terça-feira, 27 de abril de 2010

Irã deve mostrar à comunidade internacional que seu programa nuclear é pacífico, sugere Amorim

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O governo do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, deve mostrar à comunidade internacional que seu programa nuclear tem fins pacíficos e não há elementos que justifiquem as suspeitas de produção de armamentos. A sugestão foi feita pelo ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, nos encontros políticos e técnicos que manteve em Teerã desde ontem (26).

“Todas as nações, incluindo o Irã, têm o direito de fazer uso pacífico da energia nuclear”, afirmou Amorim, ao final de uma série de reuniões políticas na capital do Irã, segundo a agência oficial de notícias iraniana, a Irna. De acordo com ele, eventuais sanções contra o Irã ameaçam a sociedade do país como um todo. “Não há resultado positivo algum nisso [na imposição de sanções]”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, Manouchehr Mottaki, disse hoje (27) que iranianos e brasileiros são “dois grandes jogadores internacionais que podem desempenhar um papel chave no estabelecimento da paz e da segurança internacionais”.

Amorim chegou ontem a Teerã para uma visita de dois dias. O chanceler foi enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também orientou que ele visitasse Moscou (Rússia) e Istambul (Turquia). O objetivo é traçar uma estratégia em busca de negociações com eventuais parceiros para que o Irã não seja submetido a sanções por parte do Conselho de Segurança das Organização das Nações Unidas (ONU). Lula irá para o Irã no dia 15 e ficará no país até o dia 17.

Segundo Amorim, as pressões estrangeiras não vão surtir efeito sobre a atuação do governo Lula em favor do desenvolvimento do programa nuclear iraniano. “O Brasil é país independente e que não é influenciado por qualquer elemento estranho”, disse o chanceler, segundo a Irna.

Nos últimos dias aumentou a pressão liderada pelo governo dos Estados Unidos para aprovar no Conselho de Segurança da ONU sanções contra o Irã. Para os norte-americanos, o programa nuclear daquele país inclui de forma secreta a fabricação de armas atômicas. O presidente Ahmadinejad nega as suspeitas.

Edição: Juliana Andrade

Fonte: Agência Brasil



Publicado em: 27/04/2010

Ataques suicidas na Rússia revelam xenofobia contra os tchetchenos

Estudante Lilya Paizulayeva, de 26 anos, é exemplo do problema.
Ela e outros que moram em Moscou temem retorno das arbitrariedades.

Michael Schwirtz Do New York Times, em Moscou

Lilya Paizulayeva entrou no metrô, ansiosa, tentando manter distância da multidão e dos policiais recém-alocados ali, fortemente armados. Ela se encolheu ao ouvir o barulho metálico do trem, pressionando-se contra a parede.

Mas Lilya não estava com medo de terroristas suicidas – ela temia ser confundida com uma.

Com seu cabelo preto e grandes olhos escuros, Paizulayeva, jovem de 26 anos nascida na Tchetchênia, tem a aparência típica das pessoas da conflituosa região do norte do Cáucaso da Rússia – de onde, segundo investigadores, duas jovens mulheres viajaram para Moscou para se explodirem na multidão em pleno horário de pico, matando pelo menos 40 pessoas.



Embora para muitos os ataques sejam um lembrete preocupante das mulheres-bomba que aterrorizam a cidade há anos, as mulheres do Cáucaso, especialmente da Tchetchênia, dizem temer a volta das prisões arbitrárias, ataques xenofóbicos e hostilidade declarada que muitas delas sofreram após ataques terroristas similares no passado.

“Psicologicamente, sinto um tipo de alarme”, disse Paizulayeva, que nasceu na capital da Chechênia, Grozny, e fugiu para Moscou em 1995 com a família, quando a guerra começou ali. “Embora eu me vista como uma pessoa local, acho que talvez alguém possa me atacar no metrô”, ela disse. “Esta semana inteira me senti como uma estranha na cidade.”

Embora sejam cidadãos russos, chechenos e outras pessoas do norte do Cáucaso são muitas vezes vistos como estrangeiros na Rússia, especialmente aqui na capital, e frequentemente associados a imigrantes dos países da Ásia Central que antes eram repúblicas soviéticas. A mais de 1.600km de Moscou, a Chechênia tem seu próprio idioma, religião e costumes, assim como uma história de separatismo violento.

Já houve vários relatos de ataques de vingança contra pessoas do Cáucaso após os ataques suicidas no metrô. Recentemente, uma briga explodiu em um trem do metrô quando um grupo de passageiros insistiu em inspecionar as bolsas de várias pessoas que pareciam ser do Cáucaso, segundo o Sova Center, uma organização que monitora a violência xenofóbica.

