de escudo antimísseis da Otan designe especificamente o Irã como uma ameaça contra a segurança da Europa, declarou o presidente turco Abdullah Gul.

“A Otan é uma organização de defesa. Está montando um sistema de defesa contra qualquer nação do mundo que tenha mísseis e não pertença a ela”, assegurou o presidente turco em uma entrevista televisiva nesta segunda-feira.

“Designar só um país, o Irã (…) é um erro e não ocorrerá. Um país em particular não será o objetivo (…). Não aceitaremos isso”, acrescentou Gul.

A Otan e os Estados Unidos querem implantar um sistema de interceptação de mísseis para proteger a Europa contra o que, segundo eles, é uma crescente ameaça: lançamentos de mísseis de curto e médio alcances a partir do Oriente Médio, especificamente do Irã.

A Turquia, membro da Aliança, teme que este sistema, uma vez instalado, deteriore suas relações com o vizinho Irã e com a Rússia, que vêm melhorando nos últimos anos.

Segundo diplomatas turcos, Ancara reivindica que o escudo proteja todo o território turco e não apenas as zonas próximas ao Irã.

O governo islâmico e conservador do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan adotou uma posição mais moderada do que os países ocidentais a respeito do polêmico programa nuclear iraniano, insistindo em uma solução diplomática e rejeitando as sanções contra Teerã impostas pela ONU, o que provocou o descontentamento de Washington.

A questão do escuto antimísseis estará no centro das negociações da cúpula Otan-Rússia que acontecerá na próxima semana em Lisboa. O presidente russo Dimitri Medvedev, cujo país também desconfia do projeto já que não há garantias de que o sistema de defesa também vise a Rússia, participará da reunião.

Fonte: AFP via Plano Brasil

Reestruturação do Programa Espacial Brasileiro.

Reestruturação do Programa Espacial Brasileiro?



De acordo com informações apuradas pelo blog Panorama Espacial nas últimas semanas, o Programa Espacial Brasileiro (PEB), em médio prazo, pode ser submetido a uma significativa reestruturação.

O primeiro sinal público dessa restruturação foi dado numa entrevista do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, que em 2009 assumiu a Secretária de Assuntos Estratégicos (SAE). A entrevista foi publicada na edição nº 9 da revista Espaço Brasileiro (circulação em agosto), publicação institucional da Agência Espacial Brasileira (AEB). Abaixo, reproduzimos o trecho:

“Qual é o papel da Secretaria [SAE] no desenvolvimento das atividades espaciais no Brasil? Pretende ampliar sua colaboração?

Pretendemos. Inclusive, por sugestão de outros ministros foi proposta ao Presidente da República a criação de um Comitê Gestor das Atividades Espaciais no Brasil. O Presidente, eventualmente, talvez venha a designar a SAE como órgão articulador desse Comitê. A ideia é que esse Comitê possa identificar áreas importantes para o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro e propor ao Presidente medidas que venham a permitir a superação desses desafios no Programa.”

Desde então, nos bastidores, mais indicativos passaram a ser dados, inclusive algumas medidas adotadas dentro do programa. Nas últimas semanas, algumas pessoas consultadas no governo e na iniciativa privada ligada ao setor confirmaram determinadas movimentações em direção à restruturação do PEB, de formato, no entanto, ainda não plenamente definido e conhecido.

No início desta semana, o blog obteve informações mais detalhadas sobre a possível criação do comitê, que se chamaria Comitê Gestor de Atividades Espaciais (CGAE). O comitê teria como objetivo principal a fixação de políticas e estratégias visando ao desenvolvimento das atividades espaciais.

O CGAE seria integrado apenas representantes de alto nível, isto é, entidades com status ministerial, como os Ministérios da Ciência e Tecnologia e Defesa, além da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), entre outros. Pelo que o blog pode apurar, o CGAE como concebido nesse momento “esvaziaria” o Conselho Superior da AEB, e mesmo a própria agência, no modelo hoje em vigor.

Consultada sobre o assunto no início de outubro, a SAE emitiu em 8 de novembro o seguinte esclarecimento:

“Com interesse recebemos sua consulta sobre o Programa Espacial Brasileiro.

