domingo, 31 de janeiro de 2010

Nota de falecimento – Roberto Graciani

Faleceu no dia 19 de outubro, em Belo Horizonte, aos 53 anos, o Sr. Roberto Rodrigues Graciani.

Roberto Graciani dedicou os seus últimos anos de vida no resgate da memória da Força Expedicionária Brasileira. Graciani foi o criador do website www.anvfeb.com.br, “A Nossa Vitoriosa Força Expedicionária Brasileira”, idealizado para homenagear aqueles que participaram do Teatro de Operações da Itália, seguramente a melhor e mais idônea fonte de consulta sobre a FEB na rede mundial de computadores.

Nele, Graciani noticiava todos os eventos relacionados à FEB, em especial a história pessoal dos heróis brasileiros que lutaram na II Guerra Mundial, além de fornecer uma preciosa orientação jurídica aos veteranos e a seus familiares.

Fosse pessoalmente, por telefone ou por e-mail, atendia a todos com fidalguia, mesmo desconhecidos, abrindo espaço em sua página aos familiares dos pracinhas interessados em divulgar as memórias da guerra dos seus pais e avós.

Graciani era uma das poucas vozes que se levantavam, indignadas, contra o quase completo abandono das Associações de Veteranos pelas instituições e governos. Ciente da importância da preservação da memória da FEB, hoje quase totalmente excluída dos livros escolares, preocupava-se com o rápido desaparecimento dos pracinhas e a consequente extinção da Associação de Veteranos em Belo Horizonte, lutando pela sua continuidade da Associação e do seu acervo, em prol das futuras gerações de brasileiros.

Hoje, em uma realidade marcada pelo individualismo e pelo materialismo, Roberto Graciani agia de forma ímpar, trabalhando sem qualquer tipo de remuneração pública ou privada, movido pelo patriotismo e o profundo respeito à memória do seu pai, o febiano Raul Graciani.

Se na mídia atual, o passado de glórias da Força Terrestre é costumeiramente esquecido, seu website apresentava a História Nacional como ela merece: sem revisionismos ou deturpações de caráter ideológico.

Graciani não era militar da ativa ou da reserva, mesmo assim, foi capaz de construir e manter, com esforço próprio, um exitoso veículo de mídia eletrônica que dignifica o glorioso passado do Exército Brasileiro. Algo que muitos outros, com recursos e poder superiores, não fazem.

Na contramão do politicamente correto, era uma dessas raras pessoas que aos invés de adular os poderosos, preferia estar sempre ao lado dos humildes pracinhas, não importando posto, graduação ou patamar social.

Sua atitude em divulgar as notícias sobre a FEB foram fundamentais para evitar a destruição, e posterior venda como sucata, do armamento utilizado pelos pracinhas na guerra, de incomensurável valor histórico, guardadas no Rio de Janeiro.

A constante divulgação da situação de penúria e do fechamento da Casa da FEB, ocorrida em 2008, também no Rio de Janeiro, acabou por mobilizar inúmeros historiadores e amigos. O resultado dessa ação acabou por chamar a atenção de uma empresa privada, sensibilizando empresários que patrocinaram a reforma e a reabertura das suas instalações.

Graciani dedicou boa parte de sua vida na preservação da memória do Brasil na II Guerra Mundial — o momento mais importante do Brasil, no cenário internacional, durante todo o século XX. Seu prematuro desaparecimento abre uma lacuna que dificilmente será preenchida. Sem o seu trabalho voluntário, a preservação da história da FEB perde um valoroso aliado.

Descanse em paz amigo! Que Deus o tenha! Que o seu exemplo de vida inspire outros brasileiros patriotas como você. Que as suas palavras de estímulo à preservação da memória nacional permaneçam eternas na alma daqueles que amam o Brasil.

Na imagem, Roberto Graciani e Cap Divaldo Medrado, na ocasião em que o primeiro recebeu da ANVFEB – Seção Regional de Belo Horizonte, o Diploma de Reconhecimento e a Medalha Jubileu de Ouro, pelos valorosos serviços prestados a esta Seção.
(26 de outubro de 2005).