Ataques contra pessoas de pele e cabelo mais escuro, típicos dos caucasianos, não são incomuns na Rússia.

Porém, são as mulheres, especialmente as chechenas, que são frequentemente associadas a ataques suicidas. Mulheres-bomba, muitas vezes da Tchetchênia, são responsáveis por alguns dos ataques mais mortais na Rússia na última década. As chamadas “viúvas negras” realizaram pelo menos 16 ataques, matando centenas de pessoas.

Como essas mulheres, Paizulayeva sofreu os horrores e perdas da Guerra, mas a similaridade termina aqui. Com seu esmalte de unhas vermelho e botas de cano alto, apenas seu cabelo e olhos pretos a distinguem das muitas mulheres de pele clara e olhos azuis que correm apressadas pela estação de metrô Praça da Revolução. Estudante de jornalismo de uma prestigiada universidade de Moscou, Paizulayeva disse hoje considerar Moscou como sua cidade-natal.

Entretanto, ela nota os olhares nervosos quando entra em um ônibus ou trem. Há um ano, um homem gritou “Chechena!” e a agarrou pelo pescoço enquanto ela andava pelo metrô. Ela conseguiu escapar.
Até alguns conhecidos da faculdade, segundo ela, a tratam com “cautela”.

“Quando esses incidentes ocorrem”, ela disse, “você sente uma frieza”.

Os líderes da Rússia parecem estar tentando minimizar o elemento étnico dos ataques. Recentemente, o presidente Dimitri A. Medvedev reprovou jornalistas e autoridades por se referirem a pessoas do Cáucaso como se elas fossem estrangeiras.

“Não é uma província estrangeira, é nosso país”, disse Medvedev numa reunião no Daguestão. “Um número enorme de pessoas mora aqui, e a maioria delas são pessoas normais, honestas e decentes.”

Porém, o pedido do presidente não impediu que autoridades de menor hierarquia pedissem medidas de segurança mais rígidas focando diretamente em caucasianos. Desde os ataques, houve vários pedidos por um plano proposto por investigadores russos, no começo de março, de coletar amostras de DNA e impressões digitais de todos os moradores da região.

Várias pessoas que monitoram a violência xenofóbica na Rússia disseram que os ataques recentes ainda não provocaram o aumento do sentimento anti-tchetcheno que muitas vezes acompanhou os ataques anteriores, nos anos em que ocorreram com maior frequência.

“É diferente do que vimos antes”, disse Svetlana Gannushkina, diretora da Civil Assistance, um grupo de direitos humanos.

“Não vejo as pessoas alarmadas como antes”, disse Gannushkina, acrescentando: “Mas ainda não sabemos o que irá acontecer.”

Mesmo antes dos ataques recentes, os chechenos tinham dificuldades em escapar do estigma associado à sua terra natal depois de tantos anos de violência e difamação.

Até pessoas que não parecem particularmente tchetchenas, como Alshna, uma mulher chechena de 36 anos que se recusou a fornecer seu sobrenome, disseram carregar o estima em seus passaportes, que indicam o local de nascimento.

Uma olhada no passaporte foi o suficiente para negar habitação, emprego e assistência médica, disse Alshna, que mora em Moscou há 15 anos. A diretora de uma escola local se recusou a registrar a filha de Alshna, dizendo temer que a menina pudesse “chegar e explodir tudo.”

“Aqui, a cada dois passos a polícia para e insulta você”, contou Alshna. “Mesmo que sejam pessoas decentes, eles ainda têm muito medo de nós.”

segunda-feira, 19 de abril de 2010

19 DE ABRIL DIA DO EXÉRCITO BRASILEIRO BATALHA DOS GUARARAPES


19 de abril de 1648
Batalha do Guararapes
Nasce o Exército Brasileiro.


Voltemos aos idos de 1600. Portugal, disputando o poder na Europa, mantinha na Colônia mínimo efetivo militar. Difícil fortificar, instruir e defender o vasto litoral e o extenso território. Na população, física e culturalmente diferenciada, éramos europeus, africanos e nativos, descendentes e miscigenados. O açúcar valia ouro no Velho Mundo. De lá, veio uma empresa comercial e poderosa esquadra. Inicialmente expulsa, voltou. Conquistou Recife e ficou por mais de 20 anos em Pernambuco. À pequena milícia uniram-se as lideranças locais: o escravo alforriado Henrique Dias, o chefe indígena Poti, Felipe Camarão e o capitão Antonio Dias Cardoso, entre outros.

