sábado, 30 de outubro de 2010

OIT e Brasil firmam parceria para responder a desastres naturais.

Governo brasileiro vai investir US$ 1 milhão no projeto, que terá duração de três anos; Haiti, Nigéria e países de língua portuguesa na África serão os primeiros beneficiados.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.


A Organização Internacional do Trabalho, OIT e o governo do Brasil lançaram nessa quarta-feira um programa para aumentar a resposta a desastres sociais e naturais.
O projeto terá a duração de três anos, com o objetivo de melhorar a capacidade dos países em assistência humanitária, dar formação sobre a prevenção de desastres naturais e ajudar regiões afetadas a lidar com a recuperação pós-conflito.
Haiti e Nigéria
Os primeiros países a se beneficiarem serão Haiti, Nigéria, Timor-Leste, as nações de língua portuguesa na África além dos territórios palestinos.
Para o diretor geral da OIT, Juan Somavia, "a liderança, o compromisso e a experiência do Brasil têm sido um exemplo autêntico de assistência humanitária internacional". Somavia destacou ainda o papel fundamental que o desenvolvimento econômico e a inclusão social podem desempenhar no gerenciamento de crises, como o terremoto no Haiti.
Investimento
O governo brasileiro vai investir US$ 1 milhão no programa, equivalente a mais de R$ 1,7 milhão. Ao oficializar a parceira, a embaixadora do Brasil na ONU em Genebra, Maria Nazareth Farani de Azevêdo, destacou que o projeto "é uma contribuição para os esforços da OIT em prevenir os efeitos dos desastres sociais e naturais".
Na primeira fase, haverá capacitação de 276 funcionários de governos no programa, desenvolvido pelo Centro de Treinamento da OIT em Turin, na Itália.

Biodiversidad: Concluye reunión con adopción de tratado sobre recursos genéticos

29 de octubre, 2010

 Representantes de 190 gobiernos aprobaron hoy un nuevo tratado que promoverá la administración de los recursos genéticos de una manera más justa.
La adopción del instrumento tuvo lugar en la jornada de clausura de una reunión de la Convención de la ONU sobre Biodiversidad que se celebró en Nagoya, Japón.

El instrumento establece reglas básicas sobre cómo las naciones deberán compartir el acceso a los beneficios de recursos genéticos como plantas, cuyos extractos han sido utilizados para desarrollar medicinas y productos cosméticos.

También sugiere formas de compensación para los países que han preservado esos materiales genéticos por décadas.

Durante la reunión se adoptó además una nueva estrategia para abordar la pérdida de biodiversidad con metas que deben ser cumplidas para el año 2020.

Por ejemplo, los gobiernos acordaron aumentar la extensión de las áreas protegidas a un 17% de la superficie del planeta, y las zonas marinas al 10%.

FONTE: WWW.ONU-BRASIL.ORG.BR

Ataque a base da ONU na República Democrática do Congo mata oito

Confronto ocorreu em Rwindi, no leste do país africano.
Dois insurgentes Mai-Mai também ficaram feridos.

Os capacetes azuis da ONU na República Democrática do Congo (RDC) mataram oito milicianos de um grupo de insurgentes congoleses Mai-Mai que atacaram sua base no sábado à noite na região leste do país, anunciou a Missão da ONU na RDC (Monusco).
O ataque foi executado por quase 50 homens armados com fuzis AK47 e armas de fabricação local. O alvo foi a base da ONU em Rwindi, na província de Kivu Norte, informa um comunicado da MONUSCO.
Aoesar das advertências dos oficiais da ONU, os insurgentes abriram fogo contra os soldados e tentaram invadir a base.
Os militares da ONU responderam e provocaram a fuga dos agressores após um tiroteito que durou de “15 a 20 minutos”, segundo a Monusco.
O ataque terminou com oito mortos e dois feridos entre os insurgentes que, segundo as primeiras informações, parecem pertencer a um grupo Mai-Mai.
Fonte: G1 Mundo

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Praça Marinha do Brasil, primeira revitalizada pela prefeitura dentro do Programa A Praça é Sua, é reinaugurada



RIO - Reinaugurada nesta quarta-feira, a Praça Marinha do Brasil, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, é a primeira de uma série a ser revitalizada dentro do programa A Praça é Sua, da Secretaria de Conservação e Serviços Públicos. Entre os serviços realizados pela Coordenadoria Geral de Conservação (CGC), estão os reparos em 20 metros de meio fio e sarjetas, recuperação de 100 metros quadrados de calçamento em concreto e limpeza em 70 metros de ramais de ralo, para desobstruir o sistema de drenagem. Além disso, foram instalados 40 grampos no entorno da Praça e cinco caixas para encaixe dos refletores.
Segundo a secretaria, a Gerência de Monumentos e Chafarizes fez a recuperação do chafariz, por meio da instalação de duas bombas, refazendo o antigo jorro. O comando elétrico, que estava paralisado desde 2008, foi recuperado, além da limpeza do lago e o tratamento do ferro das panelas de jorro. A gerência realizará ainda a limpeza do monumento ao Almirante Tamandaré, patrono da Marinha de Guerra do Brasil.
A Rioluz instalou sete novos refletores no entorno do monumento. Todo o circuito elétrico passou por revisão, com a troca de lâmpadas apagadas e correção das que permaneciam acesas durante o dia. A Comlurb reforçou a limpeza, fez pintura nos balanços, escorregas, gangorras, do alambrado da praça e da grade do monumento.
O programa A Praça é sua promete revitalizar até 2012 as 1.274 praças da cidade.

FONTE: OGLOBO.OGLOBO.COM

68 Anos de criação da Força Naval do Nordeste


Autoridades presentes à cerimônia


A Esquadra e o Clube Naval comemoraram, no dia 05 de outubro, na Base Naval do Rio de Janeiro, os 68 anos da Força Naval do Nordeste (FNNE), criada para aumentar a capacidade de combate da Marinha do Brasil durante a 2ª Guerra Mundial.
Em fevereiro de 1942, navios mercantes brasileiros começaram a ser torpedeados e, em agosto do mesmo ano, um único submarino alemão afundou seis navios com a nossa bandeira, resultando na morte de 607 pessoas. Após este fato, o Presidente Getúlio Vargas declarou “Estado de Guerra” contra as nações do Eixo.
A criação da Força Naval do Nordeste fez parte do rápido e intenso processo de reorganização das forças navais brasileiras para adequar-se à situação de conflito. Sua árdua e intensa vida operativa contribuiu para a livre circulação nas linhas de comunicação do Atlântico Sul.
A cerimônia foi presidida pelo Comandante-em-Chefe da Esquadra, Vice-Almirante Eduardo Monteiro Lopes, e contou com a presença de autoridades militares da ativa e da reserva. Entre elas, o Almirante-de-Esquadra Alfredo Karam, ex-Ministro da Marinha e oficial mais antigo presente, dentre os componentes da Força Naval do Nordeste.
Presentes, ainda, o Almirante-de-Esquadra Mauro Cesar Rodrigues Pereira, ex-Ministro da Marinha; o Almirante-de-Esquadra Roberto de Guimarães Carvalho, ex-Comandante da Força; e o Presidente do Clube Naval, Vice-Almirante Ricardo Antônio da Veiga Cabral.



Alocução do Contra-Almirante Moacyr Mirabeau de Carvalho Soares

  Durante o evento, o Contra-Almirante (Médico) Moacyr Mirabeau de Carvalho Soares relembrou e detalhou as ricas experiências vivenciadas pelas tripulações brasileiras durante o conflito. Após a oração, proferida pelo Capelão Naval do ComemCh, foi realizada aposição floral junto ao busto do Almirante Soares Dutra, primeiro e único Comandante da Força Naval do Nordeste, e conduzidos toques de silêncio, alvorada e vitória, em homenagem aos integrantes da FNNE falecidos.



Aposições florais no busto do Almirante Soares Dutra




Autoridades, convidados e integrantes da Força Naval do Nordeste




Congraçamento na Praça D´Armas do ComemCh, com os integrantes da FNNE

EXTRATO DO REGULAMENTO DE UNIFORMES DO EXÉRCITO

 POSTAGENS EM TEMPO

Brasília- DF, 5ª feira, 02 de outubro de 2003 Ano XLVII Encarte ao NE Nº 10.105

Regulamento de Uniformes do Exército

Uso de Condecorações
A Secretaria-Geral do Exército (SGEx), ouvido o Grupo Permanente de Estudo para Modificação do Regulamento de Uniformes do Exército (GPE-RUE), presta os seguintes esclarecimentos relativos ao uso de condecorações, conforme o Capítulo VII do RUE.


