domingo, 28 de março de 2010

Família Real da Suécia visita a Amazônia

São Gabriel da Cachoeira (AM) – Nos dias 27 e 28 de março, o Comandante do Exército, General Enzo, acompanha o Rei Carlos XVI Gustavo e a Rainha Silvia, da Suécia, que visitam a Guarnição de São Gabriel da Cachoeira.

:: Atividades do dia 27 de março

– Recepção ao Rei da Suécia, Carlos XVI Gustavo. (Foto: Maj Gilvan)






FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA


Há 65 anos, num 2 de maio, terminava a aventura da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na 2ª Guerra Mundial. A atuação dos pracinhas durou sete meses e dezenove dias, no norte da Itália. No início, imperou a inexperiência, além de um frio de 19 graus abaixo de zero. Apesar disso, a FEB conseguiu importantes vitórias, como a tomada do Monte Castello, em 21 de fevereiro de 1945.
Em números:

Força total: 25.445
Mortos: 451
Desaparecidos: 23
Inimigos capturados: 20.573

Apesar da dureza das batalhas, relatórios norte-americanos reclamavam de brasileiros que ofereciam cigarros aos prisioneiros alemães. Também era comum encontrar pracinhas dividindo sua comida com civis italianos ou, mesmo sob o fogo dos projéteis inimigos, preparando mingau para crianças famintas nos vilarejos.

sábado, 27 de março de 2010

EUA e Rússia fecham pacto para reduzir arsenais nucleares, anuncia Casa Branca


Tratado substitui os acordos START, da época da Guerra Fria.
Ele vai ser assinado por Obama e Medvedev em 8 de abril, em Praga.

O presidente dos EUA, Barack Obama, e o presidente russo, Dmitry Medvedev, fecharam um acordo para um tratado histórico de redução de armas nucleares durante um telefonema nesta sexta-feira (26), informou a Casa Branca.
Obama e Medvedev irão se encontrar no dia 8 de abril em Praga para assinar o tratado.

"Esse acordo histórico é um avanço na segurança de ambas as nações, e reafirma a liderança norte-americana e russa em nome da segurança nuclear e não-proliferação mundial", disse a Casa Branca em comunicado.

Depois de meses de impasse, um acordo para a substituição do tratado START, do período da Guerra Fria, marcou a mais concreta conquista de Obama em política externa desde que assumiu o cargo, e poderá impulsionar seu esforço de "recomeçar" as relações com Moscou.

O presidente Obama disse que o tratado é o acordo de controle de armas mais abrangente em quase duas décadas, e fortalece os esforços de não-proliferação nuclear mundial.

Os Estados Unidos e a Rússia vêm trabalhando juntos para pressionar o Irã a cumprir com suas obrigações internacionais, disse Obama.

"Com esse acordo, os Estados Unidos e a Rússia -- as duas maiores potências nucleares no mundo -- também enviam um sinal claro de que pretendemos liderar. Ao confirmar nossos próprios compromissos sob o Tratado de Não-Proliferação (Nuclear), nós fortalecemos nossos esforços mundiais de impedir a disseminação das armas, e garantir que outras nações cumpram com suas próprias responsabilidades", disse Obama.

Ele disse que aguardava ansiosamente para trabalhar junto com colegas democratas e republicanos no Congresso para ratificar o novo tratado.

Irã e Coreia do Norte

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse que o acordo transmitirá ao Irã e à Coreia do Norte, países envolvidos em impasses nucleares com o Ocidente, uma mensagem sobre seu compromisso em impedir a proliferação nuclear.

Obama e Medvedev pretendem assinar o novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas, que virá substituir um tratado de 1991 cuja vigência terminou em dezembro, em 8 de abril em Praga, capital da República Tcheca, antigo satélite soviético que hoje faz parte da Otan.

Essa data é próxima do aniversário do discurso proferido por Obama em Praga no ano passado, anunciando sua visão de eventualmente livrar o mundo de armas nucleares, e vai ajudar a criar ímpeto para uma segunda cúpula sobre segurança nuclear da qual Obama será anfitrião em Washington entre 12 e 14 de abril.

