sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

“Bacia do Atlântico” pode trazer risco ao Pré-Sal

Brasília, 16/12/2010 – O ministro da Defesa, Nelson Jobim, em palestra sobre a “Política de Defesa do Governo Lula”, pronunciada nesta quarta-feira (15/12) na Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), refutou a possibilidade de entendimentos sobre uma presença maior dos Estados Unidos no Atlântico Sul enquanto aquele País não referendar A Convenção do Mar, que fixa o atual limite de soberania de 200 milhas para o Brasil.


Durante a palestra (leia a íntegra acessando o link abaixo), ao fazer um balanço das realizações da pasta, e dos desafios para o futuro, Jobim destacou a questão marítima como uma das prioridades. “Atuei não somente para construir pontes, mas também para desarmar iniciativas que, a meu ver, poderiam ser nocivas aos interesses nacionais e à nossa soberania”.

Jobim disse que, em viagem recente aos Estados Unidos, foi abordado por autoridades americanas interessadas em discutir o que ele chama de “tentativas de construir um esdrúxulo conceito de Bacia do Atlântico, que anularia as distinções evidentes entre as realidades do Norte e do Sul do Oceano. Sintomaticamente, essas iniciativas partem de países do Norte do Atlântico, o que nos causa preocupação, sobretudo em vista de nossas reservas de petróleo na camada pré-sal”.

O ministro explicou que “na concepção americana, o mar vai até a praia de Copacabana, e na concepção do Brasil, a partir da concepção da Convenção do Mar, os fundos marinhos vão até 350 milhas do litoral”. O comentário refere-se ao novo limite de soberania sobre o subsolo marinho, que está sendo negociado com a Organização das Nações Unidas (ONU) e que ampliará a área de controle brasileira de 3 milhões de km² para 4,5 milhões de km².

Essa preocupação brasileira já havia sido manifestada por Jobim diante das novas atribuições da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que passaria a atuar em todo o mundo, inclusive no Atlântico Sul (acesse abaixo o link para a íntegra do discurso do ministro sobre o assunto, em Lisboa, Portugal).

A postura do Ministério da Defesa diante das questões internacionais, segundo Jobim, tem por objetivo maior a defesa dos interesses nacionais. “A timidez que caracterizou a atuação internacional das forças armadas em outros momentos do nosso processo histórico está superada. Precisamos aproveitar as inúmeras avenidas que se abrem ao Brasil no exterior. Precisamos ser ousados e pensar grande”.

Jobim demonstrou não estar preocupado com interpretações equivocadas dessa postura. “Alguém pode dizer que eu estou dizendo que sou arrogante. Pode ser que seja, mas arrogância não causa mal a ninguém. O que causa mal a alguém é a timidez”, avaliou.

A proatividade brasileira no cenário internacional tornará a agenda externa da Defesa cada vez mais intensa, previu Jobim “O que implica a necessidade de crescente cooperação com o Itamaraty – que, por sua vez, precisa se preparar para tal”, observou o ministro.

1)“POLÍTICA DE DEFESA DO GOVERNO LULA”

Palestra do ministro da Defesa, Nelson Jobim, na Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), em 15 de dezembro de 2010 (sem os acréscimos feitos pelo autor durante a leitura)

https://www.defesa.gov.br/index.php/noticias-do-md/2454058-16122010-defesa-palestra-do-ministro-nelson-jobim-na-sae-qpolitica-de-defesa-do-governo-lulaq.html

URL Curta: http://migre.me/2ZkVC

2) “O FUTURO DA COMUNIDADE TRANSATLÂNTICA”
Íntegra da palestra do ministro da Defesa do Brasil, Nelson A. Jobim no encerramento da Conferência Internacional – (Lisboa, Instituto de Defesa Nacional, em 10 de setembro de 2010)

https://www.defesa.gov.br/arquivos/File/2010/mes09/o_futuro_da_comunidade.pdf
(URL Curta: http://migre.me/2Bd3g)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Congresso Nacional homenageia a Marinha pelo Dia do Marinheiro.

 

Sessão solene no Plenário da Câmara dos Deputados


A Marinha do Brasil foi homenageada, no dia 9 de dezembro, em uma sessão solene, no Congresso Nacional, para celebrar o Dia do Marinheiro, comemorado em 13 de dezembro, data de nascimento do Almirante Joaquim Marques Lisboa, o Marquês de Tamandaré, Patrono da Marinha do Brasil.


Militares da Marinha, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira lotaram o Plenário da Câmara dos Deputados. Entre as autoridades militares presentes estavam o Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto; o Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante-de-Esquadra Luiz Umberto de Mendonça; o Secretário de Ensino, Logística, Mobilização, Ciência e Tecnologia do Ministério da Defesa, Almirante-de-Esquadra Gilberto Max Roffé Hirschfeld; o General-de-Exército José Elito Carvalho Siqueira; e o Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar João Manoel Sandim de Rezende. O Deputado Federal Marco Maia (PT-RS), 1º secretário da Câmara dos Deputados, presidiu a sessão.



Durante a sessão, o Senador Acir Gurgacz (PDT-RO) destacou a presença da Marinha na desocupação do tráfico no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. “Esse trabalho de apoio às Forças de Segurança merece nossa admiração”. Entre os desafios futuros, ele citou o papel a ser desempenhado pela Marinha na proteção das riquezas do pré-sal. “O futuro guarda uma importância e uma missão ainda mais grandiosa, referente à necessidade da guarda e da defesa das plataformas de petróleo do pré-sal, a defesa do que hoje a Marinha de Guerra já chama acertadamente de Amazônia Azul”, afirmou o autor do requerimento para a homenagem, realizado, também, a pedido da Deputada Federal Rebecca Garcia (PP-AM).


Esq. para a Dir.: Alte Esq Mendonça, Gen. Ex Elito, Alte Esq Moura Neto, Senador Acir Gurgacz, Alte Esq Max e  Ten. Brig. Ar Sandim


As ações sociais da Marinha no apoio às populações ribeirinhas e somente acessíveis por via fluvial, como as da Amazônia, foram citadas como uma das importantes contribuições ao País. Mereceu também registro a participação da Marinha em missões de paz no exterior, lideradas pela Organização das Nações Unidas.


Discursaram em homenagem à Marinha do Brasil os Deputados Federais Marco Maia (PT-RS), Paes De Lira (PTC-SP), Aldo Rebelo (PcdoB-SP), Colbert Martins (PMDB-BA) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).

Ainda em homenagem ao Dia do Marinheiro, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte realizou, na manhã do dia 7 de dezembro, uma Sessão Solene, ocasião em que o Presidente da Casa e propositor da homenagem, Deputado Estadual Robinson Faria, destacou a importância da Marinha para o Brasil e ressaltou a atuação da Força no Estado. Ele citou os diversos eventos em que o Comando do 3º Distrito Naval teve participação ativa, descrevendo as ações sociais desenvolvidas na cidade e dando ênfase à atuação da Instituição no acidente aéreo envolvendo o vôo 447 da Air France.


Sessão Solene na Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte


Além da homenagem à Marinha, a Assembleia Legislativa concedeu os Títulos de Cidadão norte-rio-grandenses ao Comandante do 3º Distrito Naval, Vice-Almirante Airton Teixeira Pinho Filho, e ao Chefe do Estado-Maior do Comando do 3º Distrito Naval, Capitão-de-Mar-e-Guerra Paulo Cesar Colmenero Lopes, descrevendo a carreira de cada um dos agraciados e citando os motivos que os tornaram merecedores da citada honraria.





domingo, 5 de dezembro de 2010

DIRETRIZ MINISTERIAL Nº 15/2010

MINISTÉRIO DA DEFESA




Brasília, 04 de dezembro de 2010

DIRETRIZ MINISTERIAL Nº 15/2010

O EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA, atendendo à EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS INTERMINISTERIAL nº 00460/MD/GSI, de 02.12.2010, decorrente da solicitação do GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, datada de 01.12.2010, para dar “continuidade ao processo integrado de pacificação do Estado do Rio de Janeiro, entre a União e o Estado ... nos termos dos §§ 2º, 3º e 4º da Lei Complementar nº 97/1999 e dos artigos 2º, 3º e 5º do decreto 3.897/2001”, AUTORIZOU o prosseguimento do “emprego temporário de militares das Forças Armadas ... para a preservação da ordem pública nas comunidades do Complexo da Penha e do Complexo do Alemão”.

Assim, com fundamento no art. 7º, I do Decreto nº 3.897/2001, considerando o solicitado pelo SENHOR GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO e a AUTORIZAÇÃO PRESIDENCIAL,

DETERMINO

1. Ao COMANDANTE DO EXÉRCITO que:

1.1. ORGANIZE uma FORÇA DE PACIFICAÇÃO (FPaz), subordinada ao Comando Militar do Leste, para dar prosseguimento ao contido na DIRETRIZ MINISTERIAL nº 014/2010, com a missão de “preservação da ordem pública nas comunidades do Complexo da Penha e do Complexo do Alemão”, integrada por:

a) recursos operacionais militares necessários (pessoal e material), com funções de patrulhamento, revista e prisão em flagrante; e
b) “meios de segurança pública do Estado”, nos termos manifestados pelo SENHOR GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, no Ofício GG 390/2010, de 01.12.2010.
1.2. DESIGNE o Comandante da FPaz, que, de imediato, definirá com as autoridades estaduais, o início das operações;
1.3. REMETA ao ESTADO-MAIOR CONJUNTO DAS FORÇAS ARMADAS:
a) o “Plano de Operações”, para conhecimento e registro;
b) as “Regras de Engajamento”, para análise deste Ministério e subseqüente aprovação do MINISTRO DA DEFESA e do GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO JANEIRO; e
c) o montante descriminado das necessidades financeiras exigidas pela operação.
1.4. PROMOVA, sempre que necessário, os entendimentos e ligações com os COMANDANTES DA MARINHA e da AERONÁUTICA e com as demais autoridades federais, estaduais e municipais, dos diversos poderes.

2. Aos COMANDANTES DA MARINHA e da AERONÁUTICA que:
2.1. PERMANEÇAM em condições de alocar recursos operacionais para integrar a FPaz, quando solicitados; e
2.2. MANTENHAM informado o CHEFE DO ESTADO-MAIOR CONJUNTO DAS FORÇAS ARMADAS das eventuais necessidades de recursos financeiros exigidos pela operação.