1. Ordem de precedência para a disposição das medalhas e barretas
1 - Cruz de Combate de 1ª ou 2ª Classe 2 - Medalha ""Sangue do Brasil"" 3 - Medalha de Campanha
4 - Medalha do Pacificador com Palma 5 - Ordem Nacional do Mérito 6 - Ordem do Mérito Militar (1)
7 - Ordem do Mérito da Defesa 8 - Ordem do Mérito das demais Forças e Ordem do Mérito das Forças Armadas (2) 9 - Mérito Civil (3)
10 - Medalha Militar 11 - Medalha de Guerra 12 - Medalha do Pacificador
13 - Medalha do Mérito Santos Dumont e Medalha do Mérito Tamandaré (4) 14 - Medalha Marechal Trompowsky 15 - Medalha de Serviço Amazônico
16 - Medalha de Distinção de 1ª ou 2ª Classe 17 - Medalha Mallet 18 - Medalha Caxias
19 - Medalha-Prêmio Correia Lima 20 - Medalha Marechal Hermes Aplicação/Estudo 21 - Medalhas-Prêmio dos Colégios Militares
22 - Condecoração de Praça mais Distinta 23 - Medalha Marechal Mascarenhas de Moraes 24 - Medalha do Mérito do Ex-Combatente do Brasil
25 - Medalha da Vitória 26 - Medalhas Estaduais (5) 27 - Ordens Estrangeiras (6)
Medalhas Estrangeiras (7)
(1) Quando premiar ato de bravura pessoal ou coletiva, em missões ou operações de guerra, precederá todas as demais.
(2) Por ordem de recebimento, independente de grau.
(3) Ordem de Rio Branco, Ordem do Mérito Judiciário Militar, Ordem do Mérito Médico, Ordem do Mérito Ministério Público Militar e Ordem do Mérito Cívico. Por ordem de recebimento.
(4) Por ordem de recebimento.
(5) Só poderá ser usada na Unidade Federativa outorgante e, tão somente, quando o militar estiver participando de solenidade organizada pelo governo estadual ou em visita à organização policial militar ou à organização do governo estadual.
(6) Após as medalhas nacionais.
(7) Após as Ordens Estrangeiras e, se não houver, após as medalhas nacionais.
A PARTE INFERIOR DAS MEDALHAS DEVE TANGENCIAR A BORDA INFERIOR DA PESTANA DO BOLSO DA TÚNICA (2ºA e B - 3º A e B).
2. Disposições das Medalhas
a. No uniforme 1º A, as medalhas são usadas no lado esquerdo do peito; entre os 1º e 4º botões; em fileiras de quatro, no máximo; segundo a ordem de precedência – da direita para a esquerda e de cima para baixo – observando-se as seguintes prescrições:
- havendo uma única fileira, esta deve ser colocada na altura do 2º botão;
- havendo mais de uma fileira, a distância entre as medalhas de uma fileira e as da fileira seguinte deve ser de 10 mm;
- se forem duas ou três fileiras, a primeira deve ficar entre os 1º e 2º botões;
- no caso de quatro fileiras, a primeira deve ficar à altura do 1º botão.
b. Nos uniformes abertos e com bolso, observam-se as seguintes prescrições, além da ordem de precedência e quantidade máxima de quatro medalhas por fileira:
- no caso de fileira única, a parte inferior da fileira deve tangenciar a parte inferior da pestana do bolso superior
esquerdo;
- havendo mais de uma fileira, a última tem a colocação citada acima, mantida a distância de 10 mm entre as medalhas de uma fileira e as da fileira seguinte;
- as medalhas não são usadas simultaneamente com o distintivo de OM.
3. Disposições das barretas
- Devem ser organizadas em fileiras de três colunas (até 15 barretas) e em quatro colunas no caso de um número de barretas superior a quinze.
- Devem ser colocadas, de forma centralizada, 2mm acima do bolso superior esquerdo da túnica.
- Devem ser dispostas em precedência idêntica à estabelecida para as medalhas.
4. Disposições das condecorações
a. Dos colares e faixas:
- somente um colar e uma faixa podem ser usados de cada vez;
- a faixa deve passar por baixo da platina do ombro direito, devendo ser ajustada de forma a que os laços não ultrapassem 30 mm abaixo da cintura, e também deve ter como complemento obrigatório a placa correspondente.
b. Das comendas:
- podem ser usadas até três comendas pendentes do pescoço;
- no 1º uniforme, a primeira fica junto à gola e as demais saindo dos primeiro e segundo botões (fitas encobertas e as comendas ligeiramente superpostas);
- nos uniformes com gravata, as comendas ficam por cima da gravata vertical, passando as fitas por baixo do colarinho da camisa (as comendas podem ficar parcialmente recobertas);
- o uso da comenda de Grande-Oficial tem como complemento obrigatório a respectiva placa.
c. Das placas:
- são usadas, no máximo, seis placas, sendo quatro no lado esquerdo e duas no lado direito;
- quando, no lado esquerdo, for usada apenas uma placa, esta deve ser colocada logo abaixo das medalhas, sem, contudo, tocá-las;
- sendo usadas duas placas, a segunda fica 10 mm abaixo da primeira “em pala”;
- três placas serão dispostas em triângulo e quatro em forma de cruz;
- sendo usada uma faixa, a placa que a complementa é sempre a primeira a ser colocada;
- o uso das placas obedece aos regulamentos das respectivas ordens e ao inciso V do Art.128 do RUE; sendo usadas no lado esquerdo as placas da Ordem Nacional do Mérito, da Ordem do Mérito Militar, da Ordem do Rio Branco e da Ordem Nacional do Mérito Médico (Grau Grã-Cruz) e, no lado direito, as placas da Ordem do Mérito da Defesa, da Ordem do Mérito Naval, da Ordem do Mérito Aeronáutico, da Ordem do Mérito Judiciário Militar, da Ordem Nacional do Mérito Médico (Grau Grande Oficial) e da Ordem do Mérito Ministério Público Militar.
5. Condecorações nacionais
O Art. 114 do RUE descreve as condecorações nacionais cujo uso é autorizado nos uniformes do Exército.
a. Governos estaduais, comandos de polícias militares e de corpos de bombeiros militares.
Uso restrito à unidade federativa outorgante e, tão-somente, quando o militar estiver participando de solenidade organizada pelo governo estadual ou em visita à organização policial militar ou à organização do governo estadual.
b. Governos municipais.
Uso restrito ao município outorgante, em solenidade a cargo do governo municipal.
c. Órgãos e associações civis que congregam ex-combatentes, engenheiros militares e oficiais do Serviço de Saúde.
Uso restrito às solenidades internas de tais órgãos ou associações outorgantes.
6. Não se inclui no item “5 c” o uso da Medalha Marechal Mascarenhas de Moraes, Medalha do Mérito do Ex-Combatente do Brasil e Medalha da Vitória, destinada a agraciar pessoas físicas e jurídicas que tenham prestado significantes serviços à Força Expedicionária Brasileira ou a seus ex-combatentes ou veteranos.
7. O militar fardado, ao ser agraciado em solenidade com condecoração de uso não autorizado nos uniformes militares, após recebê-la e afastar-se do local da cerimônia, deve retirá-la.
8. Nas solenidades nacionais da Marinha e da Aeronáutica, deve ser dado destaque às suas condecorações.
9. Nas solenidades dos dias 19 de abril e 25 de agosto são usadas apenas condecorações nacionais.
10. Aos militares possuidores de condecorações nacionais e estrangeiras não se permite o uso exclusivo das estrangeiras, devendo ser ostentada pelo menos uma condecoração nacional.

Voo da FAB leva ajuda humanitária nesta quarta-feira ao Haiti

Brasília, 26/10/2010 – Quatro toneladas de medicamentos, luvas, pastilhas de purificação de água e outros materiais de prevenção à cólera e atendimento a enfermos no Haiti serão embarcados em Brasília, nesta quarta-feira (27/10), às 13h, em voo da Força Aérea Brasileira (FAB), procedente do Rio de Janeiro. O envio da ajuda humanitária foi autorizado pelo Ministério da Defesa, atendendo a solicitação do Ministério da Saúde.
A aeronave da FAB que levará ajuda humanitária faz voos regulares ao Haiti com o objetivo de levar suprimentos para o Batalhão Brasileiro naquele país. Desta vez, porém, tendo em vista a urgência da solicitação, o Ministério da Defesa determinou que fosse dada prioridade ao embarque da carga encaminhada pelo Ministério da Saúde para o atendimento da população haitiana.
Ao mesmo tempo em que o Governo brasileiro envia ajuda para o combate à cólera no Haiti, o contingente de militares brasileiros presentes naquele país vem adotando uma série de medidas para evitar o risco de contaminação das tropas.
 Entre as medidas adotadas, as tropas que compõe os Batalhões 1 e 2 (Brabatt 1 e 2) e a Companhia de Engenharia vem ampliando a higienização das dependências dos quartéis e redobrando os cuidados com a purificação da água. As mesmas medidas também vem sendo adotadas nas áreas de atuação das tropas em Porto Príncipe, capital do País.
Texto: José Romildo
Fotos: Élio Sales
Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa

Irã e comunidade internacional retomam diálogo sobre programa nuclear dia 10 de novembro

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
 
Brasília - O chefe do Conselho de Segurança Nacional do Irã, Saeed Jalili, confirmou hoje (29) que no próximo dia 10 serão retomadas as negociações com a comunidade internacional em torno do programa nuclear iraniano. Em novembro, ainda sem definição de local, as autoridades do Irã e do chamado P5+1 – formado pelos Estados Unidos, pela Grã-Bretanha, China, França, Rússia e Alemanha. As conversas estão suspensas há um ano.
 
Jalili disse ter recebido uma correspondência da chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, informando sobre a disposição de retomar as negociações no dia 10 de novembro. Segundo ele, o local onde ocorrerá a reunião será definido por acordo entre o Irã e os integrantes do P5+1. As informações são da rede estatal iraniana de televisão, a PressTV, e e da agência de notícias do governo, a Irna.
 
Antes da correspondência de Catherine Ashton, Jalili disse ter enviado carta à União Europeia – em 6 de julho de 2010 – impondo as condições do governo do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Segundo ele, todos os negociadores devem se comprometer com as determinações do Tratado de Não Proliferação Nuclear e do direito à tecnologia pacífica.
 
O governo iraniano exige ainda esclarecimentos sobre o programa nuclear de Israel. Para Jalili, a política nuclear israelense não é clara nem segue as orientações da Organização das Nações Unidas (ONU).
 
Nas negociações com o P5+1, o Irã quer que a base das conversas seja o acordo nuclear, firmado em maio com o apoio do Brasil e da Turquia, definindo a troca de urânio enriquecido a 3,5% pelo produto enriquecido a 20%. Na ocasião, os países envolvidos nas discussões afirmaram que havia a necessidade de retomar alguns aspectos do texto.
 
Desde 9 de junho de 2010, o Irã está submetido a sanções impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas e unilateralmente por alguns países. As restrições afetam, sobretudo, o comércio e as relações econômicas do Irã com a comunidade internacional. As medidas foram definidas porque há suspeitas de que no programa nuclear iraniano ocorra a produção de armas atômicas. As autoridades do país negam.
 