A Casa Branca disse que o novo tratado não restringirá os programas americanos de defesa antimísseis, que vinham representando um obstáculo nas negociações, devido às objeções da Rússia a esses planos.

Obama ainda enfrentará uma luta no Senado norrte-americano para a ratificação do tratado, em um momento de rancor partidário na esteira da disputa acirrada que terminou com a aprovação pelo Congresso de sua reforma da saúde.

Ele disse que vai trabalhar estreitamente com outros democratas e com a oposição republicana para obter a aprovação pelo Senado do tratado, que requer uma maioria de dois terços para ser ratificado.

O novo pacto pode fortalecer Obama politicamente, garantindo a ele uma importante vitória na área da política externa, que virá somar-se à vitória na política doméstica que ele teve esta semana quando sancionou a reforma da saúde.

Negociadores russos e norte-americanos vinham há quase um ano tentando conseguir um pacto para dar continuidade ao START. Eles perderam o prazo final de 5 de dezembro, quando terminou a vigência do START I.

Leia a Matéria completa em www.g1.com.br

Comandante da Marinha participa de Reunião da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa


Representantes dos países que participaram da reunião

O Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, esteve em Portugal para participar da 1ª Reunião Formal dos Ministros do Mar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

A reunião, realizada no dia 21 de março, contou com as presenças dos responsáveis pelos Assuntos do Mar de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guné-Bissau, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Moçambique foi representado pelo Embaixador de Moçambique em Portugal. Na reunião, foram discutidas a Estratégia da CPLP para os Oceanos e algumas iniciativas específicas para a concretização da mesma.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Governo Serra homenageia personalidades com Ordem do Ipiranga

Lista de agraciados reúne comandantes das Forças Armadas


Uma grande homenagem aos cidadãos que tem prestado notória contribuição ao país e ao Estado de São Paulo. É com este espírito que o Governo entregou a Ordem do Ipiranga nesta quinta-feira, 4, no Palácio dos Bandeirantes. Desta vez a honraria, uma distinção estadual iniciada pelo governador Abreu Sodré em junho de 1969, foi entregue aos comandantes das Forças Armadas.

Foram agraciados no grau de Grã-Cruz o general de exército Enzo Martins Peri, comandante do Exército Brasileiro; o almirante de esquadra Júlio Soares de Moura Neto, comandante da Marinha Brasileira; e o tenente brigadeiro do ar Juniti Saito, comandante da Aeronáutica Brasileira. Titulares da esfera estadual paulista também receberam condecorações. Foram eles o general de exército Antônio Gabriel Esper, comandante do Comando Militar do Sudeste; o vice-almirante Arnaldo de Mesquita Bittencourt Filho, comandante do 8º Distrito Naval; e o major brigadeiro do ar Paulo Roberto Pertusi, comandante do IV COMAR.

A Ordem do Ipiranga é destinada a personalidades com elevado destaque numa área e que defendam valores paulistas e nacionais. A ordem é honorífica, ou seja, não se trata de um título nobiliárquico, que se transmite de geração para geração. A cerimônia de entrega da Ordem do Ipiranga, a única honraria do Estado, contou com a presença do grão-mestre da ordem, o governador José Serra, e seu chanceler, o secretário-chefe da casa civil, Aloysio Nunes Ferreira.

O Almirante-de-Esquadra Júlio Soares de Moura Neto, comandante da Marinha, recebeu a Ordem do Ipiranga no grau Grã Cruz

O General-de-Exército Enzo Martins Peri, comandante do Exército, recebeu a Ordem do Ipiranga no grau Grã Cruz

O Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito, comandante da Aeronáutica, recebeu a Ordem do Ipiranga no grau Grã Cruz



Lula afirma que Brasil foi convidado a contribuir para paz no Oriente Médio

Rio de Janeiro, 22 mar (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que o Brasil foi convidado a contribuir com as possíveis negociações de paz no Oriente Médio e ajudar com sua experiência como país onde convivem pacificamente milhares de judeus e árabes.

"O Brasil pode dar sua contribuição (para a paz), e pode fazê-lo porque as pessoas confiam no Brasil. O país só pode se colocar na crise se for convidado, e nós fomos convidados por Israel, Jordânia e Palestina", destacou Lula em seu programa semanal de rádio.