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Gabinete de Segurança Institucional - GSI

O que é
Pela Medida Provisória (MP) nº 1.911-10, de 24 de setembro de 1999, que altera dispositivos da Lei nº 9.649, de 27 de maio de 1998, passou à Casa Militar a chamar-se Gabinete de Segurança Institucional: no art. 24-A, criou-se o cargo de Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.
Da Natureza e Competência
O Gabinete de Segurança Institucional, órgão essencial da Presidência da República, tem como área de competência os seguintes assuntos:
- assistência direta e imediata ao Presidente da República no desempenho de suas atribuições;
- prevenção da ocorrência e articulação do gerenciamento de crises, em caso de grave e iminente ameaça à estabilidade institucional;
- assessoramento pessoal ao Presidente da República em assuntos militares e de segurança;
- coordenação das atividades de inteligência federal e de segurança da informação;
- segurança pessoal do Chefe de Estado, do Vice-Presidente da República e dos respectivos familiares, dos titulares dos órgãos essenciais da Presidência da República e de outras autoridades ou personalidades quando determinado pelo Presidente da República, assegurado o exercício do poder de polícia; e
- segurança dos palácios presidenciais e das residências do Presidente da República e do Vice-Presidente da República, assegurado o exercício do poder de polícia.
Compete, ainda, ao Gabinete de Segurança Institucional:
- coordenar e integrar as ações do Governo nos aspectos relacionados com as atividades de prevenção do uso indevido de substâncias entorpecentes e drogas que causem dependência física ou psíquica, bem como daquelas relacionadas com o tratamento, a recuperação e a reinserção social de dependentes;
- supervisionar, coordenar e executar as atividades do Sistema Nacional Antidrogas -SISNAD, no que se refere aos assuntos de que trata o inciso I deste parágrafo;
- executar as atividades permanentes, técnicas e de apoio administrativo necessárias ao exercício da competência do Conselho de Defesa Nacional - CDN, de conformidade com o disposto na Lei nº 8.183, de 11 de abril de 1991; e
- exercer as atividades de Secretaria-Executiva da Câmara de Relações Exteriores e Defesa Nacional, do Conselho de Governo, de conformidade com regulamentação específica.

Os locais onde o Chefe de Estado e o Vice-Presidente da República trabalham, residem, estejam ou haja a iminência de virem a estar, e adjacências, são áreas consideradas de segurança das referidas autoridades, cabendo ao Gabinete de Segurança Institucional, para os fins do disposto neste artigo, adotar as medidas necessárias para a sua proteção, bem como coordenar a participação de outros órgãos de segurança nessas ações.

Tony Blair é interrogado sobre guerra do Iraque

O GloboAgências internacionais


LONDRES - O ex-premier britânico Tony Blair começou a ser interrogado nesta sexta-feira sobre a invasão liderada pelos Estados Unidos no Iraque. O ex-líder é questionado sobre acusações de que ele e seus assessores estavam determinados a derrubar o ditador Saddam Hussein. Esta é a primeira vez que Blair responderá em um inquérito a perguntas sobre os fatos que antecederam a ação militar com papel importante ao Reino Unido.

De acordo com o site da BBC, Blair será interrogado por seis horas sobre a guerra. A expectativa é de que o ex-premier defenda as suas ações de forma calorosa. Polêmicos dossiês que justificam a invasão também serão discutidos.


No início do interrogatório, Blair disse que a atitude do Reino Unido em relação a Saddam "mudou dramaticamente" após o 11 de setembro de 2001.

O editor de Política da BBCA Nick Robindon afirmou que o ex-premier deve dizer que Saddam Hussein tinha a "capacidade e a intenção" de construir armas de destruição em massa. "Me disseram que Tony Blair vai alegar que a queda de Saddam melhorou e salvou a vida de muitos iraquianos".

"Ele vai argumentar que apesar do terrível derramamento de sangue, valeu à pena para o Iraque e todo o mundo", completou o jornalista.

O ex-embaixador britânico em Washington Christopher Meyer dissera que houve um acordo "assinado com sangue" entre o então presidente Bush e Blair no rancho do ex-líder americano em Crawford, no Textas, em abril de 2002.

- O único compromisso prometido (em Crawford) foi o compromisso de lidar com Saddam - disse Blair. O ex-premier disse que falou para Bush "nós estaremos com vocês para enfrentar a ameaça".

Blair disse que outros líderes não tinham a mesma visão.

- Apesar de a mentalidade dos americanos ter mudado drasticamente (depois do 11/9) - a minha também mudou -, quando conversei com outros líderes, especialmente na Europa, não tive a mesma impressão.

Blair chegou ao centro de conferências onde ocorre o interrogatório, no Centro de Londres, uma hora e meia antes da sessão. Ele entrou no edifício por uma porta lateral, evitando os cerca de 200 manifestantes que protestam na porta do prédio.

Iniciado no final de novembro, o inquérito está analisando o período entre 2001 e 2009 e observar três pontos principais: a justificativa para a entrada no conflito, a preparação para a invasão do Iraque, em 2003, e as deficiências no planejamento para a reconstrução do país asiático.