3. Ao CHEFE DO ESTADO-MAIOR CONJUNTO DAS FORÇAS ARMADAS (CEMCFA) que:
3.1. REMETA aos COMANDANTES DAS FORÇAS SINGULARES as “Instruções para o Emprego das Forças Armadas no Estado do Rio de Janeiro”;
3.2. CONHEÇA e REGISTRE o “Plano de Operações” da FPaz;
3.3. ANALISE e SUBMETA ao MINISTRO DA DEFESA, ouvida a CONSULTORIA JURÍDICA (CONJUR) deste Ministério, as “Regras de Engajamento” da FPaz;
3.4. PROSSIGA na ligação com as autoridades estaduais e federais, nos termos da DM 014/2010;
3.5. AVALIE, em coordenação com todas as autoridades e Comandos envolvidos, e SUBMETA ao MINISTRO DA DEFESA e ao GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, com periodicidade máxima de trinta (30) dias, as condições de continuidade da operação da FPaz;
3.6. MANTENHA o acompanhamento permanente da operação por intermédio do Centro de Operações Conjuntas (COC);
3.7. REMETA ao MINISTRO DA DEFESA e ao GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, diariamente, relatório circunstanciado do andamento e resultados das ações, e, a qualquer momento, informação complementar, quando a situação exigir;
3.8. CONSOLIDE e ENCAMINHE à SECRETARIA DE ORGANIZAÇÃO INSTITUCIONAL DO MINISTÉRIO DA DEFESA (SEORI), para avaliação e providências, as necessidades financeiras apresentadas pelos COMANDOS DAS FORÇAS.

4. AO SECRETÁRIO DE ORGANIZAÇÃO INSTITUCIONAL que SUBMETA ao MINISTRO DA DEFESA as providências recomendadas para o atendimento das solicitações de recursos financeiros em apoio à operação.

5. AO CONSULTOR JURÍDICO deste Ministério que
5.1. EMITA parecer sobre as “Regras de Engajamento” da FPaz; e
5.2. ORGANIZE serviço de acompanhamento jurídico em apoio às operações.

NELSON A. JOBIM
Ministro da Defesa

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Brasil assina acordos de cooperação em Defesa com Sérvia, Polônia e Espanha

Brasília, 03/12/2010 - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, encerrou nesta sexta-feira (03/12)viagem de uma semana à Europa, onde assinou acordos de cooperação em Defesa com os governos de Sérvia, Polônia e Espanha. Os acordos prevêem, entre outras medidas, aumento no intercâmbio técnico e troca de oficiais para as respectivas escolas militares, além de criar as bases para futuros acordos mais específicos de cooperação.


Nesta sexta-feira, na Espanha, Jobim assinou acordo de cooperação em Defesa com a ministra da Defesa do país, Carmem Chacón. Em seguida, participou de cerimônia de entrega do primeiro avião de patrulha marítima P3-BR, de um total de nove adquirido pelo Brasil e que estão sendo modernizados na Espanha pela Airbus Military.

A ministra espanhola saudou a intensificação da cooperação entre os dois países, e lembrou que em 2006 o Brasil adquiriu 12 aviões de transporte C-295, batizados no Brasil de C-105 Amazonas.

A primeira escala oficial da viagem de Jobim ocorreu em 29 de novembro (segunda-feira) na Sérvia, onde a comitiva brasileira reuniu-se com a equipe do ministro da Defesa Sérvio Dragan Sutanovac.

Após a assinatura do acordo com a Sérvia, os brasileiros visitaram instalações militares da Brigada das Forças Especiais Sérvias, com exposição de equipamentos e demonstrações das tropas.

Na terça-feira, após visitar o Instituto Técnico Militar (VTI), da Sérvia, a comitiva brasileira viajou para a Polônia, onde visitaram a Empresa RADWAR (do Grupo Bunar).

A assinatura do acordo com o ministro da Defesa da Polônia, Bogdan Klich, ocorreu na quinta-feira, 1 de dezembro. O ministro Jobim também visitou o Comando das Forças Especiais Polonesas e o Centro de Treinamento de Força de Paz de Kielce, e em seguida embarcou para a Espanha.

Jobim chega em Brasília na madrugada deste sábado, e pela manhã participa da formatura da Academia Militar das Agulhas Negras, em Rezende (RJ). À tarde, reúne-se com o governador do Estado, para discutir a continuidade do apoio das Forças militares à segurança pública em pontos da capital daquele Estado.

Texto: José Ramos
Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa

sábado, 20 de novembro de 2010

Mais um Herói se vai

   
    Venho informar que no dia 16 de novembro de 2010,  faleceu na Cidade de Campos dos Goytacazes, o Senhor Major FEB Henrique Alves Barreto, Presidente da Associação de Ex-Combatentes do Brasil - Seção Campos dos Goitacazes-RJ, e com grande pesar que vos trago esta notícia e pedi-lhes que informem aos seus companheiros esta grande perda.
     O Brasil fica triste, pois o seu Rol de Heróis ficou menor, que o Nosso Senhor Jesus Cristo o receba e tenha ao seu lado um grande homem que deixou de exemplo para  todos nóis sua garra, força, determinação e vontade de viver, descanse em paz Senhor Henrique ao lado de Deus e fique certo que sua história não ficará em hipótese nenhuma esquecida e sim sempre lembrada por todos nós.
     Fica aqui um pequena lembrança deste grande homem, que lutou em prol de um único objetivo, "A Liberdade da Humanidade".
     Saudades daqueles que ficam, mais orgulhosos por ter comvivido e ter tido como um grande amigo e exemplo.
 
              Associação de Ex-Combatentes do Brasil - Seção Campos dos Goytacazes-RJ

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Dia da Bandeira


A Bandeira Nacional, símbolo da Pátria, foi criada pelo Decreto nº. 4, de 19 de novembro de 1889, após a adoção do regime republicano no Brasil. Não obstante a apresentação de projetos contendo mudanças radicais na antiga bandeira do Império – desenhada pelo francês Jean Baptiste Debret – foi aceita a proposta de Teixeira Mendes, chefe da Igreja Positivista do Brasil, que manteve as cores verde e amarela e ressaltou, ao justificar seu projeto, que com o novo símbolo permanecia tudo quanto o antigo (do Império) tinha de essencial – “Ela lembra, naturalmente, a fase do Brasil- Colônia nas cores azul e branco que matizam a esfera, ao mesmo tempo em que esta recorda o período do Brasil-Reino por trazer à memória a esfera armilar. Desperta a lembrança da fé religiosa dos nossos antepassados e o descobrimento desta parte da América, não por meio de um sinal [...] mas por meio de uma constelação, cuja imagem só pode fomentar a mais vasta fraternidade.”
Ficou, assim, a Bandeira representada por um losango amarelo em campo verde, tendo no meio a esfera azul-celeste, atravessada por uma zona branca em sentido oblíquo, descendo da esquerda para a direita com a legenda “Ordem e Progresso” inspirada no lema positivista: “o amor por princípio, a ordem por base e o progresso por fim.” Dentro da esfera está representado o céu da cidade do Rio de Janeiro, com a Constelação do Cruzeiro do Sul, correspondendo ao seu aspecto às 08h30 do dia 15 de novembro de 1889, data da Proclamação da República.
Os homens do mar têm no culto à Bandeira a mais rica das tradições navais. É em frente ao Pavilhão Nacional que todos que optam pela carreira militar e prometem solenemente honrar e defender à Pátria, com o sacrifício da própria vida. Seja nas mais distantes organizações militares, assim como em todos os navios da Armada, a Bandeira Nacional é reverenciada diariamente no hasteamento, pela manhã às 8 horas, e no arriamento, ao pôr do sol, em cerimônia, com o sentimento de profundo respeito.
Em toda parte em que esteja presente a Marinha do Brasil, seja com os meios navais ou com a presença dos Fuzileiros Navais, lá estará tremulando, em local de destaque, a Bandeira do Brasil. Ela representa, para os soldados e os marinheiros, o símbolo máximo da nacionalidade e o mais brilhante farol, que os encoraja a transpor grandes desafios e as mais variadas dificuldades, visando sempre aprimorar o continuado trabalho em prol da defesa e do desenvolvimento da Pátria.
A Cerimônia do Dia da Bandeira, prevista para o dia 19 de novembro, em todo Brasil, exalta o símbolo máximo da Pátria, e é o momento oportuno para renovar o compromisso assumido e a esperança de que o trabalho, o respeito e a dedicação se constituam na forma de contribuir para a construção de um futuro cada vez mais próspero para a Nação.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Almirante da Marinha do Brasil irá comandar a Força Naval das Nações Unidas no Líbano.

TV Senado exibe entrevista com o Contra-Almirante Caroli.


O programa “Diplomacia”, da TV Senado, exibiu, nos dias 13 e 14 de novembro, uma entrevista exclusiva com o oficial brasileiro que será o futuro comandante da Força Naval das Nações Unidas no Líbano, Contra-Almirante Luiz Henrique Caroli.
O Brasil foi convidado pela ONU e aceitou a missão de comandar uma força multinacional, em substituição à Itália. Além de Oficiais da Armada, tropas de Fuzileiros Navais e do Exército brasileiro deverão integrar a United Nations Interim Force in Lebanon (UNIFIL), a missão de paz que busca dar fim ao conflito armado entre Israel e o Líbano.

Os primeiros oficiais deverão partir rumo a Beirute nas próximas semanas e, segundo o Contra-Almirante Luiz Henrique Caroli, a tropa brasileira está apta a enfrentar o desafio. A presença do Brasil no conflito do Oriente Médio ainda foi o tema da reportagem especial do programa “Diplomacia” que ouviu diplomatas, parlamentares e analistas.

O programa será reexibido no próximo final de semana, sábado (20/11), às 11h30 e 22h30, e domingo (21/11), às 9h e às 17h.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

15 de novembro de 1889 - Proclamação da República !!!



No final da década de 1880, a monarquia no Brasil enfrentava uma grande crise, pois a classe média crescia e com ela o descontentamento com o império.

A abolição da escravidão em 1888 e as diversas mudanças sociais e econômicas que se davam no Brasil influiram muito. Pois a monarquia não representava uma forma de governo que correspondia às mudanças sociais em processo. Era necessário a implantação de um novo modelo político, que fosse capaz de fazer o país progredir e avançar nas questões políticas, econômicas e sociais.

Neste contexto aflorou a interesse pela república, especialmente pela classe média que ascendia, a cada dia concentrando mais poder econômico e com isso também o desejo de obter mais poder político e de decisão nos rumos político-econômicos do Brasil.

Outros fatores também contribuiram de forma preponderante como iremos elencar a seguir:

A Guerra do Paraguai (1864 – 1870) levou aos oficiais de nosso exército uma grande exposição aos ideiais republicanos. Pois o Brasil se aliou ao Uruguai e Argentina, sendo o Brasil a única monarquia no continente, que passou por uma onda republicana que varreu as colônias espanholas e tomando o poder em seus processos de independência.Com isso nossos soldados foram influenciados a implantar a república no Brasil.