Luta sem tréguas

À doutrina de guerra do bravo e experiente opositor, adicionamos práticas de combate e armamentos peculiares. Somamos conhecimentos, inteligência, denodo, coragem e espírito guerreiro. Utilizamos a guerra de movimento e, aliados ao terreno, a surpresa na ação de choque. Mais que tudo, dispúnhamos do forte impulso de solidariedade, anseio de liberdade e sentimento comum de amor à terra. Pela primeira vez, falava-se em pátria. Expulsamos o invasor de Pernambuco. Da união de raças nascia a nacionalidade e, com ela, o Exército Brasileiro.

O tempo correu

Hoje, contemplando o passado de glórias e sacrifícios, compreendemos e valorizamos a vida castrense, seu potencial e sua energia. Pusemos labor intenso e aplicada lucidez em cada fase da História. Enfrentamos mudanças e desafios necessários. Olhamos em frente. Construímos, no presente de cada tempo vivido, com descortino e otimismo, o futuro de grandeza, ordem e prosperidade. O século XXI exige respostas rápidas aos prováveis conflitos e uma prontidão eficaz para a oportuna projeção do poder do Estado. Importa uma organização moderna, com suporte tecnológico, flexível, aberta às inovações e pronta para incorporar novos conhecimentos e técnicas ao já consolidado arcabouço de valores, disciplina e hierarquia.

Ao longo de quase quatro séculos, estivemos voltados para a missão, substancialmente nascida em Guararapes, afirmada na Independência, confirmada no Império, exaltada nas lutas internas e externas e manifestada, com orgulho e certeza de seu cumprimento, nas constituições da República.

Somos uma força que não se confunde com a violência, porque reside nos valores consagrados pelos que laboram, confiantes, competentes e determinados, colocando acima dos interesses pessoais o bem da Instituição e do Brasil. Distantes das paixões que apequenam, dos desejos que subvertem e corrompem, nos revigoramos nos relacionamentos afetivos, leais e fraternos que mantemos com toda a sociedade brasileira.

Aniversariamos uma Força que não brilha, prepotentemente, no olhar da autoridade, porquanto o luzeiro é o da consciência de grandeza, que implica humildade e simplicidade; que não distancia intelecto e espírito, razão e emoção; que combate sem ódio e respeita o próximo. Essa é tua força, soldado, exemplificada pelos verdadeiros heróis do passado e por tantos, atuais e anônimos, da ativa e da reserva, fardados ou não, que realizam com seriedade, responsabilidade e eficiência, a parte que lhes cabe na construção do progresso e na defesa do Brasil.

Autor: Gen Ex Gleuber Vieira
Comandante do Exército

"...resolvidos estavam de tirar a Pátria de tão forte cativeiro ou morrer na demanda..."
("O Valeroso Lucideno", do Frei Manvel Calado)





sexta-feira, 9 de abril de 2010

Pressionado, Irã promete mostrar 'terceira geração' de centrífugas nucleares.

Anúncio deve ser feito pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad.
Comunidade internacional estuda novas sanções contra o país.

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, vai apresentar nesta sexta-feira (9) a "terceira geração" de centrífugas do país, capazes de enriquecer urânio mais rapidamente, segundo a Agência Iraniana de Energia Atômica.

"O Irã vai mostrar a terceira geração de centrífugas, com um poder de separação dez vezes maior que o da primeira", disse Ali Akbar Salehi durante discurso.

As centrífugas são utilizadas para o enriquecimento de urânio, que pode servir tanto como combustível nuclear para produzir energia como para fabricar uma arma atômica.
O anúncio deve ocorrer ao mesmo tempo que as potências estudam impor novas sanções ao regime de Teerã por conta de seu programa nuclear.

Os países ocidentais suspeitam que o Irã desenvolve em segredo um programa nuclear com fins militares, o que Teerã nega, insistindo no fato de ter direito a desenvolver um programa apenas com fins energéticos.


sábado, 3 de abril de 2010

Medalha Marechal Trompowsky



Criada pelo Decreto nº33.245 de 08 de junho de 1953.

O Instituto dos Docentes do Magistério Militar resolveu conferir a Medalha Marechal Trompowsky ao Sr. Matheus de Athaides Firmino, por ter se destacado em relevantes contribuições ao ensino nos Estabelecimentos de Ensino das Forças Armadas, à Educação e à Cultura Nacional.

Quem sou eu