Com membros nomeados pelo primeiro-ministro Gordon Brown, o júri, presidido por John Chilcot, não vai estabelecer culpa ou determinar responsabilidade civil ou criminal, mas apenas emitir advertências e recomendações, para evitar que eventuais erros cometidos no episódio sejam repetidos no futuro.

No Reino Unido, jornais publicaram suas versões das "1- perguntas que Blair deve responder". Já o Partido Nacional Escocês e o partido nacionalista Plaid Cymru, do País de Gales, ambos opositores da guerra, elaboraram 63 perguntas. veja as perguntas no site do jornal "guardian" .

Parentes de alguns dos 179 soldados britânicos mortos no Iraque devem comparecer na manifestação em frente ao centro de conferência. O filho de Rose Gentle, Gordon, foi morto numa explosão em Basra em 2004. Ela disse que as famílias dos mortos querem encerrar a discussão e querem que Tony Blair explique "profundamente" aos parentes e ao público "por que invadiu.

O ex-premier tem sido bastante criticado após afirmar, no último mês de dezembro, em entrevista exclusiva à BBC, que teria prosseguido com a guerra do Iraque em 2003 mesmo sem evidências de que o país possuía armas de destruição em massa.

Blair deve ser perguntado em que estágio ele teria prometido ao então presidente americano, George W.Bush, que a Grã-Bretanha apoiaria uma ação militar contra o Iraque.



Fonte: O Globo





Publicado em: 29/01/2010

Resgate em Machu Picchu de 1.400 turistas

Autoridades peruanas retiraram cerca de 1.400 turistas da região de Machu Picchu, depois que a forte chuva e deslizamentos de terra deixaram a região isolada.



Aproveitando uma brecha no mau tempo, o governo enviou helicópteros para resgatar as pessoas, mas cerca de 800 turistas permanecem no local, entre eles, cerca de 270 brasileiros, segundo o Itamaraty.



Mais de 80 mil pessoas foram afetadas pela chuva no Estado de Cusco, e 14 mil hectares de terra cultivável foram perdidos, segundo o presidente regional, Hugo Gonzalez.



Essas foram as piores chuvas na região em 15 anos, e cerca de 5 mil casas ficaram totalmente inabitáveis. O governo local calcula prejuízos de US$ 180 milhões.



As ruínas de Machu Picchu, a principal atracão turística do Peru, vão permanecer fechadas por várias semanas.



Ilhados

Os turistas ficaram isolados na cidade de Águas Calientes, próxima às ruínas de Machu Picchu desde o domingo, quando as chuvas provocaram deslizamentos de terra, bloqueando o acesso à cidade histórica.



Cerca de 2.500 turistas já haviam sido retirados desde o início da semana e as autoridades esperam completar a evacuação neste fim de semana.



Os moradores locais, no entanto, continuam a sofrer com o mau tempo.



O governo local afirmou que são necessárias 60 toneladas de alimentos e disse ter enviado equipes de ajuda a algumas regiões de Cusco, no sudeste peruano.



O governo do Estado vizinho Ayacucho, Ernesto Molina, disse que é necessário declarar emergência na província de Huanta, gravemente afetada pela cheia do rio Huantacacha.



A inundação afetou mais de 100 casas. As autoridades dos Estados vizinhos de Huancavelica, Apurímac e Puno também alertaram para danos.



O governo peruano também está preocupado com danos às ruínas de Machu Picchu, Patrimônio da Humanidade e Capital Arqueológica da América, e teme-se que várias de suas estruturas incas e coloniais corram o risco de desaparecer.



Por conta disso, o Instituto Nacional de Cultura, em Lima, aprovou uma verba emergencial de US$ 1,5 milhão para iniciar os trabalhos de recuperação arqueológica e de monumentos históricos.



A chuva já provocou a queda de vários enormes blocos de pedra que formavam uma das paredes da fortaleza inca de Sacsayhuamán.

Já foram confirmadas as mortes de cinco pessoas, incluindo uma turista argentina e seu guia peruano.



Fonte: BBC Brasil





Publicado em: 29/01/2010

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

APOIO LOGÍSTICO NA FEB

A FEB, ao chegar à Itália, passou por três fases distintas:


- a preparação e a adaptação, compreendendo: equipamento da tropa; instrumento e emprego do armamento; e aclimatação ao ambiente;

- a estabilização de 4 meses, durante o inverno, chamada “defensiva agressiva”, e;

- a grande movimentação decorrente da Ofensiva da Primavera.