O envolvimento da Secretaria de Assuntos Estratégicos – SAE – no Programa Espacial Brasileiro vincula-se estritamente à Estratégia Nacional de Defesa, aprovada pelo Decreto n° 6.703, de 18 de dezembro de 2008, que considera, juntamente com o nuclear e o cibernético, o setor espacial como decisivo para a defesa nacional e para o desenvolvimento do país.

Empenhada na implementação da END, marco na concepção e coordenação da defesa no Brasil, a SAE promove e aprofunda o debate em torno dos temas de interesse, como tarefa a realizar, demandada na própria END.”

Que haverá mudanças estruturais no PEB, parece não haver dúvidas. A grande questão é saber qual será a dimensão e as implicações dessa reestruturação que, muito provavelmente, terá evoluções concretas apenas a partir do próximo governo, em 2011.

Fonte: Panorama Espacial Via Plano Brasil

domingo, 7 de novembro de 2010

Comandante da Marinha assina Acordo Internacional voltado para o aprimoramento da segurança marítima



O Comandante da Marinha do Brasil (MB), Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, assinou um Acordo Operacional voltado para o aprimoramento da segurança marítima, sob uma perspectiva global, durante o 8º Simpósio Regional de Poder Naval das Marinhas do Mediterrâneo e do Mar Negro, realizado entre os dias 20 e 22 de outubro, em Veneza-Itália.  
Por meio desse acordo de importância estratégica, a Marinha foi admitida como membro de uma Rede Transregional de Troca de Informações Marítimas, a Trans-Regional Maritime Network (T-RMN). A rede é consolidada pela interligação do Sistema de Informações sobre o Tráfego Marítimo (SISTRAM) – sistema brasileiro; do Open and Analysed Shipping Information System (OASIS), sistema de Cingapura; e do Virtual-Regional Maritime Traffic Center (V-RMTC), elaborado pela Marinha Militar Italiana.
O simpósio contou com a participação de delegações de 43 países, além de 18 organizações internacionais, civis e militares, relacionadas à segurança marítima.

O processo de admissão do Brasil foi precedido pela aprovação, unânime, dos 23 países que compõem o sistema V-RMTC. A assinatura desse acordo, e a consequente admissão da Marinha do Brasil nesse fórum internacional, confirmam o êxito dos esforços empreendidos pela Marinha do Brasil, desde o final de 2007. Durante o período, inúmeros testes e exercícios foram realizados, visando ao interfaceamento entre o SISTRAM e o V-RMTC.

Brasil sobre 4 posições em desenvolvimento humano

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.
Um relatório das Nações Unidas, publicado nesta quinta-feira, em Nova York, revela que o Brasil melhorou quatro posições no ranking de desenvolvimento humano.
 
O país, que ocupava a posição 77 no ano passado, numa lista de 169 nações, subiu para 73 e é considerado, pelos padrões da ONU, uma nação de desenvolvimento médio.
 
Melhorias
O relatório mede índices como expectativa de vida, saúde e educação. Este ano, o estudo está comemorando sua 20ª. edição sob o tema "A Verdadeira Riqueza das Nações: Vias para o Desevolvimento Humano".
 
A pesquisadora Isabel Pereira, que participou da produção do relatório, falou à Rádio ONU sobre algumas das áreas de melhorias no Brasil.
 
"Tem havido um progresso geral em termos de saúde. Existe mais informação para entender que a educação é de melhor qualidade. A esperança de vida é mais alta e o rendimento também é mais alto no Brasil", afirmou.
 
Noruega
Neste ano, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, mudou a metodologia de composição do relatório. Pela primeira vez, os pesquisadores analisaram os efeitos da desigualdade social.
 
Dos países de língua portuguesa, Moçambique foi o que obteve a classificação mais baixa no ranking ocupando a posição 165 de 169 nações.
 
O país mais desenvolvido do mundo continua sendo a Noruega, seguida por Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos.
 
Fonte: Agência ONU
 
 
 

Publicado em: 05/11/2010

Monumento aos Mortos da 2ª Guerra está entre os novos patrimônios culturais do país

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil
 
Rio de Janeiro - O país conta a partir de ontem (4) com mais três bens promovidos à categoria de Patrimônio Cultural do Brasil: o Monumento aos Mortos da 2ª Guerra Mundial, no Rio de Janeiro, o Centro Histórico de São Félix, na Bahia, e o encontro das águas dos rios Negro e Solimões, no Amazonas.
 
