sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O Instituto Rio Branco e a Diplomacia do Brasil

A Diplomacia é a carreira do momento. As mudanças nas relações internacionais estão ocorrendo de maneira acelerada e intensa. A cooperação entre povos e países no século XXI demandará esforço e atenção contínuos. O Brasil, por sua história e tradições diplomáticas, tem autoridade para reivindicar papel ativo na construção de um mundo mais próspero, estável e justo. Em nome da sociedade brasileira e na defesa dos interesses nacionais, o Itamaraty tem importante contribuição a dar ao ordenamento futuro das relações internacionais. E você pode fazer parte desse trabalho.

Aprovado no Concurso de Admissão do Instituto Rio Branco (IRBR), você entrará para a carreira diplomática como Terceiro-Secretário. Os cargos seguintes na carreira são: Segundo-Secretário, Primeiro-Secretário, Conselheiro, Ministro de Segunda Classe e Ministro de Primeira Classe (Embaixador).

Todos os diplomatas têm de ser aprovados no Concurso de Admissão. O treinamento durante a carreira é intenso e contínuo. Afinal, o diplomata tem de ser capaz, entre outros, de bem representar o Brasil perante a comunidade de nações; colher as informações necessárias à formulação de nossa política externa; participar de reuniões internacionais e, nelas, negociar em nome do Brasil; assistir as missões no exterior de setores do governo e da sociedade; proteger seus compatriotas; e promover a cultura e os valores de nosso povo. Você será preparado para tratar – tendo sempre como ponto de referência os interesses do país – de uma série de temas, que vão desde paz e segurança, normas de comércio e relações econômicas e financeiras até direitos humanos, meio ambiente, tráfico ilícito de drogas, fluxos migratórios, passando, naturalmente, por tudo que diga respeito ao fortalecimento dos laços de amizade e cooperação do Brasil com seus múltiplos parceiros externos.

O Itamaraty tem tradição de bem servir ao interesse público. José Maria da Silva Paranhos Junior, o Barão do Rio Branco, patrono da diplomacia brasileira, legou-nos um padrão de excelência que nos esforçamos em manter. Hoje, sucedem-se reuniões de Chefes de Estado e de Governo, congressos de parlamentares, encontros empresariais, seminários técnicos, conferências de organizações não-governamentais, numa indicação clara de que os temas internacionais interessam crescentemente um número maior de representantes da sociedade. Para o Itamaraty, tal evolução enriquece e pauta a atuação do diplomata. No exercício de suas funções de defender os interesses do Brasil no exterior e de contribuir para o entendimento entre os países, o diplomata tem de estreitar a coordenação não só com seu governo, mas também com a sociedade da qual provém. Essa noção de diplomacia pública, que orienta as atividades do Itamaraty, constitui a principal fonte de renovação e, ao mesmo tempo, de legitimidade de nossa carreira diplomática. A vocação de serviço público do diplomata brasileiro pode ser também a sua.





O Ministério das Relações Exteriores é o órgão do governo encarregado de auxiliar o Presidente da República na formulação da política externa brasileira, assegurar sua execução e manter relações com governos estrangeiros – dimensão bilateral da diplomacia – e com organismos internacionais – dimensão multilateral.

Dentre as funções principais do Itamaraty, destacam-se:

• colher as informações necessárias à formulação e execução da política exterior do Brasil;

• dar execução às diretrizes de política externa estabelecidas pelo Presidente da República;

• representar o governo no exterior;

• negociar e celebrar tratados, acordos e demais atos internacionais;

• organizar, instruir e participar de missões especiais em conferências e reuniões internacionais;

• proteger cidadãos brasileiros no exterior;

• promover os produtos nacionais em outros mercados; e

• tratar da promoção cultural do Brasil no exterior.

O nome Itamaraty vem da associação da sede do Ministério na Rua Larga, no Rio de Janeiro, desde 1899, a seu antigo proprietário, o Barão Itamaraty. O costume tornou-se lei em 1967. Em Brasília, na Secretaria de Estado das Relações Exteriores (SERE), a estrutura do Itamaraty foi concebida para permitir melhor coordenação, sem centralização, das questões de interesse para a política externa. Tal coordenação não se esgota dentro do Itamaraty, entre a SERE e os postos no exterior, fundamental, aliás, para garantir a coerência e a solidez das posições que o país deve assumir no plano internacional. Começa, na verdade, no estreito relacionamento que o Itamaraty mantém com os demais órgãos da Administração Pública nacional e, de maneira crescente, com os setores mais representativos da sociedade brasileira, com vistas a fortalecer a legitimidade de nossa política externa.

