sexta-feira, 25 de junho de 2010

A Holanda adquire um navio de apoio logístico (Joint Logistic Support Ship – JSS)

Holanda aquire um navio de apoio logístico, Joint Logistic Support Ship - JSS, de 28 mil toneladas cuja construção deverá ser iniciada ainda este ano com conclusão prevista para 2012. O navio será construído pela Damen Schelde Naval Shipbuilding (DSNS). O JSS substituirá o HNLMS Zuiderkruis, como navio de suporte logístico, apoio às tropas, navios, posto de comando, navio hospital, e ainda possuirá deck para operação de até seis helicópteros.


O navio terá 205 m de comprimento e velocidade de 18 nós, terá uma tripulação estimada em 150 tripulantes, o casco do navio deverá ser construído pela Damen Shipyard em sua sucursao em Galati, na Romênia e o resto da construção será efetuada na Holanda.



Fonte: Plano Brasil.

Aeronáutica vai ouvir piloto da TAM que fez manobra anticolisão

Caso ocorreu na noite de quinta-feira, quando avião se preparava para pousar.
Segundo empresa, equipamento mostrou 'outra aeronave na mesma rota'.


Técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira (FAB), devem ouvir o piloto de um avião da TAM que fez uma “manobra evasiva” na noite desta quinta-feira (24) quando se preparava para pousar no aeroporto de Congonhas. Segundo nota divulgada pela TAM, os equipamentos de bordo do avião detectaram “a presença de outra aeronave na mesma rota”.

De acordo com o Cenipa, os técnicos devem ainda coletar informações registradas pelo avião durante o voo e ouvir funcionários da área de controle de tráfego aéreo, da torre do aeroporto e do serviço de pátio. Não há prazo para que a investigação seja concluída porque pode haver a necessidade de realização de perícias em equipamentos, por exemplo.

Para o órgão, ainda não é possível sequer afirmar se havia mesmo outra aeronave na rota do avião da TAM. De acordo com o Cenipa, o mau funcionamento de um equipamento ou mesmo a decolagem de um helicóptero que tenha cruzado a rota do avião por segundos e a uma grande distância poderiam influenciar os sistemas de informação de navegação da aeronave.

O problema como avião da TAM ocorreu no ínicio da noite desta quinta-feira. Segundo a empresa, o comandante seguiu os procedimentos de segurança prescritos para essas circunstâncias e os passageiros foram informados do ocorrido. Ainda de acordo com a empresa, o aparelho pousou, em seguida, sem consequências, às 18h52.

De acordo com o site da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o voo 3717 saiu de Natal, fez escala em Brasília e pousou em Congonhas.

Uma passageira que estava na aeronave relatou ao G1 que o comandante já havia anunciado o início dos procedimentos de descida quando ocorreu a queda brusca. Mesmo usando o cinto de segurança, ela sentiu que levantou “uns dois palmos” da poltrona.

Segundo ela, o comandante afirmou que precisou realizar a manobra por causa do tráfego aéreo. Os passageiros ficaram assustados e houve gritos e choros no voo. A assessoria de imprensa da TAM disse que não houve necessidade de atendimento de passageiros após o pouso.

O senador Romeu Tuma (PTB-SP) também estava a bordo. "Entendi mais ou menos que foi uma manobra para evitar colisão. O comandante falou que teve de fazer uma manobra ríspida. Eu fiquei preocupado com a gritaria, mas achei que fosse aquelas quedas que dão naturalmente no voo. A aeromoça caiu no colo de alguém. Foi muito rápido", diz ele. "Ele afundou em direção ao chão e deu uma balançada."


Grécia cogita vender ou alugar ilhas para pagar dívidas, diz jornal

Uma área em Mykonos estaria à disposição de interessados para aquisição.
País precisou de socorro financeiro da União Europeia e do FMI.



A Grécia prepara a venda ou aluguel a longo prazo de algumas de suas 6 mil ilhas com o objetivo de honrar as dívidas. A informação é do jornal britânico “The Guardian”. Segundo a reportagem, uma área em Mykonos, um dos principais destinos turísticos da Grécia, estaria à disposição de interessados para aquisição.

O país precisou de socorro financeiro da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O governo, que detém um terço da área de Mykonos, busca um comprador para injetar capital e desenvolver um complexo turístico de luxo, comentou uma fonte próxima das negociações.