Edição: Juliana Andrade
 
Fonte: Agência Brasil
 
 

Publicado em: 29/10/2010

domingo, 24 de outubro de 2010

Ex-Combatentes do Brasil



As Associações dos ex-combatentes do Brasil surgiram logo após o regresso de todas as tropas brasileiras que lutavam ao lado dos aliados contra as nações totalitárias (Alemanha, Itália e Japão). Foram partes: MGB, FEB e FAB.
O Conselho Nacional situa-se no Rio de Janeiro.

Nos estados, instalaram-se as secções que são ligadas ao Conselho que as coordenam através de um estatuto único aprovado em Convenção Nacional, o que nos possibilita mantermo-nos afastados de quaisquer vínculos político-partidários.

Rio Negro baixa seis centímetros e bate recorde, diz Serviço Geológico

Nível chegou a 13,63 metros, em Manaus, neste domingo.
Trinta e oito municípios do estado já decretaram emergência.
O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) informou que o nível do Rio Negro baixou seis centímetros entre sábado (23) e domingo (24) e bateu um recorde histórico. Segundo o gerente de hidrologia Daniel Oliveira, o índice chegou a 13,63 metros. Antes disso, o nível mais baixo havia sido registrado em 1963: 13,64 metros. A medição é realizada há 108 anos.

Outros rios da Amazônia também registram baixas. Na sexta-feira (22), relatório do CPRM apontou baixa recorde do Rio Amazonas, na estação de medição de Parintins. Na quarta-feira (20), o nível estava 10 centímetros abaixo do menor já visto anteriormente, em 1997.
Com a seca que a região enfrenta, as estações de Careiro e Itapeua, no Rio Solimões, também chegaram aos seus níveis mais baixos já medidos.

Na semana passada, a estação de Tabatinga, no Alto Solimões, havia registrado vazante recorde. Em Itapeua (comunidade situada no município de Coari), o nível da água medido na terça-feira (19) estava 98 centímetros abaixo do menor já verificado anteriormente, em 1998.

O Rio Solimões entra no Brasil perto de Tabatinga, na tríplice fronteira com a Colômbia e o Peru. Na altura de Manaus, ele conflui com o Rio Negro. Como explica Oliveira, por ter um volume maior de água, o Solimões influencia também o nível do Negro nas imediações da capital amazonense.

Postos de controle mataram 680 civis iraquianos, diz documento secreto

Informação divulgada pelo Wikileaks diz que 30 vítimas eram crianças.
Militares tinham ordem de atirar contra todo veículo que não parasse.



Militares americanos mataram 680 civis iraquianos inocentes, sendo 30 crianças, em postos de controle no país árabe, segundo informações contidas em documentos secretos divulgados pelo site WikiLeaks na sexta-feira (22).


Os militares, que tinham recebido ordens de disparar contra todo veículo que não parasse nesses controles, mataram quase seis vezes mais civis do que insurgentes.
Segundo os sobreviventes de alguns desses incidentes, as tropas americanas abriram muitas vezes fogo sem aviso prévio.
Em 14 de junho de 2005, marines americanos dispararam contra um veículo no qual viajavam 11 civis que não parou em um controle de Ramadi ao oeste de Bagdá. Nesse incidente morreram sete pessoas, incluindo duas crianças.
As forças da coalizão que invadiram o Iraque foram também acusadas de excessos nos ataques com helicópteros.
Reação globalO relator especial da ONU sobre a tortura, Manfred Nowak, e a Anistia Internacional pediram no sábado (23) que os Estados Unidos investiguem os casos de tortura apresentados nos documentos de militares divulgados na sexta-feira (22) pelo site Wikileaks.
"O governo Obama tem a obrigação, quando há sérias acusações de tortura contra qualquer funcionário dos EUA, de investigar e tomar as atitudes necessárias... Eles devem ser processados", disse Nowak à rádio BBC.
O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, afirmou neste sábado em Londres que os 400 mil documentos secretos das forças americanas divulgados por seu site mostram a "verdade" sobre a guerra do Iraque. "Esta divulgação é sobre a verdade", disse Assange, que também é redator-chefe da página especializada em vazar documentos de inteligência, em uma coletiva de imprensa realizada em um hotel de Londres.
"O ataque à verdade sobre a guerra começa muito antes de seu início e continua muito tempo depois de seu fim", acrescentou. "Esperamos corrigir parte deste ataque à verdade que ocorreu antes da guerra, durante a guerra e que continuou desde que a mesma terminou oficialmente", disse o australiano nascido em 1971.
O site já havia divulgado em julho os primeiros 77 mil documentos sobre a guerra do Afeganistão. Estes informes, que revelavam detalhes sobre vítimas civis e supostos vínculos entre o Paquistão e os insurgentes talibãs, provocaram uma tempestade midiática e enfureceram os Estados Unidos.
Apesar dos protestos dos EUA e da Otan, o WikiLeaks divulgou nesta sexta-feira à noite cerca de 400 mil documentos secretos do Exército americano, desta vez sobre a guerra do Iraque, que revelam que a coalizão internacional torturou presos e fez vista grossa ante abusos das forças iraquianas.
Segundo o WikiLeaks, esta divulgação constitui "o maior vazamento da história do Exército americano". Os documentos militares secretos em posse do WikiLeaks contemplam o período de 1 de janeiro de 2004 a 31 de dezembro de 2009.

Cólera mata mais de 200 e chega à capital do Haiti

Cinco casos da doença foram registrados em hospital de Porto Príncipe; suspeitas passam de 2,6 mil

Da BBCA ONU afirmou neste domingo ter detectado os cinco primeiros casos de cólera na capital do Haiti, Porto Príncipe. As vítimas teriam sido levadas ao hospital depois de adoecer em Artibonite, ao norte da capital.
Mais de 200 pessoas já morreram na região e 2.674 pessoas estão sob suspeita de infecção.
As mortes se concentram nas regiões de Artibonite e Plateau Central, ao norte da capital, Porto Príncipe. Na primeira, as autoridades já confirmaram a morte de 194 pessoas, além de outras 14, na última.
As localidades mais atingidas são Douin, Marchand Dessalines e arredores de Saint-Marc, a cerca de 100km de Porto Príncipe.
No entanto, vários casos foram registrados na cidade de Gonaives e em vilarejos próximos à capital, entre eles Archaei, Limbe e Mirebalais.
Os cinco pacientes em Porto Príncipe estão sob isolamento já que autoridades temem que o número de mortos possa se multiplicar dramaticamente, caso a doença chegue aos acampamentos improvisados para a população após o terremoto de janeiro.
Acampamentos sob risco
O tremor deixou cerca de 1,5 milhão de pessoas sem teto e matou cerca de 250 mil.
Até hoje, milhares vivem nos acampamentos, sem saneamento básico e com acesso limitado a água potável.
O cólera provoca febre alta, diarreia, vômitos e desidratação.
No sábado, o presidente haitiano, René Preval, disse que as autoridades estão tomando providências para que o cólera não ultrapasse os limites do foco original.
Agências humanitárias disseram, entretanto, que já haviam sido registrados casos da doença fora dessas regiões e que ela pode estar chegando à fronteira da República Dominicana.
Especialistas dizem que essa é a primeira epidemia de cólera em um século, por isso, a população não tem qualquer imunidade contra a bactéria.
Mais mortesAs autoridades temem que Acredita-se que o surto de cólera tenha sido provocado pelo consumo de água contaminada do rio Artibonite.
O governo brasileiro anunciou na sexta-feira que está ajudando a combater o problema.
Segundo nota divulgada pelo Ministério da Saúde e pelo Itamaraty, o Brasil estaria pronto para distribuir suprimentos médicos, pastilhas para purificação de água, vasilhames, kits higiênicos e soro reidratante.
A nota diz ainda que técnicos brasileiros do Ministério da Saúde estão na capital Porto Príncipe, onde treinam agentes sanitários haitianos e preparam levantamento sobre necessidades de material médico.
Segundo o informe, na próxima semana o Brasil enviará ao Haiti, em voos especiais da FAB, antidiarreicos, sais para reidratação oral e antibióticos, além de luvas e outros materiais descartáveis.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Servidores receberão diferença de reajustes concedidos entre 1993 e 2000

Jornal da Justiça: servidores receberão diferença de reajustes concedidos entre 1993 e 2000

Supremo Tribunal Federal determina o pagamento da diferença de reajuste concedido entre 1993 e 2000 a servidores militares. Apenas os que tinham patentes superiores haviam sido beneficiados pelo reajuste integral de 28,86%. Além dos militares, os servidores civis que não haviam recebido, também terão direito à diferença. Confira os detalhes da sessão plenária no Jornal da Justiça, que ainda destaca: União é processada por favelização na orla de Magé (RJ). A ação objetiva regularizar a ocupação próxima à Praia de Mauá, área de preservação ambiental e de propriedade da Marinha. Outro destaque: juiz Eduardo Machado Rocha deixará o cargo de prefeito interino da cidade de Dourados (MS). A decisão é do Tribunal de Justiça, que determinou que a presidente da Câmara, a vereadora Délia Razuk assuma o cargo. Jornal da Justiça, nesta quinta-feira (07), a partir das 6 horas.

Fonte: Rádio Justiça

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Marinha encerra buscas por supostas minas enterradas em Maragogi

Marinha encerra buscas por supostas minas enterradas em Maragogi
por Marcela Oliveira
Após 16 dias de buscas sem resultados, a Marinha do Brasil decidiu encerrar nesta quarta-feira (20), ao meio-dia, as buscas pelas supostas minas aquáticas que estariam enterradas no município de Maragogi.


Doze fuzileiros navais, vindos do Rio de Janeiro, estão em Alagoas desde o último dia 06. Vários pontos foram escavados na tentativa de localizar as seis minas da época da 2ª Guerra Mundial, mas nenhum artefato foi encontrado. A ausência de um equipamento capaz de rastrear o solo com mais precisão e informações desencontradas de pescadores e moradores antigos da região dificultaram o trabalho. O equipamento usado pelos marinheiros só captaria os artefatos se eles estivessem enterrados a até 2 metros de profundidade. A mina encontrada em maio estava a 70 cm de profundidade.