Nessa linha de atuação, constitui instrumento privilegiado de trabalho no Itamaraty a promoção de seminários, palestras, "workshops" sobre os temas principais da agenda internacional. O Itamaraty tem longa tradição de serviço público prestado ao Brasil e, por isso, tornou-se uma instituição respeitada dentro e fora do país.


Ao longo de seus mais de 50 anos, as mudanças nas necessidades da atividade diplomática resultaram em ajustes regulares nas normas e nos programas do Instituto, com vistas a manter atualizada a formação do diplomata brasileiro. A partir de 1967, passou-se a exigir dos candidatos ao concurso o primeiro ano de curso superior, exigência que se estendeu, em 1968, para o segundo ano e, em 1985, para o terceiro. Desde 1994, tornou-se pré-requisito curso superior de graduação plena.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Dia do Soldado em Brasília - DF



Solenidade Cívico-Militar do Dia do Soldado

Brasília(DF) - No dia 25 de agosto, em solenidade realizada na Avenida do Exército, foi comemorado o Dia do Soldado. O Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, presidiu a cerimônia. Estiveram presentes o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, Ministros de Estado, Comandantes das Forças Armadas, Oficiais-Generais das três Forças da Guarnição de Brasília e diversas autoridades civis, militares e eclesiásticas.
Na oportunidade, o Comandante do Exército, General Enzo Martins Peri, fez a leitura da Ordem do Dia em homenagem ao soldado brasileiro.                                                                                                             
























terça-feira, 24 de agosto de 2010

Dia do Soldado 25 de agosto



          Hoje, 25 de agosto, ao celebrarmos o Dia do Soldado, reverenciamos a figura de LUÍS ALVES DE LIMA E SILVA, o Pacificador, Duque de CAXIAS.
          CAXIAS foi escolhido para Patrono do Exército Brasileiro pelos seus valores, seus predicados de bravura, sua honradez, sua desambição pessoal, seu profundo amor ao BRASIL e, principalmente, pela sua liderança. Buscou-se um soldado-modelo, cujos princípios não desbotassem com o tempo e servissem como referencial permanente a impulsionar as gerações que se sucederiam.
          CAXIAS foi um líder que conduziu seus homens à vitória em todos os combates que enfrentou para manter a unidade nacional e a integridade do território brasileiro. Muitos dos seus liderados tombaram nos campos de batalha para que a Nação prosseguisse unida, livre e soberana. Esse é um dos aspectos singulares da profissão militar: liderar homens em condições excepcionais, levando-os até à morte, se preciso for, em defesa de um bem maior do que sua própria vida.
          Em tempos de facilidades, apegos ao conforto e fragilidade de compromissos, como fazer alguém honrar o juramento de dedicar-se inteiramente ao serviço da Pátria, defendendo-a com o sacrifício da própria vida? Só vejo uma forma: incutindo valores, exigindo o sacrifício da superação, acostumando ao necessário desconforto, e ensinando o significado de honra, liberdade, soberania, Pátria e Deus. E como fazer isso? Dando exemplos. E os exemplos têm que ser percebidos na vida dos comandantes de todos os escalões, no concreto de sua existência.
          A palavra e a vida do comandante precisam estar perfeitamente alinhadas. A autoridade e a liderança provêm exatamente dessa coerência. Isso exige vocação, amor à profissão, dedicação integral, atenta responsabilidade, desprendimento e muita disciplina. Além de presença ativa e dinâmica para inibir excessos, antecipar-se a riscos, fortalecer ânimos e inspirar confiança.
          O soldado serve à Pátria. Servir é o sentido maior de sua existência. À Pátria ele se doa por inteiro. Doa sua vida para que muitas outras vidas possam florescer.
          A missão de defender a Pátria impõe a cada soldado servidões que transcendem sua própria existência, e que só encontram abrigo em profissionais vocacionados.
Se no passado, quando o Brasil era Colônia ou nascente República, essa missão era difícil, hoje, quando o País se alinha entre as principais potências emergentes, ela se torna muito mais complexa, importante e dependente de meios adequados. 
          As Forças Armadas são o seguro do Estado. Entendo que quanto mais valioso o bem segurado, maior deve ser o valor desse seguro.
          A Constituição Federal define o Exército como instituição nacional “permanente e regular”. O que dá rosto a essa permanência e regularidade são sua imprescindibilidade na paz e na guerra, sua coerência histórica e seus valores sempre alinhados com a Nação Brasileira.
          Nesse contexto de bem servir, cabe ao Estado entregar-nos meios adequados e suficientes, e ao Exército, identificar ameaças e dissuadi-las. Isso impõe quadros e tropa adestrados. E permanente estado de prontidão.
          Soldados do Exército Brasileiro, parabéns pelo seu dia maior! Parabéns pelo seu Patrono Pacificador - o Duque de CAXIAS - que nos serve de inspiração e exemplo! Preparem-se com ânimo forte e dedicação integral para cumprir a nobre missão que nos foi confiada!
          Correspondam à confiança que a sociedade nos credita! Combatam o bom combate!
 