A matéria informa ainda que potenciais investidores, a maioria russos e chineses, estariam de olho em propriedades na ilha de Rodes, prevendo que em períodos de férias a quantidade de visitantes costuma aumentar substancialmente.

O site Private Islands lista Nafsika, no mar Jônico, à venda por 15 milhões de euros. Mas existem outras ilhas por menos de 2 milhões de euros.

De acordo com o jornal, somente 227 ilhas são populadas no país e a decisão de vender as áreas foi cogitada devido à inabilidade do governo de investir em infraestrutura. Além disso, a venda ou aluguel das ilhas atrairia mais investimentos e geraria empregos e pagamentos de mais impostos.

Makis Perdikaris, director do Greek Island Properties, disse que ficaria infeliz com a negociação das ilhas. “Vender as ilhas que pertencem ao povo grego deveria ser o último recurso”, disse. No entanto, ele não é contra o aluguel a longo prazo. "A primeira coisa a ser feita é desenvolver a economia e atrair investimento estrangeiro para criar infraestrutura necessária. O importante é conseguir recursos financeiros”, diz.

Na busca por recursos, o país planeja ainda, segundo o jornal, vender ferrovias e companhias de água.

Os chineses estariam interessados no sistema ferroviário grego, já que eles controlam alguns portos do país. O governo grego anunciou este mês que irá exportar óleo de oliva para a China.

Lei de reforma de aposentadoria
O governo grego concordou nesta sexta-feira com uma lei de reforma do sistema de aposentadoria, um dos fundamentos do programa combinado com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI), disse um ministro que participou da reunião.

"O gabinete aprovou com unanimidade a lei de reforma da aposentadoria", disse o ministro a jornalistas, preferindo não ser citado.

O governo submeterá a lei ao Parlamento. Dos 300 assentos no Congresso grego, 157 são do governo, que deve obter a aprovação da lei apesar das críticas.

Lavar alimentos pode ser inútil para tirar agrotóxicos, dizem especialistas

Iberê Thenório e Ricardo Muniz Do G1, em São Paulo

Deixar vegetais de molho no vinagre antes de levá-los à mesa pode ser ótimo para matar micróbios, mas nem sempre vai funcionar quando se quer tirar agrotóxicos de frutas e verduras, relataram especialistas ouvidos pelo G1.

A preocupação com resíduos tóxicos na comida ganhou força nesta quarta-feira (24), quando um relatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontou alta presença de agrotóxicos nos alimentos brasileiros. De 3.130 amostras coletadas pela agência, 29% apresentaram algum tipo de irregularidade.


Segundo Anthony Wong, diretor médico do Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) da Faculdade de Medicina da USP, “se o agrotóxico for de superfície, de aplicação limitada à parte externa do alimento, elimina-se o risco na maioria das vezes lavando bem”, diz. Os casos do morango e do tomate, por exemplo, poderiam ser “facilmente resolvidos” assim.

A dificuldade cresce nas situações em que há penetração da substância. “Nesse quadro, a fervura pode inativá-la, mas há agrotóxicos à base de zinco ou estanho, à base de metais, que são chamados estáveis”, afirma Wong. “Quando isso ocorre, o aquecimento não inativa, logo não reduz o perigo.”

O médico Wanderlei Pignati, professor de Saúde Ambiental na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), é mais cético em relação à água. "[Lavar os alimentos] não resolve praticamente nada. Vai eliminar o agrotóxico que tem na casca, mas o grande problema está dentro", afirma.

Laboratórios
Em 15 de 20 culturas analisadas pela Anvisa foram encontrados ingredientes ativos em processo de reavaliação toxicológica junto à agência, como o endossulfan em pepino e pimentão; acefato em cebola e cenoura; e metamidofós em pimentão, tomate, alface e cebola.

Já existe no Brasil uma “indicação de banimento” para as três substâncias. Dirceu Barbano, diretor da Anvisa, afirmou na quarta-feira (23) que esses ingredientes causam problemas neurológicos, reprodutivos, de desregulação hormonal e até câncer.

De acordo com Pignati, a estatísticas não mostram essas doenças relacionadas a agrotóxicos porque é difícil fazer exames para identificar substâncias tóxicas no organismo. "Aqui em Mato Grosso, se eu quiser fazer uma análise de suspeita de resíduos de agrotóxicos no sangue ou na urina, tenho que mandar a amostra para o Rio de Janeiro ou São Paulo".