A FEB levou o seu equipamento individual e o fardamento “Tipo FEB”, de brim e de flanela, com peças internas, também de brim e de flanela.

Na Itália, foram recebidos artigos diversos que completaram o material de estacionamento e o uniforme, para suportar o intenso frio e a lama. As unidades da 1ª linha receberam equipamentos e agasalhos para a vida na neve, sob temperaturas próximas de 15 graus negativos.

Quanto à alimentação tivemos alguns problemas. No primeiro estacionamento, a demora no fornecimento de fogões e o desconhecimento de seu manejo obrigaram ao consumo, por 4 dias, da Ração C, constituída de por duas latas de cada refeição, de modo que, no fim de cada dia, tiveram que ser retiradas e queimadas mais de 30 mil latas.

Um problema sério foi conseguir sapatos americanos, nos tamanhos dos pés de nossos homens. Além do mais, a numeração era diferente. Uma estatística rápida levantou os totais de cada tamanho. Finalmente o calçado foi fornecido.

A tropa, depois de 15 dias, quando do deslocamento para o norte, foi organizada em quatro escalões de embarque, da ordem de 1.200 homens, que seguiam a pé, às 5 h da manhã, rumo à estação de Bagnoli, num percurso de 10 Km, para embarcar em composição ferroviária.

O transbordo se dava, no fim da viagem, por volta das 17h, para 60 caminhões americanos, com reboques que rumavam para a cidade de Tarquínia. Enquanto esse movimento ferroviário era executado, um comboio diário de caminhões percorria 350 Km, levando pessoal e material para o mesmo destino.

Durante 4 dias essa operação se repetiu, enquanto à noite caminhões transportavam para o porto 11 mil volumes que seguiram por mar para Civitavecchia – sacos B e bagagem das unidades.

Nessa fase inicial, a Companhia de Manutenção teve papel destacado, montando viaturas e recebendo armamento para serem entregues às diversas unidades e a diversos órgãos já em atividade. Nessa fase, 400 viaturas passaram pela Companhia de Manutenção e foram entregues a tropas estacionada em Tarquínia. A 15 de agosto, o 1º Escalão deslocou-se, com meios próprios, para Vada. Foi a primeira prova a que se submeteram unidades e motoristas em deslocamento de tamanha envergadura.

Viaturas entregues 3 a 4 horas antes da partida tiveram que ser dirigidas por motoristas não adaptados e sem prática de deslocamento em comboio e à noite. Entretanto, o tempo e a experiência adquirida proporcionaram procedimento bem mais aceitável nos movimentos que se seguiram.

Nos primeiros estacionamentos, as atividades logísticas eram, praticamente, de recebimento e distribuição de rações, gasolina, material de intendência, viaturas e armamento. A entrada em ação do Destacamento FEB modificou, por completo, as atividades dos efetivos dos Serviços, com efetivos reduzidos, para vencer grandes distâncias até os órgãos fornecedores americanos e a linha de frente.

Os três Batalhões do 6º RI, que eram a base do Destacamento FEB, e os demais elementos foram substituindo tropas americanas na sua nova frente. A 4ª Seção teve a seu cargo a realização de todo o transporte de pessoal e material, feito em 5 dias, do Sercchio para o Reno. Empregou 397 viaturas, de várias unidades que conduziram 4.283 homens e seu material. O controle do trânsito ficou a cargo do Pelotão de Polícia, num percurso de 120 Km. A chegada das unidades do grosso da 1ª DIE à Região de Porreta Terme e a sua entrada em linha constituíram um capítulo especial nas atividades de transporte.

A Estrada 64 era via de suprimento e os caminhos que partiam das estradas principais subiam encostas abruptas, sujeitas aos fogos adversários. O Serviço de Engenharia lutou bravamente para manter esses caminhos em condições de trânsito.

Os quatro ataques a Monte Castelo e os movimentos de patrulhas exigiram dos Serviços ações especiais.

Os primeiros mortos e feridos puseram em atividade os órgãos do Serviço de Intendência e do Serviço de Saúde, que evacuaram os, mortos para o Cemitério de Pistóia. O Serviço de Saúde levou os feridos para o 32º Hospital, que atendia em primeira mão, os feridos graves, e para o 16º Hospital de Evacuação, mais à retaguarda, em Pistóia.

O Serviço de Engenharia, além do trabalho de conservação de estradas, forneceu meios para disfarce e material de organização do terreno, paras reforçar as posições defensivas.

O Serviço de Intendência manteve a regularidade do suprimento por intermédio de um comboio diário que, dos depósitos do V Exército, transportava gênero e gasolina para Lê Piève, onde mantinha um Posto de Distribuição para atender às unidades e aos órgãos diversos, em ação na frente do Vale do Reno, apesar da neve que cobria as estradas.

