sábado, 15 de maio de 2010

NAVIO BALIZADOR "FAROLEIRO MÁRIO SEIXAS" EM MONTEVIDÉU


El Navío balizador “Faroleiro Mário Seixas”, de la Marina de Brasil, visitará el Puerto de Montevideo para participar del aniversario del “Servicio de Oceanografía, Hidrografía y Meteorología de la Armada de la República Oriental del Uruguay”.
La embarcación fue construida en 1962, en Vigo, España, y recibida por el Servicio de Señalización Náutica del Sur (SSN-5) el 14 de noviembre del mismo año.

Su misión básica es realizar le mantenimiento y la inspección del balizamiento marítimo para la seguridad de la navegación en las aguas bajo la jurisdicción del Comando 5º Distrito Naval, situado en la región sur de Brasil.

Actualmente el navío es subordinado al Servicio de Señalización Náutica del Sur, con sede en la ciudad de Paranaguá, Estado de Paraná.

Características generales:

Nombre: Navío Balizador “Faroleiro Mário Seixas”

Indicativo Visual: H-26

Largo: 35,45 m

Boca: 6,65 m

Desplazamiento: 234 ton.

Calado máximo: 4,8 m

Velocidad máxima: 9,5 nudos

Velocidad crucero: 8 nudos

Autonomía: 1.400 MN

Tripulación: 19 personas

Para más informaciones sobre el navío, visite la página de la Marina de Brasil, http://www.mar.mil.br/

Chancelaria iraniana fala em chances de acordo nuclear mediado por Lula


A chancelaria iraniana falou neste sábado em favor das chances de um acordo sobre a troca de combustível nuclear. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou neste sábado ao Irã para uma visita crucial para o país do Oriente Médio. A expectativa é grande já que Lula, extremamente otimista, acredita na possibilidade de convencer o Irã a aceitar o acordo proposto por potências do Ocidente sobre seu programa nuclear.

Os EUA e alguns de seus aliados acusam o Irã de desenvolver um programa nuclear com fins militares, mas Teerã defende que a finalidade é pacífica e se recusa a negociar. Os EUA pressionam por uma quarta rodada de sanções do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) contra o país do Oriente Médio.

Proposta

Lula planeja pressionar os líderes iranianos a rever uma proposta sob a qual o Irã enviaria urânio baixamente enriquecido a outro país e, em retorno, receberia urânio altamente enriquecido -- um plano que fracassou em outubro do ano passado.

"Sobre as negociações, creio que as condições conduzem para o alcance de um acordo sério sobre a troca", disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast, à agência de notícias iraniana Irna.

Ele também afirmou que "o tempo para trocar o combustível nuclear do reator de Teerã é iminente", e que um acordo sério estava prestes a ser alcançado sobre "quando e em que quantidade" a troca seria feita, informa a TV iraniana Alalam, em seu site.

O acordo foi interrompido em outubro, quando o Irã insistiu em realizar a troca em seu próprio território. O Brasil e a Turquia, ambos membros não permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), ofereceram-se para mediar as negociações e tentar convencer o Irã a rever a oferta.

Os Estados Unidos e países aliados estão em negociação para impor uma quarta rodada de sanções da ONU ao Irã. Washington acusa Teerã de tentar ganhar tempo ao aceitar a proposta de mediação de Lula.

O Brasil já apresentou uma proposta segundo a qual o Irã trocaria urânio pouco enriquecido por combustível nuclear na Turquia, país que tem estreitos laços tanto com Ocidente como com o Oriente Médio. O Irã enviaria urânio ao exterior e o receberia de volta enriquecido a 20%, nível suficiente para fins pacíficos.

Segundo a imprensa iraniana, Ahmadinejad disse que aceitou "em princípio" a proposta de Lula durante uma conversa telefônica com o líder venezuelano, Hugo Chávez.

Agenda

Lula chegou liderando uma delegação de 300 membros para uma visita de dois dias, e foi recebido no aeroporto de Mehrabad, em Teerã, pelo chefe da diplomacia iraniana, Manuchehr Mottaki.

É a primeira visita de um chefe de Estado brasileiro ao Irã, em retribuição à visita do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil em novembro de 2009.

A cerimônia de boas vindas no Palácio Presidencial iraniano está prevista para as 9h locais do domingo (1h30 em Brasília), e na sequência Lula deve ter um encontro a portas fechadas com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, por cerca de uma hora. A reunião depois será aberto a membros das delegações brasileira e iraniana.