Consumidor impotente
Segundo Wong, do Ceatox, a total eliminação de situações de risco depende do governo. “Aí, só fiscalização mesmo. Não tem como eliminar por lavagem ou fervura.”

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) defende regras mais rígidas para agrotóxicos. "Dentre as medidas necessárias está a reavaliação toxicológica das substâncias pela Anvisa, uma vez que vários agrotóxicos utilizados no Brasil já foram proibidos em outros países, diante das evidências de seus riscos", comunicou a ONG em nota ao G1.

Dentro dos padrões
Para o engenheiro de alimentos Carlos Eduardo Sassano, professor da Universidade de Guarulhos, o problema seria resolvido se os agrotóxicos fossem utilizados da maneira correta. "Se fossem usados dentro dos padrões permitidos, não teria problema", defende.

Segundo ele, o consumo de alimentos orgânicos poderia ser uma boa alternativa, mas é difícil haver produção suficiente. "Estamos falando de uma sociedade moderna, onde a produtividade tem que ser alta. Por isso a gente não vislumbra agricultura sem agrotóxico."

Voz dissidente
O médico Angelo Trapé, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), discorda da opinião dos colegas. Segundo ele, as irregularidades encontradas pela Anvisa não mostram que haja perigo ao consumidor, pois a quantidade de agrotóxicos nos alimentos é muito pequena. "A população pode ingerir alimentos de maneira segura que não vai causar nenhum dano à sua saúde."

Os fabricantes de defensivos agrícolas, por meio da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), defendem que os produtores rurais estão cada vez mais preocupados em aplicar corretamente os agrotóxicos.

"A Andef considera fundamental tranqüilizar a população quanto à segurança dos alimentos tratados com defensivos aplicados de acordo com as recomendações agronômicas e oficialmente registrados", afirmou a instituição em nota divulgada à imprensa.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Brasil e China puxarão crescimento na área de entretenimento até 2014

Da Agência Brasil

Brasília – O Brasil e a China vão puxar o crescimento do setor de entretenimento e mídia nos próximos cinco anos entre os 12 maiores países. A conclusão é de um estudo divulgado hoje (15) pela consultoria Pricewaterhouse Coopers. Para a elaboração do relatório, foram avaliados 48 países.

Segundo a pesquisa, o setor deverá crescer no Brasil a uma taxa de 8,7% ao ano até 2014, ficando atrás apenas da China, que deverá crescer a um ritmo de 12% ao ano. A média global de crescimento deverá ser de 5% ao ano, diz a Pricewaterhouse.

As informações são da BBC Brasil. Para realizar o estudo foi avaliado o desempenho de setores, como o acesso à banda larga e às redes de telefonia celular, a publicidade na internet e em telefones celulares, além da acessibilidade aos vídeo por meio da internet, a assinatura de TV por celular, anúncios televisivos online e por celular e a distribuição de música por meios digitais, entre outros.

Para a consultoria. o crescimento na China se deve à economia vibrante e aos avanços na internet de banda larga, que deverão estimular outros segmentos. Em 2011, a China deverá ultrapassar a Alemanha, tornando-se o terceiro maior do setor, atrás apenas dos Estados Unidos e do Japão.

No Brasil, o crescimento também será resultado da economia forte, diz a Pricewaterhouse. Segundo o relatório, as tecnologias digitais terão impacto cada vez maior em todos os setores de entretenimento e mídia, enquanto a transformação digital continuará a se expandir.

Globalmente, a indústria deverá crescer de US$ 1,3 trilhão para US$ 1,7 trilhão até 2014. “O cenário de incerteza econômica não fez nada para diminuir o ritmo de mudanças, que já é bem mais rápido do que o previsto há 12 meses”, diz o relatório da consultoria.

A América Latina foi a região que apresentou maior crescimento no setor nos últimos cinco anos. Em 2009, ano em que os investimentos diminuíram na maior parte das regiões, a América Latina apresentou crescimento de 3,9%. A outra região que teve expansão foi a da Ásia-Pacífico, com crescimento de 1,3%.

A previsão é de que a região Ásia-Pacífico cresça a um ritmo de 6,4% ao ano até 2014, mas quando o Japão não é levado em conta, o número sobe para 9,2%. Segundo a Pricewaterhouse, o ritmo de expansão está diminuindo no Japão, onde já foram registradas algumas “revoluções” - a explosão dos telefones celulares, por exemplo, já ocorreu no país, que responde por 53% dos gastos globais com acesso móvel à internet em 2009.