Ainda haviam as críticas feitas por integrantes do Exército Brasileiro, que não aprovavam a corrupção existente na corte. Os militares estavam descontentes com a proibição, imposta pela Monarquia, pela qual os oficiais do Exército não podiam se manifestar na imprensa sem uma prévia autorização do Ministro da Guerra.

Os movimentos republicanos se multiplicavam por todo o país, com a imprensa manifestando apoio a politização popular e a libertação dos laços portugueses que eram marcantes em nosso governo. Assim em 1870 já existiam muitos partidos no Brasil e os mesmo se expandiam.

Um outro fato foi a fim da escravidão e a chegada de imigrantes com ideiais republicanos, que se somaram aos prejuízos obtidos pelos coronéis que da noite ao dia perderam muito dinheiro com a libertação de seus escravos e os novos custos com a mão de obra dos imigrantes sem que houvesse qualquer forma de ressarcimento do governo pelas perdas sofridas com a libertação dos escravos.

A Igreja Católica também apoiou a derrubada da monarquia no Brasil, uma vez que D. Pedro II nomeou dois bispos com o intuito de manter influência política, mas os mesmos recusaram a se subordinar as suas imposições. Com isso os dois bispos foram punidos com a prisão, uma medida que lançou a igreja contra o governo.

Diante das pressões imposta pela crise no governo, a falta de apoio popular e das constantes críticas que partiam de vários setores sociais, o imperador e seu governo, encontravam-se enfraquecidos e frágeis. D.Pedro II estava cada vez mais afastado das decisões políticas do país, com o mesmo se mudando com sua família para cidade de Petrópolis.

Um fato histórico curioso ocorreu no último baile do império, ocorrido na atual Ilha Fiscal, quando em 9 de novembro de 1889, D. Pedro II tropeçou assim que entrou no salão. Conseguiu, porém, recuperar o equilíbrio e teve fôlego para uma piada: “O monarca escorregou, mas a monarquia não caiu”. Mal sabia ele que o seu império cairia seis dias depois.
Enquanto isso, o movimento republicano ganhava força no Brasil. No dia 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca, ao passar pela Praça da Aclamação com sua espada empunhada, proclamou a República do Brasil.

Na noite deste mesmo dia, o marechal assinou o manifesto proclamando a República no Brasil e instalando um governo provisório. Onde permaneceu como presidente, tendo em seu governo provisório Rui Barbosa, Benjamin Constant, Campos Sales e outros como seus ministros.

Após 67 anos, a monarquia chegava ao fim. No dia 18 de novembro, D.Pedro II e a família imperial partiam rumo à Portugal. Tinha início a República Brasileira com o Marechal Deodoro da Fonseca provisoriamente como presidente do Brasil. A partir de então, o pais seria governado por um presidente escolhido pelo povo através das eleições. Foi um grande avanço nos rumos econômicos e políticos de nosso país.


Autor Angelo D. Nicolaci

Editor GeoPolítica Brasil

domingo, 14 de novembro de 2010

Obama se compromete a atuar para impedir agravamento da guerra cambial, afirma Mantega

Renata Giraldi

Enviada Especial

Seul – Alvo de críticas do Brasil e de vários países - por adotar uma política de fortalecimento da economia interna com ameaças ao desequilíbrio econômico global -, o governo dos Estados Unidos se comprometeu a atuar de forma diferenciada. O compromisso de Obama foi feito durante o encerramento da Cúpula do G20 (que reúne as maiores economias do mundo), segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

“O presidente Obama declarou que os EUA estarão trabalhando para a recuperação da economia e disse que os países que têm moeda de reserva têm de se portar de maneira diferenciada. Todo mundo assumiu responsabilidades. Acho que dá para ter uma cautela maior”, disse o ministro.

O governo norte-americano anunciou a compra de US$ 600 bilhões do Tesouro para tentar recuperar o mercado interno por meio do estímulo ao consumo e da geração de empregos. A medida, no entanto, é considerada uma ameaça à economia mundial por fragilizar o dólar.

Segundo Mantega, o documento firmado hoje (12) por todos os líderes presentes ao G20 não apresenta recomendações explícitas, mas compromissos. “O documento está recomendando que não se faça essa manipulação cambial. Todo mundo assinou o documento. Os países se comprometem a cumprir metas. O G20 é um fórum de compromissos.”

De acordo com o ministro, a partir do momento em que houve o compromisso coletivo, não pode ocorrer o rompimento de um dos governos. “[Por exemplo], a Alemanha, que assinou o documento, não poderá chegar amanhã e dizer que simplesmente não fez nada. Vai ter de fazer alguma coisa”, disse.

Mantega explicou que todos os países se comprometeram a tomar medidas “macroprudenciais” para evitar o agravamento de eventuais crises. Mas, segundo ele, essas medidas só poderão ser adotadas pelos países emergentes.

“Foi aprovada aqui a possibilidade de tomar medidas macroprudenciais para combater esses perigos, como no caso dos fluxos de capitais [quando sobram dólares no mercado]. Isso é inédito”, afirmou o ministro. “Isso quer dizer que poderemos controlar os capitais excessivos que vierem a entrar nos países. Se vierem os abusos, nós e outros países tomaremos as medidas, o que ajuda a conter o apetite de que isso ocorra.”

Edição: Graça Adjuto
Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Países africanos devem delimitar suas plataformas continentais para garantir exploração soberana de riquezas, defende Jobim

Brasília, 11/11/2010 - A exemplo do Brasil, os países da África Ocidental devem realizar levantamento dos recursos existentes em suas plataformas continentais e pleitear a sua extensão até o limite de 350 milhas náuticas para garantir a exploração soberana de riquezas.

A medida foi defendida pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, durante a XII Reunião de Ministros de Defesa da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP), encerrada nesta quinta-feira (11/11). Jobim observou que, em razão da similaridade geológica existente entre plataformas marítimas brasileira e africana, é possível que exista também na costa africana riquezas semelhantes às encontradas no Brasil.

De acordo com o ministro, a ausência de delimitação das plataformas continentais dos parceiros africanos poderia, em tese, tornar legalmente factível que outros países obtenham direitos de exploração comercial dos recursos minerais situados nessa faixa. O ministro propôs estender aos países participantes da reunião a colaboração já oferecida a Angola no levantamento das respectivas plataformas.

Durante o encontro, Jobim também afirmou que, sintomaticamente, surgem no Atlântico Norte conceitos até então inexistentes como de "Bacia do Atlântico", e "compartilhamento de soberanias" englobando o Norte e o Sul do oceano. "O Brasil não endossa nenhuma dessas iniciativas", disse.

Para o ministro, os países da CPLP, irmanados em torno dos princípios de não ingerência, "saberão trilhar o caminho fraternal do respeito mútuo". Ressaltou que a CPLP representa espaço de interlocução fundamental para o fortalecimento da causa da paz e da justiça.

O vice-ministro de Defesa de Angola, Almirante Gaspar Rufino, manifestou o desejo de que o Brasil realize com sucesso as negociações para uma pauta comum de realizações com os demais países integrantes da CPLP.

A ministra de Defesa Nacional de Cabo Verde, Cristina Fontes, afirmou que a segurança marítima é assunto prioritário da agenda da CPLP, acrescentando que essa segurança deve ser garantida por meio de constante fiscalização.

Já o ministro de Defesa Nacional de Guiné-Bissau, Aristides Silva, considera necessária maior participação da CPLP em projetos de saúde e desporto militar e manutenção de paz.

O ministro de Defesa de Moçambique, Filipe Nyusi, destacou a necessidade de colaboração dos países da CPLP no que se refere á profissionalização das Forças Armadas. E salientou que é necessário também, no momento, a capacitação de recursos humanos das Forças Armadas e o desenvolvimento da indústria de defesa das nações que compõem a CPLP.

Citando a crise econômica, o ministro de Defesa de Portugal, Augusto Silva, considerou importante que as nações da CPLP realizem uma gestão racional dos poucos recursos disponíveis. Ele defendeu também um diálogo entre a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), os países de língua portuguesa e, ainda, os países da União Africana. Portugal, de acordo com Augusto Silva, se coloca à disposição para facilitar esse diálogo.

A defesa e a segurança são hoje instrumento para a paz, mas só a cooperação e as parcerias permitem o fortalecimento da paz e o desenvolvimento, disse o ministro de Defesa de São Tomé e Príncipe, Carlos Stock.

Já o secretário de Defesa de Timor-Leste, Júlio Pinto, agradeceu o apoio técnico e militar que o Brasil e de Portugal têm dado a seu país. O próximo encontro de ministros de Defesa ainda não tem data marcada. A sede desse encontro, no entanto, já está escolhida: será em Cabo Verde.

A Reunião realizada em Brasília terminou com a assinatura de quatro documentos: 1. Declaração Final da XII Reunião; 2) Declaração de Aprovação da Contribuição Financeira dos Estados Membros da CPLP para o Fundo Especial do Centro de Análise Estratégica (CAE); 3) Declaração sobre o novo Estatuto do CAE; e 4) Aprovação deste Estatuto.

A programação do encontro, no Grand Bittar Hotel, iniciou-se na terça-feira (09/11) com o seminário sobre o funcionamento do CAE, e prosseguiu, na quarta-feira (10/11), com a III Reunião de Diretores de Política de Defesa Nacional. No último dia (quinta-feira, 11/11), os ministros de Defesa se reuniram para aprovar os assuntos discutidos pelo CAE e pelos Diretores.


Texto: Jose Romildo
Edição: Luiz Gustavo Rabelo
Foto: Elio Sales
Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa
Fone: (61) 3312-4070

Comandante da Marinha da China visita o Brasil

 

Comandante da Marinha do Brasil, Alte Esq Moura Neto (Esq), cumprimenta o Comandante da Marinha do Exército Popular de Libertação da China, Alte Esq Wu Shengli


A visita da Comitiva da Marinha da China ao Brasil é mais uma etapa do processo de aproximação entre as duas nações, que vem acontecendo nos últimos anos. Entre os dias 3 e 7 de novembro, o Comandante da Marinha do Exército Popular de Libertação da China, Almirante-de-Esquadra Wu Shengli, esteve no País conhecendo a Esquadra brasileira e discutindo assuntos estratégicos de interesse das duas Marinhas.
A agenda de atividades começou na manhã do dia 3, no Comando do 1° Distrito Naval, no Rio de Janeiro. O Comandante da Marinha do Brasil, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, presidiu a cerimônia de imposição da Comenda da Ordem do Mérito Naval, ao Almirante Wu Shengli. Após a solenidade, seguiram para uma audiência reservada sobre temas de interesse das Forças, visando elaborar uma agenda de trabalho conjunta.