                                                     General de Exército ENZO MARTINS PERI
                                                                     Comandante do Exército 

domingo, 22 de agosto de 2010

Projeto prevê 74 mil militares nas fronteiras


Proposta em análise na Câmara dos Deputados determina que
20% do efetivo do Exército, da Marinha e da Aeronáutica fique
em regiões fronteiriças; hoje são 25 mil homens
Publicado em 22/05/2010 | Diego Ribeiro – Gazeta do Povo (Curitiba)
Um projeto de lei poderá obrigar o governo federal a manter pelo menos
20% do efetivo das Forças Armadas nas áreas de fronteira, utilizadas por
organizações criminosas para introduzirem drogas, armas e contrabando no
Brasil. Atualmente, 7% do efetivo do Exército, da Marinha e da
Aero-náutica, cerca de 25 mil homens, compõem os chamados Pelotões
Especiais de Fronteira, segundo o Ministério da Defesa. Se o projeto for
aprovado, o número de militares nas fronteiras subirá para cerca de 74 mil.
O efetivo das Forças Armadas é de 371 mil homens em todo o país.
Nessa semana o governo federal prometeu reforçar a segurança nas
fronteiras, durante o lançamento do Plano Integrado de Enfrentamento ao
Crack, que prevê apoio do Exército e a criação de 11 postos na fronteira.
Mas, na tríplice fronteira, em Foz do Iguaçu – uma das principais portas de
entrada de drogas e armas no país–, há menos de 1% do total do efetivo
nacional. Segundo o Exército, 700 militares estão instalados no 34.º
Batalhão de Infantaria Motorizada. A última grande movimentação militar
na região foi durante a Operação Fronteira Sul 2, no segundo semestre de
2008, quando 3,7 mil homens reforçaram a segurança no Lago de Itaipu e
em parte do Rio Paraná, de Foz a Guaíra.
Investigação
O projeto de lei do deputado federal Major Fábio (DEM-PB) está em
discussão na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime
Organizado da Câmara Federal. Se for aprovado pelos de--putados, seguirá
para o Senado. “As fronteiras estão abertas para o tráfico de drogas e
armas. A Polícia Federal (PF) tem o efetivo pequeno e a Polícia Rodoviária
Federal está em postos urbanos, em sua maioria. É uma questão de
efetivo”, diz o autor do projeto.
Na avaliação do juiz Odilon de Oliveira, do Mato Grosso do Sul, se as
Forças Armadas estivessem mais presentes na fronteira a Polícia Federal
poderia se concentrar mais nas investigações do que na repressão. A PF
poderia então aumentar as investigações no Paraguai e na Bolívia, grandes
produtores de droga. “A faixa de fronteira exige um outro tipo de
estratégia. É preciso acabar no Brasil com esse melindre para usar o
Exército”, afirma, lembrando um trauma deixado pelos anos da ditadura
militar (1964-1985).
O almirante da reserva da Marinha Ricardo Veiga Cabral, Presidente
do Clube Naval, destaca que o efetivo da Força deve ser reforçado em
áreas como a Amazônia e o Pantanal Matogrossense, já que os
traficantes utilizam muito pouco o mar para transporte. “Não dá pra
deixar de lado a Amazônia e o Pantanal. Temos que ter efetivo maior e
preparado. Fui comandante da Marinha na Amazônia e lá o ambiente
é outro”, comenta. Cabral é a favor de uma estratégia sempre flexível,
em razão da importância da mobilidade para as Forças Armadas.
Segundo ele, um efetivo não pode ficar parado muito tempo nas
fronteiras.
Inteligência
Em nota, o Ministério da Defesa informou que é contrário à proposta e
ponderou que a fixação do efetivo em determinados locais é “inadequado à
concepção estratégica da defesa”. O Ministério argumentou ainda que, no
caso do Exército, um grande porcentual do efetivo já está em regiões de
fronteira ou próximo delas. “E no caso da Marinha e da Força Aérea, a
distribuição de efetivos está relacionada a conceitos estratégicos, que não
guardam obrigatoriamente relação com localização de linhas de fronteiras”,
afirma a nota enviada pela assessoria de imprensa do órgão.
O secretário de Estado da Segurança Pública no Paraná, coronel Aramis
Linhares Serpa, também é contrário a proposta. “Acho temeroso isso. Será
preciso mudar o armamento das Forças Armadas, o modo de agir.
Segurança Pública é um problema de polícia”, diz. Na avaliação do
secretário, as Forças Armadas não conhecem a sistemática do crime, o que
dificultaria o trabalho de repressão. “A simples presença deles não vai
coibir nada. Os crimes têm se aperfeiçoado dia após dia. É preciso um
trabalho de inteligência para fazer frente à criminalidade.”
O Exército tem poder de polícia, mas para que seja exercido é necessária
uma requisição de um dos poderes da República. Outro projeto que tramita
no Senado quer estender esse poder à Marinha e à Aeronáutica. As
principais atribuições constitucionais das Forças Armadas são defender a
Pátria, garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem e realizar
operações humanitárias e de cooperação internacional. O Brasil tem
fronteiras com dez países: Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela,
Colômbia, Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.