O Serviço de Transmissões instalou uma rede telefônica perfeita, permitindo ligações para qualquer unidade empenhada e com todos os órgãos em atividade, inclusive para a retaguarda com órgãos brasileiros e americanos.

O Serviço de Material Bélico, por intermédio da Companhia de Manutenção, instalada em Pistóia, reparou viaturas e armas de toda espécie e forneceu a munição necessária ao combate.

Por sua vez, a 1ª Seção empenhou-se no recompletamento das Unidades, requisitando homens ao Depósito de Pessoal que com seu efetivo da ordem de 10 mil homens, estacionado em Stafole, cobriu os claros decorrentes de mortes e baixas.

A 3ª fase teve inicio com a tomada de Monte Castelo, La Serra e Castelnovo, no fim do mês de fevereiro de 1945. As tropas brasileiras, sacudidas por esses acontecimentos, depois de longa permanência na neve e sob cargas de tantas apreensões, foi aliviada em seu equipamento e não mais se deteve até o término da campanha. A 4ª Seção, na previsão de grandes transportes, estabeleceu e previu Postos de Polícia para o controle do trânsito e acionou o Serviço de Intendência, para a constituição de estoques de gasolina e de rações de reserva em pontos avançados. Prescreveu, ainda, a localização de pontos de coleta do Pelotão de Sepultamento.

No aproveitamento do êxito, os deslocamentos caracterizaram-se pelos movimentos de tropa a longas distâncias e em prazos curtos. As unidades de Infantaria deixavam, ao longo das estradas, suas munições excedentes e seus canhões. A própria Artilharia empregou seus caminhões no transporte da Infantaria, organizando o que se chamou de “Empresa de Mudança Roda de Ouro”, enquanto seus canhões foram sendo grupados em parques improvisados à margem das estradas. A Infantaria tinha que se deslocar profunda e rapidamente para barrar todas as saídas que dos Apeninos desembocassem no Vale do Rio Pó.

O Serviço de Saúde teve na vacinação de todo o efetivo da FEB no Brasil, o principal fator responsável pelo satisfatório estado sanitário. Perfeitamente entrosado com os hospitais e órgãos americanos de saúde, o nosso Serviço cumpriu fielmente a sua tarefa. Evacuou os feridos e doentes com seus próprios meios e, quando foi necessário, recebeu ajuda do V Exército, como no primeiro ataque a Monte Castelo, quando 143 baixas de combate fizeram congestionar a corrente de transporte para o 16º Hospital de Evacuação, em Pistóia, em virtude da grande distância a ser percorrida. O valor de suas atividades pode ser avaliado pelo número de perdas no período de novembro de 1944 a fevereiro de 1945: 884 feridos, 3.316 doentes, 406 acidentados, rendo passado pelo Posto de Triagem – 4.606 homens, incluídos nesse total 111 aliados (americanos, ingleses e italianos), 11 feridos inimigos e 174 civis italianos.

O estado sanitário da tropa no período de novembro de 1944 a fevereiro de 1945 sofreu a influência das condições climáticas adversas a que se submeteram homens afeitos a temperaturas mais elevadas, O inicio do inverno, no final de dezembro, marcou o ponto alto das baixas por doença, com 1176 homens retirados de suas funções, principalmente por afecções nas vias respiratórias. O “pé-de-trincheira” foi galhardamente vencido pela artimanha do nosso pracinha. Enquanto tínhamos 50 homens nos hospitais, os americanos tinham dez vezes mais. Isso deu motivo a uma investigação, a pedido dos órgãos americanos, intrigados com o acontecimento.

O Serviço de Intendência destacou-se entre os demais, por suas atividades diárias e ininterruptas para alimentar, vestir, aquecer, transportar o efetivo da Divisão e atender, algumas vezes, ao Depósito de pessoal, em Stáfole. Tinha ainda, missão humana e desagradável de recolher e enterrar os mortos, reunindo-os no Cemitério Brasileiro de Pistóia. Graças à sua atividade, toda a nossa tropa pode enfrentar os rigores do clima.

O Serviço de Intendência desenvolveu esforço hercúleo para que a tropa bem desempenhasse o seu papel e notável foi a sua atuação na fase final da campanha, quando tinha de apoiar contingentes que progrediam em várias direções, realizando lances profundos, afastando-se, cada vez mais, dos órgãos de suprimento.