Apontada pelo Comandante da Marinha da China como local prioritário no roteiro, a Escola Naval foi a Organização Militar (OM) visitada no período da tarde. Na instituição, os convidados assistiram a uma palestra sobre o sistema de ensino da Marinha brasileira, conheceram camarotes e laboratórios. “Essa visita foi muito significativa para nós, pois ainda na China, ele externou o desejo de conhecer o porta-aviões, um submarino e a Escola Naval”, revelou o Comandante da Escola Naval, Contra-Almirante Leonardo Puntel. Segundo ele, a relação intercultural entre os países se estreita quando o Navio-Escola “Brasil” (NE Brasil) realiza a viagem de Circunavegação e aporta na China. “Nessa oportunidade, os Guarda-Marinha conhecem diversos portos daquela nação, além das escolas navais chinesas”, ressaltou o Almirante Puntel. Ao final da tarde, uma homenagem especial encerrou a visita: o Desfile Escolar do Corpo de Aspirantes, em continência ao Comandante da Marinha do Exército Popular de Libertação da China.



Comandante da Escola Naval (esq), C Alte Puntel, apresenta as instalações da instituição ao Almirante Wu Shengli (centro), acompanhado do Comandante da Marinha do Brasil, Alte Esq Moura Neto, e do Diretor-Geral do Pessoal da Marinha, Alte Esq Wiemer (dir)


Na manhã do dia 5, a comitiva foi recebida pelo Comandante-em-Chefe da Esquadra, Vice-Almirante Eduardo Monteiro Lopes, no Centro de Adestramento Almirante Marques de Leão, onde conheceu simuladores de treinamento. “A visita dessa Delegação complementa a ida de um navio brasileiro à China, em virtude das comemorações do aniversário da Marinha chinesa em 2009”, explicou o Almirante Monteiro Lopes.
Por fim, os chineses visitaram os meios navais brasileiros de maior interesse para o grupo: o Submarino “Tamoio”, a Corveta “Barroso” e o Navio-Aeródromo “São Paulo”.

Chegada do Comandante da Marinha do Exército Popular de Libertação da China ao Submarino “Tamoio”



 

Alte Esq Wu Shengli em visita ao Navio-Aeródromo “São Paulo”

Farc afirmam que Dilma vai ter 'papel determinante' na paz regional

Guerrilha da Colômbia divulgou nota saudando a presidente eleita do Brasil.
Texto diz que brasileira acredita em 'saída política' para conflito colombiano.

As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) afirmaram em comunicado nesta sexta-feira (12) que a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, terá um "papel determinante" para a obtenção da paz regional e para a "irmandade dos povos" do continente americano.
O texto destaca a trajetória de Dilma, "sempre ligada à luta pela justiça".
"Presidente Dilma, para a senhora o nosso aplauso e reconhecimento", diz a nota assinada pelo Secretariado do Estado-Maior Central das Farc e divulgado nesta sexta-feira pelo site da Agência de Notícias Nova Colômbia (Anncol), simpática à guerrilha.
"Permita que ecoemos a justificada alegria do grande povo de Luís Carlos Prestes (líder comunista brasileiro e comandante da Coluna Prestes), diante do fato relevante de terem, pela primeira vez na história do Brasil, uma mulher sempre ligada à luta pela justiça na Presidência", diz a guerrilha.
O comunicado também ressalta a "pública convicção" de Dilma sobre a "necessidade de uma saída política para o conflito interno da Colômbia" e acrescenta que sua vitória multiplicou a esperança das Farc "na possibilidade de alcançar a paz pela via do diálogo e da justiça social".


"Temos certeza que a nova presidente do Brasil terá um papel determinante na construção da paz regional e na irmandade dos povos do continente", conclui a nota.
Em setembro passado, quando ainda era candidata a presidente, Dilma declarou que o Brasil só intermediaria em uma eventual negociação de paz com as Farc caso fosse um pedido do governo colombiano.

O que falta para uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU?

"Vaga está ligada ao poderio militar do país", diz pesquisador


Para conseguir uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU, o Brasil tem que ser reconhecido como potência militar, diz o pesquisador da Unicamp e coronel da reserva do Exército Geraldo Cavagnari.

Folha - Por que a Índia recebeu apoio dos EUA para entrar no Conselho de Segurança e o Brasil não?

Geraldo Cavagnari - A capacidade militar da Índia já é significativa e a do Brasil, não. E ainda, para agravar, a Índia domina a tecnologia nuclear para fins militares. Não temos isso, não adianta, esse clube é muito fechado.

O Brasil tem chance de conseguir uma vaga permanente?

Tem, mas não agora. Para ser membro permanente do Conselho de Segurança, o país tem que ser reconhecido como potência militar, o que não é o caso.
Todos os membros permanentes são. Não basta ser uma potência econômica. O Conselho de Segurança da ONU não é um órgão com atribuições econômicas, ele tem atribuições políticas e por isso exige grande capacidade militar.

Então, para entrar no conselho, o Brasil tem que investir nas Forças armadas?

O Brasil tem que começar a investir nisso ou não vai ser reconhecido como grande potência. Mas não acho que isso deva ser uma prioridade hoje, primeiro o país tem que ser uma potência econômica para depois poder conquistar a outra posição.

A importância regional da Índia também pesa no apoio dos EUA?

Sim, pela proximidade com a China. Na região, o único país que faz um contraponto com a China em termos militares é a Índia. Ela está em uma teatro potencial de guerra, que é esta região, o sul da Ásia. Já o Brasil está em uma das regiões mais estáveis do mundo, que é a de América Latina, Atlântico e Pacífico Sul.

Fonte: Folha

Turquia se opõe a projeto Escudo da OTAN que aponta Irã como inimigo

Turquia se opõe ao projeto da Otan que aponta Irã como inimigo



A Turquia não aceitará que o projeto de escudo antimísseis da Otan designe especificamente o Irã como uma ameaça contra a segurança da Europa, declarou o presidente turco Abdullah Gul.

“A Otan é uma organização de defesa. Está montando um sistema de defesa contra qualquer nação do mundo que tenha mísseis e não pertença a ela”, assegurou o presidente turco em uma entrevista televisiva nesta segunda-feira.

“Designar só um país, o Irã (…) é um erro e não ocorrerá. Um país em particular não será o objetivo (…). Não aceitaremos isso”, acrescentou Gul.

A Otan e os Estados Unidos querem implantar um sistema de interceptação de mísseis para proteger a Europa contra o que, segundo eles, é uma crescente ameaça: lançamentos de mísseis de curto e médio alcances a partir do Oriente Médio, especificamente do Irã.

A Turquia, membro da Aliança, teme que este sistema, uma vez instalado, deteriore suas relações com o vizinho Irã e com a Rússia, que vêm melhorando nos últimos anos.

Segundo diplomatas turcos, Ancara reivindica que o escudo proteja todo o território turco e não apenas as zonas próximas ao Irã.

O governo islâmico e conservador do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan adotou uma posição mais moderada do que os países ocidentais a respeito do polêmico programa nuclear iraniano, insistindo em uma solução diplomática e rejeitando as sanções contra Teerã impostas pela ONU, o que provocou o descontentamento de Washington.

A questão do escuto antimísseis estará no centro das negociações da cúpula Otan-Rússia que acontecerá na próxima semana em Lisboa. O presidente russo Dimitri Medvedev, cujo país também desconfia do projeto já que não há garantias de que o sistema de defesa também vise a Rússia, participará da reunião.

Fonte: AFP via Plano Brasil

Reestruturação do Programa Espacial Brasileiro.

Reestruturação do Programa Espacial Brasileiro?



De acordo com informações apuradas pelo blog Panorama Espacial nas últimas semanas, o Programa Espacial Brasileiro (PEB), em médio prazo, pode ser submetido a uma significativa reestruturação.

O primeiro sinal público dessa restruturação foi dado numa entrevista do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, que em 2009 assumiu a Secretária de Assuntos Estratégicos (SAE). A entrevista foi publicada na edição nº 9 da revista Espaço Brasileiro (circulação em agosto), publicação institucional da Agência Espacial Brasileira (AEB). Abaixo, reproduzimos o trecho:

“Qual é o papel da Secretaria [SAE] no desenvolvimento das atividades espaciais no Brasil? Pretende ampliar sua colaboração?

Pretendemos. Inclusive, por sugestão de outros ministros foi proposta ao Presidente da República a criação de um Comitê Gestor das Atividades Espaciais no Brasil. O Presidente, eventualmente, talvez venha a designar a SAE como órgão articulador desse Comitê. A ideia é que esse Comitê possa identificar áreas importantes para o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro e propor ao Presidente medidas que venham a permitir a superação desses desafios no Programa.”

Desde então, nos bastidores, mais indicativos passaram a ser dados, inclusive algumas medidas adotadas dentro do programa. Nas últimas semanas, algumas pessoas consultadas no governo e na iniciativa privada ligada ao setor confirmaram determinadas movimentações em direção à restruturação do PEB, de formato, no entanto, ainda não plenamente definido e conhecido.

No início desta semana, o blog obteve informações mais detalhadas sobre a possível criação do comitê, que se chamaria Comitê Gestor de Atividades Espaciais (CGAE). O comitê teria como objetivo principal a fixação de políticas e estratégias visando ao desenvolvimento das atividades espaciais.

O CGAE seria integrado apenas representantes de alto nível, isto é, entidades com status ministerial, como os Ministérios da Ciência e Tecnologia e Defesa, além da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), entre outros. Pelo que o blog pode apurar, o CGAE como concebido nesse momento “esvaziaria” o Conselho Superior da AEB, e mesmo a própria agência, no modelo hoje em vigor.

Consultada sobre o assunto no início de outubro, a SAE emitiu em 8 de novembro o seguinte esclarecimento:

“Com interesse recebemos sua consulta sobre o Programa Espacial Brasileiro.

O envolvimento da Secretaria de Assuntos Estratégicos – SAE – no Programa Espacial Brasileiro vincula-se estritamente à Estratégia Nacional de Defesa, aprovada pelo Decreto n° 6.703, de 18 de dezembro de 2008, que considera, juntamente com o nuclear e o cibernético, o setor espacial como decisivo para a defesa nacional e para o desenvolvimento do país.

Empenhada na implementação da END, marco na concepção e coordenação da defesa no Brasil, a SAE promove e aprofunda o debate em torno dos temas de interesse, como tarefa a realizar, demandada na própria END.”

Que haverá mudanças estruturais no PEB, parece não haver dúvidas. A grande questão é saber qual será a dimensão e as implicações dessa reestruturação que, muito provavelmente, terá evoluções concretas apenas a partir do próximo governo, em 2011.