Nas imediações do Banco do Brasil nada foi localizado e as buscas lá foram encerradas, assim como na orla marítima. O suposto artefato de número 2, em frente à loja Boticário, o qual um mestre de obras disse ter visto durante escavações ocorridas há 10 anos, também não foi localizado. O mestre de obras disse que o objeto era plano, mas, de acordo com o capitão André Pereira Meire, se era plano não se tratava de uma mina e já foi removido.

Hoje de manhã, a equipe faz uma última sondagem na Praia de Antunes. Um pescador disse ter visto duas minas serem enterradas lá quando ele ainda era garoto. Em maio, uma primeira mina foi encontrada por acaso durante uma escavação para uma obra de saneamento da Prefeitura de Maragogi, distante 125 km de Maceió, o que levantou suspeitas de que outras poderiam estar enterradas na região. O artefato não é brasileiro e a Marinha ainda desconhece a sua procedência.

FAB já transportou mais de 500 toneladas de suprimentos para vítimas da seca na Amazônia

21/10/2010 - 09h34 FAB já transportou mais de 500 toneladas de suprimentos para vítimas da seca na Amazônia

A Força Aérea Brasileira (FAB) continua a ajuda humanitária às vítimas da seca na região amazônica. Nestes últimos dias, o centro da Operação Seca tem sido o município de Tefé (AM). Duas aeronaves C-130 Hércules, provenientes do Rio de Janeiro, repetem, diuturnamente, o mesmo trajeto (Manaus-Tefé-Manaus) levando 14 toneladas de mantimentos em cada trajeto. Ao todo, cerca de 500 toneladas já foram transportadas para Cruzeiro do Sul (AC), Tabatinga e Tefé (AM).
Enquanto os aviões da FAB estabelecem essa ponte área, a Defesa Civil do Amazonas e o Exército Brasileiro percorrem estradas e rios, entregando alimentos, medicamentos e kits de higiene. As comunidades, literalmente “ilhadas” pela seca, recebem com alegria os mantimentos e retribuem a ajuda com um largo sorriso. Ao final de cada dia, todos os envolvidos torcem para que a chuva venha logo e volte a proporcionar o famoso tráfego fluvial, tão comum na região amazônica.
Na avaliação do Comandante do Sétimo Comando Aéreo Regional (VII COMAR), Major-Brigadeiro-do-Ar Nilson Soilet Carminati, a operação tem sido um sucesso. “O próprio governo do Estado do Amazonas agradeceu, em nome do povo amazônico, o empenho dos militares da FAB na árdua missão de minimizar a calamidade provocada pela seca”, ressaltou o Oficial-General. “Isto enaltece o trabalho da FAB e prova que estamos prontos para apoiar instituições federais, apresentando a nossa capacidade logística a um povo tão necessitado”, complementou o  Major-Brigadeiro Carminati.

BRASIL REJEITA AÇÃO DA OTAN NO ATLÂNTICO SUL

Brasil rejeita ação da Otan no Atlântico Sul



O ministro da Defesa, Nelson Jobim, apresentou formalmente aos Estados Unidos a rejeição do Brasil a qualquer interferência da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Atlântico Sul. Em conversas com autoridades americanas nos últimos dias, Jobim afirmou que o governo brasileiro vê com reservas as iniciativas de Washington de associação das duas áreas geoestratégicas do oceano.

A tese da "atlantização" da Otan tem sido reforçada especialmente pelos EUA, que conseguiram estender a ação dessa organização a regiões distantes do Atlântico Norte, como o Afeganistão.

"O Atlântico Sul responde a questões de segurança muito diferentes das do Atlântico Norte", afirmou Jobim ao Estado. "A Otan não pode substituir a ONU", acrescentou ele, referindo-se ao temor de os EUA se valerem dessa organização para promover ações multilaterais sem o respaldo do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Jobim já havia anunciado a preocupação brasileira em uma conferência no Instituto de Defesa Nacional, em Lisboa, em setembro. Na ocasião, argumentou que uma interpretação literal do conceito de "atlantização" da Otan permitia a intervenção dessa entidade em qualquer parte do mundo e sob vários pretextos, especialmente o risco energético. Diplomatas brasileiros informaram que o governo tenta convencer sócios da Otan também parceiros comerciais do Brasil na área militar, como a França e a Itália, a desaprovar esse conceito.

Ontem, Jobim expôs a posição brasileira ao conselheiro de Defesa Nacional da Casa Branca, general James Jones. Na noite anterior, havia explicado a questão ao subsecretário de Estado para o Hemisférico Ocidental, Arturo Valenzuela. O tema foi explorado ainda pelo ministro em uma mesa-redonda na Universidade Johns Hopkins, ontem, da qual parlamentares americanos participaram.

Jobim explicou ao Estado que o Brasil não entrará em entendimento com os EUA sobre essa questão porque o país não ratificou a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 1982. A rigor, isso significa que a Casa Branca não é obrigada, por lei, a respeitar a plataforma continental de 350 milhas náuticas de distância e os 4.000 quilômetros quadrados de fundos marinhos do Brasil, que estão definidos pela convenção.

Essa situação traz preocupações especiais ao governo brasileiro em relação à exploração de petróleo na camada do pré-sal.

Fonte: Estadão

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Governo inaugura cinco hidrelétricas em Goiás

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil
 
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugura amanhã (19) a Usina Hidrelétrica Serra do Facão, na cidade de Catalão (GO).
 
A energia produzida pela usina, com potência instalada de 210 megawatts (MW), vai ser incorporada ao Sistema Interligado Nacional e poderá ser distribuída para todo o país.
 
No mesmo dia, o governo fará a inauguração de mais cinco hidrelétricas em Goiás. O ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, vai inaugurar a Usina de Barra dos Coqueiros, entre os municípios de Cachoeira Alta e Caçu. A Usina de Salto do Rio Verdinho, entre os municípios de Itarumã e Caçu, será inaugurada pelo secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ildo Grüdtner. Também serão inauguradas as hidrelétricas Caçu, Salto e Foz do Rio Claro.
 
A Hidrelétrica Serra do Facão está localizada no Rio São Marcos, na divisa dos estados de Goiás e Minas Gerais. O empreendimento está sob responsabilidade da Serra do Facão Energia, empresa formada por Furnas Centrais Elétricas (49,47%), Alcoa Alumínio (34,97%), DME Energética (10,09%) e Camargo Corrêa Energia (5,46%).
 
Além da usina, o projeto prevê a construção de uma linha de transmissão de 30 quilômetros e a formação do reservatório com 227 quilômetros quadrados de área.
 
Edição: Vinicius Doria
 
Fonte: Agência Brasil

Não há condições para novo acordo climático em Cancún, diz diplomata

Chanceler Patricia Espinosa descartou pacto para reduzir gases-estufa.
COP 16 só deve elaborar 'agenda básica' para 'prosseguir negociações'.



A chanceler mexicana, Patricia Espinosa, disse nesta segunda-feira (18) que "não estão dadas as condições" para se adotar um novo acordo de redução de emissões de gases-estufa na próxima Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 16), prevista para começar em 29 de novembro em Cancún, leste do México.
"Não estão dadas as condições para se adotar um novo protocolo em Cancún" de redução de emissões que substitua o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012, disse Espinosa em entrevista coletiva.
A chanceler mexicana afirmou que na nova reunião, no México, espera-se consolidar "uma agenda básica" para prosseguir com as negociações.
O presidente mexicano, Felipe Calderón, havia feito, no fim de setembro, um apelo à comunidade internacional para buscar um acordo que detenha o aquecimento global, destacando que as comunidades mais pobres dos países em desenvolvimento já estão pagando os efeitos, como demonstra a incomum temporada de chuvas que afetou seu país e a América Central.
Na conferência de Cancún, que se estenderá pelo menos até 10 de dezembro, participarão representantes de cerca de 200 países.
A pressão continua
Agora, líderes europeus pretendem aproveitar a conferência mexicana para pressionar a China, os Estados Unidos e as potências emergentes a estender o Protocolo de Kyoto.
Na semana passada, a perspectiva de obrigações restritivas para a China e os Estados Unidos provocou discussões durante uma reunião de ministros europeus do Meio Ambiente, celebrada em Luxemburgo.
A Grã-Bretanha e a Itália pediram que o acordo da União Europeia (UE) para uma nova fase do Protocolo de Kyoto seja condicionada a essas obrigações, uma posição considerada "irrealista" pelos outros países europeus, sobretudo a França.
O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, também considerou impossível um acordo internacional em Cancún, e solicitou uma "posição realista" da UE durante o encontro.
"A oferta da UE de reduzir em 30% suas emissões (em 2020) está sobre a mesa como uma oferta condicional", afirmou.
Barroso insistiu no compromisso da UE de financiar em até 2,4 bilhões de euros (3,35 bilhões de dólares) durante três anos - de 2010 a 212 - projetos que ajudem os países mais pobres a combater os efeitos do aquecimento climático.
O comissário europeu manifestou seu desejo de que o compromisso seja confirmado na cúpula europeia, prevista para ser celebrada dentro de duas semanas, em 28 e 29 de outubro, em Bruxelas.
"Os outros países devem se comprometer em reduzir suas emissões, se comprometerem com metas", destacou a comissária europeia para o Meio Ambiente, Connie Hedegaard.
Mas, destacou, "sem condições, não há mais pressão para os outros atores-chave da negociação".
"A China vai responder por 30% das emissões globais de efeito estufa", ressaltou. "É crucial que (os países fora do bloco europeu) se comprometam a fazer qualquer coisa", insistiu.
No fim do ano passado, os líderes mundiais fracassaram em aprovar um novo tratado climático, em Copenhague (Dinamarca), uma vez que países desenvolvidos e em desenvolvimento disputaram sobre quem deveria assumir o fardo maior no combate às emissões de gases-estufa, apontados como os responsáveis pelo aquecimento global.

////Fonte: Ministério das Relações Exteriores////

EUA condenam quatro por preparar atentado contra sinagogas em NY

Quarteto foi preso em maio de 2009 após cair em 'armadilha' do FBI.
Três americanos e haitiano podem pegar ao menos 25 anos de prisão.