Segundo o presidente, o país deseja cooperar "porque achamos que o Oriente Médio necessita de paz. Se há um país que pode dar exemplo, é o Brasil, porque aqui temos 10 milhões de árabes e descendentes e 200 mil judeus, todos vivendo em harmonia. Esse é o exemplo que pretendemos levar" à região.

O presidente aproveitou para comentar sobre as negociações que teve com os presidentes israelenses, palestinos e jordanianos durante sua viagem na semana passada.

A visita coincidiu com um agravamento da situação pelo anúncio israelense de construir 1,6 mil casas em Jerusalém Oriental.

Segundo versões da imprensa brasileira, a intenção de Lula de se apresentar como um novo mediador no Oriente Médio não repercutiu por causa da complexidade do conflito e da distância que o Brasil sempre manteve nas negociações.

"É difícil definir qual seria o papel do Brasil porque se trata de um assunto muito delicado", reconheceu Lula.

No entanto, ele ressaltou que "Israel quer a contribuição do Brasil para dialogar com interlocutores com os quais eles têm dificuldades. A Palestina quer a interlocução do Brasil para conversar com outros. E a Jordânia nos pediu para interceder com alguns interlocutores com quem podemos contribuir".

Lula mostrou interesse em cooperar por um entendimento, porque "só a paz pode garantir desenvolvimento econômico, distribuição de renda e justiça social ao Oriente Médio".

Para ele, o Brasil defende que as Nações Unidas teriam que ser o responsável por liderar as negociações, delimitar fronteiras e fazer cumprir um acordo, mas que há um vazio porque a ONU não exerce esse papel.

No entanto, Lula se mostrou otimista sobre um possível acordo. "Não existe nada nesse mundo que não possa ser resolvido. Temos um problema, às vezes até passional, entre palestinos e israelenses, e acho que o Brasil, com sua formação política, história e experiência pacifista pode dar uma contribuição enorme para a paz", garantiu.

Em resposta a setores para os quais o Brasil não deveria se imiscuir no Oriente Médio, Lula insistiu que já "não pode voltar atrás".

"Precisamos dialogar com iranianos, com sírios, com Israel, com palestinos, com o Hamas, com o Hisbolá, com quem esteja em conflito. O Brasil tem que conversar e tentar ajudar a encontrar uma solução", concluiu.

Links relacionados com assuntos militares .

Academia de História e Assuntos Militares:
- http://www.ahimtb.org.br/

Associação dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira:
- www.anvfeb.com.br

Outros:
- http://www.acontinencia.cbj.net
- www.stm.jus.br
- http://www.amazoniaenossaselva.com.br
- http://www.defesanet.com.br
- http://ww.fundacao-parque-osorio.org.br
=

Ministério da Defesa:
- www.defesa.gov.br
- www.esg.br

Marinha do Brasil:
- www.mar.mil.br

Exército Brasileiro:
- www.exercito.gov.br

Força Aérea Brasileira:
- www.fab.mil.br

Ex- Combatentes da II Guerra Mundial recebem homenagem no Congresso

Ex-combatentes da Segunda Guerra Mundial foram homenageados nesta segunda-feira (15) em uma sessão solene no Congresso. A cerimônia foi realizada no Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília. O Major-Brigadeiro-do-Ar Ricardo Machado Vieira representou o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito.

A Força Aérea Brasileira participou da Segunda Guerra Mundial por meio do envio à Itália do Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA), que lutou pela libertação daquele país. No Brasil, aeronaves da FAB ficaram responsáveis pela vigilância da costa brasileira.


Dos 30 ex-pracinhas homenageados, 24 vieram do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Eles chegaram à Base Aérea de Brasília a bordo de uma aeronave C-99 da Força Aérea Brasileira (FAB). Os veteranos de guerra seguiram, então, para o Congresso Nacional em uma carreata com diversos carros utilizados no conflito, entre eles uma Viatura Blindada de Combate M8 pertencente ao 16º Batalhão Logístico de Brasília. O comboio foi escoltado por 10 batedores do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília.