Saiba mais em: http://www.camara.gov.br/sileg/integras/704619.pdf

sábado, 21 de agosto de 2010

Medalha do Mérito do Ex-Combatente do Brasil.

Nem sei expressar meus sinceros e devotados sentimentos à causa do Ex-Combatente do Brasil.

Esta condecoração eu dedico ao meu Avô que serviu ao Exército Brasileiro como soldado e que foi um homem de caráter ímpar e me motivou a entrar nas fileiras das Forças Armadas Brasileiras.















Agradeço especialmente ao SG Andretti, diretor do Departamento Histórico e Cultural da Associação dos Ex-Combatentes de Campos-RJ.








Agradeço ao Major(EB) Ex-Combatente Henrique Alves Barreto pela indicação junto ao Conselho Nacional dos Ex-Combatentes.

Agradeço ao Conselho Nacional dos Ex-Combatentes do Brasil pela permissão em ter me concedido uma das mais importantes condecorações Nacionais que faz alusão aos feitos da Gloriosa Força Expedicionária Brasileira.












sábado, 14 de agosto de 2010

A morte do Ex-Presidente da ACESC

Da África do Sul, onde acompanha a Copa do Mundo de Futebol, o presidente da ACESC, jornalista J.B.Telles enviou condolências à família de Gilberto Piter
Hofmann de Nahas, ex-presidente da entidade, lamentando a morte do jornalista que ocorreu na última segunda-feira, aos 83 anos de idade.

Ex-árbitro da Federação Catarinense de Futebol e da antiga Confederação Brasileira de Desportos (CBD), Gilberto Nahas era Militar da Marinha do Brasil, foi Combatente na Segunda Guerra Mundial e presidia a Associação de ex-Combatentes do Brasil, seção de Santa Catarina.

Na imprensa, Nahas ocupou por quase uma década a secretaria da ACESC na administração do presidente Lauro Soncini,foi colunista do extinto Jornal A Gazeta (Florianópolis) e membro da Associação Catarinense de Imprensa
(antiga Casa do Jornalista).

Em 1976 foi eleito presidente da ACESC cargo que ocupou até 1986, quando da primeira eleição do atual presidente,J.B.Telles, na entidade.