Quatro homens detidos no ano passado quando preparavam um suposto atentado contra duas sinagogas em Nova York foram condenados nesta segunda-feira (18).
Após um julgamento de quase dois meses, iniciado no dia 24 de agosto, o júri emitiu o veredicto de culpa ante a juíza Colleen McMahon, indicou a promotoria do distrito sul de Nova York.
Os quatro homens haviam se declarado inocentes após terem sido acusados de "conspiração para utilizar armas de destruição em massa", "adquirir mísseis antiaéreos" e "matar funcionários e oficiais dos Estados Unidos".
David Williams, um dos quatro condenados, em foto de abril de 2009. (Foto: AP)
 
Os membros do grupo são os americanos James Cromitie, de 44 anos, David Williams, 29, e Onta Williams, 34, e o haitiano Laguerre Payen, 28, todos eles com antecedentes criminais.
Os quatro foram detidos no dia 20 de maio de 2009 enquanto preparavam um atentado para explodir duas sinagogas. Segundo a promotoria, também planejavam disparar mísseis contra aviões militares. Os quatro indivíduos poderiam receber entre 25 anos de prisão e prisão perpétua.
Os suspeitos caíram em uma armadilha montada desde 2008 pelas autoridades através de um informante do FBI, que se infiltrou e lhes forneceu um míssil e explosivos inertes. Agiram sozinhos, sem cumplicidade com o exterior nem conexões com o terrorismo internacional.

/// Fonte: G1

Mantega anuncia nova alta do IOF para estrangeiros na renda fixa

Alíquota, que subira para 4% no início do mês, agora vai a 6%.
IOF também será elevado para investimento estrangeiro no mercado futuro.

 

Fabíola Glenia Do G1, em São Paulo.
 
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta segunda-feira (18) nova elevação na alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para investimento de estrangeiros na renda fixa. A alíquota, que fora elevada de 2% para 4% no último dia 4 de outubro, passa agora a 6%. 
O objetivo, segundo ele, é diminuir a rentabilidade e afastar aqueles que querem “usufruir” dos altos juros que Brasil paga.
"O que queremos é diminuir o apetite principalmente dos aplicadores de curto prazo. Ficam atrapalhando porque vêm causar instabilidade no mercado. Quem vem pra ficar um mês, dois meses, vai perder dinheiro. Quem vem pra ficar um ano, aí vai ganhar, porque é um investimento de longo prazo”, explicou.
Também será elevada, de 0,38% para 6%, a alíquota do IOF cobrado sobre a margem de garantia dos investimentos estrangeiros no mercado futuro. "Quando alguém faz uma operação no mercado fututo, tem que depositar uma margem de segurança, que é de 10%. O IOF hoje é de 0,38% e estamos indo para 6% sobre esta margem de garantia em operações no mercado futuro”, disse ele. “Hoje você pode alavancar muito no mercado de derivativos. Isso movimenta muito o mercado e influi na cotação do dólar”.
Com as medidas, o governo dá mais uma tacada para tentar reduzir a entrada de dólares no país, que vem derrubando a cotação da moeda. Nesta segunda-feira, a moeda terminou o dia vendida a R$ 1,666, ainda próxima ao menor patamar em dois anos.
Questionado sobre a eficácia desse tipo de medida, que segundo alguns especialistas só surtem efeito no curto prazo, Mantega disse que acredita estar tendo “relativo sucesso”, mas admitiu que isso “não significa que vai parar a valorização do real”.
Mantega disse ainda que, em viagem aos Estados Unidos na última semana, ele teria ouvido comentários que reforçam o apetite de aplicação no país. “Sei de muitos fundos de investimento que estão se preparando para desembarcar aqui no país”, disse.
Mais uma vez, o ministro lançou mão de analogias “medicamentosas” para definir os próximos passos e responder se novas medidas serão anunciadas em breve: “Existem outras medidas que podem ser tomadas, mas acho que a gente tem que tomar cautelosamente, de modo a não tomar mais remédio que o necessário”, afirmou.
 
Momento de aguardar
Mais cedo, nesta segunda-feira, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmara que o momento era de "aguardar".
“Estamos numa fase do processo não só de análise do que foi feito, mas de aguardar. A melhor postura nesse momento é aguardar e qualquer decisão a respeito será anunciada no momento devido”, apontou.
 
Intervenções
Para tentar diminuir a entrada de dólares no Brasil e, assim, frear a valorização do real, o governo tem anunciado uma série de medidas. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), por exemplo, subiu de 2% para 4% para investimentos estrangeiros em renda fixa. No último dia 6, o Tesouro ganhou permissão para comprar mais dólares no mercado. No dia seguinte, uma nova resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) criou um mecanismo para impedir que os estrangeiros migrem da renda variável para a renda fixa, como forma de fugir da nova taxação do IOF.

DIA DO MAQUINISTA - 17 DE OUTUBRO !

 
A 17 de outubro! Dia do Maquinista!

No início do século XIX, a máquina a vapor revolucionou o mundo como um todo e a propulsão naval, em particular. A navegação foi virtualmente reinventada por essa nova tecnologia, em especial pelos aprimoramentos na propulsão naval. Essa nova forma de propulsão viria a alterar não só a maneira de impulsionar os navios, como também a sua fisionomia, com a incorporação, à época, de enormes e imponentes chaminés, bem como as características “rodas de pás”.
A Marinha do Brasil, em sua busca constante pelo aprimoramento, viu-se na necessidade de adequar a propulsão de seus meios e, por conseguinte, aprimorar a formação de seu pessoal. Com esse intuito, em 1857, criou o Corpo de Maquinistas para o Serviço de Vapores da Armada, com o propósito de formar os recursos humanos necessários à operação e manutenção dos navios que surgiam dessa nova conquista tecnológica.
Nessa busca diuturna pelo aprimoramento da máquina alternativa até as turbinas a gás, os motores diesel, os hélices de passo controlado e os sistemas eletrônicos e informatizados de automação e controle, as inovações sucedem-se em um ritmo vertiginoso, num processo dinâmico, onde são cada vez mais amplos os campos do conhecimento técnico necessários à condução e manutenção das instalações de máquinas.
Ao homenagearmos hoje todos os marinheiros que, ao longo do tempo, dedicaram-se a operar e manter esses equipamentos a bordo dos nossos navios, o fazemos reverenciando a pessoa do seu patrono, o Vice-Almirante ARY PARREIRAS, nascido em 17 de outubro de 1890, na Cidade de Niterói, que tendo ingressado na Escola Naval em 1907, como Sub-Maquinista Aluno, destacou-se pelo entusiasmo e dedicação aos estudos da mecânica e da eletricidade, empregadas nos sistemas de máquinas dos navios.
Maquinista e líder nato, exerceu vários cargos e funções, das quais destacam-se a Chefia do Departamento de Máquinas do Encouraçado “Minas Gerais”, a Instrutoria do Curso Especial de Aperfeiçoamento de Máquinas para Oficiais, a de Oficial do Arsenal de Marinha da Ilha das Cobras e a Chefia da Divisão de Serviços de Máquinas da Diretoria de Engenharia Naval.
Foi, entretanto, durante a Segunda Guerra Mundial que demonstrou toda a sua capacidade de administrador quando, chefiando a Comissão de Instalação da Base Naval de Natal e, posteriormente como seu primeiro Diretor-Geral, contribuiu de maneira fundamental, para que o país participasse do esforço aliado no Teatro de Operações do Atlântico Sul. Sua dedicação e espírito realizador foram responsáveis pelo apoio daquela Base à Força Naval do Nordeste, imprescindível para manter no mar os navios com propulsão a diesel, desconhecidos para muitos marinheiros brasileiros àquela época.
Hoje, no ano em que se comemora o 119º aniversário de nascimento do Almirante Ary Parreiras, rememoramos os feitos do Patrono dos Maquinistas, homenageando, também, a todos os que servem com dedicação a esta valorosa atividade profissional da Marinha.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Estratégia Nacional de Defesa prevê reaparelhamento das Forças Armadas nos Próximos anos

Estratégia Nacional de Defesa prevê reaparelhamento das
Forças Armadas nos próximos anos


Ministro Nelson Jobim explica Estratégia Nacional de Defesa

Marinha, Exército e Aeronáutica vão receber investimentos na ordem de 27 bilhões de dólares ao longo dos próximos 10 anos. O projeto de reaparelhamento das Forças Armadas, previsto na Estratégia Nacional de Defesa, também promete abrir um novo mercado para as indústrias nacionais. Com o intuito de promover uma aproximação entre os setores, o Departamento da Indústria de Defesa (Comdefesa) realizou, no dia 6 de outubro, no Centro Cultural FIESP Ruth Cardoso, em São Paulo, um seminário com a presença do Ministro da Defesa, Nelson Jobim, e uma rodada de negócios para que os industriais conheçam as demandas das Forças Armadas.

Também estiveram presentes os Comandantes das três Forças, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto (Marinha), General-de-Exército Enzo Martins Peri (Exército) e Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito (Aeronáutica).

No seminário, o Ministro da Defesa ressaltou, entre outros temas, a posição estratégica de cooperação do Brasil na América do Sul, detalhando que a Estratégia Nacional de Defesa está apresentada em três vertentes: reorganização das Forças Armadas, reestruturação da indústria de defesa e composição do efetivo das Forças Armadas.

O Ministro Nelson Jobim adiantou, também, algumas ações que estão sendo planejadas. “Entre essas medidas podemos citar a criação de um quadro de especialistas em defesa e o fomento de pesquisa de materiais e equipamentos com a utilização de tecnologia nacional", afirmou o Ministro.

Nelson Jobim ressaltou, também, a importância de valorizar a atividade da indústria nacional e previu uma mudança na lei, na qual os critérios de contratação sejam voltados para o aproveitamento dos produtos produzidos no Brasil.

Os integrantes do seminário prestigiaram a exposição das Forças Armadas e participaram da rodada de negócios.