Fonte: Panorama Espacial Via Plano Brasil

domingo, 7 de novembro de 2010

Comandante da Marinha assina Acordo Internacional voltado para o aprimoramento da segurança marítima



O Comandante da Marinha do Brasil (MB), Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, assinou um Acordo Operacional voltado para o aprimoramento da segurança marítima, sob uma perspectiva global, durante o 8º Simpósio Regional de Poder Naval das Marinhas do Mediterrâneo e do Mar Negro, realizado entre os dias 20 e 22 de outubro, em Veneza-Itália.  
Por meio desse acordo de importância estratégica, a Marinha foi admitida como membro de uma Rede Transregional de Troca de Informações Marítimas, a Trans-Regional Maritime Network (T-RMN). A rede é consolidada pela interligação do Sistema de Informações sobre o Tráfego Marítimo (SISTRAM) – sistema brasileiro; do Open and Analysed Shipping Information System (OASIS), sistema de Cingapura; e do Virtual-Regional Maritime Traffic Center (V-RMTC), elaborado pela Marinha Militar Italiana.
O simpósio contou com a participação de delegações de 43 países, além de 18 organizações internacionais, civis e militares, relacionadas à segurança marítima.

O processo de admissão do Brasil foi precedido pela aprovação, unânime, dos 23 países que compõem o sistema V-RMTC. A assinatura desse acordo, e a consequente admissão da Marinha do Brasil nesse fórum internacional, confirmam o êxito dos esforços empreendidos pela Marinha do Brasil, desde o final de 2007. Durante o período, inúmeros testes e exercícios foram realizados, visando ao interfaceamento entre o SISTRAM e o V-RMTC.

Brasil sobre 4 posições em desenvolvimento humano

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.
Um relatório das Nações Unidas, publicado nesta quinta-feira, em Nova York, revela que o Brasil melhorou quatro posições no ranking de desenvolvimento humano.
 
O país, que ocupava a posição 77 no ano passado, numa lista de 169 nações, subiu para 73 e é considerado, pelos padrões da ONU, uma nação de desenvolvimento médio.
 
Melhorias
O relatório mede índices como expectativa de vida, saúde e educação. Este ano, o estudo está comemorando sua 20ª. edição sob o tema "A Verdadeira Riqueza das Nações: Vias para o Desevolvimento Humano".
 
A pesquisadora Isabel Pereira, que participou da produção do relatório, falou à Rádio ONU sobre algumas das áreas de melhorias no Brasil.
 
"Tem havido um progresso geral em termos de saúde. Existe mais informação para entender que a educação é de melhor qualidade. A esperança de vida é mais alta e o rendimento também é mais alto no Brasil", afirmou.
 
Noruega
Neste ano, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, mudou a metodologia de composição do relatório. Pela primeira vez, os pesquisadores analisaram os efeitos da desigualdade social.
 
Dos países de língua portuguesa, Moçambique foi o que obteve a classificação mais baixa no ranking ocupando a posição 165 de 169 nações.
 
O país mais desenvolvido do mundo continua sendo a Noruega, seguida por Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos.
 
Fonte: Agência ONU
 
 
 

Publicado em: 05/11/2010

Monumento aos Mortos da 2ª Guerra está entre os novos patrimônios culturais do país

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil
 
Rio de Janeiro - O país conta a partir de ontem (4) com mais três bens promovidos à categoria de Patrimônio Cultural do Brasil: o Monumento aos Mortos da 2ª Guerra Mundial, no Rio de Janeiro, o Centro Histórico de São Félix, na Bahia, e o encontro das águas dos rios Negro e Solimões, no Amazonas.
 
A definição ocorreu no primeiro dia de reuniões do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no Palácio Gustavo Capanema, no Rio. Hoje (5) serão votadas mais três propostas de tombamento e registro como patrimônio cultural: a paisagem cultural em Santa Tereza, no Rio Grande do Sul, o sistema agrícola tradicional do Rio Negro, no Amazonas, e o ritual Yaokwa do Povo Indígena Enawene Nawe, em Mato Grosso.
 
O tombamento de um local ou bem material ou o registro como patrimônio cultural de um bem imaterial garante a preservação e também é um forte incentivo ao desenvolvimento de projetos de captação de recursos para garantir sua permanência. No caso do encontro das águas dos rios Negros e Solimões, o objetivo é preservar suas margens e a paisagem, ao longo dos 10 quilômetros de ocorrência do fenômeno.
 
A devolução do canhão paraguaio El Cristiano - tomado pelos brasileiros durante a Guerra do Paraguai e que está no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro – não obteve consenso entre os conselheiros, que remeterão as diversas visões sobre o assunto ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a quem caberá decidir.
 
“Tivemos posições favoráveis, posições contrárias e posições conciliadoras, no sentido de estabelecermos um marco da amizade entre os dois povos e que determinados troféus de guerra fiquem tanto no lado brasileiro, quanto no paraguaio. Todas as sugestões vão ser encaminhadas ao presidente da República, que tem a competência de fazer os destombamentos e tomar a decisão de devolução ou não do canhão”, afirmou o presidente do Iphan, Luiz Fernando begin_of_the_skype_highlighting     end_of_the_skype_highlighting de Almeida.
 
O El Cristiano foi forjado com sinos de igrejas paraguaias. A Guerra do Paraguai ocorreu de 1864 a 1870, tendo o Brasil, a Argentina e o Uruguai de um lado e o Paraguai do outro. Estima-se que, entre civis e militares, 50 mil brasileiros e 300 mil paraguaios tenham morridos em batalhas ou vítimas da fome e de doenças.
 
Edição: Aécio Amado
 
Fonte: Agência Brasil
 
 

Publicado em: 05/11/2010

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Jobim condena plano de aliança militar para o Atlântico Sul

Em conferência no Rio, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, atacou as estratégias militares dos EUA e da Otan (aliança militar ocidental). Jobim disse que o Brasil não pode aceitar que "se arvorem" o direito de intervir e criticou a proposta, ventilada nos EUA, de "cortar a linha" que separa o Atlântico Sul do Norte

Cláudia Antunes - Folha de SP
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, fez um forte ataque às estratégias militares globais dos EUA e da Otan (aliança militar ocidental), afirmando que nem o Brasil nem a América do Sul podem aceitar que "se arvorem" o direito de intervir em "qualquer teatro de operação" sob "os mais variados pretextos".

Ele criticou em especial a proposta ventilada nos EUA de "cortar a linha" que separa o Atlântico Sul do Norte para criar o conceito de "bacia do Atlântico".

Lembrou que os EUA não firmaram a Convenção sobre o Direito do Mar da ONU e portanto "não reconhecem o status jurídico de países como o Brasil, que tem 350 milhas de sua plataforma continental sob sua soberania".

"Como poderemos conversar sobre o Atlântico Sul com um país que não reconhece os títulos referidos pela ONU? O Atlântico que se fala lá é o que vai à costa brasileira ou é o que vai até 350 milhas da costa brasileira?"

Também referiu-se a uma "alta autoridade" americana que defendeu "soberanias compartilhadas" no Atlântico. "Ao que nós perguntamos: qual é a soberania que os EUA querem compartilhar, a deles ou a nossa?"

Jobim falou na abertura da 10ª Conferência do Forte de Copacabana, promovida pela Fundação Konrad Adenauer, ligada à Democracia Cristã alemã, para criar um "diálogo" entre América do Sul e Europa em segurança.

Em resposta ao alemão Klaus Naumann, ex-diretor do Comitê Militar da Otan, que disse que a Europa é o "parceiro preferencial" de que os EUA necessitam para manter seu papel dominante no mundo, o ministro disse: "Não seremos parceiros dos EUA para que eles mantenham seu papel no mundo".

Também criticou o embargo a Cuba e defendeu o direito da Venezuela de desenvolver energia nuclear para fins pacíficos. "A política internacional não pode ser definida a partir da perspectiva do que convém aos EUA."

Ele afirmou que a Europa "não se libertará" de sua dependência dos EUA e por isso tende a sofrer baixa em seu perfil geopolítico. O da América do Sul tenderia a crescer, pelo crescimento econômico e os recursos naturais, água inclusive, de que dispõe em abundância, enquanto escasseiam no mundo.

O Brasil e o subcontinente devem "construir um aparato dissuasório voltado para ameaças extrarregionais" que lhes permitam "dizer não quando tiverem que dizer não", completou.

O ministro lembrou que alguns países europeus são "parceiros" do reaparelhamento militar brasileiro, caso da França. Mas advertiu: "As chances de cooperação nesse campo serão tanto maiores quanto menor for o apoio da Europa a esquemas diplomático-militares que venham a entender como tentativa de reduzir a margem de autonomia do Brasil".

Nelson Jobim sobe tom de críticas aos EUA e protege o pré-sal

RIO - O Brasil não conversará com os Estados Unidos sobre a possibilidade de criar uma "Bacia do Atlântico", ligando o oceano Sul ao Norte, até que a potência passe a referendar a Convenção do Mar, da Organização das Nações Unidas (ONU). A afirmação foi feita pelo ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim.
Em tom bastante crítico em relação aos EUA, Jobim disse que os direitos brasileiros sobre os fundos marinhos que garantem a exploração do pré-sal, dentro da margem de 350 milhas a partir do litoral, decorrem da Convenção do Mar. E, por isso, "só é possível conversar com um país que respeite essa regra".
Acadêmicos americanos sugeriram ao Brasil que se criasse uma soberania compartilhada sobre o Atlântico, "apagando" a linha entre o Atlântico Sul e o Atlântico Norte. No entanto, Jobim questionou sobre quais seriam os termos desse acordo.
"Me pergunto: qual é a soberania que os Estados Unidos querem compartilhar? Querem compartilhar também a deles ou só querem compartilhar a nossa?", indagou Jobim, diante de uma plateia de militares na VII Conferência de Segurança Internacional do Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro.
A dois meses do fim de seu mandato, Jobim subiu bastante o tom das críticas aos Estados Unidos e disse que, apesar de o Brasil amar a paz, isso não significa "incapacidade de defender os seus interesses". Ele afirmou não ter planos para participar do governo de Dilma Rousseff, que se inicia a partir de janeiro.
O ministro foi ponderado ao dizer que o Brasil pode ter relações com os Estados Unidos, mas frisou que a "Defesa sul-americana quem faz são os sul-americanos". Em tom bastante crítico à postura da potência do Atlântico Norte em relação ao resto do mundo, o ministro da Defesa disse ser evidente que os "sul-americanos não serão parceiros dos Estados Unidos para que eles mantenham seu papel no mundo".
Para criticar a postura ofensiva dos EUA, o ministro citou a interferência do país sobre a China, a Rússia e, principalmente, sobre a Europa com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). E seria justamente esta inserção americana na OTAN que tornaria a realidade da América do Sul mais contrastante com a da Europa.
Durante a palestra, o ministro chegou a dizer, por exemplo, que o único resultado que o embargo econômico a Cuba teve foi produzir um país "orgulhoso, pobre e com ódio dos Estados Unidos". "A política internacional não pode ser definida a partir do que convém à América do Norte", ressaltou.
O ministro afirmou que o Exército brasileiro "não pode, não deve" aliar-se a exércitos que não aceitem ser comandados por outras forças, como a ONU. Isso faz com que os EUA não participem das ações humanitárias da ONU, por exemplo.
Jobim aproveitou o contexto para dizer que há uma relação assimétrica entre os países detentores de armas nucleares e os não detentores, que encontraram, em sua opinião, dificuldades de desenvolver tecnologia para o fornecimento de energia elétrica a partir de usinas nucleares.
Ele lembrou da crise energética vivida pela Venezuela antes da decisão de desenvolver energia elétrica nuclear. "Essa atitude é aplaudida pelo Brasil, porque foi isso que o Brasil fez", disse.
(Juliana Ennes | Valor)

sábado, 30 de outubro de 2010

OIT e Brasil firmam parceria para responder a desastres naturais.