Dos 12 maiores países que deverão crescer nos próximos cinco anos, de acordo com o estudo, o Japão tem a tendência de apresentar o menor crescimento, com apenas 2,8% ao ano. Outros países ainda estariam no início de sua curva de crescimento, diz a consultoria.

O grupo inclui países da Europa, do Oriente Médio e da África e deve crescer a uma taxa de 4,6%. Na América Latina, o setor deverá se expandir a uma taxa de 8,8% ao ano. A região da América do Norte – o maior mercado, avaliado em US$ 460 bilhões em 2009 - deverá ter crescimento mais lento, com uma taxa estimada de 3,9% ao ano.

Na América Latina, o setor foi avaliado em US$ 50 bilhões em 2009, sendo que o Brasil responde por US$ 23 bilhões desse valor.

O relatório da Pricewaterhouse Coopers analisa e faz previsões sobre 13 segmentos da indústria do entretenimento em quatro regiões do globo: América do Norte (que inclui Estados Unidos e Canadá), Emea (Europa, África e Oriente Médio), Ásia-Pacífico e América Latina.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: Agência Brasil


Publicado em: 15/06/2010

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quarta-feira, 9 de junho de 2010

França e Itália disputam contrato de pelo menos US$ 5 bilhões para fornecer fragatas e navios de patrulha para a Marinha

O mar deverá ser o palco da mais acirradas batalha entre Itália e França pelo mercado brasileiro de defesa. A peleja será travada em torno dos planos da Marinha de comprar de três a cinco grandes fragatas, com custo ao redor de US$ 500 milhões por unidade. Também devem fazer parte da encomenda outros 14 navios de patrulha de médio porte, ao preço médio de US$ 100 milhões cada.

Somando-se todos os custos com fabricação, sistemas, armas,munição, treinamento e manutenção, o custo total deve superar US$ 5 bilhões ao longo dos anos. Segundo uma fonte militar, a tendência é de que a força naval faça uma escolha internamente ao invés de abrir uma concorrência externa. A operação deve ser anunciada até o final do ano.

Tanto franceses quanto italianos planejam oferecer à Marinha um novo e avança do tipo de navio conhecido como Fremm, sigla para Fregata Europea Multi-Missione. Trata-se de um projeto conjunto entre os dois países para uma embarcação que consiga executar ao mesmo tempo missões contra aviões, submarinos e outros navios. Com armamentos avançados, sonares de última geração e um design que oferece baixa visibilidade ao radar, a Fremm é considerada um dos conceitos navais militares mais importantes dos últimos anos.

A diferença entre as duas ofertas estará no preço e na origem dos equipamentos. Se a França levar a melhor, os navios serão feitos pela fabricante Armaris, com sensores locais. Caso os italianos vençam a encomenda, as fragatas serão inicialmente construídas pelos estaleiros Fincantieri — e posteriormente em instalações nacionais—e equipados com sistemas eletrônicos e de armas da Selex Sistemi Integrati, que pertence ao grupo Finmeccanica. ―O Fremm é um excelente projeto. É simples e pode ser facialmente adaptado às necessidades de cada país devido à sua construção modular.
Achamos que nossa proposta será mais atraente‖, garante Pier Francesco Guarguaglini,CEO do grupo italiano de defesa.

Os novos navios são parte fundamental do projeto da Marinha de proteger as plataformas que irão extrair o petróleo da camada pré-sal e patrulhar a região de entrada do rio Amazonas, que deverá receber uma nova esquadra – cuja a base está sendo disputada por diversos estados da região, especialmente o Maranhão e o Pará. A expectativa dos militares é que o próprio combustível vindo do fundo do mar ajude a financiar as compras navais. Com as aquisições, ―o Brasil se consolida como o país mais quente do setor naval no momento, segundo o gerente regional da fabricante de peças de artilharia e blindados Oto Melara, Gianfranco Pazienza.

