quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Marinha encerra buscas por supostas minas enterradas em Maragogi

Marinha encerra buscas por supostas minas enterradas em Maragogi
por Marcela Oliveira
Após 16 dias de buscas sem resultados, a Marinha do Brasil decidiu encerrar nesta quarta-feira (20), ao meio-dia, as buscas pelas supostas minas aquáticas que estariam enterradas no município de Maragogi.


Doze fuzileiros navais, vindos do Rio de Janeiro, estão em Alagoas desde o último dia 06. Vários pontos foram escavados na tentativa de localizar as seis minas da época da 2ª Guerra Mundial, mas nenhum artefato foi encontrado. A ausência de um equipamento capaz de rastrear o solo com mais precisão e informações desencontradas de pescadores e moradores antigos da região dificultaram o trabalho. O equipamento usado pelos marinheiros só captaria os artefatos se eles estivessem enterrados a até 2 metros de profundidade. A mina encontrada em maio estava a 70 cm de profundidade.

Nas imediações do Banco do Brasil nada foi localizado e as buscas lá foram encerradas, assim como na orla marítima. O suposto artefato de número 2, em frente à loja Boticário, o qual um mestre de obras disse ter visto durante escavações ocorridas há 10 anos, também não foi localizado. O mestre de obras disse que o objeto era plano, mas, de acordo com o capitão André Pereira Meire, se era plano não se tratava de uma mina e já foi removido.

Hoje de manhã, a equipe faz uma última sondagem na Praia de Antunes. Um pescador disse ter visto duas minas serem enterradas lá quando ele ainda era garoto. Em maio, uma primeira mina foi encontrada por acaso durante uma escavação para uma obra de saneamento da Prefeitura de Maragogi, distante 125 km de Maceió, o que levantou suspeitas de que outras poderiam estar enterradas na região. O artefato não é brasileiro e a Marinha ainda desconhece a sua procedência.

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