A sessão solene foi coordenada pela Frente Parlamentar Mista de Revalorização Histórica da Força Expedicionária Brasileira, cujos objetivos são homenagear a memória daqueles que tombaram em combate durante a II Guerra Mundial e lutar pela valorização do soldado brasileiro e das Forças Armadas.

“A data é muito importante para nós, pois do efetivo da Força Expedicionária Brasileira (FEB) convocada para ir à Itália, 80% não tinha nem o curso primário. Foram as pessoas mais modestas deste país que participaram efetivamente do conflito. E em termos de guerra, o resultado mais positivo alcançado proporcionalmente foi o dos brasileiros”, afirma o Capitão Divaldo Medrado, representante dos pracinhas na sessão.


Fonte: Ministério da Defesa

Túnel do Tempo - CONDECORAÇÃO ALUSIVA A TOMADA DE MONTE CASTELO

Durante a formatura alusiva à Tomada de Monte Castelo, realizado em 20/02/2006, houve um desfile militar com a participação da Banda Marcial do Colégio Técnico Industrial Prof. Mário Alquati, as 19:00hrs. Em ambiente harmonioso, houve a condecoração de autoridades civis e militares indicados pelo Tenente Coronel Augusto César Martins de Oliveira comandante do 6º Grupo de Artilharia de Campanha com as Medalhas "Sangue de Heróis", "Mérito dos Ex-Combatentes" e "General Zenóbio da Costa". Após o cerimonial foi oferecidos aos convidados um coquetel. Entre os presentes estavam representantes do Comando do 5º Distrito Naval, Comando da Brigada Militar, Vice-Prefeito e representante da Câmara de Vereadores da cidade do Rio Grande e o Prefeito da cidade do Chuí.

Foram condecorados:

Medalha do Mérito dos Ex-Combatentes:

- Cel.QOEM Odiomar Teixeira Cmt do Comando Regional de Policiamento Ostensivo Sul ;

- Ten Coronel Médico Luiz Mário Correa Coutinho - Chefe do Posto Médico de Pelotas;

Medalha Marechal Zenóbio da Costa:

- Ten Cel QOEM Francisco Antonio Mondadori Valle Comandante do Comando Regional de Bombeiros na cidade de Porto Alegre

- Ten Coronel QOEM Rudimar Antonio Valênça Comandante do 17º Batalhão de Polícia Militar na cidade de Porto Alegre

- Sr. Adinelson Troca Secretário Municipal de Agricultura da Cidade do Rio Grande;

- Sr. Eduardo Soares - jornalista

Medalha Sangue de Heróis:

- Sr. Germano Torales Leite Diretor do Jornal Agora; Sr. Luiz Carlos Carvalho - Rede de Supermercados Guanabara.



sábado, 20 de março de 2010

Procurando Nêmesis

Um objeto sombrio pode estar se espreitando nos confins do nosso Sistema Solar e atirando cometas em nossa direção há milhões de anos. Esse objeto seria o responsável pelos eventos de destruição em massa na Terra, bem como pelo tráfego de cometas que aparecem inesperadamente vez ou outra. Mas quem seria essa presença sinistra?

Batizado de Nêmesis, ou estrela da morte, esse objeto seria uma estrela do tipo anã vermelha, mas poderia ser uma anã marrom ou mesmo um planeta com várias vezes a massa de Júpiter.

De onde vem uma ideia tão sinistra como essa? A história é antiga.

Originalmente, a hipótese de existir Nêmesis foi sugerida para explicar os episódios de extinção em massa na Terra. Os paleontologistas David Raup e Jack Sepkoski afirmam que nos últimos 250 milhões de anos a vida na Terra sofreu extinção em ciclos de 26 milhões de anos de período. Alguns astrônomos sugerem que essas catástrofes são causadas por impactos de cometas. Um caso famoso é o impacto de um asteróide há 65 milhões de anos que promoveu a extinção dos dinossauros, ou o evento de Tunguska na Rússia em 1908, com efeito equivalente a uma bomba atômica cem vezes mais poderosa que a de Hiroshima, que e derrubou 80 milhões de árvores, devastando uma área de mais de mil quilômetros quadrados. A sorte, nesse caso, é que a explosão se deu sobre a Sibéria. Fosse na Europa ou nos Estados Unidos…