Domínio francês
Nos últimos anos, a Marinha se tornou a grande porta de entrada para equipamentos franceses nas forças armadas brasileiras, principalmente após a aquisição do porta-aviões São Paulo — que servia na marinha francesa —, em2000. De lá para cá o país dominou as vendas de equipamentos, que culminaram no ano passado com o anúncio da encomenda de quatro submarinos avançados da classe Scorpène, além do desenvolvimento conjunto de um submarino movido a propulsão nuclear.
Para reverter esse quadro, Marina Grossi, CEO da Selex Sistema Integrati, investe na experiência. A empresa atua junto ao Brasil desde a década de 1970, quando forneceu radares para aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). Mais recentemente, na área naval, atuou na modernização de fragatas da classe Niterói e de corvetas da classe Barroso. Agora está abrindo uma unidade no Rio de Janeiro.
―O novo centro carioca não é atrelado ao resultado da venda das fragatas. Existem muitas outras oportunidades no Brasil, avisa.
―Mas, em qualquer caso, faremos a transferência integral da tecnologia, completa.
Protegendo os mares
Outra grande ambição dos italianos é a participação no programa de proteção naval do país. A Marinha pretende implantar um sistema para vigiar toda a movimentação que ocorre na faixa naval que vai da costa até a 200 milhas navaispodendo chegar a 350 milhas, dependendo de uma resolução estudada pela Organização das Nações Unidas (ONU)da chamada zona econômica exclusiva, uma região que concentra o pré-sal e a maior parte das riquezas marítimas do país.

O sistema que protegerá a região conhecida como Amazônia Azul será complexo: vai processar em um centro, em tempo real, as informações vindas de radares instalados ao longo da costa, a bordo de navios, aviões, helicópteros e plataformas de petróleo, e talvez até mesmo de satélites. O objetivo da Selex Sistemi Integrati é criar uma infraestrutura onde os dados vindos de todas essas diferentes plataformas com equipamentos de vários países diferentes conversem entre si e sejam oferecidos aos operadores de modo unificado.

―Podemos fazer os radares propriamente ditos em conjunto com outras empresas da Finmeccanica, ou então fazer a integração de informações. A opção fica a cargo dos clientes, finaliza Marina.

Canhão embarcado usa munição inteligente

Os canhões embarcados também fazem parte da oferta italiana. O destaque vai para as torres com peças de artilharia fabricadas pela Oto Melara. São canhões de fogo rápido

a cadência é de até 2 disparos por segundo , os únicos modelos no mundo com sistema de munição inteligente. O modelo Dart coloca aletas de direção nos projéteis, que podem então ser guiados contra alvos, além de oferecem uma defesa contra ataques de foguetes. Na prática, o sistema transforma a munição em pequenos mísseis, como explica o gerente regional Gianfranco Pazienza.

“Ferrari dos torpedos” é a arma secreta dos italianos no oceano

Mísseis antinavio também fazem parte do pacote oferecido para as novas fragatas brasileiras

A área de torpedos é considerada estratégica pelos italianos para tentar afundar a predominância francesa na marinha brasileira. A ideia é que, com a compra dos novos submarinos franceses Scorpène, o Brasil terá que modernizar seu estoque de armas, atualmente baseado em modelos americanos já obsoletos. A grande aposta da Whitehead Alenia Sistemi Subacquei (WASS) é o torpedo pesado Black Shark, definido como ―a Ferrari dos torpedos pelo diretor Renzo Lunardi.

―É uma arma que usa sistemas de sonar passivo até a poucos quilômetros do alvo, então não pode ser detectada até que seja tarde demais, afirma.

O potencial financeiro do negócio é elevado: o preço por unidade está em torno de € 2 milhões.

Multiplicando as cerca de 20 unidades que serão necessárias para uma frota de oito submarinos, chegase ao total mínimo de 160 torpedos para o Brasil, sem contar os que serão utilizados nos navios e os que ficarão em estoque. Uma eventual encomenda não sairia por menos de € 500 milhões.

Armamentos navais também são o foco da oferta que outra empresa do grupo, a MBDA, pretende fazer ao Brasil. Uma das três grandes companhias globais na área de mísseis, a MBDA vê na expansão da frota brasileira uma oportunidade de ampliar sua presença no mercado sulamericano, onde já está presente na Argentina, no Peru, na Venezuela e no Equador. O próprio Brasil usa atualmente os

mísseis antiaéreos Aspide, fabricados pela até então Selenia.

―Mas agora queremos entrar no mercado dos mísseis antinavio, especifica o consultor Giuliano Cottini. O objetivo é vender os modelos Otomat, de longo alcance, lançado por navios, e as unidades leves do tipo Marte, disparados a partir de helicópteros. Mais uma vez, porém, os italianos terão que superar a concorrência francesa, que já opera na marinha brasileira com os modelos Exocet.

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