A definição ocorreu no primeiro dia de reuniões do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no Palácio Gustavo Capanema, no Rio. Hoje (5) serão votadas mais três propostas de tombamento e registro como patrimônio cultural: a paisagem cultural em Santa Tereza, no Rio Grande do Sul, o sistema agrícola tradicional do Rio Negro, no Amazonas, e o ritual Yaokwa do Povo Indígena Enawene Nawe, em Mato Grosso.
 
O tombamento de um local ou bem material ou o registro como patrimônio cultural de um bem imaterial garante a preservação e também é um forte incentivo ao desenvolvimento de projetos de captação de recursos para garantir sua permanência. No caso do encontro das águas dos rios Negros e Solimões, o objetivo é preservar suas margens e a paisagem, ao longo dos 10 quilômetros de ocorrência do fenômeno.
 
A devolução do canhão paraguaio El Cristiano - tomado pelos brasileiros durante a Guerra do Paraguai e que está no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro – não obteve consenso entre os conselheiros, que remeterão as diversas visões sobre o assunto ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a quem caberá decidir.
 
“Tivemos posições favoráveis, posições contrárias e posições conciliadoras, no sentido de estabelecermos um marco da amizade entre os dois povos e que determinados troféus de guerra fiquem tanto no lado brasileiro, quanto no paraguaio. Todas as sugestões vão ser encaminhadas ao presidente da República, que tem a competência de fazer os destombamentos e tomar a decisão de devolução ou não do canhão”, afirmou o presidente do Iphan, Luiz Fernando begin_of_the_skype_highlighting     end_of_the_skype_highlighting de Almeida.
 
O El Cristiano foi forjado com sinos de igrejas paraguaias. A Guerra do Paraguai ocorreu de 1864 a 1870, tendo o Brasil, a Argentina e o Uruguai de um lado e o Paraguai do outro. Estima-se que, entre civis e militares, 50 mil brasileiros e 300 mil paraguaios tenham morridos em batalhas ou vítimas da fome e de doenças.
 
Edição: Aécio Amado
 
Fonte: Agência Brasil
 
 

Publicado em: 05/11/2010

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Jobim condena plano de aliança militar para o Atlântico Sul

Em conferência no Rio, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, atacou as estratégias militares dos EUA e da Otan (aliança militar ocidental). Jobim disse que o Brasil não pode aceitar que "se arvorem" o direito de intervir e criticou a proposta, ventilada nos EUA, de "cortar a linha" que separa o Atlântico Sul do Norte

Cláudia Antunes - Folha de SP
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, fez um forte ataque às estratégias militares globais dos EUA e da Otan (aliança militar ocidental), afirmando que nem o Brasil nem a América do Sul podem aceitar que "se arvorem" o direito de intervir em "qualquer teatro de operação" sob "os mais variados pretextos".

Ele criticou em especial a proposta ventilada nos EUA de "cortar a linha" que separa o Atlântico Sul do Norte para criar o conceito de "bacia do Atlântico".

Lembrou que os EUA não firmaram a Convenção sobre o Direito do Mar da ONU e portanto "não reconhecem o status jurídico de países como o Brasil, que tem 350 milhas de sua plataforma continental sob sua soberania".

"Como poderemos conversar sobre o Atlântico Sul com um país que não reconhece os títulos referidos pela ONU? O Atlântico que se fala lá é o que vai à costa brasileira ou é o que vai até 350 milhas da costa brasileira?"

Também referiu-se a uma "alta autoridade" americana que defendeu "soberanias compartilhadas" no Atlântico. "Ao que nós perguntamos: qual é a soberania que os EUA querem compartilhar, a deles ou a nossa?"

Jobim falou na abertura da 10ª Conferência do Forte de Copacabana, promovida pela Fundação Konrad Adenauer, ligada à Democracia Cristã alemã, para criar um "diálogo" entre América do Sul e Europa em segurança.

Em resposta ao alemão Klaus Naumann, ex-diretor do Comitê Militar da Otan, que disse que a Europa é o "parceiro preferencial" de que os EUA necessitam para manter seu papel dominante no mundo, o ministro disse: "Não seremos parceiros dos EUA para que eles mantenham seu papel no mundo".