A questão é que o nosso Sistema Solar é rodeado por uma vasta coleção de corpos gelados chamada de Nuvem de Oort, restos da nuvem que colapsou para formar nosso Sol e, por consequência, os planetas. Se o Sol faz parte de um sistema binário (veja a explicação no diagrama acima), certas configurações nas órbitas do par deveria dar um puxão gravitacional nesse objetos gelados da Nuvem de Oort, arrancando um deles na direção do Sistema Solar. A hipótese do Sol ter uma companheira é estranha, mas não é absurda. Na verdade, mais de um terço das estrelas da nossa Galáxia estão em sistemas com pelo menos duas estrelas. O difícil aqui é provar isso.

Um planeta-anão que está onde não deveria estar
Sedna pode ser uma pista. O planeta-anão Sedna, aquele mesmo que propiciou a discussão e o posterior rebaixamento de Plutão, é um objeto esquisito. Segundo Mike Brown, seu descobridor, ele não deveria estar onde está. Segundo Brown, não há como explicar sua órbita, pois ele nunca está próximo o suficiente para ser afetado pelo Sol, mas também nunca está longe o suficiente para ser afetado pelas outras estrelas. Em suma, o que prende Sedna ao Sistema Solar? Além disso, a maioria dos cometas que chegam ao Sistema Solar interior (para “dentro” da órbita da Terra) parece vir de uma mesma região da Nuvem de Oort.

Esses fatos dão força à hipótese de Nêmesis, que teria de ter entre 3 e 5 massas de Júpiter no mínimo. Para esse limite de massa, ou mesmo para algumas dezenas de vezes a massa de Júpiter, esse objeto seria um planeta massivo ou uma anã-marrom. Em ambos os casos, seria praticamente indetectável no visível, mas muito brilhante no infravermelho. Mesmo Mark Brown já admitiu que esse objeto, se existir, seria muito pequeno, estaria muito longe e seria muito lento. Facilmente ele passaria desapercebido nas suas observações.

Satélite Wise reforça o time
Mas essa história pode mudar. Em janeiro deste ano entrou em operação o satélite Wise da Nasa, que está mapeando o céu todo em infravermelho. Com um campo de visão bem amplo e uma sensibilidade fantástica, o satélite tem por objetivo detectar mil anãs-marrons a distâncias de até 25 anos-luz da Terra. O problema é que, para detectar Nêmesis, será preciso esperar por duas imagens do Wise para que se possa compará-las e identificar o objeto que se moveu de uma para outra. Isso só deve acontecer em meados de 2012 e, ainda assim, leva um ano para analisar as imagens e pedir tempo em telescópios na Terra que possam fazer a confirmação.

Essa história de Nêmesis é bem antiga e controversa, indo e vindo com o passar do tempo. Na verdade, a última vez que eu ouvi alguma coisa sobre o assunto foi há muito tempo – e na verdade para enterrá-lo. Agora ele volta a ser discutido e pode ser efetivamente comprovado em alguns anos. O negócio é aguardar!

Fonte: www.g1.com.br

quarta-feira, 10 de março de 2010

Secretário da ONU anuncia 'revisão' do trabalho científico sobre aquecimento

Para Ban Ki-moon, é preciso ter clareza sobre certezas e incertezas.Painel de especialistas tem sido atacado por erros em relatório.


A Organização das Nações Unidas vai patrocinar uma "revisão independente" do trabalho científico do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), anunciou nesta quarta-feira (10) o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
O anúncio é uma tentativa de estancar as críticas ao trabalho do IPCC, por causa de erros publicados em avaliações oficiais do grupo.
"Temos de definir com clareza tanto o que sabemos quanto as incertezas. Temos de nos comunicar com transparência e debater com inteligência", disse Ban, que também assegurou que "não há provas que refutem a principal conclusão" do IPCC, a de que o homem é responsável pelo aquecimento.