O premiê turco não deve estar presente durante o encontro de Lula com Ahmadinejad. "Seria melhor se [Recep Tayyip] Erdogan estivesse fisicamente em Teerã, mas na era das comunicações, há outros meios de manter contato", disse Mehmanparast.

Ao meio-dia (4h30 em Brasília), Lula deve se reunir com o presidente da república e o Líder Supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei. À tarde, Lula se encontra com o Presidente da Assembleia Consultiva Islâmica, Ali Larijani.

Na noite de sábado, Lula participa de um jantar oferecido pelo presidente do Irã. No domingo, Lula participa da Cúpula do G15 e às 12h40 parte para Madri.

Roda de apostas

Durante visita oficial à Rússia, em entrevista concedida no Kremlin, Lula disse que há 99% de chances conquistar um acordo com o Irã durante sua passagem pelo país. Ao seu lado, o presidente russo, Dmitri Medvedev, não foi tão otimista: afirmou que as chances são de 30%.

"Se não chegarmos a um acordo, volto para casa feliz, porque ao menos não fui negligente", disse o presidente.

Considerado um carismático negociador, Lula conta com o apoio da França, Turquia e da Rússia, ainda que comedido, mas os EUA já advertiram que o Irã não leva o encontro a "sério".

Para a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, Lula enfrenta uma "montanha a ser escalada" para tentar persuadir o Irã a limitar suas ambições nucleares.

"Eu disse a meus colegas em muitas capitais do mundo que eu acredito que não teremos nenhuma resposta séria dos iranianos até que o Conselho de Segurança aja", disse ela, referindo-se aos esforços liderados pelos EUA para a imposição de uma quarta rodada de sanções da ONU contra o Irã.

O porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, P.J. Crowley, disse que se o Irã não mudar seu comportamento após a visita de Lula, o país deverá pagar o preço.

"Neste ponto acreditamos que deverá haver consequências por um fracasso em responder", disse Crowley.

Análise

Especialistas ouvidos pela agência France Presse indicam que o Brasil chega ao encontro em Teerã com mais chances de se inserir como um ator de peso nas relações internacionais do que em Jerusalém, quando Lula tentou servir como mediador do conflito entre israelenses e palestinos.

O apoio russo,francês e turco deve ser um diferencial, apesar de os EUA deixarem claro que não acreditam que o encontro resulte em solução alternativa às sanções.

Para Sabrina Medeiros, professora de Relações Internacionais da Escola Naval de Guerra do Rio de Janeiro, o Brasil toma uma iniciativa que é "coerente" com as prioridades estratégicas do país, com mais chances de sucesso do que em outros esforços diplomáticos anteriores.

Ao contrário do que ocorreu com a viagem de Lula a Israel e aos territórios palestinos, neste ano, desta vez o presidente conta com o apoio de líderes importantes, como o presidente francês Nicolas Sarkozy, que já expressou suporte "integral" à iniciativa brasileira.

Às reuniões com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, Lula não deve levar nenhuma solução "nova". Os esforços são de tentar convencer o país a aceitar as propostas que já estão em jogo.

O presidente "não levará ao Irã nenhuma proposta nova. O que Lula deseja é ajudar em um processo de diálogo que possa levar a um acordo", disse o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach.



Ministério da Defesa entrega medalhas pelo Dia da Vitória




Brasília, 12/05/2010
- O Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, representando o Ministro da Defesa, coordenou nesta quarta-feira (12/05), no Monumento Nacional em Homenagem aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro, a cerimônia do Dia da Vitória. Durante a solenidade, 323 personalidades, entre civis, militares e instituições, foram agraciadas com a Medalha da Vitória.


O Dia da Vitória rememora, todos os anos, os principais feitos das Forças Armadas Brasileiras durante a Segunda Guerra Mundial, terminada há 65 anos. Pela primeira vez, em uma cerimônia pública do Ministério da Defesa, a Banda Sinfônica e Coro do Corpo de Fuzileiros Navais tocou o Hino da Defesa.

Entre os homenageados encontram-se 21 servidores civis mortos no acidente com o Veículo Lançador de Satélites (VLS-1), na base de lançamento de Alcântara, em 2003. Receberam igualmente a medalha os 16 militares da Força de Paz no Haiti (Minustah), falecidos naquele país durante o grande terremoto de 12 de janeiro de 2010.