Governo brasileiro vai investir US$ 1 milhão no projeto, que terá duração de três anos; Haiti, Nigéria e países de língua portuguesa na África serão os primeiros beneficiados.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.


A Organização Internacional do Trabalho, OIT e o governo do Brasil lançaram nessa quarta-feira um programa para aumentar a resposta a desastres sociais e naturais.
O projeto terá a duração de três anos, com o objetivo de melhorar a capacidade dos países em assistência humanitária, dar formação sobre a prevenção de desastres naturais e ajudar regiões afetadas a lidar com a recuperação pós-conflito.
Haiti e Nigéria
Os primeiros países a se beneficiarem serão Haiti, Nigéria, Timor-Leste, as nações de língua portuguesa na África além dos territórios palestinos.
Para o diretor geral da OIT, Juan Somavia, "a liderança, o compromisso e a experiência do Brasil têm sido um exemplo autêntico de assistência humanitária internacional". Somavia destacou ainda o papel fundamental que o desenvolvimento econômico e a inclusão social podem desempenhar no gerenciamento de crises, como o terremoto no Haiti.
Investimento
O governo brasileiro vai investir US$ 1 milhão no programa, equivalente a mais de R$ 1,7 milhão. Ao oficializar a parceira, a embaixadora do Brasil na ONU em Genebra, Maria Nazareth Farani de Azevêdo, destacou que o projeto "é uma contribuição para os esforços da OIT em prevenir os efeitos dos desastres sociais e naturais".
Na primeira fase, haverá capacitação de 276 funcionários de governos no programa, desenvolvido pelo Centro de Treinamento da OIT em Turin, na Itália.

Biodiversidad: Concluye reunión con adopción de tratado sobre recursos genéticos

29 de octubre, 2010

 Representantes de 190 gobiernos aprobaron hoy un nuevo tratado que promoverá la administración de los recursos genéticos de una manera más justa.
La adopción del instrumento tuvo lugar en la jornada de clausura de una reunión de la Convención de la ONU sobre Biodiversidad que se celebró en Nagoya, Japón.

El instrumento establece reglas básicas sobre cómo las naciones deberán compartir el acceso a los beneficios de recursos genéticos como plantas, cuyos extractos han sido utilizados para desarrollar medicinas y productos cosméticos.

También sugiere formas de compensación para los países que han preservado esos materiales genéticos por décadas.

Durante la reunión se adoptó además una nueva estrategia para abordar la pérdida de biodiversidad con metas que deben ser cumplidas para el año 2020.

Por ejemplo, los gobiernos acordaron aumentar la extensión de las áreas protegidas a un 17% de la superficie del planeta, y las zonas marinas al 10%.

FONTE: WWW.ONU-BRASIL.ORG.BR

Ataque a base da ONU na República Democrática do Congo mata oito

Confronto ocorreu em Rwindi, no leste do país africano.
Dois insurgentes Mai-Mai também ficaram feridos.

Os capacetes azuis da ONU na República Democrática do Congo (RDC) mataram oito milicianos de um grupo de insurgentes congoleses Mai-Mai que atacaram sua base no sábado à noite na região leste do país, anunciou a Missão da ONU na RDC (Monusco).
O ataque foi executado por quase 50 homens armados com fuzis AK47 e armas de fabricação local. O alvo foi a base da ONU em Rwindi, na província de Kivu Norte, informa um comunicado da MONUSCO.
Aoesar das advertências dos oficiais da ONU, os insurgentes abriram fogo contra os soldados e tentaram invadir a base.
Os militares da ONU responderam e provocaram a fuga dos agressores após um tiroteito que durou de “15 a 20 minutos”, segundo a Monusco.
O ataque terminou com oito mortos e dois feridos entre os insurgentes que, segundo as primeiras informações, parecem pertencer a um grupo Mai-Mai.
Fonte: G1 Mundo

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Praça Marinha do Brasil, primeira revitalizada pela prefeitura dentro do Programa A Praça é Sua, é reinaugurada



RIO - Reinaugurada nesta quarta-feira, a Praça Marinha do Brasil, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, é a primeira de uma série a ser revitalizada dentro do programa A Praça é Sua, da Secretaria de Conservação e Serviços Públicos. Entre os serviços realizados pela Coordenadoria Geral de Conservação (CGC), estão os reparos em 20 metros de meio fio e sarjetas, recuperação de 100 metros quadrados de calçamento em concreto e limpeza em 70 metros de ramais de ralo, para desobstruir o sistema de drenagem. Além disso, foram instalados 40 grampos no entorno da Praça e cinco caixas para encaixe dos refletores.
Segundo a secretaria, a Gerência de Monumentos e Chafarizes fez a recuperação do chafariz, por meio da instalação de duas bombas, refazendo o antigo jorro. O comando elétrico, que estava paralisado desde 2008, foi recuperado, além da limpeza do lago e o tratamento do ferro das panelas de jorro. A gerência realizará ainda a limpeza do monumento ao Almirante Tamandaré, patrono da Marinha de Guerra do Brasil.
A Rioluz instalou sete novos refletores no entorno do monumento. Todo o circuito elétrico passou por revisão, com a troca de lâmpadas apagadas e correção das que permaneciam acesas durante o dia. A Comlurb reforçou a limpeza, fez pintura nos balanços, escorregas, gangorras, do alambrado da praça e da grade do monumento.
O programa A Praça é sua promete revitalizar até 2012 as 1.274 praças da cidade.

FONTE: OGLOBO.OGLOBO.COM

68 Anos de criação da Força Naval do Nordeste


Autoridades presentes à cerimônia


A Esquadra e o Clube Naval comemoraram, no dia 05 de outubro, na Base Naval do Rio de Janeiro, os 68 anos da Força Naval do Nordeste (FNNE), criada para aumentar a capacidade de combate da Marinha do Brasil durante a 2ª Guerra Mundial.
Em fevereiro de 1942, navios mercantes brasileiros começaram a ser torpedeados e, em agosto do mesmo ano, um único submarino alemão afundou seis navios com a nossa bandeira, resultando na morte de 607 pessoas. Após este fato, o Presidente Getúlio Vargas declarou “Estado de Guerra” contra as nações do Eixo.
A criação da Força Naval do Nordeste fez parte do rápido e intenso processo de reorganização das forças navais brasileiras para adequar-se à situação de conflito. Sua árdua e intensa vida operativa contribuiu para a livre circulação nas linhas de comunicação do Atlântico Sul.
A cerimônia foi presidida pelo Comandante-em-Chefe da Esquadra, Vice-Almirante Eduardo Monteiro Lopes, e contou com a presença de autoridades militares da ativa e da reserva. Entre elas, o Almirante-de-Esquadra Alfredo Karam, ex-Ministro da Marinha e oficial mais antigo presente, dentre os componentes da Força Naval do Nordeste.
Presentes, ainda, o Almirante-de-Esquadra Mauro Cesar Rodrigues Pereira, ex-Ministro da Marinha; o Almirante-de-Esquadra Roberto de Guimarães Carvalho, ex-Comandante da Força; e o Presidente do Clube Naval, Vice-Almirante Ricardo Antônio da Veiga Cabral.



Alocução do Contra-Almirante Moacyr Mirabeau de Carvalho Soares

  Durante o evento, o Contra-Almirante (Médico) Moacyr Mirabeau de Carvalho Soares relembrou e detalhou as ricas experiências vivenciadas pelas tripulações brasileiras durante o conflito. Após a oração, proferida pelo Capelão Naval do ComemCh, foi realizada aposição floral junto ao busto do Almirante Soares Dutra, primeiro e único Comandante da Força Naval do Nordeste, e conduzidos toques de silêncio, alvorada e vitória, em homenagem aos integrantes da FNNE falecidos.



Aposições florais no busto do Almirante Soares Dutra




Autoridades, convidados e integrantes da Força Naval do Nordeste




Congraçamento na Praça D´Armas do ComemCh, com os integrantes da FNNE

EXTRATO DO REGULAMENTO DE UNIFORMES DO EXÉRCITO

 POSTAGENS EM TEMPO

Brasília- DF, 5ª feira, 02 de outubro de 2003 Ano XLVII Encarte ao NE Nº 10.105

Regulamento de Uniformes do Exército

Uso de Condecorações
A Secretaria-Geral do Exército (SGEx), ouvido o Grupo Permanente de Estudo para Modificação do Regulamento de Uniformes do Exército (GPE-RUE), presta os seguintes esclarecimentos relativos ao uso de condecorações, conforme o Capítulo VII do RUE.