Na mensagem enviada, o presidente J.B.Telles destacou a dedicação de Gilberto Nahas à ACESC "nos tempos difíceis do futebol catarinense, onde
agregar a categoria era um desafio tão importante quanto hoje."


sexta-feira, 13 de agosto de 2010

02 de maio: Dia Nacional do Ex-combatente

O dia 2 de maio é considerado o Dia Nacional do Ex-combatente, por força da lei nº 4.623 de 06 de maio de 1965. Entretanto, somente a lei nº 5.315, de 12 de setembro de 1967, regulamentou o artigo 178 da Constituição brasileira, que dispõe sobre os Ex-combatentes da II Guerra Mundial. Ex-combatente é “todo aquele que tenha participado efetivamente de operações bélicas, na II Guerra Mundial, como integrante da Força do Exército, da Força Expedicionária Brasileira, da Força Aérea Brasileira, da Marinha de Guerra e da Marinha Mercante, e que, no caso de militar, haja sido licenciado do serviço ativo e com isso retornado à vida civil definitivamente”.

História

No começo da II Guerra Mundial, em 1º de setembro de 1939, o Brasil manteve uma posição muito controversa, com uma pretensa neutralidade, já que apoiou diretamente nenhuma das grandes potências envolvidas. Quase no final do conflito, em 1942, em razão de uma série de ataques aos navios mercantes brasileiros em nosso litoral, o Brasil reconheceu o estado de guerra com os países do Eixo e enviou a Força Expedicionária Brasileira (FEB) à Europa, para colaborar na causa dos países aliados. O transporte do primeiro escalão da FEB com destino a Nápoles, Itália, ocorreu em 2 de julho de 1944.

A FEB foi incorporada ao V Exército aliado dos Estados Unidos da América e entrou em combate em 15 de setembro de 1944, participando de várias batalhas no vale do rio Pó, na Itália, ocupada pelos alemães nazistas. As mais importantes foram a tomada de Monte Castelo, a conquista de Montese e a Batalha de Colleccio. As tropas brasileiras perderam, durante essa campanha, 430 praças e 13 oficiais, além de oito oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB).

Eles são chamados de “oponentes honrados” visto que, quando renderam a Divisão Monterosa, em abril de 1945, prestaram honras militares aos soldados italianos que marcharam em direção ao cativeiro, ao impedirem que fossem sumariamente fuzilados por guerrilheiros. Existem menções ao bom tratamento dispensado pelos brasileiros aos inimigos capturados, em alguns livros publicados, na Itália, por antigos adversários da FEB.

Com o final da guerra, em 6 de junho de 1945, o Ministério da Guerra do Brasil ordenou que as unidades da FEB se subordinassem ao comandante da 1ª Primeira Região Militar (1ª RM) sediada na cidade do Rio de Janeiro, o que significava a dissolução desse contingente.

Os antigos adversários ainda julgam que os expedicionários da FEB combateram na Itália para defender interesses americanos, sem desmerecerem, contudo, sua capacidade. A tenacidade dos pracinhas é elogiada até hoje.

Depois da recepção apoteótica, com a chegada dos combatentes da Itália ao Brasil após a II Guerra Mundial, em 16 de julho de 1945,o governo não proporcionou nenhuma ajuda àqueles que tanto fizeram para a história do país. As reclamações e reivindicações feitas ao Governo Federal e ao Ministério do Exército, pouco adiantaram para um futuro digno dos ex-combatentes, já que eles eram considerados aptos em 100% quando foram para a guerra. O aspecto físico estava perfeito e o psicológico também, havendo uma inspeção médica, mensalmente, nos alojamentos.

Com o final do conflito “tudo piorou”. O pouco dinheiro que receberam na chegada ao Brasil acabou rápido. Ainda jovens e neuróticos com todo o acontecido, não tiveram direito a nenhum tipo de assistência social ou médica. No mercado de trabalho eram rejeitados, sendo acusados de loucos e não aptos para conviver em sociedade.

Homenagens e situação

As cinzas dos corpos dos soldados brasileiros mortos na II Guerra foram transladadas de Pistóia, na Itália, para o Brasil e, hoje, repousam em jazigos de mármore, colocados no subsolo do Monumento Nacional aos Mortos da II Guerra Mundial, idealizado pelo marechal João Baptista Mascarenhas de Moraes, comandante da FEB, e inaugurado em 24 de junho de 1960, no Parque do Flamengo.

Constitui uma das mais belas obras do Rio de Janeiro, onde se acha inscrita a seguinte homenagem: “Imolando-se pela Pátria, adquiriram uma glória imortal e tiveram soberbo mausoléu, não na sepultura em que repousam, mas na lembrança sempre viva de seus feitos. Os homens ilustres têm como túmulo a terra inteira”.