A comenda foi dada a 33 associações, empresas ou personalidades que auxiliaram as vítimas do terremoto no Haiti. Quatro organizações militares foram homenageadas por relevantes serviços: International Military Sports Council (Cism), Comando do 2º. Esquadrão de Escolta, 11º. Batalhão de Engenharia de Construção e Base Aérea de Natal.

A Medalha da Vitória, criada em 2004, destina-se a agraciar militares das Forças Armadas, civis nacionais, militares e civis estrangeiros, policiais e bombeiros militares e as organizações militares e instituições civis nacionais que tenham contribuído para a difusão dos feitos da Força Expedicionária Brasileira e dos demais combatentes brasileiros durante a 2ª. Guerra Mundial.

Destina-se também a homenagear personalidades que participaram de conflitos internacionais na defesa dos interesses do País, integraram missões de paz, prestaram serviços relevantes ou apoiaram o Ministério da Defesa no cumprimento de sua missão Constitucional.



sábado, 8 de maio de 2010

08 de Maio Dia da Vitória

Há exatos 65 anos, o mundo celebrava a rendição incondicional das forças nazifascistas,
marcando o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa e abrindo o caminho para a capitulação japonesa alguns meses depois. Era o triunfo da liberdade sobre a opressão, do diálogo
sobre a conquista, da democracia sobre a tirania.

A invasão da Polônia pela Alemanha, em 1939, dera início ao conflito. Ao longo de quase seis anos, a guerra propagar-se-ia por céus, terras e mares de todos os continentes. Tragaria nação
após nação na espiral de violência deflagrada pelo projeto de poder totalitário do Eixo Berlim - Tóquio - Roma. Governos e povos livres, as mais das vezes traiçoeiramente
atacados, unidos pelo ideal de salvaguardar o direito de autodeterminar seus destinos,
aliaram todo seu potencial político, econômico, psicossocial e militar para restabelecer o
equilíbrio na arena internacional. Sua voz e sua força se fizeram sentir do Atlântico ao
Pacífico, dos campos e montanhas da Europa às selvas do Sudeste Asiático, dos desertos da
África ao milenares sítios do Oriente Médio. O preço para dobrar a vontade dos
agressores seria enorme. Cerca de 70 milhões de vidas militares e civis seriam sacrificadas,
milhões de famílias seriam dilaceradas e muitos países seriam devastados. As relações de poder entre as nações jamais seriam as mesmas. O afundamento de navios mercantes brasileiros em nossas próprias águas jurisdicionais calou fundo na alma nacional. O
povo passa a exigir do governo uma resposta à altura da agressão.
Em defesa da honra, da soberania e dignidade nacionais, mas também em nome da
liberdade e respeito entre as nações, o Brasil rompe sua neutralidade inicial
a partir de agosto de 1942, declarando guerra ao Eixo. A participação brasileira no evento