1. Ordem de precedência para a disposição das medalhas e barretas
1 - Cruz de Combate de 1ª ou 2ª Classe 2 - Medalha ""Sangue do Brasil"" 3 - Medalha de Campanha
4 - Medalha do Pacificador com Palma 5 - Ordem Nacional do Mérito 6 - Ordem do Mérito Militar (1)
7 - Ordem do Mérito da Defesa 8 - Ordem do Mérito das demais Forças e Ordem do Mérito das Forças Armadas (2) 9 - Mérito Civil (3)
10 - Medalha Militar 11 - Medalha de Guerra 12 - Medalha do Pacificador
13 - Medalha do Mérito Santos Dumont e Medalha do Mérito Tamandaré (4) 14 - Medalha Marechal Trompowsky 15 - Medalha de Serviço Amazônico
16 - Medalha de Distinção de 1ª ou 2ª Classe 17 - Medalha Mallet 18 - Medalha Caxias
19 - Medalha-Prêmio Correia Lima 20 - Medalha Marechal Hermes Aplicação/Estudo 21 - Medalhas-Prêmio dos Colégios Militares
22 - Condecoração de Praça mais Distinta 23 - Medalha Marechal Mascarenhas de Moraes 24 - Medalha do Mérito do Ex-Combatente do Brasil
25 - Medalha da Vitória 26 - Medalhas Estaduais (5) 27 - Ordens Estrangeiras (6)
Medalhas Estrangeiras (7)
(1) Quando premiar ato de bravura pessoal ou coletiva, em missões ou operações de guerra, precederá todas as demais.
(2) Por ordem de recebimento, independente de grau.
(3) Ordem de Rio Branco, Ordem do Mérito Judiciário Militar, Ordem do Mérito Médico, Ordem do Mérito Ministério Público Militar e Ordem do Mérito Cívico. Por ordem de recebimento.
(4) Por ordem de recebimento.
(5) Só poderá ser usada na Unidade Federativa outorgante e, tão somente, quando o militar estiver participando de solenidade organizada pelo governo estadual ou em visita à organização policial militar ou à organização do governo estadual.
(6) Após as medalhas nacionais.
(7) Após as Ordens Estrangeiras e, se não houver, após as medalhas nacionais.
A PARTE INFERIOR DAS MEDALHAS DEVE TANGENCIAR A BORDA INFERIOR DA PESTANA DO BOLSO DA TÚNICA (2ºA e B - 3º A e B).
2. Disposições das Medalhas
a. No uniforme 1º A, as medalhas são usadas no lado esquerdo do peito; entre os 1º e 4º botões; em fileiras de quatro, no máximo; segundo a ordem de precedência – da direita para a esquerda e de cima para baixo – observando-se as seguintes prescrições:
- havendo uma única fileira, esta deve ser colocada na altura do 2º botão;
- havendo mais de uma fileira, a distância entre as medalhas de uma fileira e as da fileira seguinte deve ser de 10 mm;
- se forem duas ou três fileiras, a primeira deve ficar entre os 1º e 2º botões;
- no caso de quatro fileiras, a primeira deve ficar à altura do 1º botão.
b. Nos uniformes abertos e com bolso, observam-se as seguintes prescrições, além da ordem de precedência e quantidade máxima de quatro medalhas por fileira:
- no caso de fileira única, a parte inferior da fileira deve tangenciar a parte inferior da pestana do bolso superior
esquerdo;
- havendo mais de uma fileira, a última tem a colocação citada acima, mantida a distância de 10 mm entre as medalhas de uma fileira e as da fileira seguinte;
- as medalhas não são usadas simultaneamente com o distintivo de OM.
3. Disposições das barretas
- Devem ser organizadas em fileiras de três colunas (até 15 barretas) e em quatro colunas no caso de um número de barretas superior a quinze.
- Devem ser colocadas, de forma centralizada, 2mm acima do bolso superior esquerdo da túnica.
- Devem ser dispostas em precedência idêntica à estabelecida para as medalhas.
4. Disposições das condecorações
a. Dos colares e faixas:
- somente um colar e uma faixa podem ser usados de cada vez;
- a faixa deve passar por baixo da platina do ombro direito, devendo ser ajustada de forma a que os laços não ultrapassem 30 mm abaixo da cintura, e também deve ter como complemento obrigatório a placa correspondente.
b. Das comendas:
- podem ser usadas até três comendas pendentes do pescoço;
- no 1º uniforme, a primeira fica junto à gola e as demais saindo dos primeiro e segundo botões (fitas encobertas e as comendas ligeiramente superpostas);
- nos uniformes com gravata, as comendas ficam por cima da gravata vertical, passando as fitas por baixo do colarinho da camisa (as comendas podem ficar parcialmente recobertas);
- o uso da comenda de Grande-Oficial tem como complemento obrigatório a respectiva placa.
c. Das placas:
- são usadas, no máximo, seis placas, sendo quatro no lado esquerdo e duas no lado direito;
- quando, no lado esquerdo, for usada apenas uma placa, esta deve ser colocada logo abaixo das medalhas, sem, contudo, tocá-las;
- sendo usadas duas placas, a segunda fica 10 mm abaixo da primeira “em pala”;
- três placas serão dispostas em triângulo e quatro em forma de cruz;
- sendo usada uma faixa, a placa que a complementa é sempre a primeira a ser colocada;
- o uso das placas obedece aos regulamentos das respectivas ordens e ao inciso V do Art.128 do RUE; sendo usadas no lado esquerdo as placas da Ordem Nacional do Mérito, da Ordem do Mérito Militar, da Ordem do Rio Branco e da Ordem Nacional do Mérito Médico (Grau Grã-Cruz) e, no lado direito, as placas da Ordem do Mérito da Defesa, da Ordem do Mérito Naval, da Ordem do Mérito Aeronáutico, da Ordem do Mérito Judiciário Militar, da Ordem Nacional do Mérito Médico (Grau Grande Oficial) e da Ordem do Mérito Ministério Público Militar.
5. Condecorações nacionais
O Art. 114 do RUE descreve as condecorações nacionais cujo uso é autorizado nos uniformes do Exército.
a. Governos estaduais, comandos de polícias militares e de corpos de bombeiros militares.
Uso restrito à unidade federativa outorgante e, tão-somente, quando o militar estiver participando de solenidade organizada pelo governo estadual ou em visita à organização policial militar ou à organização do governo estadual.
b. Governos municipais.
Uso restrito ao município outorgante, em solenidade a cargo do governo municipal.
c. Órgãos e associações civis que congregam ex-combatentes, engenheiros militares e oficiais do Serviço de Saúde.
Uso restrito às solenidades internas de tais órgãos ou associações outorgantes.
6. Não se inclui no item “5 c” o uso da Medalha Marechal Mascarenhas de Moraes, Medalha do Mérito do Ex-Combatente do Brasil e Medalha da Vitória, destinada a agraciar pessoas físicas e jurídicas que tenham prestado significantes serviços à Força Expedicionária Brasileira ou a seus ex-combatentes ou veteranos.
7. O militar fardado, ao ser agraciado em solenidade com condecoração de uso não autorizado nos uniformes militares, após recebê-la e afastar-se do local da cerimônia, deve retirá-la.
8. Nas solenidades nacionais da Marinha e da Aeronáutica, deve ser dado destaque às suas condecorações.
9. Nas solenidades dos dias 19 de abril e 25 de agosto são usadas apenas condecorações nacionais.
10. Aos militares possuidores de condecorações nacionais e estrangeiras não se permite o uso exclusivo das estrangeiras, devendo ser ostentada pelo menos uma condecoração nacional.

Voo da FAB leva ajuda humanitária nesta quarta-feira ao Haiti

Brasília, 26/10/2010 – Quatro toneladas de medicamentos, luvas, pastilhas de purificação de água e outros materiais de prevenção à cólera e atendimento a enfermos no Haiti serão embarcados em Brasília, nesta quarta-feira (27/10), às 13h, em voo da Força Aérea Brasileira (FAB), procedente do Rio de Janeiro. O envio da ajuda humanitária foi autorizado pelo Ministério da Defesa, atendendo a solicitação do Ministério da Saúde.
A aeronave da FAB que levará ajuda humanitária faz voos regulares ao Haiti com o objetivo de levar suprimentos para o Batalhão Brasileiro naquele país. Desta vez, porém, tendo em vista a urgência da solicitação, o Ministério da Defesa determinou que fosse dada prioridade ao embarque da carga encaminhada pelo Ministério da Saúde para o atendimento da população haitiana.
Ao mesmo tempo em que o Governo brasileiro envia ajuda para o combate à cólera no Haiti, o contingente de militares brasileiros presentes naquele país vem adotando uma série de medidas para evitar o risco de contaminação das tropas.
 Entre as medidas adotadas, as tropas que compõe os Batalhões 1 e 2 (Brabatt 1 e 2) e a Companhia de Engenharia vem ampliando a higienização das dependências dos quartéis e redobrando os cuidados com a purificação da água. As mesmas medidas também vem sendo adotadas nas áreas de atuação das tropas em Porto Príncipe, capital do País.
Texto: José Romildo
Fotos: Élio Sales
Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa

Irã e comunidade internacional retomam diálogo sobre programa nuclear dia 10 de novembro

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
 
Brasília - O chefe do Conselho de Segurança Nacional do Irã, Saeed Jalili, confirmou hoje (29) que no próximo dia 10 serão retomadas as negociações com a comunidade internacional em torno do programa nuclear iraniano. Em novembro, ainda sem definição de local, as autoridades do Irã e do chamado P5+1 – formado pelos Estados Unidos, pela Grã-Bretanha, China, França, Rússia e Alemanha. As conversas estão suspensas há um ano.
 
Jalili disse ter recebido uma correspondência da chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, informando sobre a disposição de retomar as negociações no dia 10 de novembro. Segundo ele, o local onde ocorrerá a reunião será definido por acordo entre o Irã e os integrantes do P5+1. As informações são da rede estatal iraniana de televisão, a PressTV, e e da agência de notícias do governo, a Irna.
 
Antes da correspondência de Catherine Ashton, Jalili disse ter enviado carta à União Europeia – em 6 de julho de 2010 – impondo as condições do governo do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Segundo ele, todos os negociadores devem se comprometer com as determinações do Tratado de Não Proliferação Nuclear e do direito à tecnologia pacífica.
 
O governo iraniano exige ainda esclarecimentos sobre o programa nuclear de Israel. Para Jalili, a política nuclear israelense não é clara nem segue as orientações da Organização das Nações Unidas (ONU).
 
Nas negociações com o P5+1, o Irã quer que a base das conversas seja o acordo nuclear, firmado em maio com o apoio do Brasil e da Turquia, definindo a troca de urânio enriquecido a 3,5% pelo produto enriquecido a 20%. Na ocasião, os países envolvidos nas discussões afirmaram que havia a necessidade de retomar alguns aspectos do texto.
 
Desde 9 de junho de 2010, o Irã está submetido a sanções impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas e unilateralmente por alguns países. As restrições afetam, sobretudo, o comércio e as relações econômicas do Irã com a comunidade internacional. As medidas foram definidas porque há suspeitas de que no programa nuclear iraniano ocorra a produção de armas atômicas. As autoridades do país negam.
 
Edição: Juliana Andrade
 
Fonte: Agência Brasil
 
 

Publicado em: 29/10/2010

domingo, 24 de outubro de 2010

Ex-Combatentes do Brasil



As Associações dos ex-combatentes do Brasil surgiram logo após o regresso de todas as tropas brasileiras que lutavam ao lado dos aliados contra as nações totalitárias (Alemanha, Itália e Japão). Foram partes: MGB, FEB e FAB.
O Conselho Nacional situa-se no Rio de Janeiro.