O Comandante da FEB disse sobre as atividades logísticas:

Louvo a grande dedicação e a eficiência com que os órgãos logísticos se empenharam nos transportes, no remuniciamento e nas evacuações que, sempre impecáveis, foram certamente os elementos preponderantes dos êxitos que a Divisão alcançou. A justa apreciação das condições de tempo, dando à tropa os elementos de vida e de combate no momento oportuno, concorreu poderosamente para que o Comando executasse as suas decisões no ritmo previsto.

Nas operações que se desenvolveram, em toda a campanha, deram os órgãos logísticos cabal cumprimento ao que lhes foi exigido, graças à sua operosidade, vigilância e espírito de iniciativa e, com isso, a tropa foi atendida a tempo e à hora e as dificuldades foram contornadas com rara habilidade. O seu maior mérito está em terem conseguido ajustar todo o sistema de apoio às operações, sem falha e sem desfalecimento. Por ocasião da rendição das tropas inimigas, os seus trabalhos foram inestimáveis na organização e execução da apreensão do material capturado aos alemães, esforçando-se ininterruptamente, nas jornadas de 29 e 30 de abril, de modo a tornar mais grandiosa aquela vitória de nossas armas

General Mascarenhas de Moraes – Cmt FEB.

Homenagem do Quartel Central do Corpo de Bombeiros Militares do Ceará aos Heróis Cearenses

No dia 1° de julho de 2009 aconteceu, no pátio interno do Quartel Central do Corpo de Bombeiros Militares do Ceará uma solenidade para homenagear os Heróis cearenses da Força Expedicionária Brasileira.

O evento foi prestigiado pelo Exm° Sr. Professor Francisco José Pinheiro, Vice-Governador do Estado do Ceará, Exmª Srª Maria do Perpétuo Socorro França Pinto, Procuradora Geral de Justiça, Deputado Estadual Domingos Gomes de Aguiar Filho, Presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Ceará e demais autoridades civis e militares que foram recepcionadas pelo Comandante Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará - Cel QOBM João Vasconcelos Sousa.

Na oportunidade dois Veteranos da FEB: Cel Alexandrino Correia Lima e Expedito Terceiro Jorge, foram homenageados com uma Placa de Honra ao Mérito.


Durante a solenidade o Cel João Vasconcelos Sousa, Comandante do Corpo de Bombeiros do Estado do Ceará, juntamente com Ten do Exército Brasileiro, Gustavo Augusto Araújo Chaves Pereira, Vice-Presidente da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira, descerraram uma placa em homenagem aos veteranos cearenses da FEB.

Aviso de Pesquisa “Aspirante Moura”

Em cerimônia realizada no dia 25 de janeiro, na cidade de Sandefjord (Noruega), foi incorporado à Marinha do Brasil, o Aviso de Pesquisa (AvPq) “Aspirante Moura” (U-14).

Adquirido em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia o navio, que ficará futuramente subordinado ao Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira – IEAPM, funcionará como “Laboratório Nacional Embarcado II”, contribuindo com as pesquisas de interesse da Marinha e da comunidade científica nacional, realizadas por aquele Instituto.O


AvPq “Aspirante Moura” incorpora, em sua estrutura, uma inovação na Marinha do Brasil, pois será o primeiro dos nossos navios a navegar sem o uso de leme, substituído por duas hélices azimutais, integradas a um sistema de piloto automático e cartas náuticas eletrônicas.




AvPq “Aspirante Moura” incorpora, em sua estrutura, uma inovação na Marinha do Brasil, pois será o primeiro dos nossos navios a navegar sem o uso de leme, substituído por duas hélices azimutais, integradas a um sistema de piloto automático e cartas náuticas eletrônicas.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Navio da Marinha do Brasil parte para o Haiti no dia 1º de fevereiro.

O Navio de Desembarque de Carros de Combate (NDCC) “Almirante Sabóia”, recentemente incorporado à Armada brasileira, estará seguindo nos próximos dias para o Haiti.

A Marinha do Brasil disponibilizara o navio desde o início do esforço brasileiro de ajuda àquele país e aguardava decisão quanto à carga e momento de transportá-la. Concluída a fase do transporte prioritário das equipes e do material emergencial, cuja necessidade de rapidez e a sua natureza menos volumosa e mais leve indicavam o transporte aéreo como o mais apropriado, é chegado o momento do transporte de material mais volumoso e pesado. Assim, foi decidido o emprego do navio pela coordenação interministerial da ajuda ao Haiti, permanecendo, naturalmente, o necessário esforço aéreo atual.