foi expressiva. No campo político, cedeu para o emprego aliado bases aéreas no Nordeste que, por sua estratégica posição no hemisfério, constituiriam o “Trampolim da Vitória”
dos aliados no Atlântico Sul e no norte da África. No campo econômico, forneceu materiais estratégicos indispensáveis ao complexo industrial aliado. Na dimensão militar, enviou para
o teatro europeu um contingente de 25.000 combatentes. Ainda que empregada em terreno
montanhoso, sob os rigores de um inverno que nunca havia conhecido e contra um
inimigo audacioso, combativo e muito bem instruído, a Força Terrestre não desmereceu a
confiança nela depositada pela Nação. Nossos pracinhas driblaram toda sorte de obstáculos,
bateram-se com bravura e venceram com glória. Escreveram com sangue uma das mais
relevantes páginas da nossa História Militar, vivenciando na plenitude a estrofe de nosso
Hino Nacional: “... verás que um filho teu não foge à luta, nem teme quem te adora a própria morte... ’’. As demais Forças Armadas não brilharam menos nas operações. A Marinha e a Força Aérea contribuíram decisivamente para a conquista dos objetivos brasileiros na guerra.
Às nossas forças navais couberam as tarefas de defesa de nosso vasto litoral contra as incursões
inimigas e de escolta de comboios em grande trecho do Atlântico. Seu desempenho
foi alvo de repetidos elogios, sendo qualificada como modelo de eficiência,
regularidade e boa execução pelo comando da esquadra norte-americana. A FAB destacou-se no patrulhamento aéreo de nosso litoral e no heróico desempenho da Esquadrilha de
Ligação e Observação e do 1º Grupo de Aviação de Caça nos céus da Itália. Ao lendário “SENTA A PUA!” competiu apoiar o avanço das forças terrestres em operações, contribuir no isolamento
do campo de batalha pela interrupção sistemática de eixos rodoferroviários, bem como cooperar com a interdição da indústria e instalações militares do inimigo. O tributo pago pela Pátria à causa da liberdade não foi baixo. Entre civis e militares, 1889 vidas, 34 navios e 22 aviões
compuseram o acervo de perdas que, longe de comprometer a vontade nacional e seu ânimo guerreiro, fortaleceu sua determinação de perseguir a vitória e legar-nos um país soberano.
Os dias de hoje, não obstante os sacrifícios dos que nos antecederam, ainda não são caracterizados pela igualdade entre os povos e pela solução pacífica das controvérsias. As
chamadas “novas ameaças” - como o terrorismo e os crimes transnacionais - desafiam a capacidade de resposta articulada dos Estados. Extremismos de toda ordem ressurgem, reciclando fórmulas comprovadamente ineficazes, mascarando a ânsia por dominação. Cenários de disputa por recursos naturais progressivamente escassos desenham-se no horizonte.
Em face da conjuntura, dos cenários e da crescente importância do Brasil na comunidade mundial, não pode a Nação descurar da sua segurança. Não podem as Forças
Armadas, parcela fardada a quem foi delegada o monopólio da força, descurar de sua capacitação para preservar os interesses maiores do País e sobrepujar ameaças que atentem contra sua
soberania, quando a Pátria assim o determinar. Para a esmagadora maioria da população brasileira, a Segunda Guerra Mundial é, felizmente, um episódio desligado de suas experiências pessoais. Entretanto, é fundamental que não seja esquecida a herança daqueles que empenharam suas vidas para assegurar as nossas vidas e os nossos valores. A eles,
nosso eterno reconhecimento, nossa gratidão e, acima de tudo, nosso compromisso de honrar seus exemplos inspiradores, pela incansável vigilância, pela qualidade do nosso preparo e de
nossa prontidão para o cumprimento da nossa missão.

Dia da Vitória - PARANÁ

Os paranaenses que estiveram pela Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial celebraram antecipadamente os 65 anos do Dia da Vitória, data em que os alemães se renderam e o conflito foi encerrado. A cerimônia aconteceu ontem na Praça do Expedicionário, em Curitiba. O Dia da Vitória ocorreu em 8 de maio de 1945.


No evento estavam presentes, além dos pracinhas, familiares e representantes das Forças Armadas. Do total de expedicionários brasileiros que lutaram junto dos países aliados, 1.542 eram paranaenses. Vinte e oito deles não voltaram para casa, entre eles o sargente Max Wolf Filho, morto no dia 12 de abril de 1945.

O Dia da Vitória representou muito para a paz mundial e ficou marcado em cada um dos brasileiros que esteve na Europa durante o conflito. “Não podemos deixar esta data cair no esquecimento.

O Dia da Vitória não faz parte apenas da história do Brasil, mas da história mundial. Estes são nossos heróis mundiais”, afirma Valderez Archegas Ferreira, presidente da Legião Paranaense do Expedicionário e filha do coronel Persio Ferreira, já falecido.

O pracinha Geraldino Werner, um dos voluntários da Força Expedicionária Brasileira, lembra perfeitamente como foram os últimos momentos da Segunda Guerra Mundial. Ele estava no segundo ataque em Monte Castelo.

“Do dia 20 para 21, uma patrulha ‘suicida’ fez o reconhecimento do Monte Castelo, para depois o batalhão avançar. Eu chamo de suicida porque não sabíamos o que tinha pela frente. Nesta perdemos dois homens”, relembra Werner.

O ex-combatente ficou 76 dias na neve, sem tomar banho, para conseguir a meta traçada. Werner escreveu uma biografia, que está no Museu do Expedicionário de Curitiba.

O espaço também abriga suas medalhas e diploma. O museu fica na Praça do Expedicionário, no bairro Alto da XV, e possui um rico acervo, como fotografias, filmes, mapas, uniformes, armas, livros e ilustrações sobre a participação brasileira na guerra. O Museu do Expedicionário está aberto ao público, com visitação de terça à sexta-feira, das 10h às 12h e 13h às 17h; sábados e domingos, das 13h às 17h.

Quem sou eu