Também criticou o embargo a Cuba e defendeu o direito da Venezuela de desenvolver energia nuclear para fins pacíficos. "A política internacional não pode ser definida a partir da perspectiva do que convém aos EUA."

Ele afirmou que a Europa "não se libertará" de sua dependência dos EUA e por isso tende a sofrer baixa em seu perfil geopolítico. O da América do Sul tenderia a crescer, pelo crescimento econômico e os recursos naturais, água inclusive, de que dispõe em abundância, enquanto escasseiam no mundo.

O Brasil e o subcontinente devem "construir um aparato dissuasório voltado para ameaças extrarregionais" que lhes permitam "dizer não quando tiverem que dizer não", completou.

O ministro lembrou que alguns países europeus são "parceiros" do reaparelhamento militar brasileiro, caso da França. Mas advertiu: "As chances de cooperação nesse campo serão tanto maiores quanto menor for o apoio da Europa a esquemas diplomático-militares que venham a entender como tentativa de reduzir a margem de autonomia do Brasil".

Nelson Jobim sobe tom de críticas aos EUA e protege o pré-sal

RIO - O Brasil não conversará com os Estados Unidos sobre a possibilidade de criar uma "Bacia do Atlântico", ligando o oceano Sul ao Norte, até que a potência passe a referendar a Convenção do Mar, da Organização das Nações Unidas (ONU). A afirmação foi feita pelo ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim.
Em tom bastante crítico em relação aos EUA, Jobim disse que os direitos brasileiros sobre os fundos marinhos que garantem a exploração do pré-sal, dentro da margem de 350 milhas a partir do litoral, decorrem da Convenção do Mar. E, por isso, "só é possível conversar com um país que respeite essa regra".
Acadêmicos americanos sugeriram ao Brasil que se criasse uma soberania compartilhada sobre o Atlântico, "apagando" a linha entre o Atlântico Sul e o Atlântico Norte. No entanto, Jobim questionou sobre quais seriam os termos desse acordo.
"Me pergunto: qual é a soberania que os Estados Unidos querem compartilhar? Querem compartilhar também a deles ou só querem compartilhar a nossa?", indagou Jobim, diante de uma plateia de militares na VII Conferência de Segurança Internacional do Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro.
A dois meses do fim de seu mandato, Jobim subiu bastante o tom das críticas aos Estados Unidos e disse que, apesar de o Brasil amar a paz, isso não significa "incapacidade de defender os seus interesses". Ele afirmou não ter planos para participar do governo de Dilma Rousseff, que se inicia a partir de janeiro.
O ministro foi ponderado ao dizer que o Brasil pode ter relações com os Estados Unidos, mas frisou que a "Defesa sul-americana quem faz são os sul-americanos". Em tom bastante crítico à postura da potência do Atlântico Norte em relação ao resto do mundo, o ministro da Defesa disse ser evidente que os "sul-americanos não serão parceiros dos Estados Unidos para que eles mantenham seu papel no mundo".
Para criticar a postura ofensiva dos EUA, o ministro citou a interferência do país sobre a China, a Rússia e, principalmente, sobre a Europa com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). E seria justamente esta inserção americana na OTAN que tornaria a realidade da América do Sul mais contrastante com a da Europa.
Durante a palestra, o ministro chegou a dizer, por exemplo, que o único resultado que o embargo econômico a Cuba teve foi produzir um país "orgulhoso, pobre e com ódio dos Estados Unidos". "A política internacional não pode ser definida a partir do que convém à América do Norte", ressaltou.
O ministro afirmou que o Exército brasileiro "não pode, não deve" aliar-se a exércitos que não aceitem ser comandados por outras forças, como a ONU. Isso faz com que os EUA não participem das ações humanitárias da ONU, por exemplo.
Jobim aproveitou o contexto para dizer que há uma relação assimétrica entre os países detentores de armas nucleares e os não detentores, que encontraram, em sua opinião, dificuldades de desenvolver tecnologia para o fornecimento de energia elétrica a partir de usinas nucleares.
Ele lembrou da crise energética vivida pela Venezuela antes da decisão de desenvolver energia elétrica nuclear. "Essa atitude é aplaudida pelo Brasil, porque foi isso que o Brasil fez", disse.
(Juliana Ennes | Valor)

Quem sou eu