Empresários e representantes da Marinha na rodada de negócios

Medalha Marechal Mascarenhas de Moraes

Criador do BLOG recebe a Medalha Marechal Mascarenhas de Moraes.


O Conselho Deliberativo da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira (ANVFEB), em Sessão de 14 de agosto de 1969, criou a “Medalha Marechal Mascarenhas de Moraes”, com  a finalidade de homenagear de forma permanente, objetiva e condigna pessoas físicas ou jurídicas, que tenham prestado significativos serviços à FEB, ou que venham a prestar relevantes serviços à Associação ou à classe por ela assistida.

O agradecimento e pelo reconhecimento, especialmente ao Major(EB) Veterano da FEB Henrique Alvez Barreto, Presidente da Associação dos Ex-Combatentes do Brasil - Seção Campos.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Irã retoma negociações sobre programa nuclear até novembro, diz porta-voz

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
 
Brasília – Há quatro meses submetido às sanções impostas pela comunidade internacional, o Irã se dispõe a retomar as negociações sobre o programa nuclear desenvolvido no país entre o fim deste mês e a primeira semana de novembro. A informação foi confirmada pelo porta-voz do Ministério do Exterior iraniano, Ramin Mehmanparast, que não informou, no entanto, a data exata. As informações são da agência oficial de notícias do Irã, a Irna.
 
A retomada das negociações envolve as autoridades do Irã e o grupo denominado P 5+1, que é formado pelos Estados Unidos, a França, China, Inglaterra, Rússia e a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea). O porta-voz afirmou que o Irã “está disposto a retormar as negociações”. De acordo com ele, a data depende de um acordo entre todos os envolvidos.
 
Segundo Mehmanparast, durante os debates da 65ª Assembleia Geral das Nações Unidas no mês passado, o governo iraniano manifestou disposição de retomar as conversas. “Mas o outro lado não estava preparado para isso”, disse ele na entrevista coletiva semanal.
 
Para o governo iraniano, é fundamental que as negociações considerem a chamada Declaração de Teerã, que se refere ao acordo para a troca de urânio, negociado pelo Brasil e a Turquia em maio. Por esse acordo, o Irã se dispõe a enviar urânio levemente enriquecido para a Turquia. Em troca, receberá o produto enriquecido a 20%.
 
Com isso, o Brasil e a Turquia esperam que os receios em torno do programa nuclear iraniano sejam atenuados. Para a comunidade internacional, o programa nuclear desenvolvido no Irã tem fins não pacíficos, incluindo a produção de armas atômicas. As autoridades do país negam essas suspeitas.
 
Incomodado com as suspeitas, o porta-voz criticou a autoridade da União Europeia, que disse desconhecer a retomada das negociações em torno do programa nuclear iraniano. Para Mehmanparast, a chefe de Política Externa da União Europeia, Catherine Aston, é desinformada. “Ela não sabe nada sobre a data das negociações”, disse.
 
Edição: Graça Adjuto
 
Fonte: Agência Brasil
 
 

Publicado em: 13/10/2010

Emoção e expectativa marcam resgate dos primeiros mineiros soterrados no Chile

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
 
Brasília – Um misto de emoção, expectativa, fé e alegria envolveu o resgate dos primeiros dos 33 mineiros soterrados há 70 dias na Mina San José, no Deserto de Atacama, no Chile. De 23h08 de ontem (12)  às 06h21 de hoje (13), sete trabalhadores foram resgatados. O tempo médio para o resgate de cada mineiro varia de 12 a 16 minutos. Aparentemente, os resgatados não demonstraram problemas físicos nem psicológicos.
 
Todos os trabalhadores são examinados rapidamente quando chegam e depois levados para o hospital. O presidente do Chile, Sebastián Piñera, recebeu até o quarto trabalhador.
 
Lágrimas e temor dominaram a chegada do primeiro mineiro resgatado Florencio Avalos, de 31 anos. Emocionado, Avalos abraçou a mulher e Piñera, depois cumprimentou os resgatistas e as autoridades.
 
Mas o destaque ficou por conta de Mario Sepúlveda, de 39 anos, apontado como líder do grupo. Bem-humorado e animado, Sepúlveda saiu da cápsula de resgate aos pulos, puxou o grito de guerra chileno “Chi Chi Le Le, Chile” e só depois abraçou a mulher e as autoridades. Ele distribuiu pedras como “presentes” para a mulher, Piñera e alguns dos resgatistas. Não deixou de sorrir nem quando foi colocado na maca para ser transportado ao hospital. 
 
Os 33 trabalhadores usam um macacão especial, capaz de manter a temperatura do corpo, proteger dos percalços ao longo dos 700 metros de onde estavam até a superfície, e óculos escuros. O único estrangeiro entre os soterrados, o boliviano Carlos Mamani, de 23 anos, subiu do abrigo até a superfície com a bandeira da Bolívia.
 
O presidente da Bolívia, Evo Morales, avisou que pretende chegar ainda hoje (13) para visitar Mamani. Também emocionou o resgaste de Jimmy Sánchez Lagues, de 19 anos, o mais jovem do grupo e pai de um bebê, de 3 meses. Fã do Universidad de Chile, Lagues chegou à superfície com a bandeira do time de futebol. 
 
Sem esconder a emoção, Piñera afirmou que o resgate dos trabalhadores, depois de 70 dias, foi um “verdadeiro milagre”. O presidente lembrou que a fé e a força marcam o povo chileno. Segundo ele, várias provas disso têm sido dadas e lembrou o terremoto de 27 de fevereiro, considerado o pior dos últimos 50 anos, e que até hoje faz o país estar em reconstrução.
 
Ontem (12), as autoridades chilenas decidiram que os primeiros resgatados seriam os mais ágeis e com melhores condições psicológicas, seguidos pelos mais idosos e doentes e, por fim, pelos mais fortes. Por duas vezes, houve mudanças de horários referentes ao momento do resgate. As autoridades queriam afastar qualquer hipótese de erro.
 
Anteontem (11), o ministro da Mineração, Laurence Golborne, chegou a anunciar que o resgate começaria à meia-noite de ontem. Mas a previsão foi alterada duas vezes na tarde dessa terça-feira: primeiro o horário foi adiantado para as 20h e depois para as 18h.
 
Depois de algumas horas sem notícias, o ministro anunciou o novo adiamento no início da noite. Às 23h08 desceu a cápsula para buscar o primeiro mineiro.
 
Edição: Graça Adjuto
 
Fonte: Agência Brasil
 
 

Publicado em: 13/10/2010

Moçambique ratifica acordo que reconhece validade da carteira de motorista do Brasil

Eduardo Castro
Correspondente da EBC na África
 
Maputo – O governo de Moçambique ratificou nessa terça-feira (12) um acordo que reconhece a validade da carteira de motorista brasileira em seu território. O entendimento foi assinado em junho, em Brasília. Para entrar em vigor, ainda depende da aprovação do Congresso Nacional brasileiro.
 
“Será bom para os brasileiros que residem aqui, porque vai permitir dirigir em todos os países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral [SADC, a sigla em inglês] e também em Portugal”, afirma Leônidas Coelho, secretário da embaixada brasileira em Maputo.
 
A SADC é formada por 14 países  – a África do Sul, Angola, Botsuana, o Congo, Lesoto, Madagascar, Malawi, as Ilhas Maurício, Moçambique, a Namíbia, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e o Zimbábue.
 
O acordo prevê que as carteiras originais são válidas por seis meses a partir da entrada do estrangeiro no país. Para mais tempo que isso, o interessado precisa trocar o documento por uma carteira do país que o recebe. Mas terá de fazer só os exames médicos.“Tendo passado nos exames, ele recebe uma carta de condução equivalente à que tinha em seu país”, explicou o porta-voz do Conselho de Ministros de Moçambique, Alberto Nkutumula.
       
O entendimento elimina boa parte da burocracia atual, que inclui até deixar a carteira brasileira depositada com a autoridade de trânsito moçambicana, por exemplo.
 
Não há previsão de quando o acordo será analisado pelo Congresso brasileiro. Quando começar a valer, o acordo também permitirá a moçambicanos conduzirem automóveis no Brasil portando apenas a habilitação de seu país, nos mesmos prazos e condições.
 
Edição: Graça Adjuto
 
Fonte: Agência Brasil
 
 

Publicado em: 13/10/2010

Chávez terá de negociar com a oposição para concretizar orçamento

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
 
Brasília – Pela primeira vez em cinco anos, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, terá de negociar com a oposição para ver aprovado o Orçamento Geral para 2011. A proposta já passou pelo Conselho de Ministros, mas precisa ser submetida à Assembleia Nacional, o que ocorrerá amanhã (14). É a primeira vez que isso ocorre desde as eleições de 26 de setembro, quando Chávez perdeu o controle absoluto sobre o Parlamento e passou a contar com a presença de oposicionistas na Casa.
 
As informações são da imprensa oficial, a Agência Venezuelana de Notícias. Pela proposta aprovada por Chávez, há um item considerado controvertido, que é relativo à Lei  Especial de Endividamento. O presidente reiterou, porém, que a maior parte dos investimentos será aplicada em programas sociais. Caberá ao ministro do Planejamento e Finanças, Jorge Giordani, apresentar a proposta orçamentária aos 165 parlamentares.
 
No último dia 26, dos 17,7 milhões de eleitores aptos a votar, 66,45% compareceram, registrando percentual recorde de participação nas eleições legislativas no país, segundo as autoridades. Os eleitores escolheram 165 parlamentares da Assembleia Nacional e 12 para o Parlamento Latino-Americano.
 
Do total, o grupo de Chávez conseguiu eleger 98 parlamentares e a oposição 67. Os resultados mostram que o presidente terá de negociar com a oposição, o que não ocorria desde 2005. Há cinco anos, a oposição se retirou da disputa e a Assembleia Nacional da Venezuela passou a ser representada apenas por aliados do governo. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil afirmaram que a Venezuela entra em uma nova etapa de sua história política.
 