O IPCC (de Intergovernmental Panel on Climate Change) foi criado em 1988. Seu objetivo é usar a literatura científica para avaliar a extensão das mudanças climáticas, e compreendê-las. Outro objetivo é avaliar o potencial da humanidade para adaptar-se às mudanças ou se contrapor a elas. Os pais do IPCC são as agências das Nações Unidas para meio ambiente (Pnuma) e para meteorologia (OMM).

Depois de publicar relatórios de avaliação em 1990, 1995 e 2001, o IPCC lançou em 2007 o documento que se tornou o (quase) consenso científico sobre aquecimento. O texto, cuja preparação envolveu mais de 1.200 cientistas independentes e 2.500 revisores, conclui que os países desenvolvidos devem cortar suas emissões de gases do efeito estufa em 40% até 2020 para segurar a alta da temperatura do planeta no limite de 2°C. Pelas contas do IPCC, é o único jeito de evitar um descontrole climático de consequências desastrosas.

Junto com o ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, o pessoal do IPCC até ganhou o Nobel da Paz, já em 2007.

Crise derrubará PIB na OCDE em 3,1 pontos percentuais

Paris, 10 mar (EFE).- A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que o Produto Interno Bruto (PIB) de seus países-membros deve cair 3,1 pontos percentuais no longo prazo ainda como consequência da crise econômica.
Esta é uma das principais conclusões do relatório anual da OCDE, publicado hoje, sobre a supervisão das reformas estruturais realizadas por seus membros e a repercussão sobre seu crescimento.
Segundo os autores do estudo, nos 30 Estados da organização - que cresceram a um ritmo médio de 2% a 2,25% ao ano nos sete anos que precederam a crise -, o avanço vai ficar limitado a quase 1,75% no longo prazo. Em 2009, houve recessão de 4%.
A OCDE destaca que a diminuição do potencial de crescimento vai estar dividida de forma muito desigual entre seus membros. No final da fila, bem atrás dos demais, aparecem Irlanda, com queda de 11,8 pontos no PIB, e Espanha, com retrocesso de 10,6 pontos.
Em ambos os casos, esse diminuição da capacidade de crescimento econômico se deverá essencialmente ao efeito da perda de empregos, que diminuirá o PIB em 9,8 pontos percentuais na Irlanda e em 8,4 pontos na Espanha - a média na OCDE será de 1,1 pontos.
Segundo a organização, os efeitos da crise sobre o emprego na Irlanda e Espanha incluem "uma substancial redução da força de trabalho resultante principalmente" de uma mudança de tendência na chegada de imigrantes.
O outro fator responsável pela baixa do potencial de crescimento será o aumento dos custos de capital, derivados da crise de confiança causada pela explosão da bolha do crédito, o que aumentou a percepção de riscos.
Nesse caso, a redução de expectativas para Espanha (2,1 pontos a menos no PIB) e Irlanda (-2) se situa na média da OCDE (-2).
Os países relativamente menos afetados serão Japão (-2,1 pontos), Estados Unidos (-2,4), Canadá (-2,4) e Nova Zelândia (-2,4).
A OCDE considera em seu relatório que os países-membros conseguiram evitar os erros cometidos em crise anteriores, como o uso de severas medidas protecionistas.
Entretanto, isso não vai evitar que "a recessão deixe profundas feridas que serão visíveis nos próximos anos", disse o economista-chefe da OCDE, Pier Carlo Padoan.

Fonte: G1

sexta-feira, 5 de março de 2010

Artigo "Brasil ganha elogios em Londres" (Valor Econômico, 06/12/2009)

Sergio Lamucci, de Londres

Estrangeiros destacam a estabilidade para investir

O Brasil ganhou muitos elogios de executivos globais durante o seminário de Londres. As oportunidades que o país oferece foram a tônica dos discursos. O presidente do BG Group, Robert Wilson, informou que investirá US$ 20 bilhões no país na próxima década.

"Quando penso nos riscos de investimento no Brasil consigo dormir à noite", afirmou. Segundo ele, as regras para o pré-sal não são uma boa notícia para a BG, mas o importante é que não houve mudança no que já estava definido. Emílio Botín, do Santander, disse que o Brasil tornou-se "o país do presente" e informou que o Santander já investiu US$ 28,8 bilhões no Brasil. Gérard Mestrallet, do GDF Suez, considerou que o Brasil tem se mostrado um "lugar confiável para investidores de longo prazo".