A situação dos ex-combatentes melhorou um pouco em 1964, quando o presidente João Goulart (cassado por um golpe militar em 31.03.1964) os encaixou em cargos públicos nos Correios e outras entidades, vindo muitos destes a se aposentar nestas condições.

Outra reclamação daqueles que serviram à Pátria é que só eram/são lembrados em datas festivas como aniversário da cidade ou 7 de setembro. E com o emblema de uma cobra fumando, estampada em suas fardas, simbolizando a Força Expedicionária, desfilam com orgulho, mesmo que aquilo seja apenas para vivenciar momentos.

Em Bragança

Vários são os ex-combatentes da II Guerra Mundial em Bragança. Cito alguns deles como Antônio Evangelista, João Gomes, João Paes Ramos (in memoriam), João Paes Rodrigues (in memoriam), José Gatinho dos Santos (in memoriam), Manoel de Jesus, Manoel Saturnino, Manoel Silveira, Olavo Lobão da Silveira, Sebastião Paes Rodrigues (in memoriam), que escreveram seu nome na História.

O desfile de 7 de setembro de 2005 homenageou todos os ex-combatentes ainda vivos em Bragança, com um lugar de destaque no palanque de autoridades, junto aos representantes do poder público, do Exército brasileiro, de associações civis e de escolas.

No Instituto Santa Teresinha, em 13 de junho de 2008, coordenei uma atividade especial que era a Exposição sobre a II Guerra Mundial, com as turmas de 8ª Série A e B, em que falávamos do conflito com exposição de fotos, imagens, frases, vídeos e uma maquete com as táticas de guerra. Na oportunidade, homenageamos os Ex-combatentes de guerra ainda vivos. Nesse dia, somente o meu padrasto João Paes Ramos (1922-2010) compareceu e foi agraciado com esta honraria com uma medalha e um certificado que foram entregues pela Ir. Vilma de Araújo Pinheiro, diretora do IST, fez um pequeno discurso emocionado e recebeu um grande aplauso de todos os presentes. Esses/as alunos/as ainda entregaram na casa dos outros ex-combatentes que não puderam estar presentes pelo estado de saúde, as medalhas e os certificados, deixando-os muito felizes e agradecidos.

A última homenagem que João Paes Ramos e outros ex-combatentes receberam foi entregue no Tiro de Guerra 08/002 em Bragança, no dia 19 de novembro de 2009, sendo a Medalha de Jubileu de Ouro da vitória na II Guerra Mundial. Esse evento foi iniciativa do 1º Tenente Aládio da Silva, delegado da 2ª Delegacia do Serviço Militar, 28ª CSM que engloba o Tiro de Guerra de Bragança.

Medalhas do Jubileu de Ouro da II Guerra Mundial.
Com o final do conflito o tenente João Paes Ramos recebeu do governo brasileiro em 1º de março de 1947, através do almirante Sílvio Noronha, Ministro da Marinha, uma condecoração por seus relevantes serviços prestados à nação brasileira, por ter passado mais de 300 dias a bordo de navio, viajando e em comboio, durante os três anos em que o Brasil envolveu-se na II Guerra Mundial. Entrou para a Reserva da Armada de Marinha de Guerra em 15 de março de 1947, como 2º Tenente de 1º escalão, sob o nº 14.015, de acordo com o Decreto-lei nº 9.500, de 23 de julho de 1946, artigo 102, alínea “a”.



João Paes Ramos

João Paes Ramos era bragantino e ex-combatente da II Guerra Mundial pela Marinha do Brasil, quando era Ministro da Marinha o almirante Aristides Guilhen e Presidente da República o Sr. Getúlio Dorneles Vargas.
João Paes participou da II Guerra Mundial de 1942 a 1945, assentando praça no estado do Rio de Janeiro na Escola de Aprendizes Marinheiros em 1940, sob o nº 40.0.606, servindo no encouraçado “São Paulo” e posteriormente no caça-submarino “Guaporé” até o final o conflito, onde operou no patrulhamento do Atlântico Sul e no comboio de navios mercantes no Norte e Sul da Costa Atlântica e no exterior.

Foto: João Paes sendo condecorado pelo Ten. Aládio da Silva.

Quem sou eu