Na campanha contra Chávez e em favor da oposição há as dificuldades econômicas na Venezuela. O  desabastecimento é uma das principais queixas da população, que reclama da falta de produtos básicos, como leite e manteiga, em algumas regiões. Além disso, existe a previsão de inflação de 30%. Paralelamente, o governo ainda tenta conter as ameaças de um novo apagão energético.
 
Em favor de Chávez há o fato de a oposição não ter um nome forte para fazer frente ao presidente, nem apresentar ideias concretas que se coloquem como uma antítese à proposta chavista. Apesar desse quadro, a expectativa é que o cenário político para 2012, quando ocorrem as eleições presidenciais na Venezuela, seja diferente do atual.
 
Edição: Graça Adjuto
 
Fonte: Agência Brasil
 
 

Publicado em: 13/10/2010

No Equador, Morales defende escola para formar militares no combate a golpes de Estado

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
 
Brasília – Em visita ao Equador, o presidente da Bolívia, Evo Morales, defendeu a criação de uma escola militar latino-americana com o objetivo de proteger a região contra eventuais tentativas de golpe. Morales afirmou ontem (12) que a missão dos militares, formados pela instituição, é defender a América Latina de uma “mentalidade capitalista e imperialista”. As informações são da imprensa oficial da Bolívia, a Agência Boliviana de Informações (ABI).
 
"Por que não construir uma escola na América do Sul para as nossas Forças Armadas? Uma escola das Forças Armadas para defender a democracia e [a ameaça] de ter uma mentalidade capitalista e imperialista", disse Morales, na Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, em Quito.
 
A reação de Morales ocorre a menos de duas semanas de o Equador ter vivido um dia de protestos. No final de setembro, uma série de manifestações, organizada por policiais insatisfeitos, dominou as principais cidades do país. O presidente equatoriano, Rafael Correa, foi isolado em um hospital e só conseguiu deixar o local 11 horas depois.
 
Correa afirmou que havia uma tentativa de golpe de Estado e um grupo queria desestabilizar o governo. Presidentes da República e chanceleres da América Latina se reuniram para apoiar o equatoriano e rechaçar a ameaça de golpe. Segundo as autoridades equatorianas, o risco ainda está presente. Os suspeitos serão mantidos presos por três meses, e o país passou por um Estado de Exceção.
Morales disse ter ido a Quito para prestar solidariedade a Correa. "Faço um convite aberto a todas as Forças Armadas da América Latina para que não se submetam ao imperialismo. Seremos pequenos países chamados de 'desenvolvimento', o desenvolvimento, que sobretudo, seja qual for a nossa situação econômica e social. Mas em primeiro lugar estão a nossa dignidade, a soberania e os recursos naturais”, disse o boliviano.
 
O presidente da Bolívia reiterou o apoio ao governo Correa e rechaçou a suposta tentativa de golpe de Estado no Equador. "[Presto] nossa solidariedade como presidente ao governo do Equador, à revolução cívica e às forças sociais que resistiram e defenderam a democracia no Equador e na América do Sul", disse Morales.
 
Correa agradeceu o apoio de Morales, chamando-o de irmão. “Obrigado pela solidariedade e o apoio. Obrigado por estar aqui. Sinta-se em casa, o irmão Evo", disse o equatoriano.
 
Edição: Talita Cavalcante
 
Fonte: Agência Brasil
 
 

Publicado em: 13/10/2010

Amazônia: encontro debate futuro da região

Da Agência Brasil

Brasília - Especialistas em desenvolvimento sustentável da Amazônia estarão reunidos hoje (13) e amanhã (14) em Brasília, no seminário Visão Estratégica da Amazônia, organizado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e o apoio do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O encontro começa às 8h30 na Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio.
 
Os ministros Samuel Pinheiro Guimarães, da SAE, e Izabella Texeira, do Meio Ambiente, participam da abertura do evento, que debaterá o futuro da região e buscará oferecer subsídios para as políticas governamentais nos setores de indústria, mineração, agropecuária, desenvolvimento científico e tecnológico e desenvolvimento urbano.
 
O seminário será desenvolvido em cinco painéis, sob a forma de mesa-redonda, com apresentações de especialistas, seguidas de debate dos participantes.
 
Edição: Graça Adjuto
 
Fonte: Agência Brasil
 
 

Publicado em: 13/10/2010

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Brasil Acerta Comando de Frota da Missão de Paz da ONU no Líbano (UNIFIL) Fonte: Brasil Acerta Comando de Frota da Missão de Paz da ONU no Líbano (UNIFIL)


O Governo brasileiro, de acordo com a Folha, estaria com “conversas avançadas” para integrar o comando da Unifil, que é a Força Interina da ONU no Líbano (United Nations Interim Force in Lebanon). Sua função é evitar confrontos entre o Hezbollah e Israel. A Missão foi criada em 1978 como forma de garantir a saída pacífica das tropas de Israel do país.
O Departamento de Operações da ONU (DPKO) teria informado que a negociação estaria na fase de “finalização de detalhes”, mas sem prazo definido.
A primeira etapa da presença brasileira seria assumir o comando naval da Unifil, atualmente nas mãos dos italianos. Nós deveríamos enviar de cinco a dez oficiais de alto nível da Marinha, que comandariam frota de oito navios e 885 homens.
A segunda etapa poderia compreender o envio de carca de 250 homens do Exército brasileiro. Atualmente a força empregada conta com 11.449 militares de 31 países. Em comparação, a Missão do Brasil no Haiti ocupa mais de mil militares brasileiros hoje.
A Folha informa que em agosto foi elaborado pelo Comando de Operações Terrestres do Exército (Coter) um estudo técnico sobre o envio das tropas. O documento estaria sob análise do Ministério da Defesa. Caberia ao Brasil, também, fornecer equipamentos, como veículos blindados de transporte.
A Folha indica que a ONU pede ao menos uma embarcação para integrar a frota, exigência que teria desagradado o Ministério da Defesa, que teria alegado que isso prejudicaria a estrutura da Marinha. As tropas seriam, assim, uma possível contrapartida.
O comando da Unifil seria uma oportunidade de entrar no jogo do Oriente Médio, uma forma para aproximar-se do sonho de ser chamado para intermediar o conflito Israel-Palestina.
Comentário
Sobre possível envio de tropas
Confio muito em nossos militares, mas essas missões sempre devem ser vistas com muito cuidado. A situação naquela área é muito instável, seria quase como colocar nossos soldados ao lado de barris cheios de pólvora.
Quantas vezes não vimos escaladas rápidas e ferozes nos confrontos entre Israel e forças que atuam no Líbano? Há poucos meses vimos trocas de mísseis de um lado a outro na fronteira. Os soldados da ONU ficam, creio eu, correndo de um lado para o outro, evitando serem mortos em momentos como esse.
Creio que a intenção é boa, mas vejo como um risco excessivo. Talvez o ideal fosse apenas um número moderado de soldados. Outro fator é o de que a região já tem uma boa imagem do Brasil, nós não precisamos fazer muito para conseguir a simpatia deles. Na verdade, o contato estreito, como qualquer tipo de contato muito íntimo, poderia até mesmo estragar essa “aura”que temos. Lembremos que as culturas são muito diferentes e existe grande chance de algum soldado quebrar regras locais e corromper nossa boa imagem.
Creio que ninguém, absolutamente ninguém, gosta de ter estrangeiros em suas terras. Não vejo nenhuma exceção à regra em casos normais ou próximos da normalidade (só em casos extremos: massacres e desastres naturais). Ou a iniciativa pode ser vista como uma intromissão indesejada ou como uma afirmação de incompetência daquele povo em gerir a si mesmo.
Enfim, não sou a favor pois acho demasiado arriscado, nós seríamos deixados à sorte e ao azar. Por outro lado, considerado benéfico o comando de forças apenas com poucos oficiais graduados, já que mostraria nossa competência e, ao mesmo tempo, serviria como uma boa jogada de relações públicas.

Maiores informações sobre a UNIFIL



Guerra de Israel com o Hezbollah em 2006 (a foto mostra um ataque “cirúrgico” de Israel)


A UNIFIL (Força Interina da ONU no Líbano) foi estabelecida em 1978 pela resolução 425 (1978) PDF Document e 426 (1978) PDF Document da ONU, com a função de:
  • Confirmar a saída das tropas de Israel do sul do Líbano;
  • Restaurar a paz a segurança; e
  • Apoiar o Governo do Líbano a restaurar sua autoridade sobre a área.
Houve necessidade de reajustar a UNIFIL após a guerra de 1982 entre Israel e Líbano, quando as funções da Missão foram reduzidas apenas à assistência humanitária; e depois da saída de Israel para a Blue Line (linha azul) em 2000, quando a UNIFIL retornou às suas funções militares.
Em 2006, seguindo à guerra entre o Hezbollah e Israel, o Conselho de Segurança da ONU (CSNU), por meio da resolução 1701 (2006) PDF Document, de 11 de agosto de 2006, houve expansão do papel da UNIFIL a fim de:
  • Monitorar o fim das hostilidades;
  • Acompanhar e apoiar as Forças Armadas do Líbano (LAF) conforme ocupassem o sul do Líbano e as tropas de Israel fossem sendo retiradas.
  • Coordenar suas atividades com os dois governos;
  • Estender as atividades para abarcar ajuda humanitária e o retorno seguro de pessoas deslocadas;
  • Apoiar a LAF na configuração de área sem qualquer armamento que não seu ou da UNIFIL entre a Linha Azul e o rio Litani ;
  • Apoiar o Líbano na defesa de suas fronteiras e pontos de entrada a fim de prevenir a entrada de armamentos no país.


domingo, 10 de outubro de 2010

Brasil pode integrar comando da Unifil

Participação do país em missão da ONU no Líbano garantiria presença militar no Oriente Médio

Fábio Zanini, Luis Kawaguti - Folha de SP

O Brasil deverá ter uma presença militar no Oriente Médio, seguindo a estratégia do governo Lula de tornar o país um ator relevante na conturbada região.O governo está em conversas avançadas para integrar o comando da Unifil, a missão de paz das Nações Unidas no sul do Líbano. As tratativas começaram no primeiro semestre. Segundo o DPKO (Departamento de Operações de Paz da ONU), a negociação está em “finalização de detalhes”, mas não há prazo para sua conclusão.