Executivos de empresas estrangeiras com forte presença no Brasil deram testemunhos bastante positivos sobre as suas atividades ao longo dos últimos anos, elogiando as perspectivas de crescimento, o respeito aos contratos e o ambiente seguro e estável para quem investe no país. No seminário "Investing in Brazil", promovido ontem em Londres pelo "Financial Times" e pelo Valor, os presidentes dos conselhos de administração do BG Group, sir Robert Wilson, da GDF Suez, Gérard Mestrallet, e do Santander, Emilio Botín ressaltaram que o país oferece grandes oportunidades de negócios, que não devem ser perdidas.

Wilson informou que o grupo deverá investir "pelo menos US$ 20 bilhões no país na próxima década" - quatro vezes o que a BG apostou no país até hoje. Segundo ele, há muita segurança para fazer negócios no Brasil. "Quando eu penso nos riscos de investimento no Brasil, eu consigo dormir à noite", afirmou Wilson, lembrando que o país mostrou resistência à crise, "se saindo melhor que o Reino Unido", tem inflação sob controle, déficit público pequeno, câmbio que se valoriza devido ao sucesso da economia e um governo comprometido com o cumprimento da lei e o respeito aos contratos.

Ao comentar as novas regras para a exploração de petróleo na camada pré-sal, que não favorecem os interesses da BG, Wilson ressaltou o fato de o governo não ter alterado a legislação referente aos campos já licitados - a empresa tem participação em vários blocos do pré-sal, com a Petrobras. Segundo ele, as novas regras não são uma boa notícia para a BG, mas o importante é que não houve mudança naquilo que já estava definido.

Mestrallet considerou que o Brasil, onde a GDF tem presença antiga e forte, tem se mostrado um "lugar confiável para investidores de longo prazo", combinando estabilidade política e econômica. Nos últimos dez anos, a empresa mais do que dobrou sua capacidade no Brasil, passando de 3,7 mil MW para 7,5 mil MW. "Para uma empresa de energia, o tamanho do mercado é fundamental", afirmou, lembrando que o Brasil tem quase 200 milhões de habitantes e é o décimo maior consumidor de energia no mundo.

Em associação com a Eletrobrás e a Camargo Corrêa, a GDF Suez lidera, com 51%, o consórcio para a construção da usina hidrelétrica de Jirau e estuda entrar na licitação para a usina de Belo Monte. Segundo Mestrallet, a decisão sobre o assunto depende de discussão com os parceiros. "Tenho certeza que vamos encontrar o parceiro certo para um projeto tão grande como o de Belo Monte", afirmou, acrescentando que a construção das usinas de Jirau e de Estreito, que contam com a participação da GDF Suez, envolve US$ 6 bilhões.
Botín avaliou que o Brasil se tornou uma potência mundial "por méritos próprios e deixou de ser o país do futuro para se transformar no país do presente. O Brasil está na moda, mas para o Santander, o país sempre esteve na moda". Ele lembrou que manteve a aposta no Brasil mesmo em 2002, num momento em que o risco país superou 2.400 pontos e o dólar chegou a R$ 4. Botín destacou a solidez do sistema financeiro, um dos "melhores do mundo", dizendo acreditar que São Paulo será em breve um centro financeiro de referência global, como são hoje a City de Londres, Frankfurt e Nova York.
O executivo ressaltou a reação rápida do Brasil à crise - houve apenas dois trimestres de retração da economia e uma recuperação da atividade forte em seguida. Ele disse que pretende continuar a investir no Brasil, observando que o banco já investiu US$ 28,8 bilhões no país e que a oferta pública de ações feita pelo Santander no Brasil foi a maior de uma instituição financeira no mundo neste ano.
Também presente ao evento, o presidente da Vale, Roger Agnelli, exortou os empresários estrangeiros a investir no Brasil, um país que, segundo ele, tem perspectivas de crescimento significativas, é líder em importantes segmentos da economia global e conta com empresas muito competitivas internacionalmente.

Quem sou eu