O carregamento do navio está previsto para o período de 27 a 31 de janeiro, no Rio de Janeiro, e suspenderá em 1° de fevereiro, próxima segunda-feira, com uma carga de aproximadamente 700 toneladas de material para as tropas da Marinha (Fuzileiros Navais) e do Exército Brasileiro e de ajuda humanitária ao povo haitiano. O NDCC “Almirante Saboia” chegará ao Haiti em 17 de fevereiro e permanecerá em operação na área por aproximadamente 30 dias em apoio às ações humanitárias e às tropas da MINUSTAH.


Outro navio da Marinha do Brasil, o NDCC “Mattoso Maia”, está disponível para o transporte de até 1.500 toneladas de carga e deverá suspender ainda em fevereiro, após receber sua carga.

Terrorismo e Contraterrorismo: Desafio do Século XXI


Dois fatos, historicamente recentes, motivaram profundas mudanças nas relações internacionais contemporâneas: a queda do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989; e os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. O 9 de novembro marcou o descortinamento de metade do planeta. O 11 de setembro, o erguimento de uma muralha invisível entre os povos que, acreditávamos, estivesse destruída (FRIEDMAN, 2005).

A palavra “terrorismo” deriva do latim terror, que significa medo ou horror. Trata-se de termo usado para designar um fenômeno político, de longa data, cuja finalidade é aniquilar ou atemorizar rivais mediante o uso de violência, terror e morte de pessoas inocentes. Sem modificar sua essência, o terrorismo exibe, na atualidade, cinco aspectos que o distinguem de épocas anteriores: o caráter transnacional; o embasamento religioso e nacionalista; o uso de terroristas suicidas; a alta letalidade dos ataques; e a orientação anti-ocidental, sobretudo nos grupos fundamentalistas2 islâmicos. Essas características nos remetem a uma nova modalidade, que poderia ser chamada de neoterrorismo (WITCKER, 2005).

Os atentados da Al-Qaeda, em 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos da América (EUA), são o divisor de águas desse novo ciclo. Desde então, houve ataques às cidades de Madri, na Espanha; Bali, na Indonésia; e Londres, na Inglaterra, entre outras, com grande número de vítimas. A metodologia, a estratégia e os meios utilizados por terroristas são variados e imprevisíveis. Hoje, há recursos mais poderosos e de acesso mais fácil do que os utilizados no passado. As variantes suicidas dos terroristas e o possível uso de armas de destruição em massa (ADM) mostram o quão vulneráveis são os Estados a toda sorte de ataques. Faz-se urgente a criação de mecanismos que, efetivamente, os contenham.
Considerações Gerais

Não há uma definição de terrorismo que seja aceita por toda a comunidade internacional. Há diversas acepções, que variam conforme o propósito das ações e o entendimento sobre o tema. Em comum, esses conceitos apresentam o uso da violência com motivação política, que os difere das ações unicamente criminosas, motivadas por lucro ou por desvios de comportamento (RAMOS JR., 2003). Essa violência se realiza no âmbito psicológico dos indivíduos e objetiva destruir o moral de suas vítimas. Seu efeito é o terror, isto é, um pavor incontrolável.

Freqüentemente, a expressão “terrorismo” é utilizada para definir qualquer tipo de ação violenta, de caráter físico ou psicológico e de natureza “radical”, “fanática” ou “extrema”. Verifica-se, no cotidiano, que rotular um ato ou pessoa como terrorista depende, também, de quem sofre ou pratica a ação.

Terrorismo, portanto, pode ser definido como o uso intencional – ou ameaça de uso – de violência por um grupo político organizado contra “populações não-combatentes”3, de forma a se alcançar objetivos político-ideológicos.

Um ato terrorista pode ser caracterizado, identificando-se a resença de algumas peculiaridades: a natureza indiscriminada; a mprevisibilidade e arbitrariedade; a gravidade de suas conseqüências; o caráter amoral e de anomia (WOLOSZYN, 2006).

A crescente dependência dos setores estatal e privado mundiais a esses sistemas, assim como sua criticidade é conseqüência natural dos avanços tecnológicos e de confiabilidade das aplicações de TIC.

Sob outro viés, não se percebe a diferença entre as vítimas o terrorismo, aspecto, também, importante para seu entendimento.


Podem-se distinguir três tipos:

• a vítima tática - é a vítima direta circunstancial – o morto, o mutilado, o seqüestrado – aquele que sofre em si a violência do tentado. Esta pode ter sido escolhida por alguma característica ou ser apenas um alvo aleatório, indiscriminado;

• a vítima estratégica - são todos aqueles que sobrevivem o atentado, mas encontram-se no grupo de risco dos vitimados. Imaginam-se alvos potenciais de um próximo ataque, tornando-se presas do pânico; e

• a vítima política - é o Estado. A estrutura que deveria garantir a vida dos seus cidadãos mostra-se impotente ante um inimigo oculto e inesperado.


Considerando-se que o objetivo do terrorismo é provocar pânico, sua vítima preferencial não é a vítima tática, aquela que perde a vida no atentado, por uma questão inequívoca: os mortos não temem. As vítimas buscadas pelo terrorismo são, portanto, aquelas que sobrevivem e se sentem indefesas ante a vontade do terrorista. O fundamento do terror, portanto, não é morte ou aniquilamento, mas a sensação de vulnerabilidade, impotência e desamparo ante o atentado (SAINT-PIERRE, 2005).

O combate ao terrorismo possui duas grandes vertentes: o antiterrorismo e o contraterrorismo. O antiterrorismo compreende medidas eminentemente defensivas, que objetivam a redução das vulnerabilidades aos atentados. O contraterrorismo abrange medidas ofensivas, tendo como alvo os diversos grupos identificados, a fim de prevenir, dissuadir, ou retaliar seus atos (PINHEIRO, 2004). Contudo, a forma como um governo reage às ameaças a suas instituições e a sua população deve estar alinhada aos valores que se busca proteger e preservar. Estes não podem ser sacrificados em nome de uma “guerra santa” contra o terrorismo
(PONTES, 1999).

Para ler a íntegra deste artigo, acesse o número 4 da Revista Brasileira de Inteligência disponível no link Publicações, no sítio www.abin.gov.br

Medalha da Vitória dos Ex-Combatentes do Brasil

A Associação dos Ex-Combatentes do Brasil, Seção Campos-RJ, Sociedade Civil de Direito Privado, que congrega Ex-Combatentes da FEB, FAB, Marinha de Guerra, Marinha Mercante e Força do Exército, confere ao CT Matheus de Athaides Firmino a MEDALHA DA VITÓRIA, comemorativa da participação efetiva do Brasil na II Guerra Mundial pelos relevantes serviços prestados à causa do Ex-Combatente Brasileiro.

Medalha do Jubileu de Ouro da Vitória


A Associação dos Ex-Combatentes do Brasil, Seção do Rio de Janeiro, Sociedade Civil de Direito Privado , que congrega Ex-Combatentes da FEB, FAB, Marinha de Guerra, Marinha Mercante e Força do Exército, confere ao CT Matheus de Athaides Firmino a Medalha do Jubileu de Ouro da Vitória, comemorativa da participação efetiva do Brasil na II Guerra Mundial, pelos relevantes serviçõs prestados à causa do Ex-Combatente Brasileiro.

Diploma

Medalha








Medalha Militar de Bronze.

Medalha Sangue dos Heróis.


A Associação dos Ex-Combatentes do Brasil, confere a Medalha Sangue dos Heróis ao Sr. 1ºTen. Matheus de Athaides Firmino pela dedicação efetiva aos Veteranos da 2ªGuerra Mundial.

Medalha Internacional dos Veteranos da ONU/OEA.


O Secretário Geral da Organização Brasileira dos Veteranos da ONU/OEA, reverenciando o culto aos nobres atributos irradiados pelos veteranos das missões de paz e, aos relevantes serviços prestados ao Brasil, as Forças Armadas Brasileiras, a causa da Paz, e a Organização Brasileira dos Veteranos das Nações Unidas e Estados Americanos, concede ao 1ºTen. Matheus de Athaides Firmino a Medalha Internacional dos Veteranos das Nações Unidas e Estados Americanos Prêmio Nobel da Paz 1988, conforme Portaria nº761, de 02 de dezembro de 2003, do Comandante do Exército, código nº 343, sigla MIVNUEA, publicado no Art DCEM 7A ao Bol DGP nº024, de 15 de junho de 2005.

Primeira Postagem

Bem Vindos ao Blog Contos e Fatos.

Prezados amigos e demais colegas internautas, alguns fatos me levaram à criação deste blogg, dentre os quais posso destacar minha admiração pela Força Expedicionária Brasileira e demais Ex-Combatentes do Brasil, como neto de Ex-Combatente da Marinha do Brasil e cidadão brasileiro me sinto na obrigação de divulgar fatos e imagens e assuntos que marcaram aquela época.
E Também não deixarei de postar fatos e artigos da atualidade, veiculados nos principais meios de comunicação nos campos militar, político e público de ordem nacional quanto internacional.

Atenciosamente,
Matheus de Athaides Firmino

Quem sou eu