A presença teria diversas etapas. A primeira, em estado mais adiantado, é assumir o comando da força naval da Unifil, atualmente a cargo dos italianos. O Brasil deve enviar de cinco a dez oficiais graduados da Marinha, que comandarão uma frota de oito navios e 885 homens. Segundo um diplomata que acompanha a negociação, esse convite já foi “pré-aceito”, mas é preciso que o acordo passe pelo Congresso Nacional. A segunda etapa, ainda em estágio embrionário, prevê enviar de 250 a 300 homens do Exército para a missão, que tem no total 11.449 homens de 31 países. A Unifil, criada em 1978, tem como tarefa evitar confrontos entre o Exército de Israel e guerrilheiros do Hizbollah, milícia xiita que não aceita o Estado judeu. Nem sempre isso é possível: a última guerra na região foi em 2006. Outro objetivo é impedir a entrada ilegal de armas na região.

Em agosto, um estudo técnico sobre o envio das tropas foi elaborado pelo Coter (Comando de Operações Terrestres do Exército) e está atualmente em análise no Ministério da Defesa. Se concretizada, essa será a maior mobilização militar do Brasil em território estrangeiro desde a missão no Haiti, que se iniciou em 2004 e tem hoje 2.166 militares. O Brasil atualmente integra dez missões de paz da ONU, mas, com exceção do Haiti, tem apenas observadores militares e especialistas.

Nenhum no Oriente Médio

Numa etapa final, o Brasil forneceria à ONU equipamentos, que ainda estão sendo negociados. A maioria deles seria de veículos militares blindados para transporte de tropas de combate. Procurado pela reportagem, o Ministério da Defesa afirmou que “ainda não há decisão sobre o assunto”.

Embarcação

A Folha apurou que a ONU pede que o Brasil envie ao menos uma embarcação para integrar a frota, mas o Ministério da Defesa reluta, alegando que isso prejudicaria a depauperada estrutura da Marinha. As tropas do Exército podem ser apresentadas como uma contrapartida.

Diplomatas ouvidos pela Folha sob condição de anonimato afirmaram que, independente da formalização do acordo sobre a parte naval, um primeiro pelotão do Exército já poderia viajar no ano que vem. O pedido de integrar o comando da Unifil foi encarado pelo Itamaraty como mais uma oportunidade de “entrar no jogo” no Oriente Médio - após tentar intermediar um acordo com o Irã na área nuclear e servir de interlocutor na libertação de uma americana presa em Teerã. Seria, na visão da diplomacia brasileira, um trunfo para realizar o antigo sonho de ser chamada para ajudar na resolução do conflito Israel-Palestina, além do reconhecimento de maior estatura internacional.

sábado, 9 de outubro de 2010

Construção da Base e Estaleiro de Submarinos

Vídeo da construção da Base e Estaleiro de Submarinos
bate recorde de acessos na TV Marinha na Web



Em apenas uma semana de divulgação na TV Marinha na Web, o vídeo da construção da Base e do Estaleiro de submarinos, em Itaguaí (RJ), bateu o recorde de acessos, com mais de 14 mil exibições. A reportagem é a primeira de uma série, que será exibida no site da Marinha do Brasil.
O vídeo mostra o estágio das obras da Unidade de Fabricação de Estrutura Metálica (UFEM), primeira etapa do novo Complexo Militar-Naval, composto, também, por um Estaleiro e pela Base Naval de Submarinos. No canteiro de obras de 90 mil metros quadrados, homens da Construtora Odebrecht trabalham em uma longa jornada, sob a fiscalização permanente da Marinha. 
Além da importância estratégica, tecnológica e industrial do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear, o aspecto social também foi ressaltado na reportagem, que destacou a implantação do Programa de Qualificação Profissional Continuada “Acreditar”. O programa seleciona, capacita e forma a mão-de-obra da região, com o intuito de contratá-la para atuar nas obras.

CRIAÇÃO DA FORÇA NAVAL DO NORDESTE

 

Dia da Criação da Força Naval do Nordeste

 Corveta Camaquã

Comando de Operações Navais
Ordem do Dia Nº 5/2010
Há exatos sessenta e oito anos, pelo Aviso nº 1661 de 5 de outubro de 1942 era criada a Força Naval do Nordeste. O momento histórico era o da II Guerra Mundial, inicialmente limitada ao continente europeu, mas que rapidamente se espalhou por todos os oceanos, incluído o Oceano Atlântico por sua importância estratégica para os beligerantes.
De inicio o Brasil manteve-se neutro em relação ao conflito só reorientando sua posição após o ataque realizado por forças japonesas ao Arquipélago do Havaí em 7 de dezembro de 1941, quando declarou sua solidariedade aos Estados Unidos da América na reação ao covarde ato de agressão.
Assim em janeiro de 1942, cerca de um mês após o ataque o governo brasileiro atendendo aos reclames da opinião pública abandonava sua postura de neutralidade rompendo relações diplomáticas e comerciais com os países do eixo, Alemanha, Itália e Japão, alinhando-se aos países aliados. Em razão dessa atitude a nossa Marinha Mercante passou a sofrer ataques de submersíveis alemães ao longo de todo o nosso litoral, ocasionando afundamentos e a perda de mais de seiscentas vidas entre seus tripulantes e passageiros.
Esta continuada agressão levou mais uma vez à escalada da crise já instalada e o Brasil ao estado de guerra contra as potências do Eixo. No ato da declaração de guerra a Marinha do Brasil possuía insipientes conhecimentos sobre doutrina de guerra antissubmarino bem como insuficiência de meios adequados a conduzi-la, pois só dispúnhamos de navios remanescentes da Esquadra de 1910 que não dispunham dos modernos sonares e armamentos antissubmarinos.
Era uma mudança de paradigma a necessidade de engajamento da MB em uma guerra predominantemente contra submarinos. Somente com o suporte político-militar dos Estados Unidos da América pudemos dar início a uma reestruturação da nossa força com o propósito de adequar-nos à nova situação de conflito. Inicialmente em decisão conjunta na Comissão Mista de Defesa Brasil-Estados Unidos foi estabelecida a criação de um Comando Naval único responsável por conduzir as operações, o Comando da Força do Atlântico Sul cujo comando foi atribuído ao Almirante JONAS H. INGRAM e em sequência a Força Naval do Nordeste – FNNE, a ele subordinada.
Não tardou então a ser aprovada pelo Congresso norte-americano o "Lend and lease Act" – Lei de Empréstimos e Arrendamento – que permitiu nos fossem transferidos navios modernos e transmitida doutrina de operações imprescindíveis para condução de nossas ações no mar, consequentemente viabilizando o cumprimento de nossa tarefa de proteção ao tráfego marítimo.
Assim estava posto mais um desafio à nossa Marinha. A necessidade de operar novos meios e disseminar sua doutrina de emprego era uma atividade extremamente difícil e ficaria a cargo da nossa Força Naval do Nordeste. Para comandá-la exigia-se a presença de um homem de fibra e autêntico Chefe Naval o então Capitão-de-Mar-e-Guerra ALFREDO CARLOS SOARES DUTRA, posteriormente promovido a Contra-Almirante e que por seus atributos de liderança e profissionalismo, aliados à sua habilidade foram essenciais para a superação dos obstáculos a serem ultrapassados na prontificação de uma força naval que só glórias e vitórias trouxe à Marinha, conforme nossa história comprova.
Inicialmente constituída pelos Cruzadores Bahia e Rio Grande do Sul, Navios Mineiros Carioca, Caravelas, Camaquã e Cabedelo – posteriormente reclassificados como corvetas – e Caça-submarinos Guaporé e Gurupi, mais tarde a ela se incorporaram o Tender Belmonte, novos Caça-submarinos, contratorpedeiros-de-escolta, contratorpedeiros Classe M e submarinos Classe T para constituírem a Força-Tarefa 46 da Força do Atlântico Sul, responsável por realizar o maior esforço operacional, no mar, naquele momento tendo como suas principais tarefas: realizar patrulha antissubmarina nos portos brasileiros, efetuar a escolta de comboios nas derrotas Trinidad-Bahia-Trinidad bem como no trecho dessa derrota para Belém.
Dentre essas missões destaca-se a escolta dos transportes americanos General MAHN e General MEIG que conduziram a Força Expedicionária Brasileira – FEB – para os campos de batalha na Itália. Sob proteção da FT 46 foram realizados quinhentos e setenta e cinco comboios o que garantiu a atracação segura em seus portos de destino de mais de três mil e cem navios.

Cruzador Bahia

Para isso muito se fez e muito se trabalhou, verdadeiros marinheiros que com seus sangue e suor escreveram páginas de abnegação e heroísmo no cumprimento do dever, dentre eles quatrocentos e oitenta e seis com o sacrifício da própria vida.
Assim a Força Naval do Nordeste escreveu sua história nos legando magnífico exemplo de superação sustentado no elevado espírito de seus navios e na busca incansável do cumprimento de sua missão, exemplos esses que ainda prevalecem como fundamentais no preparo de nosso Poder Naval.
Essas razões me levam à convicção que ao comemorarmos hoje a criação da Força Naval do Nordeste devemos fazê-lo rendendo homenagem a todos àqueles bravos e dedicados marinheiros que a integravam, alguns aqui presentes, que com amor à Marinha, coragem e perseverança, superando as adversidades defenderam com valentia nossa Pátria, assegurando a existência de um mundo mais justo e livre.
Que o valoroso exemplo de nossos Marinheiros da Força Naval do Nordeste não se apague de nossas mentes orientando homens e mulheres que hoje integram a Marinha em sua conduta no cumprimento de sua missão.
Sua bravura nos faz lembrar a guerra, e ao nos encher de orgulho nos projeta o dever de estarmos prontos a atender à defesa de nossa Pátria.
 
LUIZ UMBERTO DE MENDONÇA
Almirante-de-Esquadra
Comandante

Quem sou eu