Nos estados, instalaram-se as secções que são ligadas ao Conselho que as coordenam através de um estatuto único aprovado em Convenção Nacional, o que nos possibilita mantermo-nos afastados de quaisquer vínculos político-partidários.

Rio Negro baixa seis centímetros e bate recorde, diz Serviço Geológico

Nível chegou a 13,63 metros, em Manaus, neste domingo.
Trinta e oito municípios do estado já decretaram emergência.
O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) informou que o nível do Rio Negro baixou seis centímetros entre sábado (23) e domingo (24) e bateu um recorde histórico. Segundo o gerente de hidrologia Daniel Oliveira, o índice chegou a 13,63 metros. Antes disso, o nível mais baixo havia sido registrado em 1963: 13,64 metros. A medição é realizada há 108 anos.

Outros rios da Amazônia também registram baixas. Na sexta-feira (22), relatório do CPRM apontou baixa recorde do Rio Amazonas, na estação de medição de Parintins. Na quarta-feira (20), o nível estava 10 centímetros abaixo do menor já visto anteriormente, em 1997.
Com a seca que a região enfrenta, as estações de Careiro e Itapeua, no Rio Solimões, também chegaram aos seus níveis mais baixos já medidos.

Na semana passada, a estação de Tabatinga, no Alto Solimões, havia registrado vazante recorde. Em Itapeua (comunidade situada no município de Coari), o nível da água medido na terça-feira (19) estava 98 centímetros abaixo do menor já verificado anteriormente, em 1998.

O Rio Solimões entra no Brasil perto de Tabatinga, na tríplice fronteira com a Colômbia e o Peru. Na altura de Manaus, ele conflui com o Rio Negro. Como explica Oliveira, por ter um volume maior de água, o Solimões influencia também o nível do Negro nas imediações da capital amazonense.

Postos de controle mataram 680 civis iraquianos, diz documento secreto

Informação divulgada pelo Wikileaks diz que 30 vítimas eram crianças.
Militares tinham ordem de atirar contra todo veículo que não parasse.



Militares americanos mataram 680 civis iraquianos inocentes, sendo 30 crianças, em postos de controle no país árabe, segundo informações contidas em documentos secretos divulgados pelo site WikiLeaks na sexta-feira (22).


Os militares, que tinham recebido ordens de disparar contra todo veículo que não parasse nesses controles, mataram quase seis vezes mais civis do que insurgentes.
Segundo os sobreviventes de alguns desses incidentes, as tropas americanas abriram muitas vezes fogo sem aviso prévio.
Em 14 de junho de 2005, marines americanos dispararam contra um veículo no qual viajavam 11 civis que não parou em um controle de Ramadi ao oeste de Bagdá. Nesse incidente morreram sete pessoas, incluindo duas crianças.
As forças da coalizão que invadiram o Iraque foram também acusadas de excessos nos ataques com helicópteros.
Reação globalO relator especial da ONU sobre a tortura, Manfred Nowak, e a Anistia Internacional pediram no sábado (23) que os Estados Unidos investiguem os casos de tortura apresentados nos documentos de militares divulgados na sexta-feira (22) pelo site Wikileaks.
"O governo Obama tem a obrigação, quando há sérias acusações de tortura contra qualquer funcionário dos EUA, de investigar e tomar as atitudes necessárias... Eles devem ser processados", disse Nowak à rádio BBC.
O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, afirmou neste sábado em Londres que os 400 mil documentos secretos das forças americanas divulgados por seu site mostram a "verdade" sobre a guerra do Iraque. "Esta divulgação é sobre a verdade", disse Assange, que também é redator-chefe da página especializada em vazar documentos de inteligência, em uma coletiva de imprensa realizada em um hotel de Londres.
"O ataque à verdade sobre a guerra começa muito antes de seu início e continua muito tempo depois de seu fim", acrescentou. "Esperamos corrigir parte deste ataque à verdade que ocorreu antes da guerra, durante a guerra e que continuou desde que a mesma terminou oficialmente", disse o australiano nascido em 1971.
O site já havia divulgado em julho os primeiros 77 mil documentos sobre a guerra do Afeganistão. Estes informes, que revelavam detalhes sobre vítimas civis e supostos vínculos entre o Paquistão e os insurgentes talibãs, provocaram uma tempestade midiática e enfureceram os Estados Unidos.
Apesar dos protestos dos EUA e da Otan, o WikiLeaks divulgou nesta sexta-feira à noite cerca de 400 mil documentos secretos do Exército americano, desta vez sobre a guerra do Iraque, que revelam que a coalizão internacional torturou presos e fez vista grossa ante abusos das forças iraquianas.
Segundo o WikiLeaks, esta divulgação constitui "o maior vazamento da história do Exército americano". Os documentos militares secretos em posse do WikiLeaks contemplam o período de 1 de janeiro de 2004 a 31 de dezembro de 2009.

Cólera mata mais de 200 e chega à capital do Haiti

Cinco casos da doença foram registrados em hospital de Porto Príncipe; suspeitas passam de 2,6 mil

Da BBCA ONU afirmou neste domingo ter detectado os cinco primeiros casos de cólera na capital do Haiti, Porto Príncipe. As vítimas teriam sido levadas ao hospital depois de adoecer em Artibonite, ao norte da capital.
Mais de 200 pessoas já morreram na região e 2.674 pessoas estão sob suspeita de infecção.
As mortes se concentram nas regiões de Artibonite e Plateau Central, ao norte da capital, Porto Príncipe. Na primeira, as autoridades já confirmaram a morte de 194 pessoas, além de outras 14, na última.
As localidades mais atingidas são Douin, Marchand Dessalines e arredores de Saint-Marc, a cerca de 100km de Porto Príncipe.
No entanto, vários casos foram registrados na cidade de Gonaives e em vilarejos próximos à capital, entre eles Archaei, Limbe e Mirebalais.
Os cinco pacientes em Porto Príncipe estão sob isolamento já que autoridades temem que o número de mortos possa se multiplicar dramaticamente, caso a doença chegue aos acampamentos improvisados para a população após o terremoto de janeiro.
Acampamentos sob risco
O tremor deixou cerca de 1,5 milhão de pessoas sem teto e matou cerca de 250 mil.
Até hoje, milhares vivem nos acampamentos, sem saneamento básico e com acesso limitado a água potável.
O cólera provoca febre alta, diarreia, vômitos e desidratação.
No sábado, o presidente haitiano, René Preval, disse que as autoridades estão tomando providências para que o cólera não ultrapasse os limites do foco original.
Agências humanitárias disseram, entretanto, que já haviam sido registrados casos da doença fora dessas regiões e que ela pode estar chegando à fronteira da República Dominicana.
Especialistas dizem que essa é a primeira epidemia de cólera em um século, por isso, a população não tem qualquer imunidade contra a bactéria.
Mais mortesAs autoridades temem que Acredita-se que o surto de cólera tenha sido provocado pelo consumo de água contaminada do rio Artibonite.
O governo brasileiro anunciou na sexta-feira que está ajudando a combater o problema.
Segundo nota divulgada pelo Ministério da Saúde e pelo Itamaraty, o Brasil estaria pronto para distribuir suprimentos médicos, pastilhas para purificação de água, vasilhames, kits higiênicos e soro reidratante.
A nota diz ainda que técnicos brasileiros do Ministério da Saúde estão na capital Porto Príncipe, onde treinam agentes sanitários haitianos e preparam levantamento sobre necessidades de material médico.
Segundo o informe, na próxima semana o Brasil enviará ao Haiti, em voos especiais da FAB, antidiarreicos, sais para reidratação oral e antibióticos, além de luvas e outros materiais descartáveis.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Servidores receberão diferença de reajustes concedidos entre 1993 e 2000

Jornal da Justiça: servidores receberão diferença de reajustes concedidos entre 1993 e 2000

Supremo Tribunal Federal determina o pagamento da diferença de reajuste concedido entre 1993 e 2000 a servidores militares. Apenas os que tinham patentes superiores haviam sido beneficiados pelo reajuste integral de 28,86%. Além dos militares, os servidores civis que não haviam recebido, também terão direito à diferença. Confira os detalhes da sessão plenária no Jornal da Justiça, que ainda destaca: União é processada por favelização na orla de Magé (RJ). A ação objetiva regularizar a ocupação próxima à Praia de Mauá, área de preservação ambiental e de propriedade da Marinha. Outro destaque: juiz Eduardo Machado Rocha deixará o cargo de prefeito interino da cidade de Dourados (MS). A decisão é do Tribunal de Justiça, que determinou que a presidente da Câmara, a vereadora Délia Razuk assuma o cargo. Jornal da Justiça, nesta quinta-feira (07), a partir das 6 horas.

Fonte: Rádio Justiça

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Marinha encerra buscas por supostas minas enterradas em Maragogi

Marinha encerra buscas por supostas minas enterradas em Maragogi
por Marcela Oliveira
Após 16 dias de buscas sem resultados, a Marinha do Brasil decidiu encerrar nesta quarta-feira (20), ao meio-dia, as buscas pelas supostas minas aquáticas que estariam enterradas no município de Maragogi.


Doze fuzileiros navais, vindos do Rio de Janeiro, estão em Alagoas desde o último dia 06. Vários pontos foram escavados na tentativa de localizar as seis minas da época da 2ª Guerra Mundial, mas nenhum artefato foi encontrado. A ausência de um equipamento capaz de rastrear o solo com mais precisão e informações desencontradas de pescadores e moradores antigos da região dificultaram o trabalho. O equipamento usado pelos marinheiros só captaria os artefatos se eles estivessem enterrados a até 2 metros de profundidade. A mina encontrada em maio estava a 70 cm de profundidade.

Nas imediações do Banco do Brasil nada foi localizado e as buscas lá foram encerradas, assim como na orla marítima. O suposto artefato de número 2, em frente à loja Boticário, o qual um mestre de obras disse ter visto durante escavações ocorridas há 10 anos, também não foi localizado. O mestre de obras disse que o objeto era plano, mas, de acordo com o capitão André Pereira Meire, se era plano não se tratava de uma mina e já foi removido.

Hoje de manhã, a equipe faz uma última sondagem na Praia de Antunes. Um pescador disse ter visto duas minas serem enterradas lá quando ele ainda era garoto. Em maio, uma primeira mina foi encontrada por acaso durante uma escavação para uma obra de saneamento da Prefeitura de Maragogi, distante 125 km de Maceió, o que levantou suspeitas de que outras poderiam estar enterradas na região. O artefato não é brasileiro e a Marinha ainda desconhece a sua procedência